É ótimo, mas podia ser menor – “Starboy” (álbum), The Weeknd

the-weeknd-starboyO sucesso inebria, nos coloca no topo, e oferece um mundo novo e excitante de conquistas e sensações. A percepção de “consegui” que deve ter sentido Abel Tesfaye aka The Weeknd após finalmente estourar para o mainstream com o “Beauty Behind the Madness”, com aclamação de crítica e público, além de Grammys, deve ter sido absurda. O canadense, com uma fã-base mais alternativa, viu-se como um act A-list no jogo pop, com a mistura de R&B, alt-R&B e influências pop que, mesmo com alguns missteps aqui e ali, manteve a sua identidade diante de antigos e novos fãs.

Com o álbum subsequente, “Starboy”, Abel coloca sua musicalidade em outro nível – com uma coesão mais acertada e fechada que no BBTM (que tinha um meio de campo problemático), podemos chamar esse novo álbum de um trabalho conceitual, em que as letras e as produções de pesos pesados da música como Daft Punk, Max Martin e Diplo, e participações especiais de Kendrick Lamar, Future e Lana del Rey, oferecem uma história em que “Starboy” (The Weeknd) alcança a fama e com a fama, abre-se um mundo de luxo, dissipação, tentações, drogas e amores conquistados e perdidos por meio das letras e da ambientação misteriosa, sensual e melancólica. Um trabalho intrigante, que peca por um erro fatal – a duração do álbum.

Hora do track-by-track!

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