É por esse motivo que eu pago minha internet – Britney Spears, “Make Me” feat. G-Eazy

Quem acompanhou o mundo pop hoje pelos fóruns e a internet da vida deve ter surtado com o lançamento do primeiro single do novo álbum da Britney Spears, a faixa “Make Me“(que neste momento disputa o primeiro lugar no iTunes com a Katy Perry e a música pra Olimpíada “Rise”). Não é para menos: além do single ter sido pimpado desde que começaram a surgir rumores do comeback da Brit (sem contar com a apresentação sensacional da princesa do pop no Billboard Music Awards deste ano), tudo indicava que ela estava muito mais empolgada e feliz com o projeto do que em outras vezes – e quando a Britney tá empolgada, pode se segurar que ela vem pra não dar chance à concorrência.

Mas toda a loucura da internet tinha um motivo específico. “Make Me”, além de colocar Britney Spears com um single que tá dentro do que está bombando no mercado – midtempos quase slow (seja no pop seja no R&B), como se fosse uma trilha sonora pré-sexo – apresenta a Britney com uma faixa em que, mesmo seguindo o fluxo, é algo que consegue se destacar do resto das peers porque ao mesmo tempo em que é o ritmo do momento, não lembra de cara nada que você esteja ouvindo no momento.

“Make Me” é o clássico single com letra cheia de segundas intenções falando de sexo, mas com aquela mistura de safadice e doçura que é a cara da Britney – especialmente porque os vocais dela estão ao natural na maior parte da música. E como é bom ouvir a voz da Britney mais madura, ainda marcante e sabendo usar a voz para interpretar as canções. As pessoas veem a Britney como apenas uma dançarina, mas esquecem do quão inteligente como cantora ela sempre foi, tirando proveito da pouca potência para reforçar em outras técnicas vocais e interpretações on point das faixas. Além disso, a faixa tem um ritmo que no pré-refrão, com a parte mais eletrônica, você acha que vai explodir, mas pelo contrário, a explosão parece o ponto anterior ao alcance do prazer (e com o refrão “you make me ooh ooh ooh…” isso fica mais evidente). Quando bem trabalhado, essa quebra de expectativa traz uma música ótima.

Gosto muito de uma guitarrinha que passeia por toda a música, dando um ar mais orgânico à canção. Gosto ainda mais da produção acertadíssima desse rapaz chamado BURNS, um dos compositores da música (junto com a Britney, Joe Janiak e o G-Eazy, que faz um bom trabalho no featuring, onde não parece um bando de versos aleatórios jogados na faixa – faz sentido e é um complemento ao que a Britney tá cantando). O moço em questão é DJ e produziu pra pouca gente; um achado da Britney, já que ele conseguiu imprimir pra ela uma música que consegue passear pelos ritmos que estão em alta no mercado, especialmente com artistas mais novos; e meio que só faltava alguém mais consagrado dar o aval de “ritmo do momento”. Sendo a Britney, e a faixa encontrando o sucesso, melhor ainda. 

Curiosamente, eu estranhei a primeira  vez que ouvi a música, mas logo depois fiquei viciada. Acho que a música terá vida longa… 
E você? O que achou de “Make Me”?

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