Lançamentos recentes – edição retornos

Nas últimas semanas, tivemos alguns lançamentos de artistas de vários espectros, do R&B/pop, uma grande estrela pop rock, do pop alternativo e até uma parceria trap vinda da fonte mais improvável possível. Hora de falar sobre os últimos releases e ver quais são as possibilidades de sucesso e o contexto desses singles.

“GTFO”, Mariah Carey

Quando uma verdadeira DIVA retorna, temos que prestar atenção em todos os seus movimentos. Um lançamento de Mariah Carey é sempre uma expectativa pra saber se a música que ela trará para o jogo vai relembrar seja o material clássico dos anos 90 ou a surpresa de seu celebrado comeback de 2005; e na década de 2010, entre algumas canções boas (como “#Beautiful” e “You Don’t Know What to Do“) tem muita bomba que parece uma eterna tentativa de capturar a mágica do passado (“You’re Mine (Eternal)“, “Infinity” ou “I Don’t“) ou tentar capturar um público mais novo com o que Mariah e quem quer que estivesse colaborando com ela em álbuns anteriores acreditasse que funcionaria (“Thirsty“) .

Mas as coisas parecem bem diferentes para a 2018 Mariah, mais carefree, disposta a trabalhar com gente nova (a música tem produção de Nineteen85, canadense conhecido pelas produções do Drake; tem sample de uma faixa EDM, “Goodbye to the World“, de Porter Robinson; e ainda Bibi Bourelly entre os compositores) trazendo coisas novas, mas que ao mesmo tempo tenham o DNA da diva – e “GTFO”, single promocional do décimo-quinto álbum da cantora e compositora, coloca Mariah num percurso mais current, mas sem deixar de ser Mariah. É fresh, despretensioso, mas é puramente Mariah.

Apesar de ser uma promo single, é deliciosamente gostosa, bem humorada (Mariah bem humorada é ótima), e a voz está no ponto; os sussurros e vocal runs estão equilibrados. Aliás, é outra faixa pra ninguém conseguir fazer cover, porque tem muitas camadas, muitas variações, mudanças de tom que só Mariah pode fazer. Já disse que a mulher voltou? Sem contar com “GTFO” sendo mais uma faixa com termos para serem incluídos no “dicionário musical” dela, que é expert em inserir palavras pouco usadas em faixas pop (como “disenchanted”= desencantado e “bulldozed” = demolido, arrasado)

Até o clipe tem as coisas Mariah, com as borboletas e a super fofice, mas tem algo mais simples e relatável – oras, quem nunca ficou xingando o ex enquanto toma uma taça de vinho?

nota: ⭐⭐⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

 

“Wake Up in the Sky”, Gucci Mane feat. Bruno Mars & Kodak Black

Quem não estava prestando muita atenção ao que o pessoal do rap andava fazendo perdeu esse lançamento do Gucci Mane, “Wake Up in the Sky”, parceria com Bruno Mars e Kodak Black, para o novo álbum de Gucci, um dos nomes mais importantes do trap, “Evil Genius”. O que mais me surpreendeu nessa faixa é o quão não-pop e nada pandering para uma rádio pop essa música é (se considerarmos que um dos nomes envolvidos é um dos grandes astros pop da atualidade).

Mas “Wake Up in the Sky”, que tem interpolações com “Unforgettable” do Nat King Cole, é terrivelmente grudenta e chiclete, com a produção simples, mínima, mas sem ser crua, e elegante (curiosamente um dos envolvidos é o próprio Bruno, sem estar dentro do coletivo The Smeezingtons), focada primeiramente no público rap. (tanto que a música vem crescendo solidamente onde interessa no field, o Spotify)

A música no geral é incrível (o refrão fica na minha cabeça até agora) e o flow de Gucci além dos versos são sensacionais. É um dos rappers mais carismáticos da cena, e os versos dele tem um certo humor bem vindo, numa faixa que fala da boa vida sob o consumo de ilícitos (o que é irônico considerando que Gucci está sóbrio há algum tempo). A única coisa que realmente estraga completamente a faixa é quando entra a voz de mosquito de Kodak Black aparece para retirar todo o braggadocio da música; parece um anticlímax que me faz querer editar a faixa até o segundo refrão e repetir o verso de Gucci até fechar o tempo original da faixa.

nota: ⭐⭐⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

 

“Head Above Water”, Avril Lavigne

A carreira da canadense Avril Lavigne, um dos ícones da minha adolescência, tomou um dos percursos mais esquisitos do pop na década de 2000. Surgida como a “anti-Britney”, cantando pop/rock com guitarra, usando gravatinha, rebite e All-Star, no meio da década fez um rebranding na imagem colocando mechas rosas, cantando sobre “pegar o namorado das outras” e uma vibe toda colorida cheerleader no terceiro CD, “The Best Damn Thing”. Um filler álbum depois (“Goodbye Lullaby”, que mostrou uma distinção entre o som de que ela curtia e o som que a gravadora incentivava Avril a trabalhar) e outro CD com mensagens super confusas (o self-titled, que trouxe a ótima “Here’s to Never Growing Up” e a tenebrosa “Hello Kitty” como singles), a trajetória da canadense, outrora um dos símbolos do pop rock e template para muitas meninas que se lançavam como cantoras nessa vibe, parecia fadada ao ostracismo na década de 2010, em que o rock praticamente foi engolido por todos os outros gêneros.

No entanto, Avril enfrentava outros desafios mais complicados: a doença de Lyme, infecção bacteriana comum nos países da América do Norte, que a tirou dos palcos e da vida pública por bastante tempo, até ela retornar à cena com o lead single do sexto álbum, a épica “Head Above Water”, que vai ser comida com gosto e farinha nas rádios adultas (e talvez em rádios cristãs também), porque é épica em todos os sentidos.

O primeiro exemplo da maturidade que talvez uma geração inteira esperava que Avril mostrasse, a faixa é incrível, com sua letra inspiracional e até mesmo religiosa (composta por Avril, Travis Clark da banda We the Kings e o produtor Stephan Moccio, que já trabalhou com uma série de artistas, incluindo na trilha sonora de Cinquenta Tons de Cinza), em que ela supera as adversidades e luta contra a morte por causa da doença de Lyme. Mas não apenas a letra; o pós-refrão (“don’t let me drown” repetindo o “drown”) é espetacular; o arranjo com bateria pesada, acompanhamento no piano e instrumentos de corda é muito bonito e épico, e recomendo aos mais sensíveis ouvir com lencinhos de papel.

Sério, estou muito feliz que um dos ícones da minha adolescência voltou COM SAÚDE e fazendo música FODA, sem cair nas obviedades da sonoridade 2018.

nota: ⭐⭐⭐⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

 

“Mariners Apartment Complex” e “Venice Bitch”, Lana Del Rey

Os dois primeiros singles do novo álbum de Lana, chamado “Norman Fucking Rockwell”, são produzidas por ela e Jack Antonoff, que está aqui mais imerso no mundo da cantora do que ela sendo imersa na vibe dele – o que é ótimo, já que Antonoff nem é o produtor incrível que pensa que é. No entanto, ao ser engolido por uma personalidade mais consistente, ele trabalha bem melhor.

O que eu mais gosto em Lana del Rey é que, mesmo se ela tiver alguma diferença no som que propõe, essa diferença não vai afetar a noção que ela tem de sua própria arte e sonoridade; mesmo colocando guitarras e fazendo rock n’ roll. Se tem um artista com visão muito sólida do próprio som, essa pessoa é Lana, e agora, ela me parece estranhamente mais madura, com uma força interna e uma melancolia que faz mais sentido que em alguns anos antes – porque é algo que ela viveu, e inclui em sua nostalgia crítica natural. Em “Mariners Apartment Complex”, ela parece estar mais confiante em sua própria personalidade e na forma que vê a vida, mas a faixa mantém a tradicional sadness de Lana, só que com um arranjo de cordas, peso na guitarra e uma pegada anos 60 super bem vinda. Outra vez Lana nadando contra a corrente e fazendo música boa.

No entanto, a minha favorita é o segundo single, “Venice Bitch”, que mesmo tendo quase dez minutos, PELAMOR, é uma viagem de pop psicodélico com uma daquelas histórias cinemáticas e puramente americanas que são a cara de Lana. Amor jovem, despreocupado, que retorna depois de algum tempo tornando-se mais sexual; referências a artistas clássicos da cultura americana, e uma dica: nem tudo que parece tão óbvio (ou vazio) é realmente assim; às vezes a arte é complexa, diferente, mais profunda do que se pensa.

Aqui tem um solo de guitarra distorcida, e toda uma vibe anos 60, de ser jovem para sempre, mesmo com a melancolia sempre presente nos trabalhos dela. Dois singles incríveis que prometem um álbum maravilhoso.

nota:

“Mariners Apartment Complex”: ⭐⭐⭐ e 1/2 de ⭐⭐⭐⭐⭐

“Venice Bitch”: ⭐⭐⭐⭐⭐ de ⭐⭐⭐⭐⭐

 

E vocês, o que acharam dos últimos lançamentos? Tem algum que você destacaria?

 

 

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Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [7]

O Grammy é a premiação das vitórias acachapantes, das consagrações esperadas, dos prodígios descobertos e dos experientes abraçados. Mas também é o award das surpresas estranhas, das vitórias fora da zona de conforto e das esnobadas históricas.

Quem não ficou de queixo caído com a Beyoncé perdendo o Grammy de Álbum do Ano pro Beck?

Ou não se revoltou pelo Kendrick Lamar ter sido ignorado em todas as categorias, e perdendo no rap field pro Macklemore & Ryan Lewis?

E quando o Grammy premiou como Artista Revelação Esperanza Spalding quando as pessoas achavam que Justin Bieber seria o vencedor? (sério que vocês acreditavam nisso? Eu estava apostando na Florence)

E a maravilhosa Amy Winehouse não ficou com o prêmio de Álbum do Ano, entregue ao Herbie Hancock. Nada contra o Herbie Hancock, mas a impressão que ficou foi que Grammy não quis dar a “cereja do bolo” pra uma “bad girl” e preferiu jogar no seguro.

Pois é, o tema do nosso esquenta de hoje serão os prêmios curiosos, esnobadas e algumas surpresas que sempre animam ou viram tema de treta nos anos seguintes à premiação.

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SHADE: Mariah Carey – Infinity

Cover Mariah Carey InfinityMariah Carey está de volta com o lançamento de mais um Greatest Hits – desta vez, é o “#1 to Infinity”, a coletânea de seus #1 (que já tinha sido lançada uma primeira versão em 1998) mas agora com os #1 de “Rainbow” em diante. Ou seja, um feito para poucas. E como em todo GH sempre o artista tem que lançar uma faixa inédita, ou no mínimo uma regravação, Mariah divulgou na segunda-feira o single do álbum, “Infinity“.

A música, particularmente, é uma surpresa. Eu acreditava que a diva viria com mais uma balada romântica ou uma midtempo R&B/pop tentando emular “We Belong Together”, mas ela me surpreendeu: Mariah voltou com um R&B meio modernoso, mais up, com todos os elementos conhecidos de sua carreira, como os agudos, a técnica vocal e os whistles, e uma letra cheia de shades.

Porque assim que você acompanha o lyric video, na hora você pode perceber que tem muita coisa na letra que é uma mensagem ao ex-marido da Mariah, Nick Cannon. Trechos como “Why you mad? Talkin’ ‘bout you’re mad / Could it be that you just lost the best you’ve ever had?”, “Wouldn’t have none of that without me though” e “Why you tryin’ to play like you’re so grown? / Everything you own, boy, you still owe” mostram que a separação não foi exatamente um mar de rosas. O divórcio dos dois teve sua sorte de fofocas de tabloides; e pela música dá pra entender que ela “joga na cara” do ex que quem deu visibilidade e relevância à sua vida foi ela, Mariah.

Mesmo com esses trechos mais pessoais, a letra em geral é um grande “fuck you” para um ex sem noção, e uma das coisas que sempre foi típico da Mariah Carey e suas músicas era o fato das letras terem um fator universal – qualquer um pode se identificar com os temas e as dúvidas que ela sempre punha em suas canções (não se esqueça de que MC compõe todo o material, o que torna seu trabalho extremamente pessoal). Ou seja, “Infinity” é facilmente identificável e atinge a todos.

Agora os pontos negativos: primeiro, o refrão, que não é exatamente catchy. Como ele é meio quebrado, pra pegar você tem que ouvir várias vezes a música – e aí reside o problema. O single não é fácil. Não digo que seja ruim. A música é interessante, mas a produção me parece meio bagunçada, como se fossem várias músicas em uma – especialmente os versos, em que a Mariah canta de tantas maneiras que um ouvinte comum, que não seja fã dela, vai achar um saco e mudar de rádio rapidinho.

Bem ou mal, é bom dar crédito onde há crédito: Mariah não quis se repetir tentando fazer “We Belong Together 2” acontecer, decidindo pensar numa versão mais classuda de “Thirsty” (lembra?) – só que essa bem mais comercial, mais divertida, simples e radio-friendly, enquanto “Infinity” é uma boa música, tem a cara da MC, mas não fica exatamente no top 10 da diva.

 

(agora, se ela quiser hitar como em outros tempos, vai ter que trabalhar BEM com a faixa e lançar um clipe bem viral. Vai que o 18º não vire 19…)

(mas eu duvido muito que ela faça grandes esforços com a música – a coletânea vem para ajudar na divulgação de sua residência em Las Vegas, então Mariah só está compondo o repertório para acalmar o público entre um e outro grande clássico que ela pode colocar como quiser durante a setlist)

 

E você, o que achou de “Infinity”?

Mariah Carey entrega o que se espera dela em Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse

Cover CD Mariah-Carey-Me.-I-Am-Mariah…The-Elusive-ChanteuseEsqueça o título cafona do álbum. Esqueça o caminhão de photoshop nas capas dos singles e das versões do álbum. Esqueça as breguices, os adiamentos e quaisquer outras coisas que Mariah Carey tenha feito nos últimos anos – incluindo aí o lançamento do “Memoirs Of An Imperfect Angel”. Mimi entregou para o seu público e os ouvintes em geral um álbum de acordo com a sua discografia competente e influente para gerações de vozeirões por aí. “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse” é um pop/R&B, com a identidade clara de Mariah Carey, se arriscando pelo terreno da disco e de uma dance mais noventista sem perder sua essência, e com um trabalho vocal impecável. Chega de sussurro!

Quer saber mais detalhes do álbum. Clique no botãozinho abaixo e confira um track-by-track do CD!

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Será que agora vai? Mariah Carey e um batidão daqueles com “Thirsty”

Cover Mariah Carey ThirstyApós o lançamento fail de “You’re Mine (Eternal)”, Mariah Carey parece pronta para novamente investir num lead single para o novo álbum, agora com nome e data de lançamento: “Me. I Am Mariah… The Elusive Chanteuse” no dia 23 de maio (ou seja, daqui a pouquinho está vazando por aí!).

O novo primeiro single do décimo-quarto álbum da diva é “Thirsty”, que ao contrário das outras músicas divulgadas por Mariah, é uma uptempo extremamente coerente com o que anda tocando nas rádios, um batidão pop/urban com um refrão viciante e uma batida que lembra “Niggas in Paris”, de Jay Z e Kanye West, o que é uma excelente notícia! A música é uma diss ambulante contra alguém “sedento” (daí o “thirsty”) por fama, atenção, deixando a pobre Mariah de lado.

De acordo com alguns fãs, a música é “dedicada” ao (ex?) marido Nick Cannon, e ao contrário do último lead-single da Mimi, “Obsessed” (outra diss, desta vez contra o Eminem), “Thirsty” não é faixa raivosinha de adolescente – tem uma letra que funciona bem para todas as idades e o “Boy, you’re thirsty” repetido à exaustão fica na memória. Sem contar o batidão digno, pra perder a dignidade na night!

A única coisa ruim da música (além dessa capa RIDÍCULA, meus olhos ardem com o Photoshop Disasters) é que ela termina do nada, deixando a gente com gosto de água na boca – sem trocadilhos.

O futuro de “Thirsty” é um mistério. Eu apostava que “You’re Mine (Eternal)” poderia ter alguma força nas rádios pelo nome da Mariah e por ser uma música midtempo R&B que era a tônica do período. Esse single não – é um hit feito pra bombar até enjoar nas rádios, e se estivesse nas mãos de uma Rihanna da vida, ávida por #1, já estaria sendo divulgado até na padaria da esquina. Mas Mariah e sua equipe não têm sequer o mesmo timing, e não duvide que essa música seja logo descartada se não der os resultados que eles esperam – tipo, #1 no iTunes em menos de 20 minutos. Mimi vai ter que trabalhar pra alcançar o próximo 19º #1. Mas a canção vai ajudar. E  muito.

Ouça “Thirsty” (quando chegar no VEVO eu atualizo, prometo!)

http://revolt.tv/video/first-listen-mariah-carey-ft-rich-homie-quan-thirsty/66859648-E559-4CD9-A79C-EC40E1434DD6

E então, acha que agora o sucesso chega pra Mariah?

P.S.: o single tem uma versão com o rapper Rich Homie Quan, que logo postarei aqui.

Mimi is Back! Mariah Carey chega com elegância com “You’re Mine (Eternal)”

Mariah Carey parece disposta a ir atrás de um som mais R&B/pop e maduro no seu novo lançamento, “The Art Of Letting Go”, previsto para 6 de Maio. Apesar do “Memoirs Of An Imperfect Angel” também ser puxado para esse estilo, as músicas não pareciam tão apropriadas ao tempo de carreira da diva – algumas delas uma tentativa de atrair um público mais jovem, algo que, dado o nível que Mariah alcançou, a influência e o ponto em que ela está em sua trajetória musical, ela simplesmente não precisa.

Mas acredito que com TAOLG, Mimi fará algo mais próximo dos fãs, sem nenhuma busca desenfreada pelos charts. A julgar pelos trabalhos apresentados, desde o subestimado “Triumphant”, passando pela linda midtempo “#Beautiful”, indo para a elegantíssima “The Art Of Letting Go”, e agora, com este R&B/pop de “You’re Mine (Eternal)” – que lembra bastante as batidas ali de metade da década de 2000, mas sem soar datado – Mariah está prezando a qualidade no trabalho.

“You’re Mine (Eternal)”, que foi cantado no BET Honors neste fim de semana, está aqui com sua versão em estúdio, mostrando que o vocal de Mariah continua potente, sendo usado os sussurros e agudos com parcimônia e equilíbrio. Escrita e produzida por Mariah e Rodney Jerkins (Darkchild), a letra que fala de amor e da saudade pelo outro não estar com você é simples e direta, e apesar do refrão não ser tão fácil aos ouvidos (o pré-refrão é mais marcante), a canção tem uma batida deliciosa, um arranjo que, como já comentei, lembra batidas da década passada – melhor ainda, remete ao próprio trabalho da Mariah em “The Emancipation of Mimi” (2005), o grande comeback da diva.

Se a música vai hitar? Olha, ela está neste momento em décimo-primeiro no iTunes, o que é sinal de força, já que a música foi lançada hoje – e como já tinha dito lá em cima, a fã-base da Mimi não é tão jovem quando a de outras pop divas, como Katy Perry. Quanto ao futuro, é uma música meio complicada. É comercial, mas não é de digestão fácil – principalmente por conta do refrão – mas pode fazer boa carreira nos charts R&B e na parada Adult Contemporary. No entanto, acredito que “You’re Mine (Eternal)” pode obter níveis inesperados de sucesso pela própria conjunção musical atualmente, que está muito mais receptiva a um ecletismo sonoro do que há três ou quatro anos atrás.

Tomara!

P.S.¹: a versão remix da música, com o Trey Songz, também está na net. Não acrescenta muito, mas vale a pena dar uma ouvidinha

P.S.²: o clipe já vazou (e todo mundo tá falando muito mal), quando tiver um player melhor eu atualizo aqui.

ATUALIZADO COM O VÍDEO (Sem comentários, Mariah, o que é isso? O.o)

http://relaunch.mtv.com.br/musica/artistas/mariah-carey/videos/you-re-mine-eternal-1002995?xrs=share_copy