As narrativas do Grammy [2] Melhor Performance Pop por um Duo ou Grupo

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A categoria de Performance Pop por Duo ou Grupo é sempre um espaço onde os grandes hits se encontram, já que a narrativa mais recente do pop acabou girando em torno das colaborações (e curiosamente, esse encontro entre as categorias antigas – Colaboração Pop com Vocais e Melhor Performance por um Duo ou Grupo com Vocal, junto com a categoria instrumental – é algo que fez mais sentido que juntar as categorias de gênero numa só), e como esses encontros fizeram sucesso e lançaram carreiras (a trajetória de um dos últimos vencedores nessa categoria se deu justamente por causa de um featuring). Por isso, é sempre interessante ver quais são os nomes que aparecem aqui no corte final do Grammy, especialmente porque durante as minhas previsões, essa categoria era algo tranquilo que virou uma grande confusão… E cujo candidato favorito da pessoa que vos escreve mal chegou na lista final.

Pois bem, diante de grandes hits que dominaram um ano curioso, em que lembramo-nos muito mais dos artistas como entidades únicas do que das colaborações entre eles (sorry, mal me recordo da dupla Closer), o hit com envolvidos mais poderosos da indústria pode ser o vencedor natural da categoria.

Por isso, a narrativa aqui é: quem tem chances de tirar o Gramofone das mãos de Rihanna e Drake?

Primeiro, os indicados:

Best Pop Duo/Group Performance
“Closer” – The Chainsmokers Featuring Halsey
“7 Years” – Lukas Graham
“Work” – Rihanna Featuring Drake
“Cheap Thrills” – Sia Featuring Sean Paul
“Stressed Out” – Twenty One Pilots

Agora, a análise!

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Indicados ao VMA [6] COMBO DE CHANCES

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Hoje é dia de tretas, polêmicas e grandes apresentações, o Video Music Awards 2016! Já sabemos que Britney Spears vai se apresentar, Beyoncé também, Rihanna vai ganhar o Vanguard Award (prêmio que homenageia grandes nomes que contribuíram de forma inovadora com os videoclipes) e terá tempo para fazer uma apresentação marcante; além do Kanye West com quatro minutos pra fazer o que quiser.

Por isso, já esperando o começo da premiação, a partir das 21h, hora de fazer um último post sobre os indicados, desta vez falando das chances de vitória nas três categorias que restam para serem discutidas – o que eu chamei de COMBO DE CHANCES. Afinal de contas, tô juntando três categorias num post só 😉

Confira tudo após o pulo!

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Combo de Álbuns [1] Sia, Charlie e Kanye

Como nos últimos tempos a vida andou uma loucura – Grammy, mudei de emprego, cobertura de carnaval – muitas coisas vem acontecendo na popsfera e se torna difícil alcançar tudo. A gente faz o que pode, sendo uma pessoa só.

Enquanto você não é a Beyoncé ou Rihanna, que obrigam o mundo a te ouvir mesmo que você já esteja dormindo a essa hora, os outros precisam esperar um pouco para serem ouvidos e resenhados. Por isso, fiquei matutando uma seção neste blog chamada “Combo de Álbuns”, que funcionaria como uma resenha grande de três álbuns lançados recentemente, mas que não tive tempo (ou espaço) para escrever sobre eles no momento do lançamento.

Por três motivos distintos, optei por três artistas bem diferentes entre si – Sia, que lançou o “This Is Acting”, sétimo álbum na sua discografia, no dia 29 de Janeiro; Charlie Puth e seu debut “Nine Track Mind”, também lançado em 29 de Janeiro; e Kanye West, que até o momento só colocou o seu “The Life of Pablo” no famigerado TIDAL desde 14 de fevereiro.

Hora de conferir, de forma bem resumida, esta humilde opinião sobre esses três lançamentos.

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Indicados ao Grammy 2015 – Canção do Ano

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A categoria de Canção do Ano é mais uma que faz parte do General Field, e como é dada exclusivamente aos compositores, é o grande momento de glória de quem escreve as músicas mais icônicas, bem sucedidas ou impactantes do ano que passou. Em 28 casos, as canções que vencem a categoria de Canção levam Gravação do Ano também. E 17 vencedores compuseram e interpretaram a canção (entre os casos clássicos estão Billy Joel por “Just The Way You Are” em 1979,  o homem-mito-lenda Christopher Cross com “Sailing” em 1981, Bobby McFerrin por “Don’t Worry Be Happy” em 1989 e Seal por “Kiss From A Rose” em 1996).

Na turma mais recente, alguns clássicos da música pop já foram premiados nesta categoria, como a saudosa Amy Winehouse por “Rehab” em 2008, Beyoncé (e Tricky Stewart, The-Dream e Thaddis “Kuk” Harrell) por “Single Ladies” em 2009, Adele (e Paul Epworth) com “Rolling in The Deep” em 2012 e Lorde (quer dizer, Ella O’Connor e Joel Little) por “Royals” ano passado.

A pergunta que fica é: qual será a próxima música que vai entrar neste panteão de clássicos?

Indicados

“Chandelier,” Sia
“All About That Bass,” Meghan Trainor
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Stay With Me (Darkchild Version),” Sam Smith
“Take Me to Church,” Hozier

Acompanhe as análises após o pulo!

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Grammy 2015 – Indicados a Performance Pop Solo

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Após um bom tempo sem postagens no blog (fim de ano, produtividade bem menor e passando os dias numa casa de veraneio onde internet rápida é sonho), o Duas Tintas de Música começa 2015 já em clima de Grammy. Afinal de contas, 8 de Fevereiro é dia de descobrirmos quem vai levar os tão sonhados gramofones para casa, se consagrando no mercado musical mais disputado do mundo.

Então vamos continuar as nossas análises sobre os indicados ao Grammy com a categoria de Melhor Performance Pop Solo, que é uma das “novatas” incluídas pelo Grammy após a Academia ter enxugado o prêmio com o fim da separação por gêneros. Eu tenho opiniões mistas sobre essa junção, mas o Grammy não parece muito interessado em voltar atrás, por isso, vamos continuar com o que temos e relembrar os vencedores dessa categoria, desde 2012 – um prêmio dominado por mulheres, já que Adele levou duas vezes: uma por “Someone Like You” e outra por “Set Fire to The Rain” versão ao vivo (alá a trucagem*); e neste ano, Lorde venceu com “Royals”.

*trucagem é um termo nada bonito que eu uso para definir quando o artista/gravadora usam de algum artifício para conseguir uma indicação para o Grammy quando a música não pode mais ser indicada por conta do período de eligibilidade. Por exemplo, tentar uma versão “live” pra entrar na categoria. (Adele, Beyoncé, Train e Maroon 5 já fizeram isso, e os indicados de hoje também tentaram. Por isso a lembrança.)

Os indicados este ano foram alguns dos grandes sucessos da música pop que dominaram o top 10 da Billboard. E, em dois casos, músicas que ficaram inelegíveis em suas versões de estúdio ganharam uma segunda chance de brilhar com as versões live. Mas será que esse truque será suficiente para ganhar um Grammy?

Primeiro, os indicados
“All of Me (live)”, John Legend
“Chandelier,” Sia
“Stay With Me,” Sam Smith
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Happy (live)”, Pharrell Williams

Agora, as análises! Continuar lendo

Grammy 2015 – Indicados a Gravação do Ano

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A premiação de “Gravação do Ano” faz parte do Big Four, as quatro categorias “nobres” do Grammy (junto com Canção do Ano, Artista Revelação e Álbum do Ano). Os vencedores desse prêmio são o artista, o produtor e o engenheiro/mixador de som – ou seja, o foco desse prêmio são os aspectos de produção da música. Normalmente os grandes sucessos do ano entram aqui – assim como músicas icônicas na cabeça de qualquer pessoa que já tenha ouvido uma canção na vida.

Entre os vencedores antigos mais famosos estão Simon & Garfunkel, com “Mrs. Robinson (aquela mesma do filme “A Primeira Noite de um Homem”), Roberta Flack com “Killing Me Softly With His Song”, The Eagles com “Hotel California”, Billy Joel com “Just The Way You Are” (aquela que muita gente conhece na voz do Barry White) e Christopher-fucking-Cross com “Sailing”.

Entre a turminha mais recente, Amy Winehouse levou com “Rehab”, Lady Antebellum foi premiado com “Need You Now”, Adele se consagrou com “Rolling In The Deep” e este ano, “Get Lucky” do Daft Punk foi a escolhida.

Para a edição de 2015 do Grammy, os indicados para levar o prêmio vêm de uma lista muito diversa. Muita gente esperava a versão live de “Happy”, ou “Let It Go” ou “Drunk In Love” no corte final. Mas os votantes optaram por mesclar os principais hits do ano com entradas de última hora que deixaram a categoria com a sensação de “mas o que essas intrusas estão fazendo aqui”, ao mesmo tempo que fecha o favoritismo com uma atração vinda lá da terra da Rainha.

Primeiro, os indicados
Iggy Azalea featuring Charli XCX, “Fancy”
Sia, “Chandelier”
Sam Smith, “Stay With Me” (Darkchild Version)
Taylor Swift, “Shake It Off”
Meghan Trainor, “All About That Bass”
Agora as análises… Continuar lendo

Vem dançar com a pequena Sia em Chandelier

Sia Chandelier VideoOs satélites pop ficaram em ebulição nesta terça-feira com a estreia do vídeo da Sia, “Chandelier“, lead single do álbum “1000 Forms of Fear”, com previsão de lançamento em Junho (ou seja, daqui a um mês). A música, que tinha sido lançada em março com grandes reviews dos críticos, não teve a mesma resposta do grande público, mas isso não impediu de que a faixa ganhasse um clipe sensacional, estrelando a jovem dançarina Maddie Ziegler, de 11 anos, no papel de Sia, com peruca chanel branca e tudo (a Sia tem um cabelo bem loiro, quase branco, e curtinho no formato chanel).

Como a cantora/compositora australiana, que já escreveu músicas pra gente como Beyoncé, Rihanna, Christina Aguilera, além de ter sua voz em dois hits passados, como “Titanium” do David Guetta, não costuma aparecer nas câmeras, nada mais justo que colocar uma mini-Sia fofinha pra encarnar o espírito da música, que é sensacional! Veja o clipe aqui embaixo:

No vídeo, a mini-Sia dança pelos espaços de um apartamento vazio e cheio de desenhos bizarros, seguindo o ritmo da música, uma canção pop com um refrão épico, mas também seguindo os versos da canção (o “one, two, three, one, two, three drink” é o momento mais claro nisso) – tanto que no refrão, a elástica Maddie Ziegler rodopia, pula e balança os braços como se não houvesse amanhã, como a própria música diz, voando como um pássaro e balançando feito um candelabro. A letra, apesar de ter como tema principal o “vamos festejar a vida”, lida com esse assunto de uma forma mais reflexiva – menos partyhard e mais madura, com um apelo universal.

Apesar de meio creepy no final, quando você fica esperando a mini-Sia correr até a câmera plantando bananeira, sei lá, o clipe é muito bem realizado, bem filmado, com fotografia parecida com a de filmes indies, e a coreografia é empolgante. Está fácil na lista de melhores vídeos do ano, e só faz engrandecer a música. Nem podemos discutir se “Chandelier” vai subir no iTunes ou bombar nas rádios por conta do vídeo (que é dirigido pela própria Sia e Daniel Askell), já que a Sia não parece muito interessada nessa superexposição. Acredito que ela queira fazer música boa e ponto. Deixando o ouro pra ela lançar com a própria voz, mas entregando outras pepitas valiosas para os colegas.