COMBÃO de singles [Outubro ’19]

Antes de começarmos a falar de fato sobre Grammy (afinal de contas, no momento em que este post for publicado eu já devo ter comentado sobre os indicados), hora daquele resumão de lançamentos que ocorreram mês passado, e que provavelmente podem entrar no Grammy 2021 (ou não, a depender da situação de carreira dos envolvidos)

(ah, e sobre o Grammy, os vídeos voltarão sim, como eu tinha comentado no post dos indicados! 😊 Vou fazer um esforço para compensar meus sumiços – que tem diversas explicações, como trabalho, projetos de escrita literária, crises de ansiedade, picos de estresse etc – e gravar os vídeos além de + um podcast com explicações que considero plausíveis sobre os indicados, conversas sobre os charts e papo sobre kpop)

Sem mais, vamos lá – em ordem cronológica:

Harry Styles, “Lights Up” (lançado em 11/10)

Harry Styles - Lights Up.png

Se eu te disser que no começo, não entendi bem como funcionava essa música e achado bem sem graça, vocês me perdoam? Então, eu tinha me acostumado com o rockstar anos 70 neojurássico do debut, por isso a vibe psicodélica indie tinha meio que me surpreendido; mas numa segunda ouvida, a faixa é mais que forte, é extremamente forte e a cara do Harry. Ele encontrou um nicho bastante particular, que ele consegue tornar radiofônico e pop, e funciona bem pra caralho – nicho esse que outros acts masculinos pop da mesma faixa de idade não estão fazendo, o que torna a trajetória de carreira dele desde a saída do One Direction uma das mais curiosas de acompanhar.

(aliás, nem dá pra lembrar, apenas se você for fã e não apenas um ouvinte comum, que algum dia Harry foi membro do One Direction. Parece um artista completamente diferente pra mim)

A música tem umas quebras de expectativa que numa rádio top 40 podem causar alguma estranheza, mas em outros charts (como o adulto ou o rock) funcionam perfeitamente. Ao mesmo tempo, “Lights Up“, com seu refrão feito em coro, versos crípticos e universais e um clima de elevação e liberdade, é a faixa perfeita para ser cantada em festivais.

Ou seja, o rockstar continua vivo.

Katy Perry - Harleys in Hawaii.png

Katy Perry, “Harleys in Hawaii” (lançado em 16/10)

Lembram-se de que eu tinha feito há muito tempo atrás um vídeo sobre a carreira da Katy Perry, onde eu não conseguia ver bem qual seria a função ou espaço dela dentro da landscape musical do momento? Então, como boa parte desses problemas estão relacionados ao descolamento da imagem dela em relação à música que ela fazia/faz, neste momento, a impressão que eu tenho é de que Katy está tentando colar novamente a imagem com um pop mais puro, e uma imagem mais divertida, mas sem ser paródica. Dessa forma, surgem os melhores materiais que ela lançou desde a parte boa do “Prism”, o que se inclui “Harleys in Hawaii“, uma faixa deliciosa e que poderia facilmente ser lançada no verão como aquele single perfeito para um fim de tarde com o love.

Entretanto, há um sério problema com essa música: ok que ela poderia lançar no verão, mas dentro de um contexto maior, de uma era, em que Katy já teria lançado um CD, um conceito, uma ideia sobre o que ela pretende fazer musicalmente. HiH parece a faixa terceiro single de um álbum já lançado, que todo mundo conhece as músicas e a era de coração (como foi no tempo de “Teenage Dream”, por exemplo). Nesta era (se assim podemos chamar) da Katy, todas as faixas parecem jogadas ao vento, o que é um desperdício para um material tão bacana (especialmente “Never Really Over”, um petardo pop que merecia uma sorte BEM, mas BEM melhor).

Eu não sei, sinceramente, qual o próximo passo da Katy – se teremos álbum, se será um compilado de canções lançadas, se estamos ouvindo um EP ou teremos uma grande surpresa – mas sinceramente eu não sei como qualquer estratégia de carreira se aplica especialmente no pop playlist de hoje (ou seja, música que serve mais como background)… Ou o pop que ela faz ficou em 2010.

Aí gera minha pergunta: será que Katy Perry perdeu o bonde da história com o “Witness”?

Selena Gomez, “Lose You To Love Me” (lançado em 23/10)

Selena Gomez - Lose You to Love Me.png

Finalmente Selena Gomez conseguiu seu #1 na Billboard com uma balada sentimental, evocativa e cheia de mensagens subliminares sobre um certo ex e sua atual esposa, após um período de carreira solo em que Selena se metamorfoseou de uma ex-Disney Star buscando uma carreira solo no pop para alguém com um material absolutamente intrigante e perfeito para a voz que ela tem.

Entretanto, o minimalismo que sempre foi bastante presente em seus materiais a partir do “Revival”, tanto vocal quanto em batidas, produções e a “vibe” do material se perde um pouquinho em “Lose You to Love Me“, o single que chegou ao topo da Billboard. Co-escrito pela dupla Julia Michaels e Justin Tranter, a música tem todas as características do som que os fez os hitmakers mais procurados há alguns anos. Entretanto, mesmo com o frescor da letra com caráter pessoal, as batidas marcadas, a escolha da interpretação e a produção, mesmo com um ar mais épico no refrão, GRITAM 2017. A balada não é exatamente groundbreaking (exceto pela letra) e tudo me parece meio datado.

O #1, provavelmente, foi graças ao buzz do retorno e o apoio da fã-base, porque os predicados da canção não exatamente colaboram para este resultado tão bom.

… E a propósito, o segundo single (surpresa), “Look at me Now“, consegue ser menos interessante ainda que LYTLM. Confesso que, enquanto ouvia o som pop eletrônico da música, senti falta da Selena do “Revival” e da que lançou “Bad Liar” (INJUSTIÇADA!!!) e “Fetish”, que funcionava num mundo diferente de outras peers. Fico contente que ela está buscando uma linha mais pop direta ao ponto, sem genre-bending, fiel às suas raízes, mas a música é tão… anticlimática…

Dua Lipa – “Don’t Start Now” (lançada em 31/10)

Dua Lipa - Don't Start Now.png

O primeiro single do segundo álbum da cantora britânica é bastante distinto do que ela já vinha trabalhando nos singles do debut – que eram mais pop, sem tantas influências (exceto por “New Rules”) – mas é audível que “Don’t Start Now” é uma continuidade do som que já estávamos ouvindo da Dua em seus featurings (“One Kiss” e “Electricity”, que eram mais dance, house, anos 90). Entretanto, o novo single busca referências mais anos 70, mais disco (ouça o pré-refrão e o instrumentalzinho curto após o segundo refrão), conversando com essa pegada dance anos 90 – e o encontro é um SMASH!

Eu amei a música, e não apenas porque eu gosto de música disco hahaha mas porque Dua funciona nesse som – ela tem a voz de diva dance, ela funciona nisso, tem o volume, tem algo que chama atenção e uma certa ironia na interpretação (bem britânico) que fica bem melhor do que fazer a coitada dar uma de estrela pop no padrão anos 2000 ao qual estamos acostumados. A faixa é gostosa, vibrante, não sei se o pré-refrão ou o refrão são a melhor parte da música, mas sinceramente? Uma das melhores coisas lançadas neste fim de ano, e se a próxima sonoridade pop brincar com house 90’s e disco 70’s, pode me chamar que tô feliz.


Agora é com vocês: quais foram as faixas favoritas de vocês neste último período? O que recomendam de lançamentos do pop neste fim de ano? Fiquem à vontade para comentar!

Um comentário sobre “COMBÃO de singles [Outubro ’19]

  1. Olha Marina eu gosto de Never Really Over da Katy que eu acho que essa era (que NÃO SEI SE É ERA OU APENAS ESTILO RIHANNA PRÉ-ANTI) para já podia ter tido um lançamento surpresa de álbum no kaso dela, pk kando foi Rihanna , a Rihanna hitou kom top 10 e o k foi top 15 bombou mais mundialmente e com ótimo videoclipe!

    Mas no caso da Katy, como ela já tava flopada na era anterior (porque não considero o pré-ANTI um flop, apesar de não ter tido nº1 na Billboard), ela poderia na minha opinião fazer um lançamento de um álbum surpresa que incluísse os singles lançados da maneira k foram lançados, ou seja, com video ou não e PROMOVER CANTAR em premiações ou até no American Idol. E sinceramente, Katy desperdiçou Never Really Over que tinha cara de mais um top 10! Ela vai ter que seguir o caminho que Rihanna fez com o ANTI, ou faz ao contrário do que os fãs pensam que o álbum vai ser ou faz um álbum que remete à era TEENAGE DREAM, mas com PERFORMANCES EM PREMIAÇÕES! Tipo ao estilo que a Rihanna fez com Work, promoveu no Brit, depois cantou outra música nos Billboard Awards e ainda foi cantar ao VMA.

    Em relação à Selena, ela mereceu #1 com “Lose You To Love Me”. Não gosto nem desgosto da música, mas com certeza ela tem força para o GRAMMY 2021 e também o VMA 2020. Em relação a “Look At Me Now”, a sorte é com o vídeo é bom e até pode entrar nas categorias técnicas do VMA 2020, mas não sei Marina (mas tou vendo k vai ter muita mas muita disputa para o VMA do ano k vem, tem Dua, Ariana, Selena, Harry, Post Malone, Rihanna, Miley, Alicia, entre outros com materiais ainda a serem lançados sem data prevista).

    N vou comentar acerca do Harry, pk viro-me mais pa lançamentos femininos.

    Agora, Dua Lipa quebrou aquela maldição do Grammy de New Artist. “Don’t Start Now” é boa, tem cara de hit e conseguiu TOP 40 na Billboard. O vídeo não é ótimo, é bom, acho k a música enquadra-se com o vídeo e espero que a MTV americana (pk sei k os MTV EMAS são mais justos nas indicações) indique essa música a Vídeo Pop do que Vídeo Dance (se eles seguirem nomeando sempre música de DJs). Acho que por agora Dua pode ter alguns anos ótimos daki para a frente. Ela sabe o género que quer seguir e sinto que se ela continuar sempre lançando música com vibe anos 90, 80 e disco tipo anos 70, aí pode ser considerada como a nova Diva Pop Britânica.

    Agora que mencionei tanto o VMA, tenho questões ainda sem resposta sobre o VMA 2020:

    – Será que a categoria K-Pop vai permanecer ou vai desaparecer?
    – A categoria Best Rap vai regressar?
    – Será que Missy Elliott terá chances de ser indicada com “Throw It Back” visto que ela venceu o Vanguard este ano? Justin Timberlake recebeu em 2013, foi indicado em 2014 em Melhor Coreografia com “Love Never Felt So Good”. (Tbm Beyoncé recebeu Vanguard em 2014 e indicada em 2015, Kanye recebendo Vanguard em 2015 e indicado em 2016, Rihanna recebendo Vanguard em 2016 e indicada com “Wild Thoughts” em 2017 e depois Pink recebendo Vanguard em 2017 e indicada em 2018 com “What About Us”)
    – Normani terá força suficiente com “Motivation” para chegar a Best R&B e Best Choreography?
    – Chris Brown será indicado com “No Guidance”?
    – Em que categorias Post Malone tem chances de ser indicado?
    – Lil Nas X entra na jogada com “Panini” em pop ou hip hop?
    – Será que Travis Scott tem força suficiente para chegar a Artista do Ano?
    – A Beyoncé vai ser indicada com “Spirit” ou vai esperar para lançar videoclipes da próxima era pa ser indicada ao VMA?
    – Depois que Alicia Keys teve forças suficientes pa chegar a R&B com “Show Me Love” (que foi a primeira entrada dela na HOT 100 desde Girl On Fire) visto que ela foi indicada neste ano?
    – Selena Gomez (que pode ser indicada a Artista do Ano) tem chances de ser indicada com “Lose You To Love Me” em que categorias? Vídeo do Ano, Canção do Ano, Vídeo Pop? Ou com “Look At Me Now” visto que é um vídeo técnicamente melhor e com cores e com coreografia?
    – Será que Lewis Capaldi terá chances de ser indicado a Artista Revelação e Canção do Ano (“Someone You Loved”)?
    – Será que Taylor Swift pode ser indicada a Artista do Ano? Ou ela pode ter força por conta do sucesso do remix de “Lover” e o videoclipe principal (da versão a solo) ser indicado a Canção do Ano, Vídeo Pop e Vídeo com Mensagem?

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