Drops Grammy 2020 [General Field]

Entre drinking game do “entretanto” e “polimento”, hora de fechar a caixa falando sobre os indicados no General Field do Grammy 2020!
Neste vídeo, vou comentar um pouco sobre:

  • CHRISTOPHER CROSS SITUATION
  • disputa de hits e safe choices
  • músicas feitas com frases de twitter
  • surpresas em álbum do ano
  • e vocês vão me ouvir cantar mal!

Mais uma vez, peço perdão pelo probleminha no áudio e a luz meio ruim, porque gravei de noite; sem mais delongas, apertem o play e vamos lá!

Drops Grammy 2020 [Pop Field]

Ou deveria dizer: OI SUMIDA?

VOLTEI!!! E falando de Grammy! Neste vídeo, explico com calma porque demorei tanto para fazer as previsões, porque separei em duas partes e já adianto minhas desculpas pelos erros no áudio porque estou montando tudo no celular – ou seja, serão vídeos menos trabalhados como os que eu produzi ano passado.

Na pauta de hoje tem:

– a disputa entre puristas x integrados;
– Beyoncé como fiel da balança;
– como Taylor será reconhecida no pop field;
– nem todo produto cultural é pra minha geração;
– e porque eu não vi “O Rei Leão” (haha)

Preparados? Apertem play e aproveitem! E um feliz ano novo!

Combo de Lançamentos [1]

Depois de retornar do meu período de hibernação pós-Grammy (sinceramente, fiz desintoxicação musical e foi a melhor decisão ever), hora de voltar aos trabalhos e falar um pouco dos lançamentos musicais, entre álbuns e músicas, que podem ter sido comentados (ou não) dentro da popsfera.

Ariana Grande, “thank u, next” (lançado em 08/02)

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/d/dd/Thank_U%2C_Next_album_cover.png

E eu que achava que Ariana não faria melhor que “Sweetener”… “thank u, next” é uma potência de produção, letras e evolução tanto no som quanto nas temáticas, tanto em relação ao álbum anterior da moça, como em toda a sua carreira. É evidente que quem acompanha Ari desde “Yours Truly” sabe que ela sempre teve os dois pés no pop/R&B e que era questão de tempo até que ela fosse full pop ou introduzindo uma vibe mais urban/rap em seus trabalhos. Boa leitora do pop como ela é, Ariana fez melhor: ela entendeu o que realmente está fazendo sucesso (como o trap/urban) e colocou sua pegada pop e radiofriendly com sua voz de ouro (e dicção boa, finalmente) num dos trabalhos mais fodas do mainstream no ano.

Os temas do “Sweetener” relacionados a inquietações pessoais e ansiedade permanecem em TUN (como em “needy” e “fake smile”), assim como as temáticas de sempre da jovem (no caso, relacionamentos amorosos na excelente e SINGLE MATERIAL “bloodline”, “make up” e seu joguinho de palavras e a super onírica “ghostin”, uma das highlights do CD que deveria encerrar a tracklist), mas tudo com um toque de amadurecimento de quem realmente está vivendo ou viveu essas emoções. Ariana Grande tem história pra contar agora e coloca isso nas músicas. Além disso, “thank u, next” representa muito dos sentimentos e dúvidas de ordem geracional, que impactam parte da fanbase da moça, que é bem jovem, e de uma turma millennial e Gen-Z que se identifica com ela.

(guardadas as devidas proporções de impacto e sucesso, essa leitura do pop e identificação com um público geracional é mais ou menos o que Rihanna fazia tão bem enquanto lançou CDs. Aliás, cadê você RiRi?)

Entre os três primeiros singles, eu já tinha dado minha opinião sobre a faixa-título, mas é engraçado como tanto ela quanto “7 rings” funcionam bem melhor no álbum do que isoladamente. Em relação à segunda, eu acho uma ótima tradução pop de um som atual, mas a letra não tem sinceridade alguma e entra em terrenos bem perigosos. Das três, de longe “break up with your girlfriend, I’m bored” é a melhor – e maravilhosa demais! Não merecia encerrar o álbum, mas eu entendo perfeitamente a presença dessas três músicas no final da tracklist (aliás, ótimo trabalho de Max Martin e Ilya… será que voltarão aos bons momentos?).

Resumidamente, eu AMEI “thank u, next” e acho assombroso o quanto essa menina consegue ir evoluindo e lançando um CD melhor do que o outro. Isso me faz torcer por coisas brilhantes no futuro, e é a prova de que Ariana cimentou seu lugar não apenas como A-list no pop, mas como uma das grandes artistas de sua geração, num todo.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Jonas Brothers, “Sucker” (lançado em 28/02)

Você se lembra de quando os artistas teen masculinos com quem as meninas queriam casar (e certeza que já deviam fazer fanfics desde aquela época) eram os Jonas Brothers? Havia a eterna disputa de quem era mais bonito (não conheço uma abençoada que tenha escolhido Kevin), as músicas eram cantadas e usadas como perfil do Orkut (RIP) à exaustão, tinham ainda os triângulos amorosos da Disney Miley-Nick-Selena, o vai-e-volta entre Joe e Demi, a série dos caras no canal… Eles já foram indicados ao Grammy e cantaram com fucking STEVIE WONDER! Ahhh que saudades do late 2000’s gente…

Pois bem, seis anos após o lançamento do seu último single, e carreiras solo decentes ou bem-recebidas numa banda (vi DNCE ao vivo e Joe nasceu pra ser frontman de banda, sério), os JoBros retornam com “Sucker“, que tomou o feed de nostalgia adolescente e o grande público com um pré-refrão grudento e um refrão ainda mais, cortesia também de Ryan Tedder, um dos compositores da faixa (o “I’m a sucker for all…” com o falsetinho no “all” tem as fingerprints do hitmaker). A música é uma delícia e a cara da banda: é um upbeat pop com aquelas guitarrinhas gostosas e super adulto. é exatamente o que o Jonas Brothers faria depois de alguns anos se ainda tivesse na estrada e não tivesse parado. A letra é bem trabalhada e mesmo com muita informação no refrão, tem repetições suficientes para grudar na sua cabeça – além do “I’m a sucker for you” ser um verso catchy o suficiente pra captar sua atenção.

E cara, assobios no pop = HIT!

O clipe, lançado no mesmo dia da música (é disso que eu gosto, fogo no olhar!) é maravilhoso, com a participação especial de Priyanka Chopra, Sophie Turner e Danielle Jonas, respectivamente esposa, noiva e esposa de Nick, Joe e Kevin (nunca me esqueço de que ele tinha um reality show com a esposa no E! Entertainment Television), super divertido e com figurinos e cenários que gritam investimento – e com essas participações especiais em situações bem-humoradas ao mesmo tempo que super fofas, foi feito pra hitar no YouTube. O resultado desse lançamento que gerou conversa e nostalgia de geral? Chance de lançamento em #1 na Billboard próxima segunda. EU OUVI UM AMÉM IRMÃOS?

(só espero que o DNCE não suma porque me recuso a lidar com Maroon 5 tendo a carreira que deveria ser deles)

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐

Cardi B & Bruno Mars, “Please Me” (lançado em 15/02)

Num outro espectro musical, vários escorpianos vão nascer por causa de “Please Me” (e eu não sei seter mais escorpianos no mundo é uma boa ou má notícia haha) e vocês podem creditar à segunda parceria entre Cardi B e Bruno Mars. Se “Finesse [Remix]” é a dupla na escola participando da feira de conhecimentos, “Please Me” é uma festa de pegação na faculdade.

“Please Me” é outro throwback 90s – elemento já conhecido do havaiano mas quase nunca tocado por Belcalis, e com um approach mais R&B do que nunca pra Cardi, mostrando que ela está com foco ainda mais crossover do que apenas o público rap, mas sem cair no pop – o que é uma excelente ideia. Sem perder o bom humor de seus versos (“your pussy basura/my pussy horchata” já é meu top 10 do ano) e ainda em posição de dominância no refrão grudento af (onde é ele quem pede por favor, uma raridade dentro das dinâmicas rapper + cantor/a), “Please Me” é outro win win situation para os dois, provando que o banho de carisma em “Finesse” se repete em condições ainda mais maravilhosas nessa faixa.

(se vc acha que rolava alguma coisa entre Gaga e Bradley Cooper na Awards Season, senta e prepara sua habilidade de fanfic, porque aqui se Cardi e Bruno não se pegaram é porque são ambos comprometidos e respeitam seus relacionamentos ao contrário de uma pessoa cujo nome rima com Upset)

O clipe, ao contrário do que eu e todo mundo pensou, ao invés de ir pro sexy, foi pro modo fofo e o resultado foi ótimo – com ecos de Grease e uma storyline fofíssima, não dá pra não ficar em shipping mode e a única coisa que pensei assistindo foi FUCK OFFSET! Coreografias bem-feitas, ótima fotografia, carisma e química saindo pelos poros e Bruno de bigode (!) O clipe ajudou bastante a manter a música com ótima audiência e a previsão é de top 3 na Billboard semana que vem.

Nota: ⭐⭐⭐⭐⭐


E vocês? O que acharam desses lançamentos? O que esperam para as próximas semanas nos charts? E quem vocês acham que está perto de lançar material novo?

Feedback sobre as respostas das previsões do Grammy [parte 2]

Demorei mas voltei com o vídeo do canal Duas Tintas de Música, após um longo e tenebroso outono – e com aquele momento que todos esperam: o meu retorno dos comentários de vocês sobre a segunda parte das previsões para o Grammy 2019 (aquele post que você pode conferir aqui antes de dar play nesse vídeo, ok 😉 ).

Na pauta, Ariana Grande, Justin Timberlake, Lady Gaga (os suspeitos de sempre), e o meu segredo favorito: 

QUEM SÃO OS DOIS ARTISTAS QUE MELHOR SABEM SUBMETER AO GRAMMY?

Video Music Awards [5] Combo de Chances

Como eu havia dito no post anterior sobre o Video Music Awards 2018, como estamos às portas da premiação, hora de juntar as análises restantes num post só, retornando o lindo “Combo de Chances VMA”. Na primeira parte, alguns palpites sobre as três categorias técnicas que restaram para discussão (Direção, Direção de Arte e Coreografia); e depois, a cereja do bolo da premiação (Canção do Ano, Artista do Ano e Vídeo do Ano).

Tudo isso depois do pulo!

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Video Music Awards [4] Melhor Colaboração, Artista Revelação e Push MTV

Prosseguindo com as análises dos indicados ao Video Music Awards 2018 às vésperas da premiação (que este ano será numa SEGUNDA-FEIRA, 20.08), hora de falar de uma categoria associada à música (Melhor Colaboração, que independe de gênero), e duas de revelação, uma com o nome já propriamente dita; e outra chamada “Push Artist of the Year”, que foi emprestada de uma categoria já existente há dez anos no EMA. A ideia dessa categoria é premiar up-and-comers de várias partes do espectro musical, que fizeram sucesso nos meses específicos determinados pela MTV.

Particularmente não faz sentido algum, mas vamos pensar que “Revelação” é o award para o artista que foi a revelação mais mainstream; enquanto o “Push” é aquele que não precisa ter estourado na consciência coletiva, mas tem potencial para no ano seguinte ser mainstream.

Enfim, dessa forma é possível hahah Hora de conferir as análises de Melhor Colaboração, Artista Revelação e Push Artist of the Year!

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Feedback das previsões do Grammy 2019

(observação: antes de ver este vídeo, leia o post original sobre as Previsões do Grammy 2019)

Continuando uma tradição que começou no ano passado, o canal do Duas Tintas de Música no YouTube prossegue com os vídeos dos feedbacks das respostas que vocês me deram no post das Previsões do Grammy 2019! Na pauta de hoje, um mea culpa sobre o Maroon 5, algumas observações sobre Taylor Swift e Justin Timberlake, e uma consideração sobre a categoria de Artista Revelação.

Segue o vídeo novo abaixo: