Design de um top 10 [40] e o atual estado da música

Eu demorei muito a fazer um post novo com a análise do top 10 da Billboard (último post? 24 de setembro, JEEZ) porque eu literalmente não estava a fim. Não por preguiça de escrever, mas a preguiça de acompanhar mesmo. Talvez porque a música pop esteja nesse limbo que venho relatando há algum tempo, ou porque o que vinha fazendo sucesso não me apetecia ou era relatável às minhas experiências em nada.

Talvez seja esse melancólico momento da mudança de guarda entre gerações. Eu sou uma old millennial (tenho 28 anos), e me sinto a cada dia mais apartada da “cultura jovem” – e olha que faço um esforço hercúleo para me manter atualizada. Gen-Z tem seus próprios códigos, interesses e principalmente estilos e modos de performance que muitas vezes não se aplicam ao que eu ou parte da geração com a qual cresci curte.

Por isso, tentando entender o que muitos que me leem ouvem, mudei completamente a abordagem do Design de um Top 10 com uma análise resumida e sincera de CADA música que chegou às dez primeiras posições esta semana no Billboard Hot 100. Isso mesmo. Uma análise com filtro bem reduzido, sobre cada uma das faixas e seus desempenhos.

Antes de mais nada, o resumo geral:

Top 10 Billboard Hot 100 (12.01.2019)

1+1HalseyWithout Me
2-1Ariana GrandeThank U, Next
3+2Post Malone & Swae LeeSunflower
4=Travis ScottSICKOMODE
5+1Panic! at the DiscoHigh Hopes
6+1Bastille & MarshmelloHappier
7+7Maroon 5Girls Like You
8+4Lil Baby & GunnaDrip too Hard
9+6Kodak BlackZEZE
10+13Post MaloneBetter Now

#1 “Without Me” – Halsey é o nome mais mainstream de um pop que a gente nos fóruns da vida chamava de tumblr-pop, altamente confessional e moody, mas ao contrário de um act mais conceitual como Lana del Rey, por exemplo, as influências aqui são mais adolescentes, uma estética de imagem quase instagram e letras prontas para serem convertidas em gif. Pra completar, a voz dela ainda é extremamente adocicada, quase Disney, mas mesmo num ambiente absurdamente bland como é o pop atual, Halsey consegue se destacar, por oferecer nesse grupo essa mistura de pop com urban e eletrônico perfeito para o top 40 – nem tão ~hard~ que as soccer moms não possam ouvir, tampouco muito polido que não seja tocado numa playlist crossover do Spotify.

Além disso, a influência urban no trabalho dela é a prova de que o urban é o pop, que influencia os acts que tentam fazer sucesso atualmente, caso eles não rimem. Parece que funcionou, porque hoje Halsey é uma das poucas da nova leva do pop cuja voz eu consigo distinguir, bem como a aparência, numa seara de acts intercambiáveis. Apesar da voz dela não ser uma das mais agradáveis ao meu ouvido, “Without Me” é grudenta como poucas faixas pop lançadas nos últimos anos e tem uma coisa que eu busco como sedento por água no deserto: PUNCH, um refrão que tenha cara de refrão e algum interesse na música que está cantando. Ela vive na sua performance a música que canta e pra mim já é o suficiente.

#2 “Thank U, Next” – Confesso que eu acho essa música tão ruim! O sucesso de TUN é bem evidente quando pensamos que a grande estrela pop do momento é Ariana Grande, a que mais sabe conversar com a geração Z, usou inteligentemente suas relações pessoais numa música com um quote já imortalizado pela cultura pop (“thank u, next”) e um dos vídeos mais legais do ano, com tudo que a gente sempre quis num vídeo pop. Ela é uma das poucas do gênero que tem bom retorno no Streaming, e agora a música está crescendo na rádio – ou seja, se não retornar ao primeiro lugar (onde ficou por sete semanas não consecutivas), é hit massivo e consolidado. (aliás, esse álbum novo dela parece que finalmente vai colocá-la além das colegas de geração e fazer Ariana jogar com os chefes)

No entanto, a letra é muito ruim, extremamente infantil, e a tal ponto que parece uma paródia ruim do SNL, assim como o arranjo apenas simpático e o meu principal problema com a faixa: a DICÇÃO de Ariana. Eu falo tão bem da moça, como ela está melhorando em sua interpretação, como falta pouco para se tornar A vocalista de sua geração, e uma das mais importantes dos últimos anos, mas as grandes divas FALAVAM muito bem em suas músicas – e isso é essencial até mesmo para cantar melhor.

#3 “Sunflower” – Ficaria muito contente se alguém me explicar por que Post Malone faz tanto sucesso. Isso deve ser culpa do Drake.

#4 “SICKO MODE” – uma das coisas mais estranhas (e incríveis) de um gênero como o rap ser o dominante no mainstream é ver colagens insanas e pouco identificáveis com o top 40 como “SICKO MODE” chegarem ao topo da Billboard. Sério, essa música do Travis Scott é estranha, mas de um jeito bom! Parece de verdade uma colagem foda de algo vindo de um surto de inspiração – a música começa com Drake, entra com outro arranjo, depois vira pra outra música e tem samples e interpolações que constroem uma faixa que, se não bomba nas rádios tradicionais, é a cara do Streaming. Tanto que lidera o chart específico e não é por nada.

Por isso que o rap é o gênero que está pensando para a frente e tentando sair da casinha musicalmente, desde coisas mais standard até trabalhos que constroem ambientes, como este aqui.

#5 “High Hopes” – de todas as bandas da onda pop rock/emo/gótica/punk rock/similares que bombaram nos anos 2000, Panic! At The Disco seria a última que eu imaginaria se manter 13 anos após o estouro. Sério. Aos 15/16 anos, eu achava sinceramente que seria one-hit wonder pra gente se lembrar nas listas do futuro.

No entanto, Brandon Urie e suas mudanças constantes de lineup se mantiveram até hoje vivos, com um som que parece algo menos pretensioso de quando eles estouraram, no entanto com a cara da banda: meio teatral, histriônico, mas com bom ouvido pop. Pelo menos o rock tá vivo em algum canto, e tentando se mexer em estilo. Porque se não se mexer, morre de vez.

Brendon Urie GIF by Panic! At The Disco

#6 “Happier” – uma das poucas coisas que se manteve constante desde a decadência do pop e sua restrição ao nicho é o fato de que o EDM mais orgânico manteria muitas carreiras vivas por aí, daria oportunidades a artistas mais teen ou de nicho para estourar crossover e esse crossover seria o mais próximo de pop “puro” que os amantes do gênero poderiam ter. No entanto, até essa trend parece igual. Essa faixa parece com outra faixa do mesmo Marshmello que parece com alguma faixa dos Fumacinhas. Que tédio.

#7 “Girls Like You” – Sem comentários, eu odeio essa música.

#8 “Drip Too Hard” – eu entendo que hoje Atlanta é a capital do rap nos EUA, mas isso não significa que tudo que venha de lá seja excepcional. Que música ruim!

#9 “ZEZE” – Surreal como Kodak Black nunca é a melhor pessoa da faixa em que ele está. E aqui em “ZEZE” a situação só piora porque ele é o lead. Imagina ter que lidar com o flow de mosquito o álbum INTEIRO? Não gente, e nessa faixa, Offset (que não é a estrela do Migos, mas não chega a ser um Takeoff que ninguém se lembra direito) parece mais o artista principal que Kodak.

#10 “Better Now” – eu já comentei num dos vídeos sobre o Grammy a respeito de “Better Now”. Eu jurava que era pior do que é, de verdade.


Esses foram as minhas considerações sobre o top 10 da Billboard que saiu esta semana. Como eu disse, é uma análise sincera e sem muito filtro sobre os singles, e como eu os vejo com meu olhar de old millennial. Se vocês forem millennials também, e se sentem deslocados nessa “nova ordem”, fiquem à vontade para comentar. A turma Gen-Z pode falar também sobre suas músicas preferidas e dar sua opinião. Estou esperando os comentários de todos!

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Design de um Top 10 [39] Só voltei porque alguma coisa mudou

 

É isso mesmo que está no título do texto: eu só voltei com o top 10 porque pelo menos alguma coisa se mexeu nesse chart, que anda bem chato de acompanhar desde que Drake decidiu que 2018 seria o ano de sua total dominância. 

Desde janeiro, nenhuma música pop chega ao topo da Billboard, e exceto por Camila Cabello com “Havana”, lá no começo do ano, apenas rappers dominaram o topo da Billboard. Mais flagrante ainda: apenas homens chegaram ao primeiro lugar, até mesmo pessoas que já morreram (XXXTentacion), enquanto a outra pessoa que parece entrar de intrusa nessa história é seguramente a grande revelação de 2017-18, Cardi B.

A rapper do Bronx já tinha emplacado o segundo #1, o hit latino “I Like It”; e seu featuring na tenebrosa “Girls Like You”, do Maroon 5, já estava garantindo Belcalis com mais um top 10 na conta. No entanto, a faixa vinha sólida especialmente nas rádios (e o vídeo repleto de estrelas já tinha dado tração à música nos charts), por isso, o #1 foi só uma questão de tempo. O terceiro para Cardi, que acumula números expressivos para uma novata (qualquer novata,  não importando o field); e mais um topo para Adam Levine e sua turma, que sempre arrancam um hit para manter a relevância desde que optaram por vender a criatividade que tinham para os produtores da moda.

(digo isso com a tranquilidade de quem viu os caras duas vezes ao vivo e dizer que as músicas que melhor funcionam são as das antigas)

Hora de conferir mais detalhes sobre essa nova (se bem que não tão nova assim) configuração do Hot 100 com mais uma edição do Design de um Top 10!

Top 10 Billboard Hot 100 (29.09.2018)

#1 Girls Like You – Maroon 5 feat. Cardi B

#2 In My Feelings – Drake

#3 Killshot (NEW) – Eminem

#4 Lucid Dreams –  Juice WRLD

#5 Better Now – Post Malone

#6 I Like It – Cardi B feat J. Balvin and Bad Bunny

#7 I Love It – Lil Pump feat. Kanye West

#8 FEFE – 6ix9ine feat. Nicki Minaj and Murda Beatz

#9 SICKO MODE – Travis Scott

#10 Youngblood – 5 Seconds Of Summer

Enquanto “Girls Like You” foi ganhando força aos poucos (e com a rapper do momento fazendo aquele verso rápido a coisa fica mais fácil em certas rádios), “Killshot” do Eminem conseguiu a terceira posição no Hot 100 APENAS com o YouTube. Uma diss contra outro rapper, Machine Gun Kelly, que respondera com uma diss à outra diss de Eminem, contida no novo álbum do veterano, “Kamikaze” (haja diss!), o sucesso da faixa – que literalmente viralizou, tem não apenas o dedo da instantaneidade do feud, mas também o poder que Eminem ainda tem no inconsciente coletivo. Mas nem todo mundo pode fazer esse tipo de artifício usando o YouTube; só quem tem uma base de fãs forte o suficiente e relevância no mercado consegue um resultado desse tipo sem a ajuda de outras plataformas

Quem chegou ao décimo lugar foram os australianos do 5 Seconds of Summer com a faixa “Youngblood”, consideravelmente mais adulta e mais interessante que qualquer coisa que eles tenham lançado na época em que vendiam os meninos como uma versão “rockeira” do One Direction (vocês se lembram disso? Pois é). A música é bem bacana, e com um refrão forte e marcante, sintetizado – aliás, é o primeiro top 10 do grupo, que tinha chegado mais perto em 2014, na posição 16. 

(aliás, eu sempre achei esse nome de banda com cara de “one hit wonder”, mas aparentemente eles construíram uma carreira bem sólida, são três álbuns lançados em #1 na Billboard 200, isso é para poucos)

Por último, mas não menos importante, o topo de “Girls Like You“, talvez uma das piores músicas já concebidas, lançadas como single e que chegaram ao primeiro lugar nos charts; que com certeza teve o apoio massivo das rádios, que sempre estão ávidos por algum single do Maroon 5 – tanto que são nove semanas em #1 no chart da plataforma, enquanto a faixa já começa a cair no digital e no streaming. Ou seja, era a hora certa da faixa chegar ao topo. O quarto #1 do M5 é a mostra da longevidade da banda, que chega ao fim da segunda década de sucesso e apelo crossover, que será fortalecido ainda mais com o Halftime Show do SuperBowl ano que vem, a ser realizado em Atlanta. Já Cardi… Bem, o céu é o limite para Belcalis – quer dizer, as indicações do Grammy que a rapper facilmente receberá em vários fields são o céu (e com chances reais de vitória, o que tornaria sua ascensão o conto-de-fadas perfeito).

E você? O que achou do top 10 do Hot 100 desta semana? Deixe suas considerações nos comentários! 

Design de um Top 10 [38] É hora de mudar

Essa semana tivemos novidades nos charts da Billboard. Drake voltou ao #1 após duas semanas do boom “This Is America”, novamente com “Nice for What”, mais um single modorrento de sua nova era. O top 10 prossegue dominado pelo rap e urban, e os hits do verão começam a aparecer ou se solidificar no top 10 – como por exemplo, “The Middle”, que deu uma bela sumida esta semana, e é uma das poucas faixas representativas pop em 2018.

Mas hoje eu vou falar essencialmente das três novas aparições no top 10, uma delas histórica – e bem indicativa sobre a situação do pop americano.

Top 10 Billboard Hot 100 (02.06.2018)

#1 Nice For What – Drake

#2 This Is America – Childish Gambino

#3 God’s Plan – Drake

#4 Psycho – Post Malone feat. Ty Dolla Sign

#5 The Middle – Zedd, Maren Morris & Grey

#6 Yes Indeed – Lil Baby feat. Drake

#7 Meant to Be – Bebe Rexha feat. Florida Georgia LIne

#8 Boo’d Up – Ella Mai

#9 No Tears Left to Cry – Ariana Grande

#10 Fake Love – BTS

Drake não apenas deu as caras de novo no topo – agora, o canadense tem três músicas no top 10, passando Elvis Presley com 26 aparições no top 10 da Billboard, e uma delas é um featuring: “Yes Indeed“, cujo artista principal é Lil Baby, mais um rapper vindo diretamente da cena de Atlanta, onde é feito o mainstream rap atual. O pulo de 43 posições até o sexto lugar é creditado à principal plataforma de consumo de música atual, o streaming, que deu impulso ao crescimento da faixa. Não há mais como negar o poder do streaming no surgimento de diversos rappers de variadas tendências, e essa tendência não parece diminuir nem um pouco.

(quanto à música? Não tem nem três minutos gente, surreal)

A outra estreia no top 10 é “Boo’d Up“, da britânica Ella Mai. É o primeiro top 10 da cantora e sua primeira entrada no chart, saindo da décima-primeira posição para a oitava. A faixa ainda está em fase de crescimento nos charts de rádio e digital, apesar da segunda semana nos charts de R&B; mas o segredo aqui é – ele mesmo! – o streaming, onde está na sexta posição do chart oficial.

A música é um achado dentro da parada, repleto de mumble rap e EDM orgânico a la Chainsmokers. Um pop/R&B com vibe early-aughts (afinal de contas, daqui a pouco 2000 serão 20 anos e já dá pra fazer revival), tem jeitinho de que vai sobreviver bem no verão. É fresh e bem cara de fim de tarde.

Mas talvez o grande destaque desta semana seja mesmo o debut em #10 do fenômeno K-pop BTS com o single “Fake Love”. O grupo já tinha estreado em #1 no Billboard 200 com o álbum “Love Yourself: Tear”, a primeira vez de um álbum do gênero; e agora, os meninos fazem história com a estreia diretamente no top 10 da Billboard. Apenas outro act de K-pop chegou tão longe: ele mesmo, PSY com “Gangnam Style” (#2 em 2012 – mas deveria ter sido primeiro, só que as maquinações das rádios não deixaram) e “Gentleman”(#5 em 2013).

Como o BTS chegou tão bem assim? Dominando os charts digitais: “Fake Love ficou em #1 no chart específico; enquanto estreou bem no streaming, na sétima posição. Ou seja, mesmo com domínio numa plataforma que não tem a mesma dominância de antes, o BTS tem abrangência onde realmente interessa dentro do chart – e na forma de consumo do público americano atual: o streaming, onde os artistas pop americanos sofrem para se adequar.

E a música gruda mais que chiclete no tênis. Se você não ficar cantando “I’m so sick of this fake love fake love” você não tomou o nocaute. (e sério, o que é o investimento financeiro nos clipes? A gente reclama que o pop americano não quer colocar dinheiro para visuais e não quer oferecer entretenimento… Eis uma razão porque tanta gente tá consumindo k-pop: os acts entregam entretenimento, imagem e performance)

 

E você, o que achou das novas entradas no top 10 do Hot 100? Quais são suas previsões para o verão americano?

Design de um top 10 [37] Mais quantos meses com essa música do Drake no topo?

Um amigo meu perguntou essa semana se o pop anda meio morto ultimamente. Então, eu disse a ele que para quem acompanha as divas pop, pode parecer meio sem graça; mas se formos considerar que o rap é o pop hoje, a cena tá bem inventiva e variada.

No entanto, é meio difícil pensar assim quando o ano nem começou e já temos uma faixa com previsão de passar dois meses no topo dos charts, deixando o Hot 100 chato e nada variado. E pior, a música em questão nem é essa maravilha toda. Sim, estou falando do primeiro grande smash de 2018, “God’s Plan”, do Drake, com recordes no Spotify, vídeo bem assistido e óbvio apelo popular com o som do momento.

Ou seja, é sobre o Drake e outros destaques da semana o tema deste Design de um Top 10 de hoje.

Top 10 Billboard Hot 100 17.03.2018

#1 God’s Plan – Drake

#2 Perfect – Ed Sheeran

#3 Finesse Remix – Bruno Mars feat. Cardi B

#4 Psycho – Post Malone feat. Ty Dollar $ign

#5 Meant to Be – Bebe Rexha feat. Florida Georgia Line

#6 Havana – Camila Cabello feat. Young Thug

#7 Look Alive – BlocBoy JB feat. Drake

#8 The Middle – Zedd, Maren Morris and Grey

#9 Pray For Me – The Weeknd feat. Kendrick Lamar

#10 Sir Fry – Migos

 

Resultado de imagem para Drake god's plan gifDenise, eu não aguento mais o Drake! Já são sete semanas no topo, e a julgar pelos números, tá longe de sair de lá. A música lidera em quase todos os charts de plataforma (menos as rádios, onde o #1 está com “Finesse”, mas a trajetória do canadense é só de subida) – entre todos, é o streaming que se configura como a maior força para a música do Drake. Aliás, “God’s Plan” nem é a melhor coisa do catálogo dele; pelo contrário, pouco envolvente ou grudenta, é inexplicável como está fazendo tanto sucesso – só pode ser porque é o som do momento. Seria algo muito mais vivo e divertido se estivesse na voz do Migos.

 

Bebe Rexha emplacou mais uma com “Meant to Be”, que subiu duas posições esta semana. O single, dueto com o Resultado de imagem para bebe rexha meant to be gifFlorida Georgia Line, faz parte do EP All Your Fault pt. 2, e de certa forma é o grande hit dessa era da artista. Um sucesso crossover, já que está liderando o chart country com 15 semanas, e está ganhando boost nas rádios pop. Também é o primeiro top 5 pra Bebe e segundo top 5 do Georgia Line. Apesar desse desempenho super positivo do hit, uma dúvida me acomete: “Meant to Be” pode significar que finalmente a Bebe vai fazer o grande jump para se tornar uma estrela pop de fato? Porque é curioso como ela emplaca um hitzinho mas nunca se converte numa carreira pop sólida. Veremos as cenas dos próximos capítulos.

 

Resultado de imagem para the middle zedd video gifQuem deve estar felizona aqui é a Maren Morris, já que “The Middle”, colaboração do Zedd com a cantora country e Grey, é o primeiro top 10 da Maren, uma das grandes revelações do country nos últimos anos. Também é o quarto top 10 do Zedd e o primeiro do duo Grey; e mostra que o EDM ainda está vivo e bem, só que com uma versão menos farofada. No entanto, “The Middle” parece muito com tudo que sei lá, o Zeed, os Chainsmokers e outros DJs andam fazendo recentemente na cena, e a voz da Maren Morris ficou tão sem personalidade que parece com qualquer outra voz de pop star ascendendo na carreira. Altamente genérica, a faixa tem chances de mofar no top 10 – apesar da queda no chart de streaming, está muito bem no digital e vem crescendo nas rádios.

 

E olha quem continua mostrando força: Quavo, Offset e Takeoff do Migos retornaram ao top 10 com “Stir Fry”, queResultado de imagem para migos stir fry gif já tinha peakado em #8, e agora na décima posição, mostra que o grupo não parece nem um pouco distante da saturação. O legal de “Stir Fry” é que o som é bem diferente do rap que eles sempre apresentaram, tem uma vibe beem upbeat, dançante e até pop, graças à produção bem inspirada do Pharrel, que aqui produziu com vigor (enquanto com os Neptunes no álbum do JT, parecia bem preguiçoso…). Não se surpreendam se 2018 continuar com o Migos continuando a fazer sucesso (e a indústria tentando fazer o Quavo acontecer…).

 

E vocês, o que acharam do top 10 esta semana da Billboard? Quais são as suas músicas favoritas desse grupo?

 

Design de um top 10 [36] O mundo é de Belcalis Almanazar e apenas vivemos nele

Depois de 84 anos, retorno com um baluarte deste blog, o Design de um Top 10, onde eu sempre faço análises sobre os destaques musicais de mais uma semana na Billboard Hot 100. Hora de aproveitar os primeiros dias de 2018, que já está no quente com vários lançamentos, sucessos que se mantém desde o ano passado e músicas que já nasceram parte da conversa cultural

Ah, e vou explicar quem cargas d’água é “Belcalis Almanazar”.

Top 10 Billboard Hot 100 (13.01.2018)

2. Havana – Camila Cabello feat. Young Thug

3. Rockstar – Post Malone feat. 21 Savage

4. Thunder – Imagine Dragons

5. No Limit – G-Eazy feat. A$AP Rocky & Cardi B

6. Bad At Love – Halsey

7. Too Good At Goodbyes – Sam Smith

8. MotorSport – Migos, Nicki Minaj & Cardi B

9. Gucci Gang – Lil Pump

10. Bodak Yellow (Money Moves) – Cardi B

 

Mais um hit para Ed Sheeran – e uns streamings a mais pra Queen B

Você já perdeu a conta? O remix de “Perfect“, último single do álbum do Ed Sheeran, com a participação da Beyoncé, chegou à quinta semana em #1. A baladinha, que é a cara do inverno, ainda lidera os charts digitais e de rádio, enquanto teve uma queda nos charts de stream. No entanto, a música passa longe de estar morrendo – com o novo remix com Andrea Bocelli (“Perfect Symphony”) crescendo no iTunes e a versão original sendo tocada nas rádios, “Perfect” tem tudo para emplacar pelo menos uma semana em primeiro. Digo uma porque a concorrência tá forte neste começo de ano.

Curiosidade: Beyoncé, que deve estar preparando uma nova era com esses featurings em faixas de artistas fortes no stream, conseguiu com “Perfect Duet” o seu sexto #1 solo nos charts de airplay, o primeiro em quase nove anos.

Quando “Havana” se levantará?

Já o hit que tá pedindo pra ser #1 há um bom tempo, “Havana” da Camila Cabello, parece que vai padecer mais uma semana longe do topo. Agora, a música está em #2, fazendo seis semanas que chega nessa posição. Apesar de algumas quedas nos charts de rádio, a faixa está em #2 no chart de stream e em terceiro no digital. No entanto, a Camila está no topo das rádios pop pela sétima semana, e esses números podem ajudar bastante a faixa a conseguir uma chance que seja de ficar pelo menos uma semana em primeiro. A menina merece muito, a música é decididamente um dos grandes hits do fim do ano/início deste.

Curiosidade: o segundo single da Camila, “Never Be the Same“, voltou ao chart na 71ª posição. A faixa não é tão instantânea quanto “Havana”, mas tem cheirinho de hit. E a gente sabe que a menina divulga – e divulga bem – então, as chances de chegar ao top 10 são boas.

 

Dose tripla de Belcalis Almanazar no top 10… Ou podem ser quatro?

Ou mais precisamente, Cardi B, a rapper mais bombada do momento, que colocou pela segunda semana seguida três músicas no top 10 da Billboard. Ela é a terceira artista da história a colocar suas três primeiras músicas no top 10 ao mesmo tempo, depois dos Beatles e de Ashanti. Tá em boa companhia a moça hein?

A faixa melhor colocada da moça é “No Limit“(#5), de G-Eazy, onde ela e A$AP Rocky são os featurings. Já “MotorSport“, do Migos e com feat também da Nicki Minaj, está em #8; enquanto seu primeiro hit, o viral inescapável “Bodak Yellow“, continua em 10º lugar.

Mas não é só isso: quando digo que a gente tá vivendo no mundo da Cardi B, é que tem muita coisa por aí (com altas possibilidades de #1) – tem “Bartier Cardi“, onde ela é lead, que caiu para #19 (mas ainda tem clipe pra sair, o que pode alterar as coisas); “La Modelo“, faixa do Ozuna em que ela é participação, que está em #61; e o crossover pop que a Cardi precisava para ser apresentada a um grande público – o remix de “Finesse“, do Bruno Mars, que ganhou um clipe cheio de referências a In Living Color e entrou na conversa cultural esta semana, sem chance de ficar em segundo plano. A julgar pelo fato da música ter entrado com apenas um dia de vendas em #35, a faixa estar crescendo nas rádios, em #1 na principal playlist do Spotify e sendo assistida constantemente no YouTube, se for apresentada no Grammy, pode colocar mais um #1 na conta da Cardi (e o oitavo #1 pro havaiano).

O que é curioso em “Finesse” é que a música, faixa oito do “24k Magic”, parece que foi descoberta agora, dois anos depois, pelo grande público, e está tendo desempenho de lead single. Caso as previsões se confirmem, logo vou falar um pouquinho mais sobre a música.

E vocês, o que acham dos movimentos nos charts desta semana?

Design de um top 10 [35] Amém, Kendrick

Não sei se vocês estão sabendo, mas KENDRICK LAMAR CONSEGUIU O #1 COM HUMBLE, destronando finalmente “Shape Of You” do #1, onde ficou tantas semanas que eu já esqueci o número. Lambs felizes, fãs do K-Dot e todo mundo que gosta de boa música pulando de alegria e evidentemente o chart deu uma bela (e boa) bagunçada com a entrada das faixas de “DAMN.” no Hot 100 – merecidíssimo, porque o álbum é monstruoso (sim, vou resenhá-lo aqui, Kendrick merece, conseguiu fazer um álbum comercial e incrível, sem perder o prumo), e já está bombando nos streams (que ajudaram o K-Dot a chegar neste momento).

Este momento do mês é o que marca a transição para os singles do verão: teoricamente, vão aos poucos saindo as midtempos e as faixas mais lentinhas do chart para os pancadões uptempo e as promessas de hit da estação. Mas, a julgar pela dominação urban em 2016-17, não duvido nada de que os hits este ano sejam algum rap que vai viralizar, um batidão urban pra fazer todos dançarem nas festas; e algum DJ vai lançar um hit farofa. É o que a música pop vem apresentando ultimamente – essa divisão entre rap, urban e EDM mais “orgânico” a la Chainsmokers é o que está mandando nos charts, e não parece sumir tão cedo (ao contrário do tropical house, que já está decaindo).

(ou sei lá, será que é hora de uma nova explosão latina? TRUMP CHORA)

Hora de ver o que aconteceu nesta semana, em que finalmente uma mulher voltou a figurar no top 10 do Hot 100.

Top 10 Billboard Hot 100 (06.05.2017)

#1 Humble  – Kendrick Lamar

#2 Shape Of You – Ed Sheeran

#3 That’s What I Like  – Bruno Mars

#4 DNA – Kendrick Lamar

#5 Mask Off  – Future

#6 ISpy – Kyle feat. Lil Yachty

#7 Stay – Zedd feat. Alessia Cara

#8 Something Just Like This – The Chainsmokers feat. Coldplay

#9 Despacito – Luis Fonsi & Daddy Yankee feat. Justin Bieber

#10 XO TOUR Llif3 – Lil Uzi Vert

 

Humble” é o segundo #1 do Kendrick Lamar, primeiro solo (o outro foi o remix da infame “Bad Blood” de famigerada história), que teve seu pulo de #3 para #1 impulsionadíssimo pelos streamings. A faixa está em primeiro lugar no chart específico há três semanas e só faz bater recordes. Ainda no top 10 do Digital Charts e crescendo nas rádios, a faixa ainda tem MUITO a crescer e render. Não é apenas um hit, é um baita viral e uma música impressionante que mostra, além do flow impecável do Kendrick, como ele sabe fazer sim hits sem perder a essência (ou seja, chega de featurings bizarros como “The Greatest” e “Don’t Wanna Know”).

Aliás, o cidadão colocou todas as músicas do “DAMN.” no Hot 100, e “.”, uma celebração à cultura negra, estreou na quarta posição do Hot 100. Amém, Streams; amém Kendrick!

 

Enquanto isso, uma mulher está de volta ao top 10 do Hot 100 – Alessia Cara, como featuring da faixa “Stay“, do DJ Zedd. Foi um retorno para os dois artistas às faixas mais consumidas na semana. A última visita do rapaz foi com “Break Free” da Ariana no já distante 2014; enquanto Alessia tinha curtido o gostinho do top 10 com “Scars to Your Beautiful”, ano passado. Uma volta merecida – a música é bem solar, fresh, bem amor adolescente (que combina com a voz juvenil da Alessia), apesar da batida parecer com toda essa pegada “orgânica” Chainsmokers, ao contrário das farofas yoki que o próprio Zedd apresentou antes (que já estavam datadíssimas, aliás).

Com bom desempenho nos charts dance, o fato é que a música ainda pode render mais e pelo menos chegar bem ao verão. É a cara do fim de tarde, quando termina o passeio na praia e a turma tá indecisa se volta pra casa ou estende a saída pela noite.

 

E esse hit, viral e tendência maravilhoso que é “Despacito“? A música do Luis Fonsi com o Daddy Yankee (que conseguiram o primeiro top 10 no Hot 100, corre que é histórico!) já tinha explodido nas rádios latinas, e fazia uma transição bacana para o crossover pop (lembrando que é uma faixa totalmente em espanhol), quando saiu na semana passada um remix com o Justin Bieber (cantando em espanhol) e a música deu um boom absurdo. Eu não queria admitir, mas que a inclusão do Bieber ajudou muito pra “Despacito” chegar à nona posição na Billboard subindo 39 posições (!), mas a faixa voltou para os charts digitais, cresceu nos streamings e deu um boost no chart de rádio ❤ lembrando que a versão que chegou ao top 10 é a remix porque os números foram responsáveis por mais da metade dos pontos da faixa no top 10.

Aliás, este é um momento histórico para a música latina – a última vez em que uma música toda cantada em espanhol chegou ao top 10 do Hot 100 foi com… Com…? Ricky Martin? Enrique Iglesias? J-Lo? 

ELES MESMOS – A MACARENA. Isso, há 21 anos atrás, direto do túnel do tempo. Só que Macarena chegou às 14 semanas em primeiro lugar nas paradas (socorro). Será que “Despacito” tem lenha pra queimar?

Por falar em “Despacito”, hora de deixar aqui a música para que vocês contribuam com mais pontos para a próxima semana 😉

 

Design de um top 10 [34] O que aconteceu? Estava lavando o cabelo em Estocolmo

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Literalmente, se assim posso dizer.

Pois é, após uma viagem a temperaturas entre -1° e 3° (e finalmente conhecer a neve), não sem antes tweetar sobre o Grammy (e todo aquele final anticlimático em Album of the Year), hora de recuperar o tempo perdido e começar de fato 2017 – porque o ano sempre começa após o Grammy – com a situação dos charts neste início de ano, onde já podemos colocar Ed Sheeran com o primeiro grande hit pop do ano, entre os A-Lists. Afinal de contas, o ruivo conquistou a plataforma do futuro presente: os streamings.

Com sete semanas não consecutivas em #1, é o óbvio primeiro sucesso de 2016; mas temos outra turma de artistas classe A por aqui que com certeza vão dar muito trabalho em 2017 – além dos sucessos via stream com os quais vocês precisam se acostumar. Bem-vindo à nova era!

Top 10 Billboard Hot 100 (11.03.2017)

#1 Shape Of You – Ed Sheeran

#2 Bad and Boujee – Migos featuring Lil Uzi Vert

#3 I Don’t Wanna Live Forever – Zayn & Taylor Swift

#4 That’s What I Like – Bruno Mars

#5 Closer – The Chainsmokers feat. Halsey

#6 Paris – The Chainsmokers

#7 Love On The Brain – Rihanna

#8 Chained to the Rhythm – Katy Perry feat. Skip Marley

#9 Bounce Back – Big Sean

#10 Bad Things – Machine Gun Kelly x Camila Cabello

 

ed-sheeran-shape-of-youShape of You“, o outro lado do single duplo do novo álbum do Ed Sheeran, “÷” (que pronuncia-se divide), está estourado, em #1 no iTunes, destruindo nos streams (onde o Ed é poderosíssimo desde o “X”) e vem sendo muito bem recebido nas rádios, onde está em #1 no Pop Airplay, Adult Pop Songs e evidentemente na Radio Songs. A música, que também pode ser conhecida como “Cheap Thrills parte 2”, é super catchy e tem cara de sucesso, e a julgar pelo desempenho da música, será um ótimo lead para um terceiro CD extremamente bem sucedido em 2017. Será que o ruivo será o grande nome do pop neste ano?

Enquanto isso, o outro single do Ed, “Castle on the Hill”, peakou na estreia em #6 e neste momento está na 66ª posição. Uma pena, porque a música é cativante e bem melhor do que “Cheap Thrills parte 2”.

 

Se o britânico domina todas as plataformas de música neste começo de ano, os streamings estão como os principais migos-bad-and-boujee-gifresponsáveis pela subida de “Bad and Boujee“, do grupo de hip hop Migos, com featuring de Lil Uzi Vert. A música, que subiu feito um furacão viral e ficou em #1 no Hot 100 da Billboard por três semanas não-consecutivas. Como você sabe, quando a faixa é viral, o consumo é rápido, mas quando os streamings abraçam de verdade, não tem iTunes que venha de encontro. “Bad and Boujee” está em primeiro nos charts de stream há NOVE semanas, mas tem desempenhos moderados nas rádios e no digital, neste momento. Mesmo assim, é lider nos charts de hip hop, o que ajuda a manter a faixa nas primeiras posições do chart. O retorno à segunda posição só reforça isso.

Não é a minha faixa favorita do mundo e tampouco faz o meu gênero, mas é sempre bacana ver uma faixa de rap menos pop e mais “raiz” fazendo sucesso, sem fazer concessão a algum featuring pop ou pandering pra um público crossover. É original na sua pegada mais tradicional, e segue novamente a tendência de hits massivos nessa linha mais noventista, mais seca, do rap, como “Trap Queen” e “Panda”.

 

bm-24k-3Crossover, curiosamente, é o sucesso de “That’s What I Like”, do Bruno Mars. Amparado por uma excepcional performance no Grammy e subidas cada vez mais consistentes nos charts, a faixa chegou à quarta posição no Hot 100 e ainda nem tem vídeo! Digo “crossover” porque, apesar da música ter a mesma pegada R&B de todo o material do terceiro CD do havaiano, tem um apelo mais pop que outras músicas do curtíssimo álbum, e consegue atingir a todos os públicos – do mais R&B, que abraçou mesmo o material – tanto que no chart do estilo, está há duas semanas em #1 (primeiro topo do Bruno no gênero) – ao público pop que sempre esteve com ele desde o primeiro álbum. “That’s What I Like” só faz crescer nos charts, e tem chances fortes de ser o primeiro #1 da era – basta um bom clipe e uma divulgação on point, já que o Bruno é altamente sensível à promo: ou seja, o público o consome de uma forma diferente: não são fãs die-hard, são consumidores casuas que ouvem, gostam do material e compram/ouvem/pedem na rádio.  Meio artista à moda antiga.

Aliás, a música é a décima-terceira do moço a chegar ao top 5 na década, empatando com a Rihanna. Selo hitmaker comprovado.

 

E se vocês pensaram que a banda Closer, quer dizer, The Chainsmokers, sumiria após o sucesso estrondoso do hino the-chainsmokers-gifdo fim do verão, enganam-se! O duo EDM lançou “Paris” e a faixa chegou à sexta posição na Billboard Hot 100.  Apesar do excelente resultado, em quem vocês devem prestar atenção não é nesta música (que no digital já sumiu de circulação), e sim na parceria com o Coldplay (!) com “Something Just Like This”, que estreou em #56 no chart e nas vendas digitais, debutou na vigésima-primeira posição. No iTunes, a faixa está em segundo, atrás apenas do hit “Shape of You”. Ou seja: cuidado, eles estão chegando.

Quanto a “Paris”, a música não é um bom follow-up pra “Closer”, que bem ou mal era uma música grudenta com um break pronto para os remixes. Essa música não vai pra lugar nenhum. Já a faixa com o Coldplay é bem legal (sim, é boa) e acho que tem futuro neste fim-de-inverno-começo-de-primavera-americana – e ainda segue o padrão desse EDM que o The Chainsmokers vem fazendo, mais mid e menos bate-estaca.

 

katy-perry-gifE após uma boa estreia na quarta posição, a Katy Perry caiu quatro casas no tabuleiro do Hot 100 e está em oitavo com o lead single do novo álbum, “Chained to the Rhythm“, feat. Skip Marley. O problema é que a “boa estreia” está disfarçada por um desempenho bem abaixo do esperado para uma hitmaker como a Katy (por exemplo: a música nem chegou ao #1 no iTunes, está mal nos streams – apesar do acordo massivo com o Spotify, e dizem por aí que a música já começou a tocar nas madrugadas das rádios americanas, quando pouca gente está ouvindo música), e nem o clipe (excelente, aliás) deu resultado. Acredito que nem com uma promoção constante a faixa vai bombar na boca do povo, o que é uma pena – é uma grande canção pop, onde a Katy mantém a pegada pop que sempre teve nos trabalhos, com uma letra inteligente e de crítica sutil; e o clipe prossegue com a Katy usando sua já tradicional estética fun a serviço de um vídeo que em alguns momentos se torna assustador, quando se observa o que ela realmente está dizendo.

Sabe o que é o pior? A música realmente não foi comprada pelo grande público. Acho que nem um Carpool Karaoke com o James Corden dá jeito. 😦

 

Mas se vocês quiserem contribuir para o sucesso da Katy Perry (ou ainda não ouviram a faixa), aproveitem e confiram o vídeo “Chained to the Rhythm”. É só dar play!