Previsões para o Grammy 2019


Finalmente chegamos ao momento que os seguidores do blog mais gostam: as especulações a respeito dos indicados ao Grammy 2019! Saindo do meu cativeiro da Copa do Mundo para finalmente apresentar as minhas previsões e brincar de futurologia, é hora de tentar descobrir como a Academia vai selecionar os indicados ao principal prêmio da música, após as polêmicas da última premiação e as pressões vindas de todos os lados – entre artistas e jornalistas. Ou aprende agora ou não aprende nunca mais, e corre o risco de cair na vala da irrelevância com as novas gerações.

Pra quem já acompanha este humilde blog, eu geralmente faço duas postagens – uma agora em Junho/Julho e a outra lá pra Setembro/Outubro, após o período de elegibilidade, porque geralmente vazam as submissões das gravadoras e a gente vai confirmando em que field os artistas colocaram seus trabalhos – o que é importantíssimo num cômputo final

As previsões começam após o pulo – com foco em Pop Field e no General Field, que vem com novidades – mas com algumas inserções em outros fields porque este ano continuamos com a dominação rap na cena, sem mostras de queda.

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Como chegamos aos indicados a [4] Melhor Álbum Pop

Essa é uma pergunta que mesmo às portas do Grammy, eu não sei bem como responder – especialmente dadas as esnobadas aqui e ali, e a construção do Big Four. Mas de maneira geral, os indicados nesta categoria são os indicados de um período em que o pop prosseguiu sendo uma nota de rodapé no zeitgeist musical, enquanto o rap e o urban dominavam (e ainda dominam) a cena.

Exceto por Ed Sheeran, evidentemente o último pop star que restou (o resto ou flopou ou underperformed ou está no R&B), os outros grandes nomes trouxeram trabalhos cujos resultados não causaram grande impressão. Katy Perry, o pior caso, até trouxe um CD interessante (eu já disse que gosto do “Witness”, só acho a playlist bagunçada e o CD longo, com fillers desnecessários), mas nada rendeu – exceto pelo lead single, “Chained to The Rhythm”. Miley Cyrus flopou forte, mas foi tão anticlimático que nem foi punchline na pop culture. Selena não lançou CD (e quem sabe quando lançará), Demi fez sucesso com “Sorry Not Sorry”, mas isso não se traduziu em indicação…

Lady Gaga na verdade ressuscitou para o grande público com o Superbowl (o que eu acho que será o caso do Timberlake); enquanto Kesha trouxe um dos grandes álbuns do ano que deveria ser mais ouvido – mas a RCA tem uma inabilidade ridícula com divulgação.

No entanto, a questão não é só os materiais dos artistas atuais não serem interessantes de fato em relação à variedade e inquietação do rap/urban atual. O próprio pop parece em meio a uma fase down, pra baixo, com refrões focados mais no grave que no agudo, e pouca diversão. A música pop, mesmo quando é “politizada”, é escapista, divertida e quer te fazer dançar – e nada em 2017 no pop me fez querer dançar (e o sucesso dos ritmos latinos e latino-oriented como “Havana” mostra que as pessoas desejam escapismo de tempos controversos). Tanto que enquanto o rap conseguiu divertir e ser conceitual ao mesmo tempo (onde Kendrick e Migos conviveram em harmonia), o pop quis ser “conceito” – até mesmo com acts que nunca venderam conceito – e agora precisam recorrer ao urban para reencontrar a notoriedade perdida.

Enquanto 2019 não chega com o retorno do pop a momentos mais felizes (o que venho duvidando bastante com o tipo de material que os a-lists vem lançando), hora de conferir o que restou ao Grammy para lidar com o momento no tempo.

Em primeiro lugar, os indicados ao prêmio de Melhor Álbum Pop:

Coldplay – Kaleidoscope EP
Lana Del Rey – Lust for Life
Imagine Dragons – Evolve
Kesha – Rainbow
Lady Gaga – Joanne
Ed Sheeran – ÷

A análise de cada álbum segue com o pulo:

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Indicados ao Grammy [5] Melhor Álbum Pop

Finalmente o blog chegou aos momentos mais nervosos do Grammy – a premiação dos álbuns! A indicação ou a vitória em Melhor Álbum dentro de um field (pop, rock, country, R&B), além de trazer credibilidade e relevância ao trabalho do artista vencedor, pode ser um passo a mais até a cereja do bolo: Álbum do Ano (quando o indicado dentro do field também está indicado nesta categoria).

No caso de Melhor Álbum Pop, categoria que estreou em 1968 com a vitória do icônico “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” e ficou de fora das premiações até 1995, quando Bonnie Raitt ganhou com “Longing in Their Hearts”, o binômio “vitória no field > vitória no prêmio principal” funcionou com Celine Dion com “Falling Into You” em 1997; Steely Dan com “Two Against Nature” em 2000 (ano que teve sua sorte de polêmicas em Álbum do Ano, já que a opção mais conservadora levou em cima do enfant terrible e grande revelação do ano, Eminem, que concorria com o “The Marshall Mathers LP”); “Come Away With Me” de Norah Jones em 2003; Ray Charles de forma póstuma com “Genius Loves Company” em 2005; e Adele com o “21” em 2012.

Este ano, o único indicado a Melhor Álbum Pop que está entre os concorrentes a Álbum do Ano é o “1989”, da Taylor Swift, e com chances fortes de fazer esse binômio acontecer – e entrar nessa lista bem curiosa, que inclui nomes poderosos da indústria misturados com artistas à época quase-novatas. A chance da Taylor levar no field é alta; o problema são as confusões em torno dessa categoria, que não me parece mais óbvia como nas previsões – porque aqui temos a maior vencedora (e maior indicada) em Álbum Pop; e uma lenda da música.

Antes de entendermos as possibilidades, vamos aos indicados.

Kelly Clarkson, “Piece By Piece”
Florence + the Machine, “How Big, How Blue, How Beautiful”
Mark Ronson, “Uptown Special”
Taylor Swift, “1989”
James Taylor, “Before This World”

A análise vem após o pulo!

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Grammy 2015 – Indicados a Melhor Álbum Pop

Banner Álbum Pop

O prêmio de Melhor Álbum Pop tem uma história curiosa dentro da tradição do Grammy. Sua primeira aparição foi no award de 1968, quando tinha o nome de Melhor Álbum Contemporâneo e os primeiros vencedores foram aqueles rapazes de Liverpool com um certo álbum chamado “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Depois desse ano, a categoria foi excluída e só voltou a partir de 1995, com o nome que conhecemos hoje.

Desde então, grandes trabalhos foram premiados com o gramofone, como a rainha Madonna com o “Ray Of Light”, Norah Jones pelo “Come Away With Me”, Amy Winehouse com o “Back To Black” e, entre os últimos vencedores de Álbum do Ano, estão Adele com o já clássico “21” (2012), Kelly Clarkson com o “Stronger” em 2013 (aliás, uma recordista – já que ela é a única artista a ter dois Grammy nesta categoria, o primeiro sendo o “Breakaway” em 2006) e Bruno Mars com o throwback-ish “Unorthodox Jukebox (2014).

Este ano, seis álbuns disputam a vitória nesta categoria. Seis grandes trabalhos, com impactos distintos no mainstream e entre a crítica, e com elementos cruciais que podem lhes dar o gramofone – ou não.

Primeiro confira os indicados:

Coldplay, “Ghost Stories”
Miley Cyrus, “Bangerz”
Ariana Grande, “My Everything”
Katy Perry, “PRISM”
Ed Sheeran, “X”
Sam Smith, “In the Lonely Hour”

Agora confira as análises!

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