Drops Grammy 2018 [5] “24k Magic”, Bruno Mars

Lionel Richie ganhou o Grammy de Álbum do Ano em 1985 com o “Can’t Slow Down”, um álbum pop respeitável com clássicos como “Hello” (is it me you’re looking for?) e “All Night Long”. A vitória de um dos artistas mais populares e acessíveis da música pop mundial é sempre um bom momento; no entanto, muitos acreditam que o triunfo do Lionel foi uma “safe” choice da Academia diante de CDs mais fortes como “Born on the U.S.A”, de Bruce Springsteen; e “Purple Rain”, do Prince, que concorriam no mesmo ano (completavam o lineup Cyndi Lauper e Tina Turner).

Essa situação parece se repetir em 2018 – o último candidato a ser analisado é o Bruno Mars e o seu “24k Magic”, álbum R&B com inspiração nos anos 80 e 90 que une justamente aquilo que a Academia quer num vencedor: um som bem visto pela crítica, de sucesso e com um artista com forte apelo popular e bom trânsito entre os fields.

No entanto, a “solução Lionel Richie”, segura e infalível para os votantes do Grammy, pode ser um problema grande num contexto geral de vitórias e derrotas em Álbum do Ano. Quer saber o motivo? É só conferir o vídeo!

 

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4 comentários sobre “Drops Grammy 2018 [5] “24k Magic”, Bruno Mars

  1. Nada contra o Bruno, mas se ele ganhar vai soar mesmo como uma decisão covarde só para tirar o prêmio do Kendrick. Eles só teriam trocado o Ed Sheeran(branco) por um artista de pele morena clara, para mascarar o preconceito musical contra o hip hop e abafar acusações de racismo. E com um álbum que não é suficientemente bom. Até o Melodrama, que eu nem gostei, seria um vencedor mais respeitável, pela lírica e melodias bem mais elaboradas, enquanto esse álbum do Bruno é nostalgia + ganchos chicletes.

    • É mais ou menos isso que eu acho que pode acontecer – fingir ser “woke” dando um prêmio para um artista não-branco mas que não necessariamente é negro. Por mais que eu ache o 24k um álbum excelente (acho que ninguém sabe fazer nostalgia soar fresh e divertida como o Bruno Mars), o “DAMN.” é o álbum do ano, junta a aclamação quase unânime (95 no Metacritic não é pra qualquer um) da crítica e o apoio massivo do público – mostrou que dá pra ser acessível musicalmente e ter um grande retorno dos ouvintes casuais, além dos fãs (o que o “Melodrama” por exemplo não conseguiu. É um grande álbum, mas particularmente eu não senti vontade de ouvir pela segunda vez).

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