A evolução que a gente esperava – Ariana Grande, “Dangerous Woman”

Cover Ariana Grande Dangerous WomanAriana Grande está numa curiosa enrascada. Depois de superar a famosa “maldição” do segundo CD com honras, lançando um dos melhores trabalhos de uma artista voltada para o público adolescente dos últimos anos (o ótimo “My Everything”, que chegou até a ser indicado a Grammy) (mesmo eu considerando o melhor trabalho dela o fofo “Yours Truly”, bem mais coeso e bem acabado), a coisa se complicou quando a moça, acusada de ser uma diva bem bitch nos bastidores, acabou cuspindo num donut que não comprou e dizendo que “odeia a América”. E como vocês sabem, ser antipatriota é um pecado mortal nos EUA.

Na busca rápida por “limpar a imagem” e manter o nome quente na mídia, Ariana e sua equipe (liderada por Scooter Braun, mesmo empresário de Justin Bieber) lançaram logo o lead single do terceiro CD, que seria chamado “Moonlight”, a derivativa “Focus“, que apesar de um top 10, flopou mares numa conclusão final. Voltando pra casa de novo, a moça repensou todo o trabalho, incluindo o nome do novo álbum – que agora se chama “Dangerous Woman” (ô nome cafona) – e um novo lead single, a balada sensual “Dangerous Woman”.

Com produção dele mesmo, Max Martin, a faixa é um upgrade mais adulto para Ariana, que trabalha aqui com menos notas agudas (“Problem” era no agudo o tempo todo), uma performance mais sensual, com uma sutileza interessante – apoiada pela letra que mais sugere que mostra, e comprova a maturidade de intérprete da moça. Ao mesmo tempo, eu gosto bastante do arranjo (me lembra The Weeknd no “Beauty Behind the Madness”), especialmente do acompanhamento com a guitarra que dá uma pegada de balada R&B sexy perfeita para usar nas preliminares.

Uma óbvia evolução em relação ao segundo álbum – e especialmente, a evolução que nós esperávamos, porque “Focus” foi um erro crasso de ideia e execução – e mesmo não sendo instantânea como “Problem” ou “The Way”, que eram grudentas na primeira ouvida, “Dangerous Woman” cresce dentro de você aos poucos. Quando ouvi pela primeira vez, achei com muita cara de balada quarto single do álbum. Quanto mais se ouve, mais se percebe que é o primeiro single ideal – não é um upbeat nervoso, nem uma reciclagem do passado, ao mesmo tempo que mostra uma intérprete em pleno controle da voz e do que fazer com ela. O que muita artista com mais tempo de estrada ainda não percebeu – seja pelo material, seja pelos caminhos que ainda precisa seguir (sim, pensei na Demi o tempo todo nessa resenha).

E você? Gostou de “Dangerous Woman”? Acha que a Ariana vai conseguir “limpar” a imagem com o single? Deixe seu palpite nos comentários! 😉

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