Design de um top 10 [33] Mágicos em bicicletas

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Num quarto trimestre em que cada semana é um lançamento bomba de um act A-list do pop, quem parece intocável no topo até o momento é o duo EDM The Chainsmokers, que chegou a nove semanas no topo da Billboard Hot 100 com o hit de fim de estação “Closer”. No entanto, com novas faixas chegando e crescendo nas rádios (enquanto “Closer” já começa a dar sinais de cansaço no airplay), é hora de pensar quem vai tirar o trono da dupla nas próximas semanas (ou será logo?)
Top 10 Billboard Hot 100 29.10.2016
1 The Chainsmokers – Closer ft. Halsey
2 The Weeknd – Starboy ft. Daft Punk
3 Twenty One Pilots – Heathens
4 DJ Snake – Let Me Love You ft. Justin Bieber
5 Bruno Mars – 24K Magic
6 D.R.A.M. – Broccoli ft. Lil Yachty
7  Major Lazer – Cold Water ft. Justin Bieber & MO
8 Shawn Mendes – Treat You Better
9 Sia – Cheap Thrills ft. Sean Paul
10  Ariana Grande – Side To Side ft. Nicki Minaj

Enquanto “Let me Love You” ainda não tem clipe e “Heathens” já passou de seu peak, apenas The Weeknd e sua “Starboy” parecem com chances firmes de chegar ao primeiro na Billboard (seria o terceiro do canadense). A faixa vem subindo bem nas rádios (está em sétimo no chart), encontra-se estável no chart digital (em terceiro; não se esqueça de que esses dias tiveram várias faixas de gente relevante estreando) e está em segundo lugar no Stream (aliás, destronou “Closer” no Spotify). The Weeknd já cantou no SNL (divulgação das boas), com certeza deve ir ao American Music Awards, a faixa já tem clipe lançado e a música caiu no gosto popular. Das três, é a que está em caminhada ascendente ao topo, e em pelo menos uma a duas semanas “Starboy” chega à primeira posição.

(isso se não for lançado um clipe de “Closer”…)

Ou então se o Bruno Mars fizer um barulho ainda maior com “24k Magic”, a melhor estreia do moço desde o começo da trajetória, lá em 2010. O lead-single do novo álbum estreou em #5 na Billboard, graças à estratégia certeira de lançar logo tudo de uma vez e não ficar enrolando com as plataformas. Conseguiu exposição nas rádios (onde só tem subidas consistentes – ficou em #15 no chart das rádios, mas não se esqueçam de que as rádios têm uma relação de amor com o Bruno só comparada à relação com a Rihanna); está em segundo nos charts digitais e chegou à nona colocação nos charts de stream (olha como lançar o vídeo logo e enfiar o single em todas as plataformas possíveis é bom). A faixa ainda vai ser trabalhada bastante (já rolou SNL, ele vai abrir o AMA e com certeza ainda tem mais por aí) e como a música não sai da cabeça, o Bruno vai dar muito trabalho ainda nesse top 10, pode esperar.

Já menina Ariana Grande provou que a era “Dangerous Woman” é a era de afirmação de sua capacidade como hitmaker e fortalecimento da imagem. “Side to Side” é o grande hit que o álbum pedia, e a parceria com Nicki Minaj subiu duas posições no chart, chegando à décima colocação e dando à moça o oitavo top 10 da carreira. A faixa ainda tem uma lenha pra queimar nas rádios e no digital; mas os streams vem ajudando muito a música (Ariana teve dificuldades por aqui na era, mas o clipe provocativo, as boas apresentações e agora um comercial com sua participação e ainda tocando a música, vêm ajudando a manter a faixa na cabeça das pessoas).  Em oitavo nos charts de stream, #10 nos charts digitais, e subindo para a trigésima-primeira posição no airplay, parece que o caminho para Ariana é subir. De bicicleta, evidentemente.

E você? Acha que “Starboy” será o próximo primeiro ou teremos alguma surpresinha neste chart nas próximas semanas? Ou acha que minha previsão foi ruim e vai demorar mais para “Closer” sair do #1? Deixe sua resposta nos comentários – e ouça o hit da bicicleta, “Side to Side”.

 

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Design de um top 10 [32] Bye bye verão americano

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Depois de muito tempo, estamos de volta com o “Design de um Top 10”! A análise do chart da Billboard é sempre uma delícia quando temos algum tipo de variedade e diversão no topo; assim como pode ser bem entediante quando a mesma música está em primeiro lugar nas paradas.
Curiosamente, após a saída de “One Dance”, do Drake, do topo, finalmente tivemos algum tipo de balanço nesse top 10 – o que casa com o fim do verão americano e a mudança gradativa na “pegada” das canções – alguns artistas que já lançaram CD escolhem como single a balada para o Outono/Inverno; e quem vai lançar algo por agora, decide por algo bem explosivo para dominar as vendas de fim de ano, que sempre são polpudas. Por isso, a gente já começa a notar algumas mudanças nos artistas e nas faixas que fazem sucesso nessa época, assim como notamos os grandes nomes que se sedimentaram em 2016.
Top 10 Billboard Hot 100 (24.09.2016)

#1 Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

#2 Heathens – twenty one pilots

#3 Cold Water – Major Lazer (Feat. Justin Bieber, Mø)

#4 Cheap Thrills – Sia feat. Sean Paul

#5 Don’t Let Me Down – The Chainsmokers feat. Daya

#6 Ride  – twenty one pilots

#7 This Is What You Came For – Calvin Harris feat. Rihanna

#8 Send my Love (To Your New Lover) – Adele

#9 Needed Me – Rihanna

#10 We Don’t Talk Anymore – Charlie Puth feat. Selena Gomez

Tem uns dois anos em que, apesar de termos megahits dominando o topo dos charts, você consegue ter uma boa variedade de ritmos bombando no top 10, desde EDM, passando por pop, hip hop, urban e rock. Tem pra todo mundo, e graças ao streaming, que ajudou muita gente nova a aparecer e deu empoderamento ao ouvinte em expressar através das audições ou das playlists o que ele realmente curte, você tem muita coisa diferente mesclada aos mesmos nomes de sempre. As trends ainda sobrevivem nesse contexto (oi, “tropical house”), mas hitar “do seu jeito” e com uma promoção que funcione nos tempos que correm também ajuda.

chainsmokers-gifEm primeiro lugar há quatro semanas na Billboard está “Closer“, do duo EDM The Chainsmokers, com featuring da Halsey. A música ganhou um boost grande após a apresentação do VMA, e detalhe – ainda nem tem clipe, o que pode torná-la a pedra no sapato de futuros lançamentos grandes (oi Lady Gaga). A faixa, apesar de ter todo o clima de fim de tarde, é um daqueles hits inexplicáveis de americano – porque a música é uma BOMBA NAPALM, mas se vermos que é o terceiro single do The Chainsmokers a pegar top 10 nesta era, há uma consistência aí.

“Heathens” subiu uma posição e só faz crescer. O queridinho rock do ano, twenty one pilots colocou o terceiro twenty one pilots gifsingle no top 10, e a julgar pelo desempenho nos charts digitais e nos streams, além de subidas consistentes nas rádios, ainda pode fazer um belo estrago. Eu achava que “Cold Water”, do Major Lazer, seria a música que poderia destronar “Closer”, mas parece que “Heathens” pode ser a música. Curiosamente, o momento de “Esquadrão Suicida”, filme cuja música faz parte da trilha sonora, já passou, mas a faixa ganhou uma bela sobrevida, independente da produção. E merece, a música é sensacional.

“Cold Water” muito bem nos streams e na rádio, e mesmo com a queda no top 10, ainda está crescendo e mal chegou ao peak. A faixa, mesmo com essa pegada “tropical house” modinha desde o ano passado, tem algo meio melancólico, de fim de estação, o que combina bem com a transição do verão americano para o inverno. Curiosamente, “Closer” e CW vem disputando posições nos charts eletro, mas “Cold Water” é bem mais completa e robusta. E Justin Bieber finalmente se encontrou com o Diplo, hein. Podia viver pra sempre fazendo vocal de eletrônico.

E pra quem achava que Charlie Puth ia ficar em “See You Again”, o moço conseguiu um hitão daquele CD medíocre. Apesar de algumas quedinhas na rádio, “We Don’t Talk Anymore” já vem crescendo muito nos charts, e crescendo bem – a faixa pulou duas posições essa semana e não parece disposta a morrer tão cedo. Ainda tem muito a crescer, tanto nos streams quanto nas rádios – e podemos creditar boa parte dessas subidas às promoções no iTunes, que sempre ajudam determinadas faixas a dar aquele boost. Só falta uma divulgação mais massiva e tem chance de ficar um bom tempo no top 10. A faixa é uma midtempo gostosa pra dançar, um pop moderninho dentro do material retrô do “Nine Track Mind” e tem jeitinho de fim de tarde, fim de estação, fim de amores de verão. Perfeita para essa transição, tanto musical quanto de estações lá na gringa.

(podemos dizer que o featuring da Selena também ajudou? É o quarto top 10 da moça, que na era “Revival” virou queridinha das rádios – suas músicas tiveram bastante audiência – e um nome mais hypado que o do próprio Charlie. É, o que vai ter gente pedindo participação pra Selena quando ela retomar a carreira não vai estar no gibi…)

E você? O que achou do top 10 esta semana? Fiquem com o som do novo morador, Charlie Puth e “We Don’t Talk Anymore”

Design de um top 10 [31] Montanha russa do pop

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A vida está uma loucura – só não tanto quanto o sobe e desce nos charts da Billboard. Nas últimas semanas, finalmente o domínio barbadiano da Rihanna foi interrompido pelo rapper Desiigner, com Panda; além do (finalmente) primeiro #1 solo do Drake, com “One Dance”, depois a faixa do Justin Timberlake para a animação “Trolls”, “Can’t Stop The Feeling”; e agora, já temos duas semanas seguidas de Drake no topo. UFA!

Para que vocês entendam o motivo do título do “Design de um Top 10” desta semana, eu decidi fazer algo de diferente: falar dos três #1 que tiraram “Work” do jogo – e da Rihanna, conseguindo fazer do limão uma limonada (desculpa pelo trocadilho, Bey), com o ANTI.

 

Top 10 Billboard Hot 100 (11.06.2016)

#1 One Dance – Drake
#2 Panda  – Desiigner
#3 Can’t Stop the Feeling – Justin Timberlake
#4 Work From Home – Fifth Harmony
#5 Don’t Let Me Down – The Chainsmokers feat. Daya
#6 7 Years – Lukas Graham
#7 I Took a Pill In Ibiza – Mike Posner
#8 Dangerous Woman – Ariana Grande
#9 Needed Me – Rihanna
#10 Work – Rihanna feat. Drake

Drake gifPode continuar as dancinhas toscas, Drizzy! Depois de bater na trave com “Hotline Bling”, finalmente Drake está dominando o topo do Hot 100, com “One Dance”, single do álbum “Views”. Líder nas rádios, está em segundo nos charts de Stream e em segundo no chart digital (em primeiro está o monstruoso hit do Timberlake), e é uma das músicas mais populares de serviços como o Spotify. A faixa é exatamente o que tá bombando hoje – dançante, com pegada tropical pop e o Drake cantando, mais pop do que nunca. Com o desempenho da música nos charts, está longe de chegar ao peak. E olha que o moço nem clipe da música lançou!

 

O ex-#1 que surpreendeu todo mundo quando alcançou o topo foi o rapper Desiigner, com a faixa “Panda”. Em Desiigner gifprimeiro lugar nos charts de rap, a faixa continua dominando os streams, enquanto se mantém na terceira posição nos charts digitais e em 12º nas rádios. Essa posição super baixa de airplay se explica: ao contrário da super pop “One Dance”, “Panda” é aquele rap que parece feito de improviso, todo sobre uma base musical, e lançado numa mixtape qualquer. Só não dá pra chamar de “freestyle” porque o “panda” se repete várias vezes no meio da música. A faixa do Desiigner é um viral daqueles, graças especialmente à força dos streams, que dão voz a artistas que as rádios mais tradicionais ou crossover jamais dariam hoje em dia.

 

Justin Timberlake gifO terceiro lugar no hot 100 estreou em #1 – e apesar da chegada meteórica, só faz crescer. “Can’t Stop The Feeling”, do Justin Timberlake, ainda lidera nos charts digitais (agora tá vermelhinho no iTunes, mas a música vinha se mantendo muito bem há três semanas); sem contar as subidas respeitáveis nas rádios e a receptividade da música nos streams. Amparada pelo filme “Trolls” (em termos, porque o filme só estreia em Novembro) e pela popularidade do artista, que estava sem lançar álbuns desde 2013 (três anos não se comparam, no entanto, ao hiato de SETE ANOS entre o “FutureSex…” e o “20/20 Experience” – e a minha preguiça de escrever os nomes completos desses álbuns haha) e é sempre uma presença esperada. A música é outra candidata a hit do verão – é pop, fun, fresh e tem uma pegada anos 80 que me lembra vagamente o trabalho que o Max Martin fez com o The Weeknd no “Beauty Behind the Madness”. Lembra quando comentei que o Midas do pop estava começando a se repetir? É que eu estava falando justamente dessa música.

 

Agora é hora do “queimando minha língua awards”: eu lembro que tinha falado super mal de “Needed Me”, single Rihanna Gif Needed Medo “ANTI”, aquele álbum da Rihanna que eu acho insuportável. Pois é, eu falei que a música não tinha potencial de hit, era repetitiva e sem graça. Pois é… Não é que ao invés da “super com potencial de sucesso” “Kiss it Better” é um “super flop” enquanto a “água de salsicha” é um hit massivo? Nunca duvide do poder de Rihanna em ser uma hitmaker… A faixa conseguiu um novo peak (#9 na Billboard), se mantendo apenas com o vídeo dirigido por Harmony Korine, além do streams do Spotify e os outros serviços, já que as rádios tocam bastante, mas com menos alarde que “Work” (“Needed Me” é mais urban para as rádios pop que “Work”, que apesar de suas limitações é no ritmo do que tá bombando) e a música está em #21 no iTunes, bem longe dos atuais hits que dominam o cenário. É mais um top 10 na conta da barbadiana, num álbum onde eu não esperava que ela arrancasse mais nada de relevante além do lead single.

E você, o que achou da movimentação nos charts desta semana? Comente ouvindo o #1 do Hot 100, Drake!

Design de um top 10 [30] O que será 2016 musicalmente?

Estamos em fins de Março, e a pergunta que não quer calar é: o que esperar finalmente de 2016? O ano pra música pop só começa mesmo após a premiação do Grammy, e os players da música pop se movimentam para dominar o ano ou passar lutando contra outros jogadores mais poderosos, a gravadora, as vontades do público… E por falar nele, o que o público quer? Após um 2015 imprevisível, onde você nunca sabia o que estava pronto para hitar, e mesmo com poucos #1, tivemos uma variedade de estilos no top 10 da Billboard, este ano a dúvida continua a consumir. O #1 da Rihanna com “Work” é só mais uma confirmação de que tropical house e música caribenha estão na moda mesmo – a julgar pelo sucesso de “Sorry” do Justin Bieber desde o ano passado.

No entanto, será que esse é o estilo dominante de 2016? E o R&B mais dark do The Weeknd, que foi sucesso ano passado, terá outros representantes este ano? Será que finalmente daremos adeus ao EDM farofa ou ele encontrará sobrevida? O segredo é perceber o que as movimentações do top 10 da Billboard tem a oferecer para o ano de 2016…

Top 10 Billboard Hot 100 (09.04.2016)

1. Work – Rihanna feat. Drake
2. 7 Years – Lukas Graham
3. Love Yourself – Justin Bieber
4. My House – Flo Rida
5. Stressed Out – twenty one pilots
6. NO – Meghan Trainor
7. Me, Myself & I – G-Eazy feat. Bebe Rexha
8. PILLOWTALK – Zayn
9. Cake By The Ocean – DNCE
10. I Took A Pill In Ibiza – Mike Posner

Lucas Graham 7 YearsEnquanto Rihdrake (ou Drakanna, vá saber o nome do shipp) continuam expondo seu amor por seis semanas no topo do Hot 100, a principal ameaça ao poderio da barbadiana é um viral bem grudento que vem trocando posições no chart digital há algumas semanas. É “7 Years”, da banda dinamarquesa chamada Lukas Graham (eu crente que era um act solo, mas o vocalista se chama realmente Lukas Graham hahaha), famosa no país natal, e que está estouradíssima com esse single que só faz crescer nas rádios e nos serviços de streaming. Apesar de, nesta semana, estar em #2 no chart digital (mesmo em #1 no iTunes), tem fortes chances de conseguir o #1 logo logo – especialmente porque RiRi está penando para conseguir melhores resultados nas rádios pop (porque “Work” seria urban demais para esse nicho?). Já virou tradição ter uma música random pela qual os americanos se afeiçoam – e “7 Years” tem uma batida fácil, repetitiva e uma letra bem bacaninha sobre crescer e envelhecer. A questão é: será que a banda tem fôlego para mais na terra do Tio Sam, ou será mais um hit de momento, como “Rude”, “Am I Wrong” e congêneres?

 

O candidato a one hit wonder já tem, mas a farofada do ano não é cortesia do Flo Rida. Eu venho sempre cantando a Flo Rida Gifbola do rapper, porque o cara nunca fica uma era sem sucesso. Daqui a pouco ele completa dez anos de carreira, sempre emplacando uma música – e sempre na crista da moda. Quando o negócio era hip hop/pop com autotune, Flo Rida lança “Low”. Quando a pegada era dance pop, tome-lhe “Right Round”; e no auge da farofa, o cara me lança uma “Good Feeling” (pobre Etta James). Agora, com a chicletíssima “My House”, o rapper volta a uma pegada mais hip hop, mas com um balanço meio urban, meio pop, bem a cara do verão e de fraternidades de faculdade americana a la American Pie. Imagina isso nas festas na gringa! E ao contrário de “Work”, a faixa tá recebendo uma aceitação absurda das rádios pop – está neste momento liderando o chart de Pop Songs há três semanas, e em terceiro lugar no iTunes (sem contar o crescimento no Spotify), Flo Rida pode dar mais um pulo do gato e conseguir outro #1. Hitmaker faz assim mesmo.

 

Meghan Trainor NO GifSe até o Flo Rida percebeu que EDM hoje não é mais a mesma coisa, será que o throwback da vez é o dos anos 2000? É hora de celebrar o pop simples e os clipes futuristas bregas e as coreografias facilmente imitáveis? Porque apesar de Austin Mahone ter tentado, quem conseguiu mesmo recolocar o estilo na popsfera foi Meghan Trainor com a maravilhosa “NO”, que conseguiu subir seis posições com a faixa, chegando à sexta posição e pegando o quarto top 10 da carreira. Neste momento a faixa está em segundo lugar no iTunes, e o vídeo – apesar de não tão bacana quanto todos pensavam, deu um boost absurdo na música, já que na semana que contabilizou para o chart esta semana a música conseguiu #1 no Chart digital. Crescendo horrores nos charts de streaming e nas rádios, onde está no top 10 da parada pop, a faixa só tende a crescer – com a divulgação que evidentemente promete ser massiva; afinal de contas, Meghan é uma das duas máquinas de dinheiro da Epic, sempre na pendura (a outra são as meninas do Fifth Harmony). A única coisa que podemos dizer de errada nessa história toda é: se a Meghan tivesse feito o Nick Jonas e lançado música e vídeo no mesmo dia, vinda de uma era bem sucedida como o “Title” e com um Grammy de Best New Artist nas costas, não sei se teríamos Rihanna em primeiro hoje não…

Enquanto tentamos nos despedir das farofas, podemos já adivinhar o que nos espera 2016. Com um punhado de músicas relativamente novas e em crescimento nos charts, podemos inferir um ano que promete mais variedade ainda que 2015. Ao mesmo tempo em que tendências observadas no ano passado continuam rendendo este ano – e se aprofundando (afinal de contas, quem diria que seria Zayn Malik viraria o “The Weeknd teen”?), há uma mistura curiosa e interessante de sons rolando por aí, o que é bom pro pop e pra quem quer aparecer mostrando serviço com personalidade. Ou talvez essa mistura de sons represente um acomodamento das forças para o pop mais simples voltar à cena? O que você acha?

Deixo vocês com a atual sétima posição no Billboard Hot 100, “Me, Myself & I”, do rapper G-Eazy com vocais de Bebe Rexha, bem mais interessante aqui que em “Hey Mama”.

Design de um top 10 [29] Bora trabalhar

Depois do Grammy, é hora da gente dizer finalmente que “2016 já começou”. E começou mesmo, com Justin Bieber continuando a dominar os charts com “Love Yourself”, Zayn (aquele que foi embora do One Direction) se mostrando uma força a ser reconhecida com o single solo “Pillowtalk” (inspirado naquele som altR&B do The Weeknd com resultados mistos na minha cabeça) e agora, uma lenda trabalhando (quase nada) para colocar seu nome entre os grandes.

Esta semana, Rihanna e seu amigo colorido Drake chegaram ao #1 com “Work”, o real primeiro single do ANTI, aquele álbum da barbadiana que chegou, deu um brilhinho e sumiu como poeira no deserto. Apesar da divulgação confusa, com direito a até apresentação no Grammy cancelada, a faixa tropical chegou à liderança sem promo, sem apresentação, e sem o clipe (que estreou nesta segunda-feira, num esquema pague um e leve dois, já que você tem duas “versões” de “Work”: a jamaicana com twerk, mais sensual; e uma só com a RiRi e o Drake fazendo o casal apaixonado num cenário rosa.)

Mas, por que a música teve tanta força pra chegar à liderança, mesmo contra todas as expectativas? Hora de conferir no nosso Design de um Top 10!

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Top 10 Billboard Hot 100 (05.03.2016)

  1. Rihanna feat. Drake – “Work”
  2. Justin Bieber – “Love Yourself”
  3. twenty one pilots – “Stressed Out”
  4. Justin Bieber – “Sorry”
  5. Flo Rida – “My House”
  6. Zayn – “Pillowtalk”
  7. Adele – “Hello”
  8. G-Eazy feat. Bebe Rexha – “Me, Myself & I”
  9. The Chainsmokers – “Roses”
  10. DNCE – “Cake By The Ocean”

 

Rihanna Gif Work Rihanna não ia ficar muito tempo sem um hit – e “Work”, o real primeiro single do ANTI, é o hit pronto que a barbadiana estava precisando para manter o nome quente na mídia, após a confusão com as músicas trabalhadas ano passado, que não caíram na boca do povo como (eu acho que) ela esperava. Apesar de não ser exatamente aquela brastemp, a faixa em parceria com o Drake é chiclete e pop o suficiente para ganhar o interesse do grande público – e de certa forma, a Rihanna hitmaker é a encarnação mais interessante da legend in making.

O segredo para esse #1 sem promo, sem vídeo (já que o clipe foi lançado hoje, e creio eu vai ajudar a manter a música mais uma semana em primeiro) e sem sequer uma apresentaçãozinha na Ellen foi o crescimento da música nos Streams (já que a música está em todos os serviços – e não apenas no TIDAL); a estabilidade no iTunes (atualmente, a faixa está em #2 no chart, mesmo com as chegadas e saídas das faixas do Bieber e do Zayn, além do fator Flo Rida) e chegou ao top 10 das rádios (onde ela sempre foi queridinha). A música está em plena ascensão, e a moça nem se mexeu pra divulgar a faixa.

Mas quando eu falo de “legend in making”, eu falo do fato da Rihanna ter chegado ao décimo-quarto #1 na Billboard – DÉCIMO. QUARTO, o que significa que RiRi já passou Michael Jackson e está galopando em direção a Mariah Carey, que atualmente tem 18 #1, e os Beatles, que tem 20. Ou seja, ela tem chance de engolir essas lendas da música – como já engoliu e digeriu forças como Whitney Houston, Stevie Wonder e Janet Jackson em basicamente dez anos (desde o seu primeiro #1, lááááá em 2006, com a deliciosa “SOS”) – porque a menos que alguém descubra um single perdido dos rapazes de Liverpool e lance do nada, e a Mariah lance um single em parceria com a ADELE, me parece complicadíssimo manter essa primazia por muito tempo.

 

Um dos players que sempre dá medo no jogo dos #1’s no Hot 100 é o Flo Rida. O rapaz, até chegar a ADELE, tinha o Flo Rida Gifrecorde de debut digital de 636.000 vendas (isso em 2009, quanto tempo tivemos que remar pra chegar até aqui), e em toda era, sempre emplaca pelo menos um #1: Low (2007, no debut album “Mail On Sunday”); “Right Round” (o ex-recordista, em 2009, com o segundo CD “R.O.O.T.S.”);  e “Whistle” (2012, no quarto CD, “Wild Ones”). Só no “Only One Flo (part 1)” que o melhor desempenho foi com “Club Can’t Handle Me”, que chegou à nona posição. Mas mesmo assim, o homem consegue hits com uma facilidade impressionante, e sempre essas músicas extremamente grudentas de verão.

A próxima ameaça de ficar na nossa memória até março do ano que vem é “My House”, bem menos eletropop que outros singles do Flo Rida, e com uma pegada urban pop bem vinda (eu já tô cantando sem querer o refrão, sorry). A música já conquistou o público – onde o Flo Rida é fortíssimo, o digital, ele está em primeiro – está crescendo nas rádios (oitava posição) e se encontra na nona colocação dentro dos charts de stream. Ou seja, está crescendo bastante, bem longe de chegar no peak, e mesmo com players fortíssimos nessa equação (quase que “Love Yourself” não deixava a RiRi ser primeiro), não duvide de que o Flo Rida emplaque o quarto #1 da carreira. O poder desse homem dá medo!

 

DNCE gifMas quem chegou sem querer, de pouquinho em pouquinho, sem chamar muita atenção, mas se tornando parte da história, foi o Joe Jonas. É, ele mesmo, o outro Jonas Brother que não é o Nick; que se lançou na carreira solo e flopou miseravelmente, retornando como parte de uma banda pop despretensiosa chamada DNCE e que agora chega ao top 10 com a igualmente despretensiosa “Cake By The Ocean”. Aquele popzinho gostoso, simples, com um groovezinho de guitarra e uma levadinha funkeada que lembra bem de longe o Maroon 5, e que mostra o Joe Jonas funcionando bem melhor como membro de banda do que act solo.

O crescimento da música foi lento, mas conquistando os ouvidos do grande público e chegando à décima-primeira posição nos charts de Streaming; 14º no chart digital e a mesma décima-quarta colocação nas rádios. Tudo muito calmo, em comparação aos outros pesos-pesados no top 10, mas a faixa tinha sido lançada em Setembro do ano passado. Considere a situação: ex-membro de boy band juvenil que flopou em carreira solo que mal nasceu se lança numa banda de pop rock com sonoridade que nada tem a ver com nada que ele tinha feito nos dois estágios iniciais da carreira. Lança o single sem muito alarde, crescendo aos poucos com promos específicas em programas de TV e muita apresentação em casa de show e boca a boca (eu até desconto as antigas fãs do Jonas Brothers porque se elas entrassem na equação a DNCE já seria um sucesso estrondoso assim que o Joe Jonas criasse a conta no Instagram).

O segredo aqui foi ter remado e acreditado numa boa música. Se o ano será mais dançante para a banda? Boa pergunta, mas é hora de aproveitar o sucesso que é merecido – e o lugarzinho na história, já que com “Cake By The Ocean” Joe se torna o terceiro artista a conseguir top 10 no Hot 100 como solo e com dois grupos – em 2008, ele conseguiu duas vezes com os Jonas Brothers em “Burnin’ Up” e “Tonight”; e no mesmo ano entrou em nono lugar com a Demi Lovato pela música “This Is Me”, trilha sonora do filme “Camp Rock”, da Disney. Quem são os outros artistas que adoram variedade de parcerias? Jimmy Page, com top 10 nas bandas The Yardbirds, Led Zeppelin e The Honeydrippers, além de um top 10 solo como featuring do Puff Daddy (!) em “Come With Me” (#4, 1998); Paul McCartney, um homem cheio de amigos – 34 top 10 com os Beatles; 14 com o Wings e 17 solo; Paul Carrack, solo e com Ace e Mike + the Mechanics; Johnny Gill – solo, New Edition e LSG;  e Donny Osmond, solo e com o the Osmonds e Donny & Marie. UFA! 

Você ainda não ouviu “Cake By The Ocean”? Então dê play no clipe pra conferir!

Com informações do billboard.com

Design de um top 10 [28] Justin is not sorry

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O trono do Hot 100 mudou de mãos, desta vez para mãos masculinas e canadenses! Depois de muito tempo amargando a segunda posição, finalmente Justin Bieber tirou Adele do topo com “Sorry”. Foram oito semanas, sete delas consecutivas, na vice liderança do chart; mas o bad boy do pop chegou ao primeiro lugar na hora certa – Bieber já vinha tirando a diferença de Adele nos charts das plataformas, e “Hello” já tinha perdido a primazia no iTunes. Além disso, os charts de stream – que apoiam demais o Bieber – estão mantendo o rapaz no topo, especialmente com o terceiro single do álbum, “Love Yourself”.

Top 10 Billboard Hot 100 (23.01.2016)

#1 Justin Bieber Sorry
#2 Adele Hello
#3 Justin Bieber Love Yourself
#4 Drake Hotline Bling
#5 twenty one pilots Stressed Out
#6 Selena Gomez Same Old Love
#7 Shawn Mendes Stitches
#8 Justin Bieber What Do You Mean?
#9 Alessia Cara Here
#10 Meghan Trainor Like I’m Gonna Lose You feat. John Legend

Justin Bieber GIF

 

Repetindo o mantra do ano passado: “se não fosse a Adele, o comeback do ano seria o do Bieber”. E mesmo com as polêmicas e a já maçantes referências à ex Selena Gomez em entrevistas (supere!), o fato é que Justin trouxe um trabalho consistente, que recebe apoio do público-alvo dele e de outros perfis de ouvintes. Aos poucos, aquele ranço de “teen” parece estar passando – o público comprou o novo Justin e suas músicas.

“Sorry” é o segundo #1 do cantor, após “What Do You Mean?”, e se mantém em primeiro nos charts de streaming (no Spotify, é “Love Yourself” quem está na dianteira), assim como o segundo lugar nos charts de rádio (Adele ainda tem muito poder nesse formato, mesmo com “Hello” em decadência), e caiu para o terceiro lugar nos charts de música digital – mas aí não há muito problema porque quem está em primeiro é justamente LY. Ou seja, está tudo em casa. E aparentemente, as possibilidades do terceiro single do “Purpose” chegar em #1 são grandes. Não duvido de que Bieber se autosubstitua no topo.

twenty one pilots gifJá o twenty one pilots está numa espiral crescente e quase um foguete. Se na semana passada o duo de rock subiu quatro posições e chegou ao nono lugar na Billboard, a faixa “Stressed Out” já é top 5. Em crescente notável, enquanto faixas mais antigas como “What Do You Mean”, “Stitches” e “Hotline Bling” já se despedem das primeiras posições, o hino dos adultos está em quarto lugar no digital, décimo primeiro na rádio e deu um pulo para o #11 nos charts de streaming (no chart diário do Spotify está em quarto). A música, que continua liderando os charts de rock pela terceira semana, só tem a subir. Só não cravo um #1 porque “Love Yourself” está numa trajetória de hit (#1 no Digital, #4 no Streaming e #12 nas Rádios. Não diga que não avisei quando Bieber for destronado por ele mesmo no hot 100).

E por falar em hits, por que não abrir espaço para duas adições que prometi volta e meia aparecerem aqui? Uma delas é o “Essa é flop?” – um destaque para aquela música que prometeu muito mas não alcançou o sucesso. Foco nela!

“Focus” tinha jeito de hit, cheiro de hit, tudo pronto para ser mais um sucesso na conta da Ariana Grande. Mas o raio não cai duas vezes no mesmo lugar, e reciclar “Problem” tão pouco tempo depois do lançamento da faixa, sem contar o pouco descanso após o infame Donutgate foi bem ruim para Arianinha. Mesmo estreando em sétimo lugar na Billboard, o timing acabou sendo ruim pra moça – lançado na mesma semana do Adele Event, passou em branco pelos charts, caindo pelas tabelas, sem contar o próprio desinteresse do grande público em relação a esse material. Agora, a faixa (que chegou a ser performada num award de impacto, o American Music Awards), está por aí na 50º posição e Ariana vai mudar até o nome do CD (que ia se chamar “Moonlight”). Scooter Braun deve estar em polvorosa!

A outra faixa é a “#cheirinhodehit”: trata-se da faixa que ainda não chegou ao top 10 da Billboard, mas tem chances de fazer parte desse seleto grupo. Esta música em específico vai ter que remar muito, mas pode ser que se torne aquele sleeper hit que todo mundo ama. Lutar, ela sabe bem:

“Stand By You” é da mesma turminha de música com batidinha marcada – como a própria “Fight Song”, e outras canções me vieram à mente (como “Love Me Like You Do” nos primeiros acordes). É curioso como Rachel Platten consegue ser confortável nesse nicho mais pop adulto e a música funciona bem com o vocal dela, que tem personalidade, não dá pra confundir no meio da multidão. É um caminho bacana, que traz uma fatia de público fiel, que sempre vai comprar seus álbuns, a menos que você mude o estilo do nada. E a música é bem legal, sem contar com o vídeo simples e efetivo, que me deixou bem contente assistindo. A música subiu muito² nesta semana, pulando de #50 para #38, e apesar do desempenho tímido no Spotify (ainda), a música já cresce com certa consistência nas rádios e está em #15 no iTunes (tire as faixas do David Bowie que estão no top 10 a mulher fica em décimo primeiro, ou seja). Acho que pode até demorar (já que as views do Youtube também são poucas), mas “Stand By You” pode ser mais um hit na conta dessa artista que chegou como quem não quer nada.

E você, o que achou das movimentações do Hot 100 esta semana? Deixe sua resposta nos comentários!

Com informações do site billboard.com

 

Design de um top 10 [27] Adele X

Em primeiro lugar, feliz ano novo! Este é o primeiro post de 2016, mas aparentemente, 2015 não acabou – já que Adele ainda está em primeiro lugar na Billboard Hot 100, chegando às 10 semanas com “Hello”. O reinado da britânica parece não ter fim; e o Design de hoje vai falar um pouco sobre o porquê de Adele ainda se manter no topo dos charts, mesmo com Justin Bieber fortíssimo – com TRÊS músicas no top 10, além de falarmos de duas inclusões no top 10 que merecem sua atenção.

Top 10 Billboard Hot 100 (16.01.2016)

1. Hello – Adele
2. Sorry – Justin Bieber
3. Love Yourself – Justin Bieber
4. Hotline Bling – Drake
5. What Do You Mean? – Justin Bieber
6. Stitches – Shawn Mendes
7. Same Old Love – Selena Gomez
8. Here – Alessia Care
9. Stressed Out (+4)* – twenty one pilots
10. Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor feat. John Legend

 

Adele GIFAdele chega às dez semanas em primeiro lugar batendo mais recordes! “Hello” é a primeira música de um act feminino solo desde Rihanna com “We Found Love” (2011, featuring com Calvin Davis) a chegar às dez semanas em primeiro lugar. Além disso, a música estreou no topo, e permaneceu lá desde então. Além dela, só outras três músicas que estrearam em primeiro conseguiram se manter mais semanas – “I’ll Be Missing You”, do Puff Daddy com Faith Evans e 112 (11 semanas em 1996); “Candle in the Wind/”Something About the Way You Look Tonight”, do Elton John (14 semanas entre 1997-98); e ela mesma, Mariah Carey junto com o Boyz II Men em “One Sweet Day” (16 semanas entre 1995-96). Muito dessa manutenção do poder da Adele vem dos Gift Cards (literalmente “cartão presente” que as pessoas podem usar para comprar músicas no iTunes) no final do ano, que fizeram grandes sucessos subirem nos charts, além de músicas bem vistas pelo público no período. A cantora lidera ainda a audiência das rádios, mas está na segunda posição dos charts de Stream (lembrando que o single pode ser ouvido no Spotify, por exemplo, ao contrário do álbum.

A pergunta que fica é: Adele consegue superar a marca histórica de Mariah? A música ainda continua forte, mesmo com o fator Bieber, mas pelo que deu pra observar nos charts das diversas plataformas, “Hello” começa a dar sinais de “goodbye”. Em segundo lugar no iTunes, a faixa já está um pouco abaixo nos charts de stream, que contam demais para o Bieber, um artista que depende muito dessa plataforma como forma de hitar. O canadense tem três músicas em primeiro lugar no chart do Spotify (o top 200, contando diariamente), enquanto Adele chega à quarta posição com “Hello” (se contar semanalmente “Hello” é terceiro). Além disso, a preocupação da gravadora agora é com o novo single, “When We Were Young”, atualmente na #47 posição. Acho que a música ainda aguenta mais umas semanas, mais como uma “See You Again” do que uma “Uptown Funk”, mas logo vai cair. Justin Bieber está esfomeado por esse #1 desde o ano passado – que foi logo ali.Justin Bieber GIF

E por falar no menino malvado de 2015, Justin Bieber, poderia ser o “combeack do ano” se não fosse o furacão Adele. Mas não acho que ele se importe muito, com os três singles no top 10 e o álbum “Purpose” vendendo feito água. O novo sucesso do rapaz é “Love Yourself”, aquela faixa que parece mais música do Ed Sheeran e veio crescendo também como um foguete. Vem subindo forte nas rádios (15º segundo a medição do Kworb), #1 no iTunes (já criando distância de “Hello”)e com um vídeo lançado, acho que esse pode ser o novo #1 do Bieber. E a música é bem bacana, merece o sucesso (mesmo não morrendo de amores pelo intérprete).

Um plus: a música é bem a cara do inverno americano, com essa batidinha no violão, mais downtempo, uma época em que geralmente o que faz sucesso são as faixas mais lentinhas, pra ouvir abraçadinho – mesmo que a música não tenha nada de romântica.

Além dessa disputa discreta nos charts entre Adele e Bieber, outra tendência que vimos no ano passado parece se repetir em 2016 – a chegada de artistas canadenses ao top 10. Depois de The Weeknd, Drake e o próprio Justin, é a vez de Alessia Cara se juntar esse grupo e continuar a “invasão canadense” nos charts americanos. O single “Here”, primeiro single do debut álbum da moça, “Know-It-All”, já tinha sido lançado em abril, mas só agora, após uma caminhada de formiguinha, chegou ao topo – o que é bem habitual de acts mais alternativos que vão ganhando reconhecimento após diversas ouvidas e a participação em lugares certos, além da identificação da faixa com o público comum (e o momento permitir, já que Alessia, apesar do R&B mais alternativo, vem na mesma linha “angústia adolescente” da neozelandesa Lorde). O peak da música foi #7, e esta semana caiu uma posição.

Alessia Cara GIFO hino dos antissociais que não curtem festas (cujo vídeo você pode ver aqui), neste momento, encontra-se no top 20 do iTunes, já em fase de decadência; encontra-se em#13 no chart diário do Spotify e nas rádios, já começa a decair. O hit subiu calmamente, e agora desce com a mesma calma, mas já fez seu trabalho – apresentar mais uma cantora nova na cena. Resta saber se Alessia terá fôlego para outros singles ou se estamos diante de outra one hit wonder.

(sdds Natalie La Rose)

“Stressed Out”, single da banda twenty one pilots, deu aquele pulo do gato, subindo de 13º para a nona posição, sendo o primeiro top 10 do duo rock. A faixa se mantém pela segunda semana no topo dos charts de rock, vem crescendo nos charts de stream (subiu para a oitava posição no Spotify Charts diário), e a música se mantém estável no iTunes, só esperando a queda de “Sorry” para subir. A chegada da música ao top 10 casou com o lançamento do álbum “Blurryface”, o primeiro do grupo a chegar ao primeiro lugar na Billboard, lá em junho. Geralmente os acts rock fazem um percurso mais longo pra chegar até o topo, e com uma fã-base fiel – sem contar com ouvintes casuais que podem curtir um som que seja mais “crossover”, mesmo de nicho, pode construir um hit improvável.twenty one pilots gif

E a música é esse som mais “crossover”, mesmo sendo pouco radiofriendly para ouvidos mais pop. A inspiração hip hop é bem bacana, e o refrão é bem legal; e enquanto a companheira de top 10 “Here” é uma música mais identificada com uma realidade adolescente, “Stressed Out” lida com a sensação de que o personagem da música – e por extensão o público que ouve a faixa – tem que lidar com a vida adulta e essa sensação é bem melancólica. Ou seja, consegue atrair uma gama mais extensa de ouvintes.

E você que achava 2015 um ano sem graça para a música? Um dos anos mais diversos!

Hora de encerrar o post com mais um pouco de “Stressed Out”: