O estado do pop em junho

O verão americano – ou a sua proximidade – é sempre uma época muito interessante porque boa parte dos grandes lançamentos dos artistas pop (essencialmente, os artistas que interessam) ocorre justamente nesse período (exemplo: Katy Perry, em seu auge de popularidade, lançando seus álbuns entre Junho e Agosto, sempre considerando que seus singles eram lançados dois, três meses antes, como um preparatório para o verão). Isso ocorre até mesmo em um período de pandemia, em especial na situação dos Estados Unidos, que se encontra num status mais transitório do que o nosso – eles estão com várias opções de vacina, 45% da população totalmente vacinada, casos e mortes atualmente em queda (vocês podem fazer comparativos aqui), e a gente… Enfim, se vocês passaram um dia acompanhando a CPI podem entender por que a gente não teve pelo menos São João esse ano: vacina atrasada porque não compramos imunizantes em tempo hábil e com antecedência, boa parte da população cujo trabalho pode ser remoto ainda está em casa; e situação social, política e econômica em completa instabilidade.

Por isso, os lançamentos geralmente têm um objetivo: serem músicas para o verão, renderem mais streams e bombarem nas boates que estão reabrindo. Essas músicas definitivamente vão ser as trilhas sonoras para o resto do ano.

O mais interessante desse mês de junho é que alguns lançamentos ocorreram justamente num mesmo dia, 11 de junho, sendo que outros dois bastante relevantes ocorreram por agora na sexta-feira, 25/06. Esse novo material tem vários estilos, mas colocam seus artistas em posições bem distintas na indústria.

Lorde, “Solar Power”

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Em primeiro lugar, não tem como não destacar o retorno de Lorde com a música “Solar Power”, do álbum de mesmo nome que será lançado em agosto. É uma música pop com um certo groove (dentro das limitações do groove que você está pensando), que me lembra muito “Freedom” do George Michael, mas numa versão sem sal. Apesar da linha de renascimento, recomeço e positividade da música, uma coisa meio “paz e amor”, que eu particularmente detestei.

Talvez porque eu esteja num país em que eu não tô no clima pra positividade, ou porque um dos aspectos que mais me atraiu na música de Lorde quando ela surgiu em 2013 era o fator de identificação. Apesar de, quando ela estourou, eu tinha alguns anos a mais que ela, as músicas tinham um posicionamento que me intrigava de maneira positiva. Ela era uma figura meio que outsider de Hollywood, também geograficamente falando, que tinha uma vida bastante comum como a de qualquer outra pessoa, fosse adolescente ou um jovem adulto, que eu, com 23 anos, terminando a faculdade, começando um emprego novo, pegando busão pro outro lado da cidade por conta do trabalho, dizia a mim mesma – gente, isso faz muito sentido.

Tanto que eu dei o “Pure Heroine” de aniversário para uma amiga minha, que eu sabia que se identificaria de maneira quase espiritual com aquele livro – e ela regulava em idade comigo.

Quando ela lançou “Melodrama”, em 2017, eu até comentei com vocês o quanto o álbum realmente era muito bom, muito bem feito, mas eu não ouviria depois porque ouvir Lorde parte do sentido de identificação. Eu não me senti identificada com as histórias, mas considerei inegável que ela melhorou muito como tanto como compositora quanto como intérprete.

Em “Solar Power”, ela continua sendo uma boa intérprete, fazendo com maestria elementos que hoje as artistas mais novas tentam imprimir, mas quando se ouve Lorde, você sabe quem realmente é a melhor no seu grupo – o motivo não é apenas por sua habilidade como compositora, mas também porque ela cresceu e entende suas forças e fraquezas como cantora. No entanto, a minha crítica maior em relação a essa música é porque, para um grande retorno, para um artista que já trouxe coisas muito boas, eu achei um pouco… Eu particularmente não achei a letra tão intrigante quanto Lorde pode trazer. Ainda há elementos de seu humor sarcástico, mas… Eu esperava mais, acho realmente que Lorde escreveu coisas melhores.

Mas, eu não duvido nada de que “Solar Power” tem espaço guardado entre os indicados ao Grammy. Pop Solo tá aí; afinal de contas, o Grammy não vai deixar escapar um dos prodígios que a própria Academia – merecidamente – hypou.

Megan Thee Stallion, “Thot Shit”

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Outro lançamento que eu posso destacar é a música nova da Megan Thee Stallion, “Thot Shit”, com um clipe bem divertido – uma crítica à hipocrisia de muitos homens que criticam uma pretensa “hipersexualidade” das artistas, principalmente artistas negras, mas na verdade é racismo puro e simples, quando eles se comportam com a mesma hipocrisia que eles dizem criticar. Eu particularmente acho a música bem interessante, ela funciona diferente de outras canções que ela lançou recentemente – pelo que eu entendi ela está com sua personalidade Tina Snow, que é diferente da Megan que nós conhecemos.

Mas há algo que me incomodou na canção. Eu acho que o grande problema de “Thot Shit”, e nem é o problema dessa música apenas, mas meio que está se tornando uma tendência, é que as músicas são lançadas não porque o artista quer lançar uma música bacana ou porque deseja lançar algo que tenha a ver com sua carreira, sua trajetória.

Os singles são construídos para serem virais no Tik Tok. Drake fez isso no passado, falaram que “Up” da Cardi B era uma música feita para o Tik Tok (não discordo muito); e se analisarmos friamente, “Thot Shit” é feito para essa plataforma. Temos:

1. Uma batida rápida e ágil, feita para dançar, mas que não tem muita variação rítmica, meio que feita para ser ouvida e consumida esquecida depois;

2. O refrão é repetitivo e construído até mesmo para ser usado em um formato mais curto, seja para dançar com alguma coreografia na plataforma, ou para gerar alguma trend, tão comum ao Tik Tok, e fazer mais pessoas ouvirem e gerarem streams.

Eu não sei até que ponto esse tipo de decisão é naturalmente estratégica, porque hoje em dia para os artistas mais novos, dependentes do público mais novo, se você não viraliza no Tik Tok, você não acontece. Algumas faixas parecem uma construção natural – é só ver canções como “Levitating”, “Good 4 U”, qualquer coisa que Doja Cat lance (até mesmo faixas que eu NUNCA pensei virarem trend no Tik Tok, como “Leave the Door Open”), que você percebe não terem sido construídas essencialmente para a plataforma, mas acabam virando trend. Outras vezes, parece que o artista está construindo uma música só para que faça sucesso na plataforma, gere engajamento e vire hit. E isso desvia o objetivo final da música. A música não pode ser só um complemento, ou um background para uma dança. A música pode até ter essa função, mas não pode ser a única função dela.

“Thot Shit” vai fazer sucesso? Creio que sim, em especial porque justamente essa música é o centro de uma grande discussão relacionada à apropriação de danças e movimentos de criadores negros da plataforma Tik Tok, por parte de criadores brancos que não dão créditos às danças e coreografias feitas pelos primeiros criadores. Por isso, muitos criadores negros estão se recusando a fazer coreografias para “Thot Shit”, gerando um engajamento diferente, mais crítico.

É hora de ver o que vai acontecer nos próximos capítulos.

Ed Sheeran – “Bad Habits”

Já no dia 25, Ed Sheeran saiu da sua aposentadoria para lançar a faixa “Bad Habits”, lead single do álbum cujo nome nós não sabemos ainda. Ao contrário de outras músicas que ele lançou, em especial as álbum de parcerias que ele fez (que variavam entre o puro pop, R&B e rock, mas com algum tipo de identidade “Ed Sheeran”), essa música é… Definitivamente algo que eu não esperava. Houve algumas discussões a respeito da estética do lançamento dele, e do clipe, que lembravam demais “After Hours”, do The Weeknd; mas, musicalmente falando, eu discordo. A música, um dance pop feito para as pistas, só me fez dizer uma coisa: 2012 tá chamando a farofa de volta.

Vocês aqui do blog sempre souberam que eu nunca curti Ed Sheeran; mas é fato que ele sempre trouxe músicas chicletes, em especial após o “X” e “÷”. Os dois álbuns, especialmente o último, transformaram Ed Sheeran em Ed Sheeran. “Sing”, “Don’t”, “Photograph”, “Thinking Out Loud”, “Shape of You”, “Perfect”… Faixas que o tornaram um astro. Mas, para isso, a qualidade das músicas teve que diminuir (quer dizer, eu detesto igualmente o segundo e terceiro álbuns dele, e o álbum de parcerias é… Complexo). “Bad Habits”, assim, é mais um exemplo de como a música dele vem piorando com o passar dos anos. Batida genérica, voz genérica, produção gritando 2010-2012, quando eu chamava qualquer coisa lançada com essa sonoridade “farofa” no Twitter e no Orkut.

Esse cara ganhou um Grammy por composição e lançou uma música que parece trilha sonora de academia!

Enfim… Quanto ao clipe, eu sei que The Weeknd não inventou o terno e a pegada dark urbana e nem essa fonte que eu usei na minha capa de “Hashtag Máfia” no Wattpad (leiam gente, tá completo por lá), mas a construção de imagem dele com todos esses elementos foi tão forte, e tão bem feita (ele contou uma história com início meio e fim não apenas nos vídeos, mas também em todas as suas presenças em awards e performances no período – Abel usou ele mesmo como quadro para construir sua obra) que é impossível não comparar. Aí, quando você compara, Ed Sheeran parece um daqueles imitadores do Elvis ainda no começo de carreira. A imagem não cola, parece forçado, e a música parece forçada. O vídeo vai um pouco mais além, lembra algo de “Coringa” e “Garotos Perdidos”, mas para que você possa estabelecer uma identidade a partir de algo que muito recentemente esteve presente na mídia de forma massiva, é importante que você assuma isso como seu.

E eu não vejo isso em “Bad Habits”. Não sei qual o nível de sucesso que vai atingir, mas provavelmente eu não vou ouvir – até porque eu não piso na academia desde o começo da pandemia.

Maroon 5, “JORDI”

The cover depicts a drawing of a leopard and a zebra in a flower garden.

Além de novos singles, também foram lançados álbuns nesses últimos dias. O primeiro que eu vou destacar é “JORDI”, do Maroon 5, mais um material que prossegue expondo a decadência artística e de criatividade de Adam Levine e sua turma. Eu queria me impressionar com a capacidade deles de fazerem um álbum ruim, mas quando eu acho que o poço tem fundo, eles encontram o pré-sal. “JORDI” (cujo nome é em homenagem ao empresário da banda, falecido em 2017), segue a linha muito parecida com o “Red Pill Blues”, cheio de participações especiais, e músicas de produção extremamente genérica. As faixas gritam final da década de 2010, pré-pandemia, e não ficaria surpresa se eles de verdade foram buscar faixas rejeitadas pelo The Chainsmokers há quatro anos para lançar com a voz de Adam Levine agora.

As letras são outro poço sem fundo de criatividade. “Lost” tem o objetivo de ser catchy com refrão repetitivo, mas o resultado parece um grupo de compositores que não costuma acessar o dicionário de sinônimos. Outra atrocidade é “Lovesick”, também padecendo de uma visita ao dicionário de sinônimos, o arranjo até interessante sendo desperdiçado por uma letra repetitiva. “Nobody’s Love”, sem comentários. Google is your friend, buddy. Encontre um sinônimo.

Algumas faixas, por exemplo “Seasons”, são medíocres. Parece uma rejeitada do “Changes”, do Justin Bieber, e talvez se tivesse na voz do Justin Bieber fosse mais credível. Uma das melhores do álbum é “Convince me Otherwise”, muito mais por conta da participação especial de H.E.R, que conseguiu escapar do raio genérico deles – os caras conseguiram fazer MEGAN THEE STALLION soar genérica – porque tecnicamente falando… A música é difícil, bem difícil.

Outras faixas inspiradas do álbum são “One Light” (que realmente tem simplicidade em sua composição, mas não é preguiçosa. O refrão é repetitivo, mas tem uma quebra muito bacana) e “Memories”, que eu particularmente achava bem legal, e pensava que finalmente o Maroon 5 tomaria um rumo mais interessante do que eles vinham fazendo anteriormente (e essa música é exatamente um reflexo da gente, das nossas perdas, das merdas pelas quais passamos ano passado e esse ano, mesmo tendo sido lançado antes da pandemia). Mas eu fui enganada.

O fato é: eu estou impressionada como Maroon 5 lança álbum ruim após álbum ruim há literalmente UMA DÉCADA. O último álbum audível, que parece “Maroon 5” é “Hands All Over”, de 2010, que sofreu nos charts e aí eles decidiram focar exclusivamente nos charts com “Moves Like Jagger”… E nunca voltaram. Eu digo isso de cátedra, fui a um show deles na época do OVEREXPOSED, e eu odeio esse CD (a única coisa boa do álbum é a capa) – era visível como as faixas antigas brilhavam ao vivo em relação ao arranjo sem graça das faixas do “Overexposed”. Acho que apenas o “V”, de 2014, era mais aceitável, mas não é inesquecível.

Eu acho que desde o momento que Maroon 5 abriu espaço para outros compositores, deixando de apenas os membros serem os principais letristas, a banda perdeu completamente o diferencial – ainda sinto falta da levada funk e jazz dos dois primeiros álbuns e de toda a vibe sensual, algumas das canções pareciam uma carícia safada. É tudo tão estéril.

(como infelizmente o DNCE, do Joe Jonas, não vai lançar mais nada, nós não teremos por algum tempo uma versão do Maroon 5 que lançou faixas melhores do que o “original”.)

Doja Cat – “Planet Her”

Já o último lançamento esperado por muitos – incluindo a escriba aqui – é o “Planet Her” de Doja Cat. O terceiro álbum da cantora, rapper, e talvez uma das artistas mais interessantes do cenário atual, chega após o sucesso massivo de “Hot Pink”, que estava hitando música até agora em 2021. “Kiss Me More”, o primeiro single com SZA, já é um hit; mas a minha dúvida era: será que esse CD geraria o mesmo momento, a mesma quantidade de hits que “Hot Pink”, de fato o álbum que apresentou Doja à consciência coletiva?

O que eu posso dizer é: she did it again. Apesar da audição não ser tão instantânea (seu álbum anterior parecia um compilado de hits, músicas com potencial para fazer sucesso), “Planet Her” é mais coeso. Você, evidentemente, encontra ritmos variados como afrobeat, reggaeton, pop e R&B juntos em várias faixas, mas o material é proeminente pop e R&B, mas com a mistura de canto e rap que Doja faz com habilidade, incluindo seu flow, que pode não ser impressionante, mas você consegue enxergar a personalidade dela em cada música.

Aqui, as letras têm o senso de humor debochadíssimo dela, completamente imersa no mundo das redes sociais (ela é um troll, real e oficial), em “Ain’t Shit” ; conversas sobre relacionamentos (“I Don’t Do Drugs” e seu verso impecável “I just want you, but I don’t do drugs”, com o pós-refrão “Still I want you”; “Been Like This”, “Alone”); momento para crítica direto ao ponto e valorização da mulher em “Woman”; e sim, o quanto ela está em controle de sua sexualidade. Há tempo até para uma menção direta bem fofa e respeitosa à Nicki Minaj.

O álbum é repleto de participações especiais, como The Weeknd (a match para a personalidade excêntrica de Doja na ótima “You Right”, segundo single do álbum, aliás, que música sensacional – no aguardo das indicações em SOTY e ROTY, porque o tricky aqui não é apenas uma sugestão de traição, mas o fato de que ela ama uma pessoa, mas talvez ela ame mesmo outra, sinta aquele je ne sais quoi por outra), Young Thug e Ariana Grande, mas o álbum é totalmente de Doja Cat (ser fiel ao conceito é essencial). Você consegue enxergar seus variados flows, sua inquietação musical em fazer vários ritmos, seu humor; a consistência nos temas. É um álbum que começa uma velocidade mais baixa, mas que vai melhorando bastante e mantendo o alto nível até nas faixas mais lentas. Eu gostei muito do álbum e acho que o Grammy tem mais uma oportunidade de premiar Doja com pelo menos o prêmio de colaboração – e sim, colocar este material no pop field, porque definitivamente é um álbum pop.

Mas como este é um álbum pop, várias canções têm potencial para manter o “Planet Her” como parte da conversa coletiva por algum tempo: “Payday”, com Young Thug; a própria promocional “Need to Know”; “Alone”, “Ain’t Shit”, “I Don’t Do Drugs”…

Curiosamente, o lead “Kiss Me More” fica meio isolado lá no final da tracklist, o que de certa forma faz algum sentido, porque o álbum no geral tem uma linha muito específica de produção que não conversa tanto com essa música; mas, ao mesmo tempo, não é avulsa dentro da proposta do CD.

Resumindo: altamente recomendável – você ouve rápido, são músicas curtas, perfeitas para consumo repetitivo no streaming, e muito provavelmente várias faixas vão bombar no Tik Tok, mas porque elas não parecem terem sido construídas para a plataforma. É porque elas são viciantes. Não tem canções tão instantâneas, mas é visível que as músicas tiveram um cuidado e um carinho ainda maior – cumprindo seu objetivo: colocar Doja Cat no panteão da música pop, como a incrível artista pop que ela é.

(mesmo que infelizmente esse álbum tenha produção dele mesmo, Dr. Luke, que aparece em “Need To Know” e “You Right”. Quando você verifica, ela é da Kemosabe, mesma gravadora de Kesha; contratada aos 17 anos, provavelmente tem a ver com contrato, mas não posso atestar nada aqui)

E aí? O que você achou dos últimos lançamentos? Conta pra gente!

Design de um Top 10 [39] Só voltei porque alguma coisa mudou

 

É isso mesmo que está no título do texto: eu só voltei com o top 10 porque pelo menos alguma coisa se mexeu nesse chart, que anda bem chato de acompanhar desde que Drake decidiu que 2018 seria o ano de sua total dominância. 

Desde janeiro, nenhuma música pop chega ao topo da Billboard, e exceto por Camila Cabello com “Havana”, lá no começo do ano, apenas rappers dominaram o topo da Billboard. Mais flagrante ainda: apenas homens chegaram ao primeiro lugar, até mesmo pessoas que já morreram (XXXTentacion), enquanto a outra pessoa que parece entrar de intrusa nessa história é seguramente a grande revelação de 2017-18, Cardi B.

A rapper do Bronx já tinha emplacado o segundo #1, o hit latino “I Like It”; e seu featuring na tenebrosa “Girls Like You”, do Maroon 5, já estava garantindo Belcalis com mais um top 10 na conta. No entanto, a faixa vinha sólida especialmente nas rádios (e o vídeo repleto de estrelas já tinha dado tração à música nos charts), por isso, o #1 foi só uma questão de tempo. O terceiro para Cardi, que acumula números expressivos para uma novata (qualquer novata,  não importando o field); e mais um topo para Adam Levine e sua turma, que sempre arrancam um hit para manter a relevância desde que optaram por vender a criatividade que tinham para os produtores da moda.

(digo isso com a tranquilidade de quem viu os caras duas vezes ao vivo e dizer que as músicas que melhor funcionam são as das antigas)

Hora de conferir mais detalhes sobre essa nova (se bem que não tão nova assim) configuração do Hot 100 com mais uma edição do Design de um Top 10!

Top 10 Billboard Hot 100 (29.09.2018)

#1 Girls Like You – Maroon 5 feat. Cardi B

#2 In My Feelings – Drake

#3 Killshot (NEW) – Eminem

#4 Lucid Dreams –  Juice WRLD

#5 Better Now – Post Malone

#6 I Like It – Cardi B feat J. Balvin and Bad Bunny

#7 I Love It – Lil Pump feat. Kanye West

#8 FEFE – 6ix9ine feat. Nicki Minaj and Murda Beatz

#9 SICKO MODE – Travis Scott

#10 Youngblood – 5 Seconds Of Summer

Enquanto “Girls Like You” foi ganhando força aos poucos (e com a rapper do momento fazendo aquele verso rápido a coisa fica mais fácil em certas rádios), “Killshot” do Eminem conseguiu a terceira posição no Hot 100 APENAS com o YouTube. Uma diss contra outro rapper, Machine Gun Kelly, que respondera com uma diss à outra diss de Eminem, contida no novo álbum do veterano, “Kamikaze” (haja diss!), o sucesso da faixa – que literalmente viralizou, tem não apenas o dedo da instantaneidade do feud, mas também o poder que Eminem ainda tem no inconsciente coletivo. Mas nem todo mundo pode fazer esse tipo de artifício usando o YouTube; só quem tem uma base de fãs forte o suficiente e relevância no mercado consegue um resultado desse tipo sem a ajuda de outras plataformas

Quem chegou ao décimo lugar foram os australianos do 5 Seconds of Summer com a faixa “Youngblood”, consideravelmente mais adulta e mais interessante que qualquer coisa que eles tenham lançado na época em que vendiam os meninos como uma versão “rockeira” do One Direction (vocês se lembram disso? Pois é). A música é bem bacana, e com um refrão forte e marcante, sintetizado – aliás, é o primeiro top 10 do grupo, que tinha chegado mais perto em 2014, na posição 16. 

(aliás, eu sempre achei esse nome de banda com cara de “one hit wonder”, mas aparentemente eles construíram uma carreira bem sólida, são três álbuns lançados em #1 na Billboard 200, isso é para poucos)

Por último, mas não menos importante, o topo de “Girls Like You“, talvez uma das piores músicas já concebidas, lançadas como single e que chegaram ao primeiro lugar nos charts; que com certeza teve o apoio massivo das rádios, que sempre estão ávidos por algum single do Maroon 5 – tanto que são nove semanas em #1 no chart da plataforma, enquanto a faixa já começa a cair no digital e no streaming. Ou seja, era a hora certa da faixa chegar ao topo. O quarto #1 do M5 é a mostra da longevidade da banda, que chega ao fim da segunda década de sucesso e apelo crossover, que será fortalecido ainda mais com o Halftime Show do SuperBowl ano que vem, a ser realizado em Atlanta. Já Cardi… Bem, o céu é o limite para Belcalis – quer dizer, as indicações do Grammy que a rapper facilmente receberá em vários fields são o céu (e com chances reais de vitória, o que tornaria sua ascensão o conto-de-fadas perfeito).

E você? O que achou do top 10 do Hot 100 desta semana? Deixe suas considerações nos comentários! 

Feedback das previsões do Grammy 2019

(observação: antes de ver este vídeo, leia o post original sobre as Previsões do Grammy 2019)

Continuando uma tradição que começou no ano passado, o canal do Duas Tintas de Música no YouTube prossegue com os vídeos dos feedbacks das respostas que vocês me deram no post das Previsões do Grammy 2019! Na pauta de hoje, um mea culpa sobre o Maroon 5, algumas observações sobre Taylor Swift e Justin Timberlake, e uma consideração sobre a categoria de Artista Revelação.

Segue o vídeo novo abaixo:

Meu Maroon 5 está morto – “Don’t Wanna Know” feat. Kendrick Lamar (por quê???)

cover-maroon-5-dont-wanna-know-feat-kendrick-lamarO quarto trimestre para a música pop este ano está parecendo aquele período entre Maio e Julho que o cinema americano sempre traz os blockbusters para chamar público recorde – a cada semana é um artista diferente lançando algo interessante, ou envolvente, ou consistente, ou mesmo conhecido mas com a capacidade de ficar na sua cabeça.

E tem o Maroon 5.

Se na comparação cinema-filmes, “Starboy” é um filme da trilogia Batman dirigido pelo Christopher Nolan; “24k Magic” é um dos filmes da Marvel tipo “Homem de Ferro 2” ou “Capitão América – Soldado Invernal”; “Don’t Wanna Know”, lead-single do novo álbum do grupo, é um filme que o Nicolas Cage anda fazendo para pagar as dívidas.

Gente, o que é essa música? Se eu já achava “Payphone” pa-vo-ro-sa, essa consegue superar em ruindade. Eu estava protelando pra ouvir a faixa por medo da bomba que viria, mas nunca imaginei que seria tão ruim. A letra fraquíssima, coisa de teen pop act (o CD do Shawn Mendes, um menino de 18 anos, consegue ter letras mais profundas e bem trabalhadas), a produção porca e comum, similar às batidas que tão bombando (tem um flavor EDM no refrão que com certeza vai bombar na pista com remixes; e lá no fundo você percebe que eles estão atrás desse EDM tropical misturado com os hits dos Chainsmokers, que são um eletrônico mais mid) e a interpretação super desinteressada do Adam, que parece estar cantando porque sabe que vai ser hit e não precisa fazer esforço.

Aliás, alguém me explica esse verso de cinco segundos do Kendrick Lamar? Quer dizer, alguém me explica o que o Kendrick Lamar tá fazendo nessa música? Acho que até o verso fuleiro que ele fez pra “The Greatest” da Sia é melhor (e olha que ali é outro featuring desnecessário).

E sabe o que é pior? A música está hitando (!) tanto nas rádios quanto no chart digital (onde é o rival mais provável de “Closer” do The Chainsmokers) e isso é a prova que a banda precisa de que tá legal ficar no piloto automático há mais ou menos SEIS anos, desde “Moves Like Jagger”. Porque eles sabem que não vão flopar e a imagem está ótima, mesmo lançando essas rematadas porcarias, e se afastando cada vez mais do som pelo qual eles ficaram conhecidos lá no “Songs About Jane”.

(btw, o clipe cheio de artistas e referências fofinhas a Pokemon GO seria BEM melhor se a música fosse boa. Porque o conceito é bacana, pensei que ficaria patético. Mas nada cola com esse single, NADA)

 

Indicados ao Grammy 2016 [1] – Performance Pop por Duo ou Grupo

Banner Performance Pop Duo Grupo 2016

A categoria de Performance Pop Por Duo ou Grupo tem origem recente – fez parte da grande “enxugada” que o Grammy realizou em 2011 e que passou a valer para o award do ano seguinte. Essa categoria em questão juntou três prêmios – Melhor Colaboração Pop com Vocais, Melhor Performance por um Duo Ou Grupo com Vocais e Melhor Performance Pop Instrumental. Ou seja, geralmente os indicados nessa categoria são featurings, faixas lançadas por bandas e músicas instrumentais.

Exceto por 2012, só os grandes hits foram indicados e venceram nessa categoria. No ano inaugural (2012), a vitória ficou com Tony Bennett e Amy Winehouse, por “Body and Soul”, acredito eu por conta da gravação dela ter sido a última antes de morrer (e o primeiro lançamento após seu falecimento), além da música ser bonita, elegante e bem produzida.

As vencedoras nos anos seguintes foram “Somebody That I Used To Know” (2013), “Get Lucky” (2014) e “Say Something” (2014). Já neste ano, os indicados continuam na mesma linha de grandes hits, com destaque para os dois dos maiores hits do ano, em charts e impacto.

Primeiro, os indicados

Florence + the Machine, “Ship to Wreck”
Maroon 5, “Sugar”
Mark Ronson feat. Bruno Mars, “Uptown Funk”
Taylor Swift feat. Kendrick Lamar, “Bad Blood”
Wiz Khalifa feat. Charlie Puth, “See You Again”

Agora uma análise da chance de cada música (clique em continuar lendo)

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Previsão Video Music Awards 2015 [4] Melhor Vídeo Pop

Falta menos de uma semana para o grande dia! Só fazendo essas previsões para me empolgar, porque até agora, a MTV parece ter esquecido que precisa enviar à imprensa a lista de performers (por enquanto tem The Weeknd, Nicki Minaj e as ex-participantes do RuPaul’s Drag Race com a Miley Cyrus no palco principal e Nick Jonas e o Walk the Moon no pré-show), e o buzz da premiação parece estar vindo apenas das promos da Miley, host da edição 2015.

Mas enquanto a emissora ainda não negocia as apresentações desejadas, vamos continuar com a análise dos vídeos indicados ao VMA 2015 – desta vez, a categoria é a de Melhor Vídeo Pop, onde a batalha dos charts chegou aos vídeos.

Primeiro, os indicados…

BEST POP VIDEO
Beyoncé – “7/11”
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
Taylor Swift – “Blank Space”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Maroon 5 – “Sugar”

E agora, a análise!

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Previsões para o Grammy 2016

UPDATE: você pode conferir as previsões atualizadas (chamadas de “The Madness Edition”) aqui

A temporada de especulações sobre o Grammy do ano que vem começou! Jornalistas americanos como Paul Grein já fizeram suas previsões em JUNHO, mas seguindo a linha temporal do ano passado, decidi fazer as previsões por agora. O material já é vasto e os possíveis indicados estão meio que na cara, então acho que teremos pouquíssimas surpresas daqui até o final do ano. O período de eligibilidade para o Grammy vai de 1º de Outubro de 2014 até 30 de Setembro de 2015, ou seja, as bandas e os artistas que lançaram singles e álbuns nesse meio tempo podem submeter suas canções para a bancada do Grammy e torcer para que as escolhidas entrem no corte final.

A minha análise se restringe ao pop field, onde as cartas já estão lançadas desde o lançamento do “1989”, pra ser bem honesta, mas a depender do que as gravadoras mandem, podemos ter surpresas.

(lembrando que eu upo as previsões após o dia 30 de setembro com novas possibilidades porque até lá, muita água pode rolar)

A pergunta que não quer calar é: em quem já podemos apostar nossas fichas? Clique em “continuar lendo“!

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Design de um top 10 [12]: Com açúcar e afeto

Banner-Design-de-um-Top-10

Mais uma semana, mais um primeiro de “Uptown Funk”, mas como todos já sabem que a nova dupla dinâmica do pop, Mark & Bruno, vai passar mais umas belas semanas no topo (três, quatro? depende do Grammy), o Design de um Top 10 de hoje vai focar nos outros elementos deste top 10 que anda meio sem mudanças desde meados do ano passado… Já que os hits eternos “Shake It Off” e “All About That Bass” continuam no top 10.

Mas o Design de hoje tem três destaques bacanas – dois deles, graças a virais.

Top 10 Billboard Hot 100 (28/01/2014)

1. Uptown Funk – Mark Ronson feat. Bruno Mars

2. Thinking Out Loud – Ed Sheeran

3. Blank Space – Taylor Swift

4. Take Me to Church – Hozier

5. Shake It Off – Taylor Swift

6. Lips Are Movin – Meghan Trainer

7. I’m Not the Only One – Sam Smith

8. Sugar – Maroon 5

9. Jealous – Nick Jonas

10. All About That Bass – Meghan Trainor

 

Ed SheeranPrimeiro, o segundo lugar na Billboard, o hino dos casamentos, “Thinking Out Loud”, do Ed Sheeran, que pulou duas posições de forma ágil. O ruivinho emplacou mais uma, desta vez essa baladinha que é a melhor coisa do “X”. Com excelente desempenho nas rádios, grande performance nos charts (no Spotify está em segundo lugar, atrás de “Uptown Funk”) e em segundo no iTunes, a música é um hit pronto. O clipe acabou viralizando pela simplicidade e a beleza – e por mostrar o próprio Ed dançando no vídeo, ele que é meio tímido em seus videoclipes. Enquanto não consegue uma chance de beliscar o primeiro #1, a faixa está rondando, cercando, um pouco discretamente, já que o primeiro lugar é um fenômeno nas rádios. Mas, se Ed cantar essa música no Grammy, as chances de “Thinking Out Loud” de chegar em primeiro podem aumentar. (e seria muito merecido, pelo menos uma semaninha para os apaixonados!)

Se apaixone um pouquinho mais pela faixa vendo o belo clipe:

 

Outra faixa que subiu como um raio – quatro posições – foi “Shake It Off”, da queridinha Taylor Swift. Graças a um Taylor Swiftvídeo que se tornou viral, um policial dançando ao som da faixa, a música voltou ao top 5, se mantendo no top 10 mais uma semana. Para você ter uma ideia do poder dessa música, “Shake It Off” passou quatro semanas não consecutivas no topo do Hot 100, além de 17 semanas no top 10. E aparentemente, vai continuar um bom tempo por lá. Afinal de contas, apesar da faixa não ter mais a força de outros singles (“Blank Space” já está em decadência, enquanto o novo single, “Style”, já começa a subir nas rádios), a música ainda ocupa um honroso nono lugar no iTunes e, apesar de não ter o apoio do Spotify, “Shake It Off” ainda tem a força de outros serviços de Streaming e do próprio Youtube. Sem contar com a possibilidade de ser tocada no Grammy – e mesmo que não toque, o fato da música estar indicada já dá um belo buzz, o que pode manter a música no top 10 por mais algum tempo.

Continue dando views para T-Swift com o vídeo de “Shake It Off”:

 

Maroon 5Mas talvez o grande destaque da semana tenha sido “Sugar”, do Maroon 5. Marcando mais um top 10 na carreira do grupo californiano, a faixa – terceiro single do “V” – conseguiu um debut em oitavo lugar por conta do vídeo viral em que Adam Levine e seus amigos invadem casamentos. Armado ou não, o que interessa é que o vídeo virou mania, a faixa cresceu assustadoramente no iTunes e agora ocupa uma boa terceira posição. Após dois singles que também chegaram ao top 10 (“Maps”, o derivativo lead-single, ficou em sexto; e “Animals”, uma música melhor, mas com menos divulgação por parte do grupo, teve seu peak merecido na terceira posição), mas que não foram sucessos estrondosos como “One More Night” parece que o Maroon 5 conseguiu uma faixa com repercussão grande no álbum. No entanto, como o debut foi essencialmente por conta das visualizações e das vendas digitais, veremos como a faixa vai se portar nas próximas semanas, com o lançamento nas rádios. (minha suspeita? A faixa tem chances de hitar – é gostosinha, grower, tem um som mais retrô, foi uma das músicas que eu mais gostei no “V”, que é um álbum cheio de problemas.

(Aliás, parece que no clipe as noivas parecem mais empolgadas com o Adam que os noivos, hein?)

Confira esses simpáticos invasores de casamentos no vídeo abaixo:

 

 

O que você achou dos charts desta semana?

Maroon 5 – V

Cover CD Maroon 5 V

Maroon 5 lançou nesta sexta o quinto CD de estúdio do grupo californiano, “V”, num momento de sua trajetória artística que deve ser discutido com atenção.

A banda sempre se distinguiu com um som bem próprio, um pop com influências claras do R&B, funk, jazz e rock, sempre guiados por baterias com um certo groove, mas também com peso, além das guitarras bem marcantes. No entanto, a seara de sucessos teve uma queda após o lançamento do “Hands All Over”, e o ressurgimento comercial do Maroon com “Moves Like Jagger”, um pop mais puro (só que ainda com certa “identidade” da banda) acabou encaminhando o grupo para um som mais distante daquilo que eles foram conhecidos. 

O “Overexposed” deu sucesso comercial, já que o CD teve um grande número de produtores pesos-pesados da indústria (como Max Martin, Ryan Tedder, Shellback e Benny Blanco), ao contrário de suas empreitadas anteriores, e uma nova leva de fãs (vindos principalmente do The Voice, reality show musical onde o vocalista-muso Adam Levine é um dos jurados), mas muitos fãs antigos torceram o nariz pro material, que falando francamente, estava muito aquém do que o M5 já tinha feito antes. E pior, o “Over” tinha um problema sério: a sucessão de músicas similares, que fazia com que a gente parecesse estar ouvindo um CD de uma música só. 

Com o “V”, a banda californiana continua com a sucessão de produtores A-List num CD com problemas, mas o M5 conseguiu entregar ao público um CD mais audível que o anterior. 

Confira o track-by-track a seguir:

obs:  a resenha do álbum é da versão standard

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Design de um top 10 [7] Hoje é dia de reggae, de pop, de girl power

Banner-Design-de-um-Top-10

Após o reinado de “Fancy” na primeira posição do Hot 100, o reggae engraçadinho do Rude chega à quarta semana em primeiro lugar na Billboard. A construção do top 10 está bem diferente da nossa última análise, e por isso, o “Design de um Top 10” mostra as novidades deste mês de agosto na principal parada americana. Afinal de contas, o verão por lá ainda não acabou e tem muita água pra rolar debaixo dessa ponte!

 Top 10 Billboard Hot 100 (13/08/2014)

#1 MAGIC! – Rude
#2 Sam Smith – Stay With Me
#3 Iggy Azalea – Fancy (feat. Charli XCX)
#4 Nico & Vinz – Am i Wrong
#5 Ariana Grande – Problem (feat. Iggy Azalea)
#6 Jessie J, Ariana Grande & Nicki Minaj – Bang Bang
#7 Maroon 5 – Maps
#8 Meghan Trainor – All About That Bass
#9 Sia – Chandelier
#10 Disclosure – Latch (feat. Sam Smith)

 

MagicComeçamos, claro, falando dos primeirinhos. Atualmente, os canadenses do MAGIC! já não estão liderando o chart digital e as subidas deles não são as maiores das rádios, mas o grupo pode se orgulhar de ter “Rude” como uma das músicas do verão em 2014 segurando hits como “Problem” e “Maps”. A música, um reggae-pop divertidinho sobre um cara pedindo a mão da namorada em casamento para um sogro meio ameaçador, pode até deixar a primeira posição na semana que vem (o que me parece bem provável, observando os movimentos do iTunes e das rádios), mas deu uma boa visibilidade para o grupo. Ainda não ouço os sons de um próximo single nos EUA no horizonte; por isso, os riscos do MAGIC! ser mais um one hit wonder na terra do Tio Sam são grandes.

 

 

 

 

Maroon 5Enquanto isso, o Maroon 5 segue lucrando com o lead-single do “V”, “Maps“. A música, que teve seu peak semana passada – uma sexta posição, não prosseguiu com sua curva ascendente por algumas razões, incluindo 1. o fato de não ter sido um single estourado de cara (em relação aos leads anteriores) – o que pode ser compensado pela apresentação no VMA, dia 24, já marcada; 2. a estreia explosiva do single girl-power do ano, “Bang Bang“, da Jessie J com featuring de Ariana Grande e Nicki Minaj. O trio parada dura estreou em sexto no Hot 100 e tem grandes chances de subir. Além disso, a estreia de BB foi um momento importante para as três Jessie Jartistas: é o peak da britânica na parada americana – igualando o pico da Jessie com “Domino”, no já distante 2012; marca mais um top 10 da Miss Grande, colocando a jovem com duas músicas no top 10; e é o décimo Top 10 da Minaj, colocando a trinitina como a rapper feminina com mais top 10 na história do Hot 100. O que é um peak na vida de três pessoas…

 

 

 

 

Sam SmithE por falar em peaks, Sam Smith vem tendo um 2014 maravilhoso. Com duas músicas no top 10 do Hot 100 (além de “Stay With Me”, o britânico é feautring em “Latch“, do Disclosure), Sam conseguiu o pico em #2 com SWM, e a faixa tem grandes chances de conseguir o topo. Liderando o Mediabase e em sexto no iTunes, está em crescimento nas rádios e nos streamings enquanto a faixa do MAGIC! está começando a curva descendente. Ele merece ser reconhecido pelo bom trabalho; além disso, o álbum debut do rapaz, “In The Lonely Hour”, é um encanto.  E as chances de aparecer no Grammy aumentam ainda mais…

 

 

 

 

 

Meghan TrainorJá na categoria “possíveis one hit wonders”, você pode escrever na sua caixinha de memórias da década de 10 do século XXI o nome de Meghan Trainor. A gente não pode adivinhar o futuro, mas o cheirinho de sucesso passageiro emana da jovem cantora-compositora, que chegou ao seu pico momentâneo no hot 100 com a faixa divertidinha de autoestima “All About That Bass“, na oitava posição. Momentaneamente, a faixa superou “Bang Bang” e “Anaconda”, segundo single da Nicki Minaj, e está em primeiro no iTunes, após remar muito e conquistar muita gente com a música, um pop meio retrô com batidas doo-wop. A faixa saltou vinte posições, graças também aos streamings conquistados pelo clipe e o impulso dado pelas rádios, que começaram a abraçar a música. Será que Meghan pode beliscar esse topo? Será que ela tem chances de sobreviver até o próximo verão? Só o tempo dirá…

 

 

 

E aí, o que você achou do Top 10 desta semana?