Corre pra ouvir um dos melhores álbuns do ano! Sam Smith, “In The Lonely Hour”

Cover CD Sam Smith In the Lonely HourAfinal de contas, o que tem na água da Inglaterra? Os charts americanos estão recebendo outra dose de talento bruto vindo da terra da Rainha, pela voz cheia de soul do cantor-compositor Sam Smith, com os singles do seu debut álbum “In The Lonely Hour”. O branco-com-voz-de-negro e suas letras confessionais e autobiográficas já vem crescendo em popularidade tanto nas rádios e nos charts, fazendo com que muita gente pense que ele é a “Adele de calças”. Será?

Confira no track-by-track do álbum (a versão standard)

Continuar lendo

Anúncios

Vai bombar no seu celular [1] Charli XCX e Sam Smith

Quando você pensa no que bombou na música pop em 2014, você já lembra logo do Pharrell Williams e sua onipresente “Happy”, que rompeu o ano com sucesso; “Dark Horse” mostrando o poder de hitmaker de Katy Perry; e o estouro de Iggy Azalea e “Fancy”. Mas tem alguns nomes rodando na popsfera já mostrando seu trabalho – mas não com a massificação dos nomes aí de cima – que podem se tornar conhecidos worldwide  – mesmo que eles já tenham um caminho consolidado em outros mercados, ou estejam ainda construindo sua história na música.

Pensando nestes nomes que a gente sempre fala “ah que música legal” mas não sabemos bem seus nomes, criei o “Vai bombar no seu celular”, uma seção do blog que falará daqueles artistas pop com certo reconhecimento, mas que faltava um empurrãozinho no chart digital ou aquele featuring bacana pra realmente se tornarem conhecidos do grande público.

 

1. Charli XCX

Charli XCXA inglesa Charlotte Emma Aitchison aka Charli XCX é uma cantora e compositora de 22 anos que já é conhecida por quem curte música pop. Já tem dois álbuns lançados e algumas músicas que fizeram certo barulho com o público, mas nunca alcançaram de fato grande sucesso. A primeira vez que o nome dela ficou mais na boca do povo foi com o hit “I Love It”, da dupla sueca Icona Pop, um top 10 da Billboard em 2013 (sétimo lugar) e em primeiro nos charts ingleses no mesmo ano. Charli escreveu a canção e está creditada também como featuring.

Já a segunda vez em que a inglesa deu as caras nos charts de forma massiva foi com “Fancy”, o hit do verão americano da rapper Iggy Azalea, onde Charli XCX canta o refrão mais repetido nas rádios. A música chegou à primeira posição no Hot 100, e deu esse top para as duas artistas, colocando os olhos do grande público sobre a jovem cantora-compositora, que agora começa a desfrutar do sucesso com a faixa “Boom Clap”, parte da trilha sonora do filme “A Culpa é das Estrelas”.

A faixa tem uma pegada synth 80’s bem bacana, principalmente com a voz da Charli que alterna entre a leve rouquidão nos tons mais baixos e o refrão animadinho a la Madonna no início da carreira. Aliás, o refrão é bem catchy, e aliado a uma trilha sonora de um filme de sucesso, fato que a música tem grandes chances de bombar.

Charli XCX já está trabalhando no novo álbum, e a depender da continuidade da boa recepção que anda tendo, podemos esperar outra britânica de sucesso nos charts americanos – e no seu celular também.

 

2. Sam Smith

Também vindo diretamente da terra da Rainha, Sam Smith já tem lá na Inglaterra dois prêmios importantes: a Escolha dos Críticos Sam Smithdo BRIT e o BBC Sound of 2014. Apareceu nas rádios fazendo featuring na canção “Latch”, do Disclosure, e ainda em 2013 chegou à primeira posição no UK Charts sendo artista convidado na canção “La La La”, do Naughty Boy. Agora, com o primeiro CD já lançado, “In The Lonely Hour”, e três singles já lançados, é hora de Smith alçar voos mais altos no outro lado do Atlântico – e o grande público está abraçando alegremente a terceira música lançada pelo cantor-compositor: “Stay With Me”.

A balada soul é pungente e elegante, com esse coral gospel pontuando o refrão. A voz de Smith é maravilhosa, impecável, mais um caso do branco-com-voz-de-negro que parece brotar da terra na Grã-Bretanha (oi Amy, olá Adele) cantando uma música facilmente relatável com o grande público. Música que consegue unir qualidade e apelo comercial, está fazendo um grande sucesso nas rádios e está em quarto lugar no chart digital nos EUA, pode colocar Smith em outros patamares, já que com boas críticas, pode dar as caras no ano que vem numa certa premiação que dá um gramofone dourado aos vencedores…

Já conhecia os dois? Ainda não? Se conhecia, gostou do material que está levando Charlie e Sam ao sucesso? Deixe sua resposta nos comentários!

 

Uma homenagem fofa ao Michael Jackson no clipe de “Love Never Felt So Good”

Michael Jackson LNFSG video

A semana anda bem boa pra música pop, hein? Após o lançamento do “Xscape”, segundo álbum póstumo do Michael Jackson, foi lançado hoje o clipe do lead-single do álbum, a faixa “Love Never Felt So Good”, com featuring do Justin Timberlake. O vídeo mostra várias pessoas dançando ao som da música, reproduzindo coreografias clássicas do Rei do Pop enquanto imagens dos clipes de MJ passam na tela; além disso, várias pessoas de todas as idades, raças e gêneros cantam os versos da música, com o apoio do Timberlake em seu modo fã, não superstar.

Além das referências óbvias das coreografias, a produção também foi muito feliz em pegar referências cenográficas que remetem Justin Timberlake LNFSG videoaos clipes clássicos do Michael. As mesas de sinuca do clipe de “Beat It”, o passeio que brilha de “Billie Jean”, o cinema de “Thriller”, o subsolo gangster de “Bad” foram as associações mais óbvias; e com certeza os die-hard fans vão perceber outras coisas! Outro destaque do vídeo é a ótima fotografia, nada de opaco, as imagens são muito nítidas e clean, modernas, mostrando que Michael Jackson sempre será atual. E kudos para Justin Timberlake que esteve no clipe muito mais como um admirador do trabalho do MJ do que um featuring de fato. Em especial, a sequência em que ele canta e dança com os outros fãs que estão com a camisa do novo álbum, parece um encontro de fãs. E isso é muito legal – mesmo sabendo que no fim das contas, todo mundo vai ganhar dinheiro com mais um lançamento do Michael, o fato dos envolvidos respeitarem o legado dele é muito importante até pra gente consumir esse trabalho com orgulho do que o Rei do Pop foi, é, será e muito do que poderia ter sido se não tivesse nos deixado.

Qual a sua opinião sobre o álbum? Já sacou mais referências a outros clipes do Michael Jackson no vídeo? Timberlake tá bonitão? Comente!

Jesse McCartney – Superbad

Cover Jesse McCartney SuperbadJesse McCartney é um daqueles casos de ídolos teen que provaram ter muito talento, mas sem que o grande público visse realmente o bom trabalho que estão realizando. É o caso dessa delícia que é “Superbad“, o lead single do novo álbum do rapaz, “In Technicolor”, que será lançado de forma independente pelo moço. A faixa, que teve seu vídeo lançado hoje, atualiza o som do EP lançado pelo Jesse ano passado, “In Technicolor Part 1”, uma pérola perdida no mar de lançamentos de 2013 – e que você deve correr pra ouvir, tem uma das melhores coisas lançadas ano passado, “Back Together” (um filhote disco-funk-retrô com melhores soluções que “Take Back The Night” do JT), e mostra que o rapaz vai se jogar mesmo nesse throwback 70’s que reinou ano passado… Mas será que permanece em 2014?

 

 

 

 

Em primeiro lugar, vale explicar que Jesse McCartney foi uma espécie de “Justin Bieber” dos anos 2000, só que bem mais bonito, e que conseguiu sair da manufatura pop com o “Departure” – que significou isso mesmo, um rompimento do pop teen que ele fazia antes para um som mais maduro e R&B. Trouxe críticas positivas, singles bem sucedidos, e um olhar mais apurado da indústria, mas isso não foi o suficiente pra gravadora continuar investindo no talento do rapaz – que saiu da famigerada Hollywood Records (ex-gravadora da Miley Cyrus e atual casa de Demi Lovato e Selena Gomez – para a última, não por muito tempo) e lançou a própria gravadora, a Eight0Eight Records. Depois, ele lançou o EP e em 2014, a expectativa é que o CD completo seja lançado.

E a julgar pelo single, o álbum tem cara de ser impecável. “Superbad” é uma boa canção R&B/funk com pegada disco do finalzinho dos anos 70 e essa linha de baixo é arrasadora! Mas o grande trunfo da canção é o fato dela não ser uma música atual só que cheirando a naftalina – pelo contrário, é atual e boa pra tocar na rádio. Mas sem o apoio de uma grande gravadora, a música vai ficar apenas conhecida dentro dos fóruns, das fãs do Jesse McCartney e da crítica em geral.

O clipe não é essa sumidade toda, mas a presença do Jesse dá um charme especial – a única ressalva que eu faço é que, apesar dele ter 27 anos, ainda tem cara de novinho, e eu achei tão esquisitinho vê-lo fumando charuto e bebendo 🙂 Parecia até que estava fazendo coisa errada hahahaha

Agora a grande discussão do dia: mesmo sendo radiofônica, será que esse throwback ainda tem espaço na rádio? Eu me questionei a respeito disso no single do Michael Jackson com o Timberlake, mas os nomes envolvidos já pimpavam o suficiente a canção (como pimparam: a estreia da música na rádio foi recordista de audiência); e quanto ao pobre do Jesse McCartney, vai ficar relegado a ser uma versão B do JT? Porque afinal de contas, o que promete ser sucesso nesse verão são as batidas mais urban (vide “Problem” da Ariana Grande e as subidas da nova do Jason Derulo, “Wiggle”), e disco-funk-retro-70 bombou foi em 2013. Será que “Superbad” é uma vítima do bad timing ou “Love Never Felt So Good” pode dar um respiro a esse estilo de música?

Confira nas cenas dos próximos capítulos!

 

Michael Jackson está de volta com “Love Never Felt So Good”, com Justin Timberlake

mjjtDesde a morte de Michael Jackson, em 2009, muito se especulou sobre o material que o Rei do Pop teria deixado. Seriam quantidades generosas de músicas, e a Epic evidentemente usaria esse farto material para lançar a maior quantidade possível de álbuns, continuando a lucrar com a imagem de MJ.

O primeiro álbum pós-morte do astro foi “Michael” (2010), um disco irregular, que sofreu acusações de, em algumas músicas, não ser a voz do verdadeiro Michael Jackson que estava nas músicas. Agora, com “Xscape”, com previsão de lançamento para 13 de maio, o disco aparentemente sofreu um cuidado maior que o trabalho anterior, com direito a um dueto além-vida como lead-single.

“Love Never Felt So Good” é uma faixa gravada por Michael em 1983, composta numa sessão com Paul Anka e Kathy Wakefield. Já teve uma versão gravada em 1984 por Johnny Mathis (ouça) e agora chega em versão moderninha e antenada com o featuring do “Presidente do Pop” Justin Timberlake, um dos pupilos mais diretos de MJ.

 

 

 

Em primeiro lugar, eu realmente me sinto incomodada com a ideia de alguém regravar/remasterizar/qualquer coisa do gênero uma faixa que o artista já morto não quis incluir em seu trabalho oficial – e ainda por cima passou pra outro gravar. Ou seja, se Michael não quis gravar em 1983, porque ele aceitaria uma regravação em 2014? Mas quem sou eu pra reclamar se a faixa vai ficar bombando no meu Spotify pelos próximos meses né? Isso porque “Love Never Felt So Good” tem o frescor de uma faixa post-disco/funk/R&B de “Baby Be Mine” misturado com uma prima de “Rock With You”. É uma faixa mãe de todas as outras disco-funk-retro-pop que dominaram 2013 (“Blurred Lines” e “Get Lucky” dão oi), mas com o vocal sempre iluminado, doce e a interpretação certeira de MJ. A atualização é muito bem vinda, já que a versão gravada por Johnny Mathis é tão oitentista e com cheirinho de mofo que até um delicioso saxofone aparece no meio da canção.

Os vocais de Justin Timberlake aparecem na segunda parte da música sem roubar a cena e sim de forma respeitosa, só de apenas dividir a canção com o ídolo. Apesar de muitos pensarem que JT poderia emular a voz do MJ, pelo contrário, o timbre dele é bem destacado e entra no clima da música de forma bem gostosa (só no refrão que fica meio igual, mas okay). No break, sai o sax cafoninha e entram o “dance, let me see you move c’mon” de Justin e as brincadeirinhas vocais características do Michael). Como em trabalhos anteriores (a exemplo do “Justified” e a parte 2 do “20/20”) Justin já tinha se inspirado em MJ, ele está bem confortável na música.

Alguns críticos comentaram que a música era um “Get Lucky” + “Treasure”. É uma verdade inevitável, já que “Get Lucky” tem o groove disco/funk inspirado nos trabalhos do Michael “Treasure” é outra canção que bebe da fonte do próprio Michael no finalzinho dos anos 70/início dos 80, e assim que ouvi os primeiros versos eu pensei “ops: isso aqui é o Bruno Mars cantando minha gente” (outro que tem um timbre bem parecido em algumas canções do seu repertório com MJ), mas depois você lembra quem é quem.

Agora a segunda pergunta inevitável: vai fazer sucesso? Rapaz, eu não sei. Os hits que emulavam esse estilo bombaram ano passado; 2014 parece um retorno maior do urban/R&B do que outra coisa; mas só de ter a brand “Michael Jackson” com o apoio de ouro de “Justin Timberlake” você já fica curioso. É uma  música de fim de verão, de fim de tarde, pra andar juntinho com alguém que você ama, mas o timing não me parece muito certeiro nesse caso. Michael não faria isso.

Acho que só faz sucesso pelos nomes envolvidos.

E o que você acha? Gostou de “Love Never Felt So Good”?

VEM OSCAR! Janelle Monaé é a voz do tema principal de Rio 2, “What is Love”

Janelle MonaéMúsica pop e Oscar é uma combinação incomum, mas sempre tentadora. Na década de 80, boa parte das canções vencedoras do prêmio de Melhor Canção Original eram hits pop que serviriam tanto para a trilha sonora do filme em questão, ou como faixas avulsas do CD do artista que emprestou sua voz para a música.

Recentemente, o exemplo de Adele, com “Skyfall”, deixou muitos artistas com água na boca em participar da trilha sonora de filmes de sucesso, emprestando seus talentos para músicas com grande potencial de amealhar alguns prêmios, seja no Globo de Ouro ou no Oscar. Taylor Swift, Lana Del Rey e Pharrell são os exemplos mais recentes dessa busca – o que é sempre positiva, visto que muitas canções vencedoras do carequinha só são lembradas por cinéfilos fanáticos; enquanto outras faixas foram eternizadas pelo tempo e se tornaram mais conhecidas do que os filmes ao qual elas estão associadas (ou você assistiu “A Dama de Vermelho”, filme cujo tema principal era “I Just Called To Say I Love You”, que deu o Oscar a Stevie Wonder?).

Um dos filmes que teve sua música indicada ao prêmio da Academia foi “Rio”, animação dirigida por Carlos Saldanha que teve sua trilha sonora assinada por Carlinhos Brown, um dos autores da música “Real in Rio”, que concorreu ao prêmio e perdeu para “Man or Muppet”, dos (obviamente) “Muppets”. A continuação do filme, “Rio 2”, terá uma trilha sonora recheada de artistas, com o retorno dos nomes conhecidos (Carlinhos Brown, Sérgio Mendes), as vozes originais do primeiro filme e um novo time (além do brasileiríssimo Milton Nascimento, o filme tem adições de Bruno Mars e Janelle Monaé).

E aproveitando a proximidade do lançamento do filme (que terá lançamento internacional em 20 de março e nos Estados Unidos dia 11 de abril), a Atlantic Records (que vai lançar o CD com a trilha sonora dia 25) liberou a música-tema de “Rio 2”, a maravilhosa “What is Love”, com Janelle Monaé numa interpretação digna de uma passadinha no Academy Awards em 2015.

Confira aqui:

A música cresce a cada ouvida, e Janelle usa de seu melhor “Michael Jackson voice” nas notas mais altas. Essa mistura de samba, funk, soul e pop é viciante e a faixa é um feel-good ambulante. Os versos “What good is love / If is not your love?” ao som de uma guitarrinha discreta ao fundo e o som da percussão é um dos pontos altos da faixa que é um crush mais rápido do que “Happy” do Pharrell, por exemplo, que acaba meio inócua diante da potência vocal e do crescente de “What is Love”.

Ainda é necessário ver o filme pra saber como a música se encaixa na trama (já que a franquia “Rio” é um musical, no fim das contas), mas já podemos antecipar aqui um cheirinho de indicação a Oscar de Melhor Canção Original? Já podemos esperar Janelle destruindo no vocal na premiação ano que vem?

Enquanto isso, aproveite “What is Love” e deixe aqui suas impressões sobre a música!

JoJo mostra suas garras com o EP #LOVEJO

Cover EP LoveJo2014 está sendo declarado como a continuação do sucesso da Beyoncé, ou do aguardado retorno da Rihanna, ou do provável CD da Adele, e da dominação de Katy Perry. Mas outro retorno aguardado por quem gosta de música é o de Joanna Levesque aka JoJo. Se você não se lembra da JoJo, ela foi a garota de 16 anos que estourou mundialmente com o hit “Too Little Too Late”, que alcançou até mesmo a terceira posição na Billboard. Die-hard fans e outros mais conhecedores de música devem lembrar de que JoJo foi um mini-fenômeno aos 14 anos, quando lançou seu primeiro álbum, com o sucesso “Leave (Get Out)”, e se tornou uma mania juvenil.

No entanto, a gravadora Blackground tratou de atrapalhar os planos de crescimento e dominação mundial da garota. Péssima divulgação, atraso no lançamento de um terceiro álbum tornaram o nome de JoJo esquecido entre os fãs adolescentes que logo se voltaram para outros nomes jovens e mais quentes. Mas nestes sete anos de limbo, a jovem não ficou sem trabalhar. JoJo lançou dois mixtapes (“Can’t Take That Away from Me”, de 2010, e “Agape”, lançado em 2012), além de covers e músicas avulsas, que mostraram uma evolução vocal, lírica e melódica notável, um diferencial visível em relação a outras jovens artistas – e um reforço maior na identidade musical R&B/Soul da garota. E agora que ela foi libertada dessa escravidão, e com uma gravadora nova (Atlantic Records, a mesma de Toni Braxton, B.O.B, Bruno Mars e Janelle Monaé ), é hora da JoJo versão 2014 mostrar o que o mainstream perdeu nos últimos sete anos de ausência da bonita nos charts.

Continuar lendo