Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [1]

A época mais tensa do ano está chegando, e não é exatamente o Grammy… E sim a revelação da lista de indicados, que sempre gera tretas, dúvidas, revolta geral, além da emoção de ter o seu fave indicado naquela categoria que você esperava – ou que ele conseguiu ser indicado em todos os prêmios os quais a gravadora o submeteu.

Sete de dezembro é o dia em que serão revelados os nomes dos indicados, e até lá, o blog realiza um esquenta com algumas curiosidades sobre grandes vencedores, mudanças da Academia e uma ou outra polêmica. Ano passado, o Duas Tintas de Música tinha feito um esquenta mais “perguntas-e-respostas”, e quem tiver curiosidade, pode conferir nos links abaixo o que foi publicado no período.

Especial 1

Especial 2

Especial 3

Especial 4

Especial 5

Porque este ano, a ideia será um pouco diferente – e você vai entender um pouco quando conhecer o homem, o mito, a lenda…

Christopher Cross

Christopher-CrossUm dos grandes nomes do Soft Rock no final dos anos 70, início dos anos 80, Cross foi responsável por um dos álbuns mais importantes do estilo, o debut selftitled (1979), que embalou muitos casais por aí, muitos viajantes sem destino e foi a trilha sonora das rádios tipo Antena 1 durante décadas. Mas Cross não é apenas isso. Como eu disse, o cantor e compositor foi um dos grandes nomes do gênero soft rock (uma versão mais atenuada, suave, do rock, com influência de sintetizadores, orquestração, pianos e ate mesmo saxofones.), que teve como outros influenciadores e grandes nomes Michael McDonald, Air Supply, Chicago, Billy Joel, entre outros.

Mas foi justamente esse álbum de Cross que realmente colocou o soft rock como algo dominante no mainstream, já que além dos sucessos “Sailing” e “Ride Like the Wind” (pessoalmente, uma das minhas músicas preferidas da vida), ele conseguiu cinco prêmios Grammy numa única noite, na premiação de 1981.

Pode parecer besteira (Adele e Beyoncé conseguiram seis, né), mas Christopher Cross conseguiu algo que suas faves jamais conseguirão – o rapaz ganhou o Big Four (Álbum do Ano, Canção do Ano, Gravação do Ano e Artista Revelação) de uma vez só.

ISSO MESMO, tudo isso de uma vez. ZEROU A VIDA NÉ.


(Irene Cara e The Pretenders eram alguns dos indicados. Ano bacana esse)


(a piada da Diana Ross foi até agridoce – ela só venceu um Lifetime Achievement Award, nunca levou Grammy em categoria competitiva)


(entre os indicados estavam “Fame”, “New York New York”, do Frank Sinatra; e “Woman in Love”, da Barbra Streisand)


(acho que os fãs do Pink Floyd têm horror ao Cross por essa vitória)

O quinto Grammy do moço foi por Melhor Arranjo Instrumental com Acompanhamento de Vocalista, dado para o arranjador da música – e se o performer for o arranjador, ele leva também – o que foi o caso do Cross. Essa categoria ainda existe no Grammy, btw, mas com outro nome (no entanto, o sentido ainda é o mesmo).

O rapaz ainda conseguiu emplacar mais um álbum, “Another Page” (que eu chamo de “o álbum do flamingo psycho” – veja a capa), além de conseguir mais um Globo de Ouro e um Oscar por “Arthur’s Theme (Best That You Can Do)”, da trilha sonora de “Arthur”.

Praticamente a Adele daquela época.

A única diferença é que depois de “Another Page”, Christopher Cross acabou caindo no ostracismo com o crescimento do pop e o domínio dos videoclipes como parte da cultura popular e musical americana – pra não dizer mundial. Um singer-songwriter que não fazia a linha “superstar”, com um tipo de música mais “adulta” não funcionava naquele novo mundo.

Cross continua lançando seus álbuns e fazendo shows, sem o mesmo estouro do passado, mas seu nome estará na história das premiações por se consagrar completamente no primeiro álbum – e ter um recorde que, recentemente, a pessoa mais próxima a alcançar era nosso amigo Sam Smith, que bateu na trave em Álbum do Ano (mas conseguiu acertar em Canção, Gravação e Artista Revelação). (alguns nomes que não gabaritaram o Big Four em anos recentes foram o fun. em 2013; e Amy Winehouse em 2008. Norah Jones também tem vitórias no Big Four em 2004, mas o prêmio de Canção do Ano foi pro compositor, e não pra ela.)

(já Adele, que também tem o Big Four, tem uma pequena diferença em relação ao Cross: ela levou Artista Revelação em 2009, e depois ganhou os outros prêmios)


 

Agora a pergunta fica com você: quem acha que fará o corte final do Big Four este ano? Será que alguém pode fazer o “Christopher Cross”no Grammy de 2016 ou esse recorde fica para a próxima?


O próximo post do nosso esquenta vai tratar de como o hip hop já vem quebrando barreiras e mostrando as contradições do Grammy desde sempre. Mas não direi mais nada pra não dar spoilers 😉 até lá!

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4 comentários sobre “Esquentando os tambores para o Grammy 2016 [1]

  1. eu definitivamente amo muito esse blog!

    acho que a única que teria chances de gabaritar o big four esse ano seria taylor, já que ela provavelmente estará indicada em todas, menos em best new artist, pois já concorreu na categoria. acho, também, que quem consegue ser indicado em todas as quatro categorias mais importantes da noite seja the weeknd, mas, provavelmente, perderá para o fucarão swift. bem, acho que ninguém tem chances de realizar o mesmo feito do cross. aliás, obrigado por nos apresentá-lo.

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