Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [7]

O Grammy é a premiação das vitórias acachapantes, das consagrações esperadas, dos prodígios descobertos e dos experientes abraçados. Mas também é o award das surpresas estranhas, das vitórias fora da zona de conforto e das esnobadas históricas.

Quem não ficou de queixo caído com a Beyoncé perdendo o Grammy de Álbum do Ano pro Beck?

Ou não se revoltou pelo Kendrick Lamar ter sido ignorado em todas as categorias, e perdendo no rap field pro Macklemore & Ryan Lewis?

E quando o Grammy premiou como Artista Revelação Esperanza Spalding quando as pessoas achavam que Justin Bieber seria o vencedor? (sério que vocês acreditavam nisso? Eu estava apostando na Florence)

E a maravilhosa Amy Winehouse não ficou com o prêmio de Álbum do Ano, entregue ao Herbie Hancock. Nada contra o Herbie Hancock, mas a impressão que ficou foi que Grammy não quis dar a “cereja do bolo” pra uma “bad girl” e preferiu jogar no seguro.

Pois é, o tema do nosso esquenta de hoje serão os prêmios curiosos, esnobadas e algumas surpresas que sempre animam ou viram tema de treta nos anos seguintes à premiação.

Os Embalos de um Sábado em 1979

TheBeeGeesSaturdayNightFeveralbumcoverA Disco se tornou realmente um fenômeno mainstream após o lançamento de “Os Embalos de Sábado à Noite”, um filme low-budget estrelado por um ator tentando ascender em Hollywood, John Travolta, e que acabou se tornando um dos maiores sucessos de todos os tempos, e um dos papéis mais marcantes de Travolta – além de ter uma trilha sonora memorável. Lançada no final de 1977, o álbum das músicas de “Embalos”, que em sua maioria estavam no filme, se tornou outra sensação, nos EUA e no mundo todo.

Entre as principais faixas que estouraram daquele álbum, evidentemente, estão as músicas dos Bee Gees, que não estavam envolvidos originalmente no filme e só escreveram faixas para o álbum quando o filme estava na fase de pós-produção. Os irmãos Gibb se tornaram sinônimo de música pra discoteca com os clássicos “Stayin’ Alive”, dono de uma das melhores aberturas para um filme de todos os tempos…

Além de “Stayin’ Alive”, outras músicas do grupo que entraram no filme foram  “Night Fever”, “More Than a Woman” e a balada atemporal “How Deep Is Your Love”. Uma quinta música dos Bee Gees, “If I Can’t Have You”, foi utilizada na voz de outro artista, Yvonne Elliman.

Kool & The Gang, The Trammps, MFSB e KC and The Sunshine Band também contribuíram com músicas pra trilha sonora, tornando “Saturday Night Fever” a soundtrack perfeita para as boates, tanto no final dos anos 70 quanto nas festinhas de flashback dos anos posteriores.

E o sucesso alcançou níveis respeitáveis quando a trilha foi indicada ao Grammy em 1979 (válido para os acts que se destacaram no ano anterior) por Álbum do Ano. Os concorrentes eram “Even Now”, do Barry Manilow (cantor pop super famoso e bombado nos anos 70, você deve ter ouvido essa música por aí); “Grease Original Soundtrack” (outra trilha sonora com o Travolta, btw); “Running on Empty”, de Jackson Browne – cantor de folk e rock, singer/songwriter; e “Some Girls”, dos Rolling Stones (único álbum da banda a ser indicado a um Grammy em Álbum do Ano – ouça um dos singles, “Miss You”).


A Disco dominou até os Stones

(e curiosamente, dois álbuns tem músicas com sonoridade… Disco)

O álbum ainda levou os prêmios de Melhor Performance Pop por um Grupo (“How Deep Is Your Love”, 1978), Melhor Performance Pop por um Duo Ou Grupo (pelo álbum completo*, em 1979), Melhor Arranjamento de Vozes (“Stayin’ Alive”, 1979), além de Produtor do Ano (para Barry Gibb, Albhy Galuten, Karl Richardson).

*nos anos 70 e 80, não existia a categoria de Melhor Álbum Pop. Essa categoria originalmente se chamava “Melhor Álbum Contemporâneo”, introduzida no Grammy de 1968 e ganha pelos Beatles com o “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”. Depois, a categoria sumiu e ressurgiu com o nome de “Best Pop Album” em 1995 (!!!) e em 2001 ganhou outro nome, pelo qual é conhecido até hoje, “Best Pop Vocal Album”. Artistas que levaram em anos anteriores essa categoria – em ordem cronológica – foram Bonnie Raitt, Joni Mitchell, Celine Dion, James Taylor, Madonna, Sting, Steely Dan, Sade, Norah Jones, Justin Timberlake, Ray Charles, Kelly Clarkson, John Mayer, Amy Winehouse, Duffy, The Black Eyed Peas, Lady Gaga, Adele, Bruno Mars e Sam Smith. Kelly é a única pessoa a ter dois prêmios nessa categoria. 


 

Um Golpe de Mestre na revelação de 1975

Marvin HamlischMarvin Hamlisch é uma das dez pessoas que possui o EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony). Compositor de mão cheia das trilhas sonoras de grandes sucessos dos anos 70, participou da trilha de “Nosso Amor de Ontem” (1973), cuja música-tema “The Way We Were” foi um hit e levou Oscar, Globo de Ouro e Grammy de Canção do Ano em 1975; foi co-compositor de “Nobody Does It Better”, música tema do filme “007 – O Espião Que Me Amava” (1977); participou das trilhas de “Gente como a Gente” (1980), “A Escolha de Sofia” (1982); além de, antes de morrer (Hamlisch faleceu em 2012), ter completado a trilha do filme “Behind the Candelabra”, produção da HBO sobre a relação entre o pianista Liberace e seu amante Scott Thorson.

Mas talvez a trilha que mais tenha me marcado, pessoalmente, foi o trabalho feito em “Golpe de Mestre”(1973), segundo encontro entre os atores Paul Newman e Robert Redford (o primeiro fora em “Butch Cassidy”, em 1969). Hamlisch adaptou a música do compositor Scott Joplin, “The Entertainer”, numa forma modernizada (para a época), levando a faixa instrumental a um #3 na Billboard e o público a relembrar o trabalho do compositor. (e se tornar ringtone de celulares no início da década passada 😉 )

(ah, aliás, Hamlisch levou três Oscars em 1974, por trilha sonora original de “Nosso Amor de Ontem” e melhor canção – “The Way We Were” – e  trilha adaptada por “Golpe de Mestre”. Enfim, né, zerou a vida)

No entanto, o mais curioso da bem sucedida carreira do jovem compositor é que ele foi indicado no Grammy de 1975, tanto nas categorias relacionadas a “The Way We Were” quanto numa categoria bem… estranha, pra dizer o mínimo.

A vitória de Hamlisch soa bizarríssima até para os padrões da época. Ele não era exatamente um cantor. Era um compositor de trilhas sonoras de filmes (pense em sei lá, John Williams concorrendo a Artista Revelação), não um astro do rock ou um cantor de pop com a imagem fofinha. Tentando dar um salto de fé, acho que a Academia deu esse prêmio justamente por causa do trabalho que ele fez com a adaptação de “The Entertainer”, que trouxe de volta o trabalho de Joplin, e colocou uma faixa instrumental no top 3 da Billboard. Um feito épico (isso em qualquer época).

É uma teoria ruim, eu sei, mas qual é a explicação? Porque ele era relativamente novo (30 anos) e tinha conquistado todos esses feitos em tão pouco tempo? Bem ou mal, pelo menos o prêmio de Artista Revelação ficou em mãos que seguiram por uma carreira longa e frutífera, porque… você já ouviu falar de David Essex?


 

Grammy aprontando das suas em 1989 (again)

MetallicaVocê já deve ter ouvido falar do Metallica. Uma das bandas mais importantes de heavy metal do mundo, surgida em 1981, que construiu sua carreira no underground, ganhando aclamação crítica (especialmente com o álbum “Master of Puppets”), e abraçado tanto pelos fãs quanto ouvintes casuais – por exemplo, o chamado The Black Album estreou em #1 no Billboard Hot 100 (o álbum preferido de todos os posers de metal no saudoso Orkut /sdds Orkut); enquanto “Death Magnetic”, de 2009, prosseguiu com o Metallica colocando cinco álbuns seguidos em primeiro lugar no chart de álbuns americano. Os mais experientes devem lembrar o processo do Metallica contra o Napster, serviço de compartilhamento P2P que pediu falência após perder o processo milionário contra a banda (sorry Metallica, mas P2P é vida). Enfim, mesmo que você não ouça o Metallica, você sabe quem é a banda.

Mas não imagina a confusão na qual ela foi alvo no Grammy de 1989. Lembra quando eu falei no segundo post deste esquenta sobre o Grammy daquele ano ter adicionado as categorias de rap pela primeira vez, e como isso deu problema?

Pois é, a outra categoria que foi introduzida na premiação naquele ano foi a de Metal, com o nome “Best Hard Rock/Metal Performance Vocal or Instrumental”, que juntou tanto bandas de Hard Rock quanto as de Metal num lugar só – o que apenas lendo dá pra ver que tem problema. Só que a primeira vez da categoria no Grammy já começou sob o signo da confusão: assim como na categoria de rap, aqui também tinham indicados que não eram bem-vindos pelos jornalistas musicais nem por fãs dos dois gêneros.

Confira os indicados: (coloquei nos álbuns os links para os singles)

“Blow Up Your Video” – AC/DC
“Cold Metal”– Iggy Pop
“Nothing’s Shocking”– Jane’s Addiction
“Crest of a Knave”– Jethro Tull
“…And Justice for All” – Metallica

“Mas qual o problema dessa lista?”, você se pergunta, pequeno gafanhoto. O problema é que o Grammy, sempre ~ligado~ no que anda rolando no mundo, incluiu uma banda que não se via nem como Metal nem como Hard Rock na lista: Jethro Tull. Nem os jornalistas, nem os concorrentes e com certeza sequer o público achava isso, e lá estavam eles indicados (o Jethro Tull tinha uma trajetória no folk rock, rock progressivo, alguns trabalhos com foco no eletrônico). A história diz que a banda não compareceu à premiação porque não esperava ganhar (o favoritíssimo era “…And Justice For All”), e recebeu essa recomendação do empresário.

O problema foi que… SIM, O JETHRO TULL LEVOU O PRÊMIO DE MELHOR PERFORMANCE DE HARD ROCK/METAL, a única banda que teoricamente não era nem pra estar indicada naquela categoria – o que foi classificado como uma das maiores vergonhas do Grammy. Foi a prova de que os votantes, em boa parte das vezes, não (re)conhecem o que estão escolhendo ou simplesmente não conhecem a realidade do próprio field.

O climão foi tão grande que no ano seguinte, a Academia separou a categoria em Melhor Performance de Hard Rock e Melhor Performance de Metal (o que deveria ter sido feito antes né?) e em 1992, quando o Metallica levou o prêmio de Melhor Performance de Metal, o baterista Lars Ulrich ainda deu tempo de fazer piada com a polêmica de 1989:

No entanto, essa separação não durou muito. Quando o Grammy promoveu a grande “enxugada”, as duas categorias voltaram a ser uma, em 2012. Em 2014, a categoria voltou a ser premiada como Melhor Performance de Metal; enquanto os trabalhos de hard rock entrariam na categoria de Melhor Performance de Rock.

(o Grammy fazendo das suas all over again)

Mas aquele Grammy de 1989 não foi de todo perdido para o Metallica – afinal de contas, foi a primeira vez que um grupo de metal performou na premiação, e eles deixaram bem claro quem mandava com a performance de “One”, single do álbum “…And Justice For All” (e que viria a ganhar “Melhor Performance de Metal” um ano depois)


 

Uma noite em 1996 para Mariah Carey esquecer

Mariah Carey O Grammy de 1996 prometia ser uma festa bem bacana. Duas artistas estavam com seis indicações, ambas em pontos diferentes da carreira e com chances de levar os principais prêmios.

Mariah, no auge criativo da carreira com o “Daydream” (mesmo com a vida pessoa mostrando sinais de quebra, em relação ao casamento com o executivo da Sony Tommy Mottola), onde ela começou a transição do pop para o R&B e o hip hop (que acabaram se tornando os ritmos característicos de sua carreira após o fim da década de 90). No “Daydream”, Mariah tomou mais controle do próprio trabalho, e músicas como “Fantasy”, “One Sweet Day” (que passou 16 semanas em #1 na Billboard) e “Always Be My Baby” eram bem característicos dessa procura por mudanças da Mariah. Além disso, a mistura promovida pelo álbum, contando com o histórico remix de “Fantasy” com o O.D.B., foram a base para boa parte das divas pop atuais  que trabalham com faixas pop/R&B e fazem featuring com rappers.

Enquanto “Daydream” era um álbum para celebrar a maturidade artística Alanis Morissette de uma diva, para além de sua grande voz, “Jagged Little Pill” gravitava no oposto. Terceiro álbum da canadense Alanis Morissette, mas o primeiro de lançamento internacional, foi considerado um dos grandes álbuns para o rock alternativo nos anos 90. Tratando de temas próximos ao público, como relacionamentos amorosos e autorreflexão, tudo isso na voz de uma garota que tinha acabado de sair da adolescência, fez parte de uma série de álbuns de mulheres cheias de atitude fazendo rock, e atraindo garotas que talvez não se encaixassem no molde da Mariah, por exemplo. Alguns dos sucessos do “Jagged Little Pill”, como “You Oughta Know” e “Ironic”, ainda são cantados por muitas meninas que sentem a mesma angústia adolescente que a Alanis sentiu nos anos 90.

Ou seja, são duas artistas completamente diferentes, com álbuns aclamados e possibilidades no Grammy. Mas Mariah, consagrada e no auge da carreira, era a natural favorita diante dos jornalistas musicais da época..

“A natural favorita”…


(foco na Joni Mitchell realmente surpresa por ter levado, na aclamação do público e na cara de derrota da Mariah. Acho que ela já deve ter perdido tudo nesse momento do show)


(foco no Seal surpreendido – mais um! – na cara de derrota da Mariah e no fato da disputa ter sido bem dura naquele ano)


(foco na… Ah, você já sabe)

(Mariah perdeu também em Melhor Performance Feminina de Pop, onde concorria com “Fantasy”, para Annie Lennox com “No More I Love You’s“; em Melhor Colaboração Pop com Vocais para The Chieftains e Van Morrison com “Have I Told You Lately”, enquanto ela concorria com “One Sweet Day”; e perdeu para Anita Baker e “I Apologize” em Melhor Performance Feminina de R&B, concorrendo com “Always Be My Baby”)

O que eu acho da esnobada histórica da Mariah? Eu acho que o Grammy boicotou ela nas categorias de nicho. As faixas pelas quais ela concorreu eram muito boas e tinham sucesso comercial – uma mistura que o Grammy adora (se bem que a faixa da Annie Lennox é muito boa, mas eu ainda teria dado pra Mimi). Mas o boicote foi mais forte.

Entra aqui a parte de teoria da conspiração – na qual eu acredito: havia boatos de que a Sony promovia seus artistas através de jabás pesados, além de outros esquemas supostamente escusos para pimpar os acts da gravadora. O chefão da Sony era Tommy Mottola, e como alguém precisava ser “castigado” pelo ato antiético, quem melhor que a esposa do homem – Mariah? (o curioso é que jabá é uma das coisas mais comuns da indústria,  mas ninguém assume que faz né). O fato é que o Grammy queria “parecer” honesto e teve de punir alguém pelo jabá. Mariah foi a vítima.

A vitória em Melhor Álbum Pop poderia ter ocorrido também, mas acredito que a disputa aqui estava mais dura e talvez esse favoritismo não fosse tão óbvio (pô, você tem Annie Lennox, Madonna e o Eagles!). Além disso, o Grammy adora consagrar um nome lendário, às vezes como uma forma de “compensação” por derrotas anteriores – no caso, a Joni Mitchell.

Nas categorias principais, o buraco é mais embaixo. Em Gravação do Ano, a disputa era complicada – você tem grandes sucessos e músicas atemporais. Das cinco, a menos marcante é justamente a da Mariah, e em termos de produção, a mais datadinha. (na verdade, eu acho “One Sweet Day” cafona e com cheiro de naftalina. Ela poderia ter indicado “Fantasy”, por exemplo, ou “Always Be My Baby”, que são bem mais marcantes). E se você ver os vendedores dos fields, exceto pela Joan Osborne, as outras músicas ou levaram sozinhas nos respectivos fields, ou os álbuns onde elas estavam contidas venceram nos fields específicos. Eles tinham mais chances que a Mariah.

A mesma lógica se aplica a Álbum do Ano – especialmente quando você enxerga o cenário musical na época. As divas pop como Mariah, Whitney e Celine, que dominavam os charts desde o final da década de 80, ganharam concorrência que era o oposto do trabalho que elas ofereciam. Alanis veio numa esteira de artistas de rock, seja solo quanto em banda, que tinham essa mesma pegada de Rock Alternativo e atitude no palco. O Garbage (com a Shirley Manson) estourou na mesma época. Sheryl Crow veio um pouco antes. Você pode incluir até o No Doubt nessa brincadeira, mesmo eles tendo uma pegada ska. Eu não vou nem falar do estouro mainstream da Courtney Love com o Hole. Ou seja, havia um espaço nutritivo para cantoras e compositoras de rock nos anos 90 que permitiu a Alanis estourar e ser reconhecida pelo Grammy, e que disputou espaço com as divas pop naquele período (até a dominância do bubblegum pop que tornou as divas “bregas” e relegou as cantoras de rock ao nicho).

A vitória da Alanis fez tanto sentido quanto uma possível vitória da Mariah. Não vejo como algo problemático aqui. Ela também influenciou outras cantoras -todas as acts femininas que fizeram pop/rock nos anos 2000 são filhas indiretas da Alanis (Avril, P!nk, Kelly Clarkson).

(aliás, Alanis, que tinha 21 anos quando levou o prêmio, passou 14 anos sendo a pessoa mais nova a levar Álbum do Ano. O recorde foi batido pela Taylor Swift, que ganhou o prêmio principal do Grammy aos 20 anos com o “Fearless”)


Agora é a sua vez: quem você acha que receberá o maior número de indicações no Grammy 2016? E o esnobado? E você acha que teremos alguma surpresa?


A última postagem do nosso esquenta vai falar de recordes – quem são os grandes recordistas do Grammy? Quem está com o nome marcado na história da premiação? Será que seu ou sua fave está na lista? Não perca!

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3 comentários sobre “Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [7]

  1. Adorei a matéria, e obrigado por aceitar minha sugestão 🙂

    Acho que o esnobado desse ano vai ser – sem surpresa – o Ed Sheeran (Apesar de eu achar que seja um ano mais de injustiças do que tapas na cara). Talvez ele consiga indicações em Pop Performance, Song, Record e até em Music Video com “Thinking Out Loud” e não ganhe nenhuma. Mas, sinceramente, não vai ser algo desmerecido, porque o X realmente só se salva pelos singles – e nem são todos (eu não aguento mais ouvir essa música por causa da trilha sonora da novela das 7).
    O Kendrick Lamar também pode não se dar muito bem. Depois daquela esnobada atmosférica com o “good kid”, eu prefiro não arriscar nem Álbum do Ano, onde ele mereceria mais. Se aquela perda de vários troféus não tivesse acontecido, eu nem o incluiria (mas de lá ele sai com alguma coisa, depois de “i”).
    (E ainda tem a Taylor Swift, pra dificultar mais no General. Eu duvido que a loira-branca-dos olhos azuis não saia com mais prêmios do que qualquer rapper se a Academia for muito tradicional, como sempre)
    E ainda tem a Azealia Banks, que fez um álbum de rap MUITO ACLAMADO com o “Broke With Expensive Taste” (lançado no final do ano passado, e que eu particularmente não gostei) e nem vai ser indicado pela força comercial ridícula. Ela sofre mais ou menos do mesmo caso da Carly Rae Jepsen, mas a one-hit-wonder do bem tem aclamação suficiente pra compensar todo o flop do álbum e ser indicada no field de Álbum Pop (eu acredito, amém), diferente da Azealia.

    • Obrigada de novo pelo retorno!

      Eu acho sinceramente que o Sheeran pode ser esnobadíssimo. Em Pop Solo tiveram nomes mais fortes que ele e acho que pelo overplay, a música ficou saturada. (aliás, eu nem gosto muito do X, acho bem chato e fraco). Já o Kendrick é aquela história – tem todo o contexto racial e social do Grammy, que é extremamente problemático. Acho que no rap field ele rapa todos os prêmios, e vem com força pro General Field, mas a minha impressão é de que a gente terá pelo menos dois álbuns de artistas negros (seja no R&B ou no hip hop) e o Grammy é extremamente problemático, podendo dividir os votos e sobrar para algum nome mais “safe” ou para o indie/alternativo da vez. Isso vale também pra Azealia (especialmente pelo nome dela estar queimado na indústria, e o Grammy é um prêmio da indústria) e com a Carly Rae, acredito que ela possa ficar de fora porque apesar da boa recepção da crítica, acho que ela ainda está muito marcada como OHW – e ainda teve a nula recepção do álbum com o público. Se ela fosse um act menos dependente do impacto do grande público, eu teria mais certeza que ela entraria no corte final. Espero ser surpreendida positivamente 🙂

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