Vencedores e performances do American Music Awards 2014

Na noite de domingo aconteceu uma das premiações mais importantes da música americana, o American Music Awards. Criado como uma resposta da ABC ao Grammy, atualmente é conhecido pela série de performances marcantes e por dar uma bela ajuda no desempenho dos artistas nas vendas digitais.

E ontem, a situação não foi diferente: os artistas que se apresentaram no AMA já sentem no iTunes os efeitos de suas apresentações: Selena Gomez, Fergie, Taylor Swift são apenas algumas das artistas que ganharam apoio após suas performances na premiação.

Mas existe uma premiação nisso tudo, e uma premiação tradicional – que já consagrou nomes como Michael Jackson e Whitney Houston. Por isso, antes de mostrar os destaques, hora de falar dos vencedores…

Artista do Ano
One Direction
Iggy Azalea
Beyonce
Luke Bryan
Katy Perry

Artista Revelação
5 Seconds of Summer
Iggy Azalea
Bastille
Sam Smith
Meghan Trainor

Artista Masculino de Pop/Rock
Sam Smith 
John Legend
Pharrell Williams

Artista Feminina de Pop/Rock
Katy Perry 
Iggy Azalea
Lorde

Banda/Duo de Pop/Rock
Imagine Dragons
One Direction
OneRepublic

Álbum de Pop/Rock
Pure Heroine – Lorde
Midnight Memories – One Direction
Prism – Katy Perry

Arista Masculino de Country
Jason Aldean
Luke Bryan
Blake Shelton

Artista Feminina de Country
Miranda Lambert
Kacey Musgraves
Carrie Underwood

Arista de Rap/Hip Hop
Iggy Azalea
Drake
Eminem

Single of the Year
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“All of Me” – John Legend
“Rude” – Magic!
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Happy” – Pharrell Williams

Prêmio Especial Dick ClarkTaylor Swift

(LISTA COMPLETA)

Agora vamos mostrar alguns destaques da noite de ontem, como a primeira apresentação para a TV americana de “Booty”, o sexy single de Jennifer Lopez que ganhou um remix-pra-hitar com Iggy Azalea, que levou dois AMAs pra cara (Artista de Hip Hop e Álbum de Hip Hop). A apresentação recebeu certa dose de preocupação por parte da ABC, uma TV conhecida por ser “família”, e aparentemente, a dupla recebeu o recado. Cheio de luzes e imagens que apareciam pelo corpo da dupla, a performance mais sugeriu que mostrou, e com direito a remix-do-remix cheio de latinidade, J-Lo mostrou porque ainda coloca muitas novinhas no chinelo.

Sam Smith continuou sua dominação cantando “I’m Not The Only One”, uma das highlights do seu álbum cheio de highlights, “In The Lonely Hour”. O britânico foi acompanhado por A.$.A.P. Rocky (e um imenso cachecol) na apresentação, a mais classuda da noite. E esse vocal, hein? Qualidade de estúdio!

Ariana Grande vem tendo um grande ano; e para coroar, claro que a neodiva fez uma apresentação incrível. Vocais on point (apesar da dicção esquisita) e versões mais intimista de “Problem” e “Break Free”, encerrando com o dueto com The Weeknd, “Love Me Harder”, e a química explodindo na tela. (aliás, só eu achei o áudio do microfone dos dois bem mais alto que o da banda?)

Outra que surpreendeu todo mundo foi Selena Gomez. Mostrando controle vocal e uma performance sentimental, com direito a imagens fortes e melancólicas ao fundo, a cantora fez talvez a performance mais instigante e emocionada da noite – afinal de contas, não é o que se espera de Selena Gomez baladinha triste e autobiográfica de fim de ano. No entanto, “Heart Wants What It Wants” é a baladinha de fim de ano, e composta pela própria Selena, mostra uma maturidade admirável sobre a sua relação com Justin Bieber.

Lorde maravilhosa arrasou com “Yellow Flicker Beat”, da trilha sonora de “A Esperança – Parte 1”, mostrando que, mesmo amiga das famosas e com todos os olhos em torno dela, continua a mesma artista que conquistou todo mundo com seu jeito fora dos padrões. Esquisito para muitos, único para vários. Talvez a performance mais artística da noite. (com direito a retirada do batom roxo dos lábios)

E a Taylor Swift que abriu a premiação com uma versão hiperbolizada do vídeo de “Blank Space”? Dá pra sentir um playback no ar, mas a performance super teatral divertiu e serviu como uma boa abertura para o AMA. Mas a performance de T-Swift foi bem melhor na plateia, dançando e cantando como se houvesse amanhã”! 😉 essa é a Taylor que amamos!

Outros artistas que se apresentaram no AMA foram Fergie, Imagine Dragons, MAGIC! com Wyclef Jean, e One Direction

E você, o que achou do American Music Awards este ano? Aprovou os premiados?

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BUNDAS Jennifer Lopez feat. Iggy Azalea “Booty” (Remix) BUNDAS

Jennifer Lopez Booty VideoApós a overdose de bundas e twerking nervoso de Nicki Minaj em “Anaconda”, Jennifer Lopez retoma os trabalhos do seu álbum “A.K.A.” com a faixa “Booty”. A faixa original tem o seu parceiro de uma vida inteira Pitbull, mas a gravadora, percebendo o potencial da faixa urban com influências orientais para fazer um barulho nos charts, trocou o featuring da música para uma das it-girls do ano, Iggy Azalea, com quem todos querem ter um feat. agora. Além disso, a união entre J-Lo – famosa pelo bumbum proeminente – com a australiana, conhecida por ter um derrière pronunciado, acaba fazendo da música (e do clipe) algo para ser visto e ouvido.

Pois bem, hoje foi lançado o clipe de “Booty”, com direito a muitas bundas – evidentemente – closes quase ginecológicos e muita pegação sutil entre as artistas, além de corpos molhados, suados e melados. O minimalismo do vídeo (em poucos cenários, paleta com poucas cores vivas) é cortesia também do diretor Hype Williams, conhecido pelos clipes para os artistas de urban e hip hop, que andou meio sumido da cena, e apesar de alguns takes meio ruins (leia-se amadores) do rosto da Jennifer Lopez, parece ter voltado à velha forma.

Por fim, o vídeo é bacana e vale para ver o enc$ntr$ entre J-Lo e Iggy, mas no duelo de bundas, a diversão trash e colorida da Nicki Minaj venceu de goleada. “Booty” até foi feito pra viralizar, vide os nomes envolvidos, mas após “Anaconda”, o vídeo soa datado e redutivo (by Madonna), mesmo que a música tenha sido lançada antes da faixa da Onika.

E você, o que achou do vídeo?

JLo descobriu o potinho da juventude (e um homem lindíssimo) em “First Love”

Jennifer Lopez First Love Video
Confesso que o novo (lead?) single da Jennifer Lopez não me empolgou nem um pouco. Ao vivo, a música não tem muita força (principalmente por conta dos vocais limitados da bombshell), e a faixa em geral soa levemente datada, como se JLo quisesse retornar os áureos tempos do R&B urban da primeira metade da década, mas com um refrão “moderninho” – só que sem graça. Mas o clipe me fez mudar de ideia por bons cinco minutos.

Todo em preto e branco e dirigido por Anthony Mandler (um dos diretores de videoclipes mais conhecidos do meio), o clipe tem uma intro com monólogo da Jennifer Lopez a la “We Found Love”/”I Knew You Were Trouble” e cenas da diva latina num deserto ao lado de um homem lindíssimo com um peitoral dos sonhos (o modelo britânico David Gandy). Muita pegação, closes da Jennifer e seu bumbum famoso, além de sensualização em frente à câmera – tudo bem característico da Jennifer Lopez.

O vídeo me lembra muito “I’m Into You”, do “Love?” (outro clipe sensual, com Jennifer se agarrando com outro bonitão, desta vez o cubano William Levy – aliás, bom gosto dessa mulher pra escolher par romântico em clipe, hein?), só que sem o break quebração. Apesar da aparente monotonia, a interação da JLo com o lover dela mantém o bom ritmo do vídeo – bem casado com a música, que talvez não pedisse outro tipo de clipe.

O grande detalhe é que, depois de ter visto uma vez, você perde a vontade de ver de novo 😉 E duvido que o clipe viralize a ponto de fazer a música hitar.

Entre no clima da copa em “We Are One” (Ole Ola)

We-Are-One Video

Faltando menos de um mês para a Copa do Mundo 2014, o vídeo da música oficial da competição foi lançado. “We Are One (Ole Ola)”, single do Pitbull com participação especial de Jennifer Lopez e Claudia Leitte, ganha um clipe colorido, empolgante e bem legal, que levanta a música. Aliás, a versão usada para o clipe foi o remix com o Olodum, que é visivelmente melhor que a original, por ser bem menos genérica e mais próxima aos ritmos brasileiros.

O vídeo tem basicamente todos os clichês brasileiros de samba, passista e futebol, mas a edição com os lances dos jogos dos últimos mundiais – além das Copas das Confederações (quem acompanha futebol percebeu) – juntamente com as torcidas incorporam esses clichês com muita naturalidade. Muito legal também a aparição do Olodum na Fonte Nova (\o/), dos capoeiristas e o cenário onde Pitbull, JLo e Claudinha estão cantando juntos lembra muito um trio elétrico. Bahia representando!

Entre os estrangeiros, Pitbull, como artista principal, tem mais tempo de tela, e sempre se apresenta com aquele carisma meio latin lover o qual estamos acostumados. Jennifer Lopez tem a parte mais interessante da música, e até menos tempo que Claudia Leitte, e as duas até estão parecidas – em maquiagem, roupas e a expressão diante da câmera – mas a impressão que ficou é de que a idade chegou pra JLo. Já a brasileira Claudia Leitte teve um destaque bem bacana no clipe. Apesar de cantar alguns segundos na música, ela aprece bastante nas cenas (especialmente porque os versos de resposta no refrão são dela), e compensa o fato dela ter uma presença bem menor que Pitbull ou Jennifer Lopez na faixa. (será que pode ser o pontapé inicial para uma carreira internacional?)

Sem mais delongas, confira o ótimo vídeo aqui:

 

“We Are One (Ole Ola)” vai grudar na sua cabeça, mesmo que você não queira

Pitbull JLo e Claudia Leitte We Are One

Quem acompanha os fóruns de música sabe alguma coisa sobre como seria a música-tema da Copa do Mundo 2014, que será aqui no nosso Brasil varonil – já que uma rádio do Centro-Oeste divulgou a versão solo do Pitbull (uma das vozes da música), numa baixa qualidade. Mas agora, brasileiros e gente de todo o mundo podem conferir “We Are One (Ole Ola)”, a música que vai embalar a competição, com a voz do Pit, Jennifer Lopez e Claudia Leitte cantando em português. Será que a faixa vai honrar a tradição de clássicos como “The Cup Of Life”, de Ricky Martin; e “Waka Waka”, da Shakira?

A resposta é: bem…

(link alternativo se esse não funcionar: http://iamstevieb.tumblr.com/post/82023760409/pitbull-we-are-one-ole-ola-feat-jennifer)

 

Capa We Are OneAgora, por que “bem…”? A canção, um eletropop-latino que se assemelha a milhares de outras canções lançadas por Pitbull nos últimos anos, peca por essa razão: não tem um diferencial que a defina, que coloque “We Are One” como a canção-tema de uma competição tão relevante quanto a Copa do Mundo. Aqui e ali, pontuado por alguns violões, assovios a la “Moves Like Jagger” e tambores que lembram o Olodum nos versos de Claudinha, a canção tem uma sonoridade o mais genérica possível. Aparentemente, os compositores não faziam ideia do que tocava no Brasil, então decidiram escrever uma música que englobasse tudo que fosse considerado “latino”, com um recheio eletropop para as pistas e BOOM nasce uma música para a Copa. A letra trilingue (inglês, português e espanhol), não é um primor de lirismo, com os cantores convidando o público a participar da copa e a se unir em torno da copa, já que todos. somos. um.

As participações de Jennifer Lopez e Claudia Leitte não são exatamente memoráveis – a brasileira tem o que, dez, 12 segundos de tempo na música (além dos versos de resposta no refrão), e a música talvez funcionasse só com o Pitbull. No entanto, apesar da música ter carinha de 2012/2013, “We Are One” é grower as fuck, por duas razões bem específicas: uma, os benditos assovios, que entoam justamente a melodia do refrão da música; e segundo, o refrão, seguido pelo Ole Ole Ole Ola mais catchy desde qualquer canto de torcida aleatório em estádio num jogo random de futebol pela vigésima rodada do Brasileirão. Se você não tiver terminado de ouvir a música sem cantar sem querer esse bendito Ole Ole Ole Ola, eu te parabenizo, porque na minha primeira ouvida esse trecho já tinha grudado na minha cabeça. E às vezes, são esses detalhes singelos que fazem toda a diferença numa música.

“We Are One” tem cara de que vai fazer um bom barulho na Europa, bem como na América Latina em geral. Veremos se a canção vai fazer a América, mas de uma coisa é certa: você vai ouvir muito Ole Ole Ole Ola no mês de junho.

P.S.: para efeito de comparação, deixo aqui as outras clássicas músicas-tema da copa e escolha sua preferida! (por questões sentimentais, meu coração fica com “The Cup Of Life”)