Você assistiria novamente a “Dangerous Woman”, da Ariana Grande?

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Eu adoro “Dangerous Woman”, lead-single do terceiro álbum da Ariana Grande, de mesmo nome. Acho uma balada sensual e elegante, com ótimos resultados e um solinho super charmoso de guitarra. O vídeo até foi lançado numa boa hora – até o momento em que a Rihanna tomou todas as atenções com “Kiss It Better” – mas o resultado final (que nem é o final, porque essa é a primeira versão, ou “Visual 1”, do vídeo) deixa muito a desejar.

Pra você fazer um vídeo sensual, sem muitos recursos cênicos ou de produção, precisa se apoiar muito na sensualidade do artista em questão. A pessoa tem que segurar o vídeo até o final, e fazer você se sentir atraído pelo combo música + vídeo e te fazer ver até o final, depois repetir até cansar – e quando cansar, você ainda vai assistir de novo. O artista, por sua vez, precisa te seduzir – você precisa se apaixonar por ele pra que a experiência valha a pena. Sabe o que acontece em “Dangerous Woman”? Um incômodo por todo o vídeo, como se estivéssemos o tempo todo vendo alguma coisa muito estranha e muito errada.

  1. Ariana é uma cantora, uma intérprete, que se apoia na voz e nas performances que tem a ver com o seu vocal poderoso. Ela não tem pegada de performer, que dá um show e que tem magnetismo nas performances e vídeos. Os empresários a vendem como performer quando ela é uma cantora de microfone na mão e banda atrás e cenários simples. Essa descolamento de imagem fica evidente quando é necessário ser performer num vídeo e você é cantora.
  2. Mesmo a Ariana sendo uma jovem adulta e maior de idade (22 anos), ela parece uma menina bem mais nova, de uns 15, 16 anos (ou menos). Ou seja, soa esquisito e até de mau gosto ver uma jovem com cara de criança tentando sensualizar num vídeo simples onde a sensualidade precisa segurar todo o clipe.
  3. E se você não sabe sensualizar – pior, é visível o quanto essa imagem da Ariana que tentam associar, a imagem de “lolita”, será algo constante nessa era – por que insistir? Se o interesse é em manter essa pegada, por que não fazer como em “Love me Harder”? A sensualidade, que existia na música e no clipe, era encarnada por uma Ariana que passava uma imagem de jovem mulher adulta com muito mais conforto e menos incômodo que em “Focus” e “Dangerous Woman”. Takes de câmera, fotografia e maquiagem colaboram fortemente para essa impressão. É só ver os clipes em sequência que você percebe isso.

Se existe alguma coisa louvável nesse vídeo, é que curiosamente, nos takes em que se usa a luz azul, parece muito os enquadramentos de câmera do clipe de “The Way”. Não sei se foi intencional ou não, mas foi uma referência interessante, e se não fosse o incômodo já citado, eu consideraria uma espécie de rito de crescimento – daquela cantora destinada para o público teen para uma artista dedicada a um público adulto. E evidentemente, a música, que continua sendo sensacional, mostrando a maturidade da Ariana como intérprete.

De resto, é esperar que essa impressão esquisita se esvaneça com os próximos vídeos da era.

E você, o que achou do vídeo de “Dangerous Woman”?

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