Indicados ao Video Music Awards 2017 [4] COMBO DE CHANCES I

Estamos chegando perto do Video Music Awards, que talvez sim talvez não domine as mentions e tretas do domingo (considerando que “Game of Thrones” terá season finale mas as críticas negativas viraram tema de artigos mundo afora), e quando chega essa época – e a escriba que vos fala não terminou de escrever todas as previsões em ordem – é hora de pensar no COMBO DE CHANCES: ou seja, um lindo resumo de postagens com as principais previsões nas categorias restantes, pra gente saber quem pode levar o Moonperson e quem vai sair do award de mãos abanando.

Primeiro, hora de mais uma guerra de fandoms, desta vez entre os indicados a Melhor Vídeo Pop.

BEST POP
Shawn Mendes – “Treat You Better”
Ed Sheeran – “Shape of You”
Harry Styles – “Sign Of The Times”
Fifth Harmony ft. Gucci Mane – “Down”
Katy Perry ft. Skip Marley – “Chained To The Rhythm”
Miley Cyrus – “Malibu”

Ainda não entendi a ausência de nomes como Selena Gomez (cujo clipe de “Bad Liar” foi lançado dentro do período de elegibilidade e é melhor do que muitos que fizeram o corte final), a Lorde (que, apesar de não ter lançado o melhor clipe do ano para “Green Light”, tem uma estética interessante e é a cara do VMA), e até o Liam Payne (cara, a MTV perdeu a chance de capitalizar em cima de feud de ex-membro de boy band?); mas a lista de indicados está pelo menos de acordo com os artistas que estão em destaque dentro do combalido pop atual, além de lembrar que a Katy Perry, apesar do flop, lança sempre excelentes clipes.

Honestamente, este ano teremos outra boa e velha guerra de fandoms, criteriosamente escolhida para dar audiência ao award, porque sabemos de uma coisa: a fã-base vota, mas quem decide é a emissora. Em 2017, o Melhor Vídeo Pop pode ficar entre o Shawn Mendes, com “Treat You Better”, o Fifth Harmony com “Down” e Harry Styles com “Sign of the Times”. Tiro o Ed Sheeran da jogada porque, mesmo “Shape of You” sendo o maior hit aqui, é fato que a base de fãs dele nem se compara com o flood que o fandom dos outros três artistas devem estar fazendo. Creio que só iria para as mãos dele caso a MTV mexesse os pauzinhos, mas curiosamente, seria um award meio anticlimático.

Quanto a Katy, apesar de estar justamente indicada aqui (entre os cinco vídeos, é o mais bem feito e bem produzido, apesar do zero replay value), acredito que a MTV queira dar uma pimpada no feud em que ela está envolvida lá em Melhor Colaboração…

(aliás, cadê “Despacito”?)

(é sério, EU NÃO FAÇO IDEIA de quem leva essa)


Já na categoria de Melhor Vídeo de Rock, a ausência que eu menos entendi foi a do Imagine Dragons que colocou “Believer” no top 10 da Billboard Hot 100 e é a banda de rock mais bem sucedida este ano. Podiam ter se lembrado também do Linkin Park (aliás, nem ouvi murmúrios de tributo ao Chester Bennington…) – e apenas eu ter citado mais duas bandas esquecidas no churrasco é a prova de que a MTV CAGA para esta categoria. Vão os medalhões mesmo e acabou.

BEST ROCK
Coldplay – “A Head Full of Dreams”
Fall Out Boy – “Young And Menace”
Twenty One Pilots – “Heavydirtysoul”
Green Day – “Bang Bang”
Foo Fighters – “Run”

Entre os indicados, eu aposto nos mais populares. Certeza que o Coldplay é favorito, apesar do vídeo de “A Head Full of Dreams” ser uma snoozefest. Quer coisa pior que vídeo de turnê, bicho? Mesmo que a intro disfarce a verdadeira “historinha” do clipe e a fotografia granulada dê um ar retrô e de nostalgia à produção, é um vídeo de turnê, o que é a coisa mais preguiçosa do mundo. Mas o Coldplay é popular e para o que a MTV classifica como Rock, eles são o mais “famoso” e “chama audiência” que podem conseguir.

Já o Foo Fighters sempre emplaca alguma coisa, e desta vez o clipe vale a pena ganhar o Moonperson – “Run” é divertidíssimo e insano (e o FF tem expertise em fazer vídeos divertidos com referências pop impensadas como “Airplane!” e “Um Dia de Fúria”), com os velhinhos em fúria me lembrando vagamente aquela cena da luta na igreja em “Kingsmen” e ainda aquela coreografia que eu realmente não esperava. Às vezes, o vídeo demora mais do que deveria na rage dos idosos, mas quando sai do espaço fechado e o grupo domina a rua, o clipe ganha contornos ainda mais divertidos. E considerando que o Foo Fighters é outra banda bem popular, é mais fácil a MTV dar o Moonperson a quem realmente cumpre a função de ser um rock act 😉

(pior que parece que todo ano são sempre os mesmos indicados)

E vocês, o que acham que vai acontecer nessas categorias? Quem tem mais chance de levar?

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As narrativas do Grammy [3] Gravação do Ano

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No Big Four do Grammy Awards, as narrativas nunca estão sozinhas, elas dependem dos entrechos de outras categorias. Quem ganha em seus fields nas categorias de song/performance tem mais chances aqui; e discutindo os álbuns, quem leva o field tem meio caminho andado para o principal prêmio.

Falando em Gravação do Ano, que celebra as melhores produções do período de elegibilidade, trata-se de uma categoria onde os grandes sucessos se encontram. Mas também temos narrativas aqui, e 2015-16 foi um momento em que as bolhas social e musical se mesclaram de uma maneira surpreendente especialmente no big 4 – o  que pode criar algumas narrativas e divisões interessantes (ou surpresas imprevisíveis) no grande dia. Algumas dessas narrativas continuarão resistindo, outras não.

Hora de falar dos indicados, com análise após o pulo:

GRAVAÇÃO DO ANO:
“Formation” – Beyoncé
“Hello” – Adele
“7 Years” – Lukas Graham
“Work” – Rihanna Feat. Drake
“Stressed Out” – twenty one pilots

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As narrativas do Grammy [2] Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo

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A categoria de Performance Pop por Duo ou Grupo é sempre um espaço onde os grandes hits se encontram, já que a narrativa mais recente do pop acabou girando em torno das colaborações (e curiosamente, esse encontro entre as categorias antigas – Colaboração Pop com Vocais e Melhor Performance por um Duo ou Grupo com Vocal, junto com a categoria instrumental – é algo que fez mais sentido que juntar as categorias de gênero numa só), e como esses encontros fizeram sucesso e lançaram carreiras (a trajetória de um dos últimos vencedores nessa categoria se deu justamente por causa de um featuring). Por isso, é sempre interessante ver quais são os nomes que aparecem aqui no corte final do Grammy, especialmente porque durante as minhas previsões, essa categoria era algo tranquilo que virou uma grande confusão… E cujo candidato favorito da pessoa que vos escreve mal chegou na lista final.

Pois bem, diante de grandes hits que dominaram um ano curioso, em que lembramo-nos muito mais dos artistas como entidades únicas do que das colaborações entre eles (sorry, mal me recordo da dupla Closer), o hit com envolvidos mais poderosos da indústria pode ser o vencedor natural da categoria.

Por isso, a narrativa aqui é: quem tem chances de tirar o Gramofone das mãos de Rihanna e Drake?

Primeiro, os indicados:

Best Pop Duo/Group Performance
“Closer” – The Chainsmokers Featuring Halsey
“7 Years” – Lukas Graham
“Work” – Rihanna Featuring Drake
“Cheap Thrills” – Sia Featuring Sean Paul
“Stressed Out” – Twenty One Pilots

Agora, a análise!

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Design de um top 10 [32] Bye bye verão americano

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Depois de muito tempo, estamos de volta com o “Design de um Top 10”! A análise do chart da Billboard é sempre uma delícia quando temos algum tipo de variedade e diversão no topo; assim como pode ser bem entediante quando a mesma música está em primeiro lugar nas paradas.
Curiosamente, após a saída de “One Dance”, do Drake, do topo, finalmente tivemos algum tipo de balanço nesse top 10 – o que casa com o fim do verão americano e a mudança gradativa na “pegada” das canções – alguns artistas que já lançaram CD escolhem como single a balada para o Outono/Inverno; e quem vai lançar algo por agora, decide por algo bem explosivo para dominar as vendas de fim de ano, que sempre são polpudas. Por isso, a gente já começa a notar algumas mudanças nos artistas e nas faixas que fazem sucesso nessa época, assim como notamos os grandes nomes que se sedimentaram em 2016.
Top 10 Billboard Hot 100 (24.09.2016)

#1 Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

#2 Heathens – twenty one pilots

#3 Cold Water – Major Lazer (Feat. Justin Bieber, Mø)

#4 Cheap Thrills – Sia feat. Sean Paul

#5 Don’t Let Me Down – The Chainsmokers feat. Daya

#6 Ride  – twenty one pilots

#7 This Is What You Came For – Calvin Harris feat. Rihanna

#8 Send my Love (To Your New Lover) – Adele

#9 Needed Me – Rihanna

#10 We Don’t Talk Anymore – Charlie Puth feat. Selena Gomez

Tem uns dois anos em que, apesar de termos megahits dominando o topo dos charts, você consegue ter uma boa variedade de ritmos bombando no top 10, desde EDM, passando por pop, hip hop, urban e rock. Tem pra todo mundo, e graças ao streaming, que ajudou muita gente nova a aparecer e deu empoderamento ao ouvinte em expressar através das audições ou das playlists o que ele realmente curte, você tem muita coisa diferente mesclada aos mesmos nomes de sempre. As trends ainda sobrevivem nesse contexto (oi, “tropical house”), mas hitar “do seu jeito” e com uma promoção que funcione nos tempos que correm também ajuda.

chainsmokers-gifEm primeiro lugar há quatro semanas na Billboard está “Closer“, do duo EDM The Chainsmokers, com featuring da Halsey. A música ganhou um boost grande após a apresentação do VMA, e detalhe – ainda nem tem clipe, o que pode torná-la a pedra no sapato de futuros lançamentos grandes (oi Lady Gaga). A faixa, apesar de ter todo o clima de fim de tarde, é um daqueles hits inexplicáveis de americano – porque a música é uma BOMBA NAPALM, mas se vermos que é o terceiro single do The Chainsmokers a pegar top 10 nesta era, há uma consistência aí.

“Heathens” subiu uma posição e só faz crescer. O queridinho rock do ano, twenty one pilots colocou o terceiro twenty one pilots gifsingle no top 10, e a julgar pelo desempenho nos charts digitais e nos streams, além de subidas consistentes nas rádios, ainda pode fazer um belo estrago. Eu achava que “Cold Water”, do Major Lazer, seria a música que poderia destronar “Closer”, mas parece que “Heathens” pode ser a música. Curiosamente, o momento de “Esquadrão Suicida”, filme cuja música faz parte da trilha sonora, já passou, mas a faixa ganhou uma bela sobrevida, independente da produção. E merece, a música é sensacional.

“Cold Water” muito bem nos streams e na rádio, e mesmo com a queda no top 10, ainda está crescendo e mal chegou ao peak. A faixa, mesmo com essa pegada “tropical house” modinha desde o ano passado, tem algo meio melancólico, de fim de estação, o que combina bem com a transição do verão americano para o inverno. Curiosamente, “Closer” e CW vem disputando posições nos charts eletro, mas “Cold Water” é bem mais completa e robusta. E Justin Bieber finalmente se encontrou com o Diplo, hein. Podia viver pra sempre fazendo vocal de eletrônico.

E pra quem achava que Charlie Puth ia ficar em “See You Again”, o moço conseguiu um hitão daquele CD medíocre. Apesar de algumas quedinhas na rádio, “We Don’t Talk Anymore” já vem crescendo muito nos charts, e crescendo bem – a faixa pulou duas posições essa semana e não parece disposta a morrer tão cedo. Ainda tem muito a crescer, tanto nos streams quanto nas rádios – e podemos creditar boa parte dessas subidas às promoções no iTunes, que sempre ajudam determinadas faixas a dar aquele boost. Só falta uma divulgação mais massiva e tem chance de ficar um bom tempo no top 10. A faixa é uma midtempo gostosa pra dançar, um pop moderninho dentro do material retrô do “Nine Track Mind” e tem jeitinho de fim de tarde, fim de estação, fim de amores de verão. Perfeita para essa transição, tanto musical quanto de estações lá na gringa.

(podemos dizer que o featuring da Selena também ajudou? É o quarto top 10 da moça, que na era “Revival” virou queridinha das rádios – suas músicas tiveram bastante audiência – e um nome mais hypado que o do próprio Charlie. É, o que vai ter gente pedindo participação pra Selena quando ela retomar a carreira não vai estar no gibi…)

E você? O que achou do top 10 esta semana? Fiquem com o som do novo morador, Charlie Puth e “We Don’t Talk Anymore”

Indicados ao VMA 2016 [3] Melhor Vídeo de Rock

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Houve um tempo em que a MTV se preocupava com o rock – exatamente porque, emissora que visava o comércio e o lucro, a MTV sabia que o rock dava dinheiro e disputava espaço com a música pop. Por isso, houve um tempo em que os vídeos de Rock que eram indicados ao Video Music Awards do field eram representantes mais ou menos fiéis do estilo. Desde Guns N’ Roses, vencedor do primeiro Moonman, lá em 1989; passando pelo Aerosmith, Metallica, Foo Fighters, Rage Against The Machine, e o Green Day; e indicados de várias épocas como o Nine Inch Nails, Stone Temple Pilots, Marylin Manson, Arctic Monkeys e The Killers; o que mais bombava na cena era indicado e premiado.

No entanto, com o passar dos anos, a própria definição do que era “true rock”, a chegada dos “emos” (sdds anos 2000) e a inclusão de bandas mais pop do que qualquer outra coisa na lista de indicados (I see you Coldplay e a vitória da LORDE) fez com que questionássemos qual era o nível de importância que a MTV dá ao seu prêmio. Será que ainda mantém a categoria de Melhor Vídeo de Rock porque ela é histórica ou só pra dizer que tem “diversidade de estilos” no VMA?

Em meio a essa busca pela própria identidade, tanto a categoria em específico quanto o mainstream do rock, é que nos deparamos com os indicados a Melhor Vídeo de Rock do VMA 2016:

Melhor Vídeo de Rock
All Time Low – “Missing You”
Coldplay – “Adventure of a Lifetime”
Fall Out Boy feat. Demi Lovato – “Irresistible”
twenty one pilots – “Heathens”
Panic! At The Disco – “Victorious”

A análise está no pulo!

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Design de um top 10 [28] Justin is not sorry

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O trono do Hot 100 mudou de mãos, desta vez para mãos masculinas e canadenses! Depois de muito tempo amargando a segunda posição, finalmente Justin Bieber tirou Adele do topo com “Sorry”. Foram oito semanas, sete delas consecutivas, na vice liderança do chart; mas o bad boy do pop chegou ao primeiro lugar na hora certa – Bieber já vinha tirando a diferença de Adele nos charts das plataformas, e “Hello” já tinha perdido a primazia no iTunes. Além disso, os charts de stream – que apoiam demais o Bieber – estão mantendo o rapaz no topo, especialmente com o terceiro single do álbum, “Love Yourself”.

Top 10 Billboard Hot 100 (23.01.2016)

#1 Justin Bieber Sorry
#2 Adele Hello
#3 Justin Bieber Love Yourself
#4 Drake Hotline Bling
#5 twenty one pilots Stressed Out
#6 Selena Gomez Same Old Love
#7 Shawn Mendes Stitches
#8 Justin Bieber What Do You Mean?
#9 Alessia Cara Here
#10 Meghan Trainor Like I’m Gonna Lose You feat. John Legend

Justin Bieber GIF

 

Repetindo o mantra do ano passado: “se não fosse a Adele, o comeback do ano seria o do Bieber”. E mesmo com as polêmicas e a já maçantes referências à ex Selena Gomez em entrevistas (supere!), o fato é que Justin trouxe um trabalho consistente, que recebe apoio do público-alvo dele e de outros perfis de ouvintes. Aos poucos, aquele ranço de “teen” parece estar passando – o público comprou o novo Justin e suas músicas.

“Sorry” é o segundo #1 do cantor, após “What Do You Mean?”, e se mantém em primeiro nos charts de streaming (no Spotify, é “Love Yourself” quem está na dianteira), assim como o segundo lugar nos charts de rádio (Adele ainda tem muito poder nesse formato, mesmo com “Hello” em decadência), e caiu para o terceiro lugar nos charts de música digital – mas aí não há muito problema porque quem está em primeiro é justamente LY. Ou seja, está tudo em casa. E aparentemente, as possibilidades do terceiro single do “Purpose” chegar em #1 são grandes. Não duvido de que Bieber se autosubstitua no topo.

twenty one pilots gifJá o twenty one pilots está numa espiral crescente e quase um foguete. Se na semana passada o duo de rock subiu quatro posições e chegou ao nono lugar na Billboard, a faixa “Stressed Out” já é top 5. Em crescente notável, enquanto faixas mais antigas como “What Do You Mean”, “Stitches” e “Hotline Bling” já se despedem das primeiras posições, o hino dos adultos está em quarto lugar no digital, décimo primeiro na rádio e deu um pulo para o #11 nos charts de streaming (no chart diário do Spotify está em quarto). A música, que continua liderando os charts de rock pela terceira semana, só tem a subir. Só não cravo um #1 porque “Love Yourself” está numa trajetória de hit (#1 no Digital, #4 no Streaming e #12 nas Rádios. Não diga que não avisei quando Bieber for destronado por ele mesmo no hot 100).

E por falar em hits, por que não abrir espaço para duas adições que prometi volta e meia aparecerem aqui? Uma delas é o “Essa é flop?” – um destaque para aquela música que prometeu muito mas não alcançou o sucesso. Foco nela!

“Focus” tinha jeito de hit, cheiro de hit, tudo pronto para ser mais um sucesso na conta da Ariana Grande. Mas o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e reciclar “Problem” tão pouco tempo depois do lançamento da faixa, sem contar o pouco descanso após o infame Donutgate foi bem ruim para Arianinha. Mesmo estreando em sétimo lugar na Billboard, o timing acabou sendo ruim pra moça – lançado na mesma semana do Adele Event, passou em branco pelos charts, caindo pelas tabelas, sem contar o próprio desinteresse do grande público em relação a esse material. Agora, a faixa (que chegou a ser performada num award de impacto, o American Music Awards), está por aí na 50º posição e Ariana vai mudar até o nome do CD (que ia se chamar “Moonlight”). Scooter Braun deve estar em polvorosa!

A outra faixa é a “#cheirinhodehit”: trata-se da faixa que ainda não chegou ao top 10 da Billboard, mas tem chances de fazer parte desse seleto grupo. Esta música em específico vai ter que remar muito, mas pode ser que se torne aquele sleeper hit que todo mundo ama. Lutar, ela sabe bem:

“Stand By You” é da mesma turminha de música com batidinha marcada – como a própria “Fight Song”, e outras canções me vieram à mente (como “Love Me Like You Do” nos primeiros acordes). É curioso como Rachel Platten consegue ser confortável nesse nicho mais pop adulto e a música funciona bem com o vocal dela, que tem personalidade, não dá pra confundir no meio da multidão. É um caminho bacana, que traz uma fatia de público fiel, que sempre vai comprar seus álbuns, a menos que você mude o estilo do nada. E a música é bem legal, sem contar com o vídeo simples e efetivo, que me deixou bem contente assistindo. A música subiu muito² nesta semana, pulando de #50 para #38, e apesar do desempenho tímido no Spotify (ainda), a música já cresce com certa consistência nas rádios e está em #15 no iTunes (tire as faixas do David Bowie que estão no top 10 a mulher fica em décimo primeiro, ou seja). Acho que pode até demorar (já que as views do Youtube também são poucas), mas “Stand By You” pode ser mais um hit na conta dessa artista que chegou como quem não quer nada.

E você, o que achou das movimentações do Hot 100 esta semana? Deixe sua resposta nos comentários!

Com informações do site billboard.com

 

Design de um top 10 [27] Adele X

Em primeiro lugar, feliz ano novo! Este é o primeiro post de 2016, mas aparentemente, 2015 não acabou – já que Adele ainda está em primeiro lugar na Billboard Hot 100, chegando às 10 semanas com “Hello”. O reinado da britânica parece não ter fim; e o Design de hoje vai falar um pouco sobre o porquê de Adele ainda se manter no topo dos charts, mesmo com Justin Bieber fortíssimo – com TRÊS músicas no top 10, além de falarmos de duas inclusões no top 10 que merecem sua atenção.

Top 10 Billboard Hot 100 (16.01.2016)

1. Hello – Adele
2. Sorry – Justin Bieber
3. Love Yourself – Justin Bieber
4. Hotline Bling – Drake
5. What Do You Mean? – Justin Bieber
6. Stitches – Shawn Mendes
7. Same Old Love – Selena Gomez
8. Here – Alessia Care
9. Stressed Out (+4)* – twenty one pilots
10. Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor feat. John Legend

 

Adele GIFAdele chega às dez semanas em primeiro lugar batendo mais recordes! “Hello” é a primeira música de um act feminino solo desde Rihanna com “We Found Love” (2011, featuring com Calvin Davis) a chegar às dez semanas em primeiro lugar. Além disso, a música estreou no topo, e permaneceu lá desde então. Além dela, só outras três músicas que estrearam em primeiro conseguiram se manter mais semanas – “I’ll Be Missing You”, do Puff Daddy com Faith Evans e 112 (11 semanas em 1996); “Candle in the Wind/”Something About the Way You Look Tonight”, do Elton John (14 semanas entre 1997-98); e ela mesma, Mariah Carey junto com o Boyz II Men em “One Sweet Day” (16 semanas entre 1995-96). Muito dessa manutenção do poder da Adele vem dos Gift Cards (literalmente “cartão presente” que as pessoas podem usar para comprar músicas no iTunes) no final do ano, que fizeram grandes sucessos subirem nos charts, além de músicas bem vistas pelo público no período. A cantora lidera ainda a audiência das rádios, mas está na segunda posição dos charts de Stream (lembrando que o single pode ser ouvido no Spotify, por exemplo, ao contrário do álbum.

A pergunta que fica é: Adele consegue superar a marca histórica de Mariah? A música ainda continua forte, mesmo com o fator Bieber, mas pelo que deu pra observar nos charts das diversas plataformas, “Hello” começa a dar sinais de “goodbye”. Em segundo lugar no iTunes, a faixa já está um pouco abaixo nos charts de stream, que contam demais para o Bieber, um artista que depende muito dessa plataforma como forma de hitar. O canadense tem três músicas em primeiro lugar no chart do Spotify (o top 200, contando diariamente), enquanto Adele chega à quarta posição com “Hello” (se contar semanalmente “Hello” é terceiro). Além disso, a preocupação da gravadora agora é com o novo single, “When We Were Young”, atualmente na #47 posição. Acho que a música ainda aguenta mais umas semanas, mais como uma “See You Again” do que uma “Uptown Funk”, mas logo vai cair. Justin Bieber está esfomeado por esse #1 desde o ano passado – que foi logo ali.Justin Bieber GIF

E por falar no menino malvado de 2015, Justin Bieber, poderia ser o “combeack do ano” se não fosse o furacão Adele. Mas não acho que ele se importe muito, com os três singles no top 10 e o álbum “Purpose” vendendo feito água. O novo sucesso do rapaz é “Love Yourself”, aquela faixa que parece mais música do Ed Sheeran e veio crescendo também como um foguete. Vem subindo forte nas rádios (15º segundo a medição do Kworb), #1 no iTunes (já criando distância de “Hello”)e com um vídeo lançado, acho que esse pode ser o novo #1 do Bieber. E a música é bem bacana, merece o sucesso (mesmo não morrendo de amores pelo intérprete).

Um plus: a música é bem a cara do inverno americano, com essa batidinha no violão, mais downtempo, uma época em que geralmente o que faz sucesso são as faixas mais lentinhas, pra ouvir abraçadinho – mesmo que a música não tenha nada de romântica.

Além dessa disputa discreta nos charts entre Adele e Bieber, outra tendência que vimos no ano passado parece se repetir em 2016 – a chegada de artistas canadenses ao top 10. Depois de The Weeknd, Drake e o próprio Justin, é a vez de Alessia Cara se juntar esse grupo e continuar a “invasão canadense” nos charts americanos. O single “Here”, primeiro single do debut álbum da moça, “Know-It-All”, já tinha sido lançado em abril, mas só agora, após uma caminhada de formiguinha, chegou ao topo – o que é bem habitual de acts mais alternativos que vão ganhando reconhecimento após diversas ouvidas e a participação em lugares certos, além da identificação da faixa com o público comum (e o momento permitir, já que Alessia, apesar do R&B mais alternativo, vem na mesma linha “angústia adolescente” da neozelandesa Lorde). O peak da música foi #7, e esta semana caiu uma posição.

Alessia Cara GIFO hino dos antissociais que não curtem festas (cujo vídeo você pode ver aqui), neste momento, encontra-se no top 20 do iTunes, já em fase de decadência; encontra-se em#13 no chart diário do Spotify e nas rádios, já começa a decair. O hit subiu calmamente, e agora desce com a mesma calma, mas já fez seu trabalho – apresentar mais uma cantora nova na cena. Resta saber se Alessia terá fôlego para outros singles ou se estamos diante de outra one hit wonder.

(sdds Natalie La Rose)

“Stressed Out”, single da banda twenty one pilots, deu aquele pulo do gato, subindo de 13º para a nona posição, sendo o primeiro top 10 do duo rock. A faixa se mantém pela segunda semana no topo dos charts de rock, vem crescendo nos charts de stream (subiu para a oitava posição no Spotify Charts diário), e a música se mantém estável no iTunes, só esperando a queda de “Sorry” para subir. A chegada da música ao top 10 casou com o lançamento do álbum “Blurryface”, o primeiro do grupo a chegar ao primeiro lugar na Billboard, lá em junho. Geralmente os acts rock fazem um percurso mais longo pra chegar até o topo, e com uma fã-base fiel – sem contar com ouvintes casuais que podem curtir um som que seja mais “crossover”, mesmo de nicho, pode construir um hit improvável.twenty one pilots gif

E a música é esse som mais “crossover”, mesmo sendo pouco radiofriendly para ouvidos mais pop. A inspiração hip hop é bem bacana, e o refrão é bem legal; e enquanto a companheira de top 10 “Here” é uma música mais identificada com uma realidade adolescente, “Stressed Out” lida com a sensação de que o personagem da música – e por extensão o público que ouve a faixa – tem que lidar com a vida adulta e essa sensação é bem melancólica. Ou seja, consegue atrair uma gama mais extensa de ouvintes.

E você que achava 2015 um ano sem graça para a música? Um dos anos mais diversos!

Hora de encerrar o post com mais um pouco de “Stressed Out”: