Indicados ao Grammy [5] Melhor Álbum Pop

Finalmente o blog chegou aos momentos mais nervosos do Grammy – a premiação dos álbuns! A indicação ou a vitória em Melhor Álbum dentro de um field (pop, rock, country, R&B), além de trazer credibilidade e relevância ao trabalho do artista vencedor, pode ser um passo a mais até a cereja do bolo: Álbum do Ano (quando o indicado dentro do field também está indicado nesta categoria).

No caso de Melhor Álbum Pop, categoria que estreou em 1968 com a vitória do icônico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e ficou de fora das premiações até 1995, quando Bonnie Raitt ganhou com “Longing in Their Hearts”, o binômio “vitória no field > vitória no prêmio principal” funcionou com Celine Dion com “Falling Into You” em 1997; Steely Dan com “Two Against Nature” em 2000 (ano que teve sua sorte de polêmicas em Álbum do Ano, já que a opção mais conservadora levou em cima do enfant terrible e grande revelação do ano, Eminem, que concorria com o “The Marshall Mathers LP”); “Come Away With Me” de Norah Jones em 2003; Ray Charles de forma póstuma com “Genius Loves Company” em 2005; e Adele com o “21” em 2012.

Este ano, o único indicado a Melhor Álbum Pop que está entre os concorrentes a Álbum do Ano é o “1989”, da Taylor Swift, e com chances fortes de fazer esse binômio acontecer – e entrar nessa lista bem curiosa, que inclui nomes poderosos da indústria misturados com artistas à época quase-novatas. A chance da Taylor levar no field é alta; o problema são as confusões em torno dessa categoria, que não me parece mais óbvia como nas previsões – porque aqui temos a maior vencedora (e maior indicada) em Álbum Pop; e uma lenda da música.

Antes de entendermos as possibilidades, vamos aos indicados.

Kelly Clarkson, “Piece By Piece”
Florence + the Machine, “How Big, How Blue, How Beautiful”
Mark Ronson, “Uptown Special”
Taylor Swift, “1989”
James Taylor, “Before This World”

A análise vem após o pulo!

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Mark Ronson e o fôlego em Uptown Special

Cover CD Mark Ronson Uptown SpecialQuem acompanha música deve conhecer alguma coisa sobre Mark Ronson. O DJ e produtor britânico por trás do clássico “Back To Black”, da Amy Winehouse (além de trabalhos com Lily Allen, Christina Aguilera, Robbie Williams e Bruno Mars), é sempre sinônimo de mistura de várias influências em busca de um som moderno, mas com um pezinho no passado. E com o lançamento de “Uptown Special”, o foco são os anos 70.

O que ninguém – nem ele mesmo esperava, como relatado na reportagem de capa da Billboard desta semana– era que o seu novo álbum (o terceiro em sua discografia) seria tão ansiosamente esperado por causa do primeiro grande hit do ano, “Uptown Funk”, um sucesso massivo e que não dá mostras de diminuir a velocidade da dominação tão cedo. O lead-single do álbum acabou levando crítica e público a conferir o que Ronson tinha preparado para o álbum – como a participação especial do mito Stevie Wonder em duas faixas, além da contribuição do escritor vencedor do Pulitzer Michael Chabon nas músicas do CD.

Será que já podemos incluir “Uptown Special” nas listinhas futuras de melhores de 2015, ainda em Janeiro? Confira no track-by-track!

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Ficar parado é a última coisa que Mark Ronson e Bruno Mars fazem no vídeo de”Uptown Funk”

Mark Ronson and Bruno Mars Uptown Funk video

Num mundo essencialmente pop, sempre bom tem um pouco de groove pra contrabalançar, não é? E é isso que o produtor britânico Mark Ronson (o homem por trás do icônico “Back To Black” da eterna Amy Winehouse, além de ter trabalhado com nomes como Lily Allen, Robbie Williams e Christina Aguilera) está apresentando no primeiro single de seu novo álbum “Uptown Special” (para quem não sabe, ele tem três álbuns lançados), o funk-soul nervosíssimo e cheio de ginga “Uptown Funk”, com participação especial de outro parceiro musical, Bruno Mars.

Para quem não sabe, os dois trabalharam juntos na produção do segundo álbum do havaiano, “Unorthodox Jukebox” (que levou o Grammy de Melhor Álbum Pop em 2014) – aquele álbum espetacular que mesclou os anos 70 e 80 melhor que muito cd inspirado nos anos 80 por aí – e como a química bateu, Bruno tem créditos de participação em outra faixa do álbum de Ronson, que está previsto para ser lançado em 2015. Mas primeiro, vamos começar com esse petardo incrível que é “Uptown Funk” – uma música completamente diferente do que tá rolando por aí, mas com uma capacidade radio-friendly incrível, graças à qualidade da faixa e a voz moldada para o grande público que é a do Bruno Mars, mas com um pouco mais de agressividade e força que viriam bem também à sua pequena discografia.

O novo álbum de Mark Ronson também conta com participações de Kevin Parker do Tame Impala, Andrew Wyatt, e do produtor Emile Haynie, além de outros nomes. E pode-se esperar uma abordagem bem setentista e cheia de ritmo no CD, assim como o lead single “Uptown Funk”, que muitos críticos dizem ter influência de Prince, outros de Michael Jackson, e eu vejo um pouco de James Brown, principalmente na parte final da música.

E com a música já estourada nos charts (subindo velozmente nas rádios, em primeiro lugar no Chart Viral do Spotify e em vigésimo-segundo no iTunes), é claro que a nova dupla dinâmica da música ia lançar o clipe do single, que segue na mesma vibe da música. Um clipe cool e descolado, com muitas cores, dancinhas charmosas do Bruno e os Hooligans (além da participação bem cool do Mark Ronson balançando a cabeça) e um dos momentos mais bizarramente divertidos do mês: uma sequência de Bruno e Mark num cabeleireiro, com bobs na cabeça, cruzando as pernas e – claro – balançando a cabeça ao som do ritmo impecável de “Uptown Funk”.

Eu ouvi hit? Eu ouvi viral? Confira o elétrico vídeo!