Feedback das previsões do Grammy 2019

(observação: antes de ver este vídeo, leia o post original sobre as Previsões do Grammy 2019)

Continuando uma tradição que começou no ano passado, o canal do Duas Tintas de Música no YouTube prossegue com os vídeos dos feedbacks das respostas que vocês me deram no post das Previsões do Grammy 2019! Na pauta de hoje, um mea culpa sobre o Maroon 5, algumas observações sobre Taylor Swift e Justin Timberlake, e uma consideração sobre a categoria de Artista Revelação.

Segue o vídeo novo abaixo:

Anúncios

Meu Maroon 5 está morto – “Don’t Wanna Know” feat. Kendrick Lamar (por quê???)

cover-maroon-5-dont-wanna-know-feat-kendrick-lamarO quarto trimestre para a música pop este ano está parecendo aquele período entre Maio e Julho que o cinema americano sempre traz os blockbusters para chamar público recorde – a cada semana é um artista diferente lançando algo interessante, ou envolvente, ou consistente, ou mesmo conhecido mas com a capacidade de ficar na sua cabeça.

E tem o Maroon 5.

Se na comparação cinema-filmes, “Starboy” é um filme da trilogia Batman dirigido pelo Christopher Nolan; “24k Magic” é um dos filmes da Marvel tipo “Homem de Ferro 2” ou “Capitão América – Soldado Invernal”; “Don’t Wanna Know”, lead-single do novo álbum do grupo, é um filme que o Nicolas Cage anda fazendo para pagar as dívidas.

Gente, o que é essa música? Se eu já achava “Payphone” pa-vo-ro-sa, essa consegue superar em ruindade. Eu estava protelando pra ouvir a faixa por medo da bomba que viria, mas nunca imaginei que seria tão ruim. A letra fraquíssima, coisa de teen pop act (o CD do Shawn Mendes, um menino de 18 anos, consegue ter letras mais profundas e bem trabalhadas), a produção porca e comum, similar às batidas que tão bombando (tem um flavor EDM no refrão que com certeza vai bombar na pista com remixes; e lá no fundo você percebe que eles estão atrás desse EDM tropical misturado com os hits dos Chainsmokers, que são um eletrônico mais mid) e a interpretação super desinteressada do Adam, que parece estar cantando porque sabe que vai ser hit e não precisa fazer esforço.

Aliás, alguém me explica esse verso de cinco segundos do Kendrick Lamar? Quer dizer, alguém me explica o que o Kendrick Lamar tá fazendo nessa música? Acho que até o verso fuleiro que ele fez pra “The Greatest” da Sia é melhor (e olha que ali é outro featuring desnecessário).

E sabe o que é pior? A música está hitando (!) tanto nas rádios quanto no chart digital (onde é o rival mais provável de “Closer” do The Chainsmokers) e isso é a prova que a banda precisa de que tá legal ficar no piloto automático há mais ou menos SEIS anos, desde “Moves Like Jagger”. Porque eles sabem que não vão flopar e a imagem está ótima, mesmo lançando essas rematadas porcarias, e se afastando cada vez mais do som pelo qual eles ficaram conhecidos lá no “Songs About Jane”.

(btw, o clipe cheio de artistas e referências fofinhas a Pokemon GO seria BEM melhor se a música fosse boa. Porque o conceito é bacana, pensei que ficaria patético. Mas nada cola com esse single, NADA)

 

Indicados ao Grammy 2016 [1] – Performance Pop por Duo ou Grupo

Banner Performance Pop Duo Grupo 2016

A categoria de Performance Pop Por Duo ou Grupo tem origem recente – fez parte da grande “enxugada” que o Grammy realizou em 2011 e que passou a valer para o award do ano seguinte. Essa categoria em questão juntou três prêmios – Melhor Colaboração Pop com Vocais, Melhor Performance por um Duo Ou Grupo com Vocais e Melhor Performance Pop Instrumental. Ou seja, geralmente os indicados nessa categoria são featurings, faixas lançadas por bandas e músicas instrumentais.

Exceto por 2012, só os grandes hits foram indicados e venceram nessa categoria. No ano inaugural (2012), a vitória ficou com Tony Bennett e Amy Winehouse, por “Body and Soul”, acredito eu por conta da gravação dela ter sido a última antes de morrer (e o primeiro lançamento após seu falecimento), além da música ser bonita, elegante e bem produzida.

As vencedoras nos anos seguintes foram “Somebody That I Used To Know” (2013), “Get Lucky” (2014) e “Say Something” (2014). Já neste ano, os indicados continuam na mesma linha de grandes hits, com destaque para os dois dos maiores hits do ano, em charts e impacto.

Primeiro, os indicados

Florence + the Machine, “Ship to Wreck”
Maroon 5, “Sugar”
Mark Ronson feat. Bruno Mars, “Uptown Funk”
Taylor Swift feat. Kendrick Lamar, “Bad Blood”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”

Agora uma análise da chance de cada música (clique em continuar lendo)

Continuar lendo

Previsão Video Music Awards 2015 [4] Melhor Vídeo Pop

Falta menos de uma semana para o grande dia! Só fazendo essas previsões para me empolgar, porque até agora, a MTV parece ter esquecido que precisa enviar à imprensa a lista de performers (por enquanto tem The Weeknd, Nicki Minaj e as ex-participantes do RuPaul’s Drag Race com a Miley Cyrus no palco principal e Nick Jonas e o Walk the Moon no pré-show), e o buzz da premiação parece estar vindo apenas das promos da Miley, host da edição 2015.

Mas enquanto a emissora ainda não negocia as apresentações desejadas, vamos continuar com a análise dos vídeos indicados ao VMA 2015 – desta vez, a categoria é a de Melhor Vídeo Pop, onde a batalha dos charts chegou aos vídeos.

Primeiro, os indicados…

BEST POP VIDEO
Beyoncé – “7/11”
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
Taylor Swift – “Blank Space”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Maroon 5 – “Sugar”

E agora, a análise!

Continuar lendo

Previsões para o Grammy 2016

UPDATE: você pode conferir as previsões atualizadas (chamadas de “The Madness Edition”) aqui

A temporada de especulações sobre o Grammy do ano que vem começou! Jornalistas americanos como Paul Grein já fizeram suas previsões em JUNHO, mas seguindo a linha temporal do ano passado, decidi fazer as previsões por agora. O material já é vasto e os possíveis indicados estão meio que na cara, então acho que teremos pouquíssimas surpresas daqui até o final do ano. O período de eligibilidade para o Grammy vai de 1º de Outubro de 2014 até 30 de Setembro de 2015, ou seja, as bandas e os artistas que lançaram singles e álbuns nesse meio tempo podem submeter suas canções para a bancada do Grammy e torcer para que as escolhidas entrem no corte final.

A minha análise se restringe ao pop field, onde as cartas já estão lançadas desde o lançamento do “1989”, pra ser bem honesta, mas a depender do que as gravadoras mandem, podemos ter surpresas.

(lembrando que eu upo as previsões após o dia 30 de setembro com novas possibilidades porque até lá, muita água pode rolar)

A pergunta que não quer calar é: em quem já podemos apostar nossas fichas? Clique em “continuar lendo“!

Continuar lendo

Design de um top 10 [12]: Com açúcar e afeto

Banner-Design-de-um-Top-10

Mais uma semana, mais um primeiro de “Uptown Funk”, mas como todos já sabem que a nova dupla dinâmica do pop, Mark & Bruno, vai passar mais umas belas semanas no topo (três, quatro? depende do Grammy), o Design de um Top 10 de hoje vai focar nos outros elementos deste top 10 que anda meio sem mudanças desde meados do ano passado… Já que os hits eternos “Shake It Off” e “All About That Bass” continuam no top 10.

Mas o Design de hoje tem três destaques bacanas – dois deles, graças a virais.

Top 10 Billboard Hot 100 (28/01/2014)

1. Uptown Funk – Mark Ronson feat. Bruno Mars

2. Thinking Out Loud – Ed Sheeran

3. Blank Space – Taylor Swift

4. Take Me to Church – Hozier

5. Shake It Off – Taylor Swift

6. Lips Are Movin – Meghan Trainer

7. I’m Not the Only One – Sam Smith

8. Sugar – Maroon 5

9. Jealous – Nick Jonas

10. All About That Bass – Meghan Trainor

 

Ed SheeranPrimeiro, o segundo lugar na Billboard, o hino dos casamentos, “Thinking Out Loud”, do Ed Sheeran, que pulou duas posições de forma ágil. O ruivinho emplacou mais uma, desta vez essa baladinha que é a melhor coisa do “X”. Com excelente desempenho nas rádios, grande performance nos charts (no Spotify está em segundo lugar, atrás de “Uptown Funk”) e em segundo no iTunes, a música é um hit pronto. O clipe acabou viralizando pela simplicidade e a beleza – e por mostrar o próprio Ed dançando no vídeo, ele que é meio tímido em seus videoclipes. Enquanto não consegue uma chance de beliscar o primeiro #1, a faixa está rondando, cercando, um pouco discretamente, já que o primeiro lugar é um fenômeno nas rádios. Mas, se Ed cantar essa música no Grammy, as chances de “Thinking Out Loud” de chegar em primeiro podem aumentar. (e seria muito merecido, pelo menos uma semaninha para os apaixonados!)

Se apaixone um pouquinho mais pela faixa vendo o belo clipe:

 

Outra faixa que subiu como um raio – quatro posições – foi “Shake It Off”, da queridinha Taylor Swift. Graças a um Taylor Swiftvídeo que se tornou viral, um policial dançando ao som da faixa, a música voltou ao top 5, se mantendo no top 10 mais uma semana. Para você ter uma ideia do poder dessa música, “Shake It Off” passou quatro semanas não consecutivas no topo do Hot 100, além de 17 semanas no top 10. E aparentemente, vai continuar um bom tempo por lá. Afinal de contas, apesar da faixa não ter mais a força de outros singles (“Blank Space” já está em decadência, enquanto o novo single, “Style”, já começa a subir nas rádios), a música ainda ocupa um honroso nono lugar no iTunes e, apesar de não ter o apoio do Spotify, “Shake It Off” ainda tem a força de outros serviços de Streaming e do próprio Youtube. Sem contar com a possibilidade de ser tocada no Grammy – e mesmo que não toque, o fato da música estar indicada já dá um belo buzz, o que pode manter a música no top 10 por mais algum tempo.

Continue dando views para T-Swift com o vídeo de “Shake It Off”:

 

Maroon 5Mas talvez o grande destaque da semana tenha sido “Sugar”, do Maroon 5. Marcando mais um top 10 na carreira do grupo californiano, a faixa – terceiro single do “V” – conseguiu um debut em oitavo lugar por conta do vídeo viral em que Adam Levine e seus amigos invadem casamentos. Armado ou não, o que interessa é que o vídeo virou mania, a faixa cresceu assustadoramente no iTunes e agora ocupa uma boa terceira posição. Após dois singles que também chegaram ao top 10 (“Maps”, o derivativo lead-single, ficou em sexto; e “Animals”, uma música melhor, mas com menos divulgação por parte do grupo, teve seu peak merecido na terceira posição), mas que não foram sucessos estrondosos como “One More Night” parece que o Maroon 5 conseguiu uma faixa com repercussão grande no álbum. No entanto, como o debut foi essencialmente por conta das visualizações e das vendas digitais, veremos como a faixa vai se portar nas próximas semanas, com o lançamento nas rádios. (minha suspeita? A faixa tem chances de hitar – é gostosinha, grower, tem um som mais retrô, foi uma das músicas que eu mais gostei no “V”, que é um álbum cheio de problemas.

(Aliás, parece que no clipe as noivas parecem mais empolgadas com o Adam que os noivos, hein?)

Confira esses simpáticos invasores de casamentos no vídeo abaixo:

 

 

O que você achou dos charts desta semana?

Maroon 5 – V

Cover CD Maroon 5 V

Maroon 5 lançou nesta sexta o quinto CD de estúdio do grupo californiano, “V”, num momento de sua trajetória artística que deve ser discutido com atenção.

A banda sempre se distinguiu com um som bem próprio, um pop com influências claras do R&B, funk, jazz e rock, sempre guiados por baterias com um certo groove, mas também com peso, além das guitarras bem marcantes. No entanto, a seara de sucessos teve uma queda após o lançamento do “Hands All Over”, e o ressurgimento comercial do Maroon com “Moves Like Jagger”, um pop mais puro (só que ainda com certa “identidade” da banda) acabou encaminhando o grupo para um som mais distante daquilo que eles foram conhecidos. 

O “Overexposed” deu sucesso comercial, já que o CD teve um grande número de produtores pesos-pesados da indústria (como Max Martin, Ryan Tedder, Shellback e Benny Blanco), ao contrário de suas empreitadas anteriores, e uma nova leva de fãs (vindos principalmente do The Voice, reality show musical onde o vocalista-muso Adam Levine é um dos jurados), mas muitos fãs antigos torceram o nariz pro material, que falando francamente, estava muito aquém do que o M5 já tinha feito antes. E pior, o “Over” tinha um problema sério: a sucessão de músicas similares, que fazia com que a gente parecesse estar ouvindo um CD de uma música só. 

Com o “V”, a banda californiana continua com a sucessão de produtores A-List num CD com problemas, mas o M5 conseguiu entregar ao público um CD mais audível que o anterior. 

Confira o track-by-track a seguir:

obs:  a resenha do álbum é da versão standard

Continuar lendo