2000 é o novo 90, que é o novo 80… Meghan Trainor, “No”

Cover Meghan Trainor NoQuando descobri os Backstreet Boys, NSync e a Britney Spears, devia ter uns dez anos. Era ali, a virada do século, eu era uma criança assistindo à MTV, filhote da segunda metade dos anos 90 e pronta para receber sem defesa as mudanças intermináveis da sociedade e da tecnologia que tornariam os últimos 16 anos justamente a era em que a tecnologia faria parte de nossas vidas como uma extensão do nosso corpo (smartphones, alguém?).

Como a maioria das pessoas que teve acesso àquele turbilhão cultural atualmente já chegou à idade adulta, e aparentemente nós temos um sentimento de nostalgia meio estranho para os vinte e poucos anos – as listas do Buzzfeed não nos deixam mentir – é claro que música tinha que refletir o sentimento de “gente, 2000 já tem 16 anos né? Já dá pra pensar num revival!”. E quem poderia pensar num “recordar é viver” dentro da popsfera?

Uma boa candidata que veio com um dos bops do ano é a Meghan Trainor. O som da ex-loira e atual ruiva já trabalhava com uma pegada mais old-school (o doo-wop do primeiro álbum, “Title”), e o lead single do segundo CD (intitulado “Thank You”), a uptempo “No”, vai atrás de outra época do passado: o final da década de 90/início dos anos 2000, com aquele pop delicioso, meio bubblegum, mas com uma coisa meio sassy vinda do rapzinho no refrão e toda a personalidade na voz da própria Meghan, que se mostra aqui mais bossy que em seus singles anteriores.

A música é simples – é a moça recusando os avanços de um engraçadinho na balada. Mas a melodia e a construção da faixa traz algo diferente: é um pop com várias referências às músicas de boybands dos anos 90/2000 (lembra algo das músicas do NSync), ao mesmo tempo em que o rap do refrão mantém a personalidade da cantora, sem parecer uma cópia fiel da sonoridade daquela época.

Outro triunfo de “No” diz respeito à habilidade da própria Meghan Trainor em não se perder na necessidade de mudar completamente do primeiro pro segundo CD – a faixa é mais “moderninha” (guardadas as proporções de moderno, considerando que o throwback aqui é 2000), mas mantendo o espírito mais despreocupado das músicas da jovem e o sabor de “vintage” – e se tem uma coisa que o público dos vinte e poucos (e os Millennials em geral) adoram é ter saudades do passado, mesmo que o passado seja bizarramente recente.

Ou seja, um hit prontinho para destruir nas rádios. Só espero que a equipe seja rápida no vídeo e na divulgação massiva.

E você? O que achou desse gostinho de nostalgia de “No”?

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2 comentários sobre “2000 é o novo 90, que é o novo 80… Meghan Trainor, “No”

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