Feedback sobre as respostas das previsões do Grammy [parte 2]

Demorei mas voltei com o vídeo do canal Duas Tintas de Música, após um longo e tenebroso outono – e com aquele momento que todos esperam: o meu retorno dos comentários de vocês sobre a segunda parte das previsões para o Grammy 2019 (aquele post que você pode conferir aqui antes de dar play nesse vídeo, ok 😉 ).

Na pauta, Ariana Grande, Justin Timberlake, Lady Gaga (os suspeitos de sempre), e o meu segredo favorito: 

QUEM SÃO OS DOIS ARTISTAS QUE MELHOR SABEM SUBMETER AO GRAMMY?

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Video Music Awards [5] Combo de Chances

Como eu havia dito no post anterior sobre o Video Music Awards 2018, como estamos às portas da premiação, hora de juntar as análises restantes num post só, retornando o lindo “Combo de Chances VMA”. Na primeira parte, alguns palpites sobre as três categorias técnicas que restaram para discussão (Direção, Direção de Arte e Coreografia); e depois, a cereja do bolo da premiação (Canção do Ano, Artista do Ano e Vídeo do Ano).

Tudo isso depois do pulo!

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Video Music Awards [4] Melhor Colaboração, Artista Revelação e Push MTV

Prosseguindo com as análises dos indicados ao Video Music Awards 2018 às vésperas da premiação (que este ano será numa SEGUNDA-FEIRA, 20.08), hora de falar de uma categoria associada à música (Melhor Colaboração, que independe de gênero), e duas de revelação, uma com o nome já propriamente dita; e outra chamada “Push Artist of the Year”, que foi emprestada de uma categoria já existente há dez anos no EMA. A ideia dessa categoria é premiar up-and-comers de várias partes do espectro musical, que fizeram sucesso nos meses específicos determinados pela MTV.

Particularmente não faz sentido algum, mas vamos pensar que “Revelação” é o award para o artista que foi a revelação mais mainstream; enquanto o “Push” é aquele que não precisa ter estourado na consciência coletiva, mas tem potencial para no ano seguinte ser mainstream.

Enfim, dessa forma é possível hahah Hora de conferir as análises de Melhor Colaboração, Artista Revelação e Push Artist of the Year!

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Feedback das previsões do Grammy 2019

(observação: antes de ver este vídeo, leia o post original sobre as Previsões do Grammy 2019)

Continuando uma tradição que começou no ano passado, o canal do Duas Tintas de Música no YouTube prossegue com os vídeos dos feedbacks das respostas que vocês me deram no post das Previsões do Grammy 2019! Na pauta de hoje, um mea culpa sobre o Maroon 5, algumas observações sobre Taylor Swift e Justin Timberlake, e uma consideração sobre a categoria de Artista Revelação.

Segue o vídeo novo abaixo:

Video Music Awards [3] Melhor Fotografia, Edição e Efeitos Visuais

Hora de iniciar uma parte das análises que nunca fiz aqui no blog. mas achei que valia a pena começar: as categorias técnicas do Video Music Awards 2018, iniciando os trabalhos com Melhor Fotografia, Edição e Efeitos Visuais.

A ideia aqui é avaliar não apenas se o clipe é esteticamente bonito (já que beleza é relativa ao gosto do freguês) e sim destacar o que pode ser considerado adequado à ideia de uma boa fotografia (ou seja, como é a qualidade da imagem do vídeo, se a luz está interessante, se o objetivo é um visual com alto contraste ou sépia; enfim), edição (o que é essencial para manter um bom timing e ritmo a um videoclipe) e bons efeitos visuais, que não soem amadores e que não pareçam eu mexendo no flash.

Então, as respostas podem parecer óbvias ou vocês podem gritar ARTISTA X MERECE TUDO, mas nem sempre é assim que a banda toca e vamos ver através das análises dos indicados a Melhor Fotografia, Edição e Efeitos Visuais.

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Video Music Awards 2018 [2] Melhor Vídeo Latino, Hip Hop e Com uma Mensagem

O segundo post com os indicados do Video Music Awards 2018 vai tratar das análises de três categorias ligadas a sonoridades e mensagens em ascendente ou consolidação dentro da popsfera: a música latina, o hip hop e os vídeos com mensagem (seja de autoajuda ou de conotação política).

A tendência das rádios e streams americanos a aderir à sonoridade rap já vinha se desenhando desde 2016, especialmente com a ascensão do trap e do rap de Atlanta. Os virais que chegavam ao top 10 da Billboard, os rappers vindos do soundcloud, a consolidação de Drake como o maior nome pop da década (ele é o pop/rapper soft, crossover, considerado mais “seguro” para as soccers moms e adolescentes brancos do que um Migos, por exemplo), assim como as playlists do Spotify recheadas de rap, mostraram que o gênero dominante nos charts e na cultura popular atualmente é o hip hop. E isso se reflete no visual, onde os acts vão dos vídeos mais “padrão” ostentação e carros até verdadeiras obras de arte como os vídeos do Kendrick Lamar.

Enquanto Spotify e Apple Music são a casa do rap, o YouTube é dominado pela música latina, que já vinha se mostrando como uma das forças musicais mais relevantes do momento – o novo sendo sedimentado não pela visão WASP ou americanizada de música; mas sim pelos latinos, pelos falantes de língua espanhola e pelo som dançante do reggaeton, que poderia ter sido reverenciado com um Grammy para “Despacito”; mas que agora encontra em sonoridades crossover e músicas totalmente em espanhol mais um espaço para informar às rádios e awards que o pop latino tem voz, vez e personalidade. Tudo isso capitaneado por artistas com fome e fogo vindos da Colômbia e de Porto Rico.

Já os Vídeos com Mensagem tem uma história recente no VMA, e surgiram num período em que bombavam nos charts as músicas de “autoajuda” – faixas sobre autoestima, se aceitar como você é, você é bonito do seu jeito: músicas que chegaram até à primeira posição entre 2010-2012. No entanto, com a decadência desse tipo de canção com o passar dos anos, o produto ganhou um novo apelo e se reinventou a partir do momento em que questões políticas ligadas à violência, racismo, desigualdade, se tornaram mais fortes dentro e fora das redes sociais. Não que ninguém discutisse antes; mas os questionamentos atualmente se tornaram mais contundentes, e o outro lado se vê obrigado a ouvir. Por isso, a categoria Melhor Vídeo com uma Mensagem se revela uma das mais importantes nos tempos que correm.

Sem mais, vamos falar das indicações em Melhor Vídeo Latino, Hip Hop e Com uma Mensagem no VMA 2018.

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Video Music Awards 2018 [1] Melhor Vídeo Pop, Rock e Dance.

Hora de começar as discussões sobre o Video Music Awards 2018 com as análises gerais e das possibilidades de vitória em três gêneros distintos, que vivem situações complexas dentro da esfera musical.

O pop se encontra na posição cruel de não ser mais o “norte” do mainstream, o farol que apontava os caminhos de estética e do que se tornaria mainstream a partir da captura das influências de nicho. Hoje, quem domina as sonoridades é o rap, e a estética pop que sempre teve tendências bem claras – futurista (late-90/early-2000), minimalista (late-2000), exagerada (early-2010) e mesmo emprestada do nicho indie alternative (mid-2010) com algumas referências retrô (2013-14) – hoje parece preguiçosa. As pessoas não tem mais paciência ou vontade de pensar em visual quando se fala de pop. Foram atrás de uma atitude blasé, too cool for school, que se reflete até mesmo nos acts pop no geral – bland, vanilla, intercambiáveis. Por isso mesmo a audiência se empolga com os nomes mais consagrados; enquanto os mais novos correram para conferir as doses de entretenimento, visual e músicas up em outro canto.

Já o rock… Enfim, há muito tempo o gênero não era o mais querido dentro da esfera musical mainstream, e talvez não tenha sofrido tantas transformações que o mantivessem updated para uma nova geração. O último respiro foi rechaçado por muitos puristas, a exemplo do emo, o nu metal do Linkin Park (se vocês soubessem a treta que deu quando eles fizeram parceria com Jay-Z…) e o pop punk – encontros do rock com outros gêneros que deram visibilidade, apelo crossover, e fizeram o gênero ganhar sobrevida, antes de nichar de vez. A única razão pela qual a MTV ainda mantém essa categoria é exatamente pela importância histórica do rock para os primórdios da emissora.

Já a dance music (ou EDM, se preferir) encontra-se numa situação bem mais confortável, justamente por ter aberto as portas para as misturas as quais o rock recusou. É impossível não pensar na contribuição de Avicii (RIP) e sua “Wake me Up” (2013), que causou estranhamento em boa parte da comunidade EDM, mas se não fosse pelo DJ sueco, talvez não teríamos “Closer” ou “Something Just Like This”, ou “The Middle”. Talvez até tivéssemos, mas não seriam recebidos de braços abertos – porque alguém ajudou a pavimentar o caminho. A dance music é muito mais aberta porque se deixou misturar, e o resultado é que volta e meia um DJ emplaca músicas no top 5 da Billboard e indicações ao Grammy às pencas.

Pensando em tudo isso, vamos falar das indicações em Melhor Vídeo Pop, Rock e Dance no VMA 2018.

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