Design de um top 10 [26] Adele III

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Num mundo em que Adele domina, a gente acaba esquecendo de alguns nomes que ficam entrando e saindo do top 10 do Hot 100 e que merecem nossa atenção neste final de ano, quando aos poucos vamos nos despedindo das músicas animadas e uptempos para as baladas e midtempos do inverno no hemisfério norte (e as nossas próximas músicas de sofrimento pelo fim do namoro).

É claro que determinados artistas simplesmente foram foguetes que apagaram com rapidez incrível (a estreia de “Focus” da Ariana Grande em sétimo semana passada… onde foi parar?); enquanto outros foram galgando posições de pouquinho em pouquinho até chegar lá. E um certo rapper, com mais um sucesso, pode ser o candidato mais forte a chegar no corte final – e levar – o sonhado prêmio de Artista Revelação no Grammy 2016.

Porque no reino de Adele que é o Hot 100, é hora de conhecer a corte.

Top 10 Billboard Hot 100 (28.11.2015)

1. Hello – Adele
2. Hotline Bling – Drake
3. Sorry – Justin Bieber *
4. The Hills – The Weeknd
5. Stitches – Shawn Mendes *
6. What Do You Mean – Justin Bieber
7. 679 – Fetty Wap feat. Remy Boyz (+2)
8. Wildest Dreams – Taylor Swift
9. Like I’m Gonna Lose You – Meghan Trainor feat. John Legend(+1)
10. Ex’s And Oh’s – Elle King (+2)

Justin BieberSe não fosse Adele, Justin Bieber poderia ser #1 na Billboard. Poderia ter perdido o #1 pro Drake depois (aliás, o rapper não tem sorte NENHUMA), mas o rapaz teria mais um topo na carreira, desta vez com “Sorry“, uma música melhor que o primeiro single, a derivativa “What Do You Mean?”. Mas os números ajudam Bieber – em terceiro no iTunes (estava em segundo nos últimos tempos, mas caiu uma posição porque um participante do The Voice tirou a Adele do topo – CALMA, GENTE, daqui a pouco volta ao funcionamento normal); no top 20 do Mediabase (enquanto o primeiro single cai com consistência mas aos poucos) e em terceiro lugar nos charts de Stream, “Sorry” ainda está longe do peak, e com a proximidade do American Music Awards, sem contar com vários programas de impacto para participar, a música tem chance de se manter muito tempo nos charts.

 

Outro que desde que chegou ao top 10 não sai mais de lá é o conterrâneo do Bieber, Shawn Mendes. Estrela do Shawn MendesVine alçado à sensação teen, tentaram vender o rapaz justamente como um novo Bieber, mas logo a gravadora (ou os empresários) perceberam que a linha do Mendes era diferente – algo mais acústico – e ele alcançou o top 10 com a bacaninha “Stitches“, que me lembra um Ed Sheeran teen. O rapaz, de apenas 17 anos, já tinha alcançado um recorde com 15 – o mais novo artista a debutar no top 35 da Billboard com um debut, em 24º lugar com a música “Life of The Party” (que aliás, chegou ao #1 no iTunes na época como um rastilho de pólvora). Terceiro single do debut álbum “Handwritten”, pode-se dizer que a faixa está bem perto do seu peak (se ainda não chegou). Ainda liderando a Pop Songs, mas com subidas menores no Mediabase, a música está no top 20 do iTunes, mas nada que uma performance num programa de impacto pra dar mais sobrevida à música né?

 

Fetty WapEu não sei se você percebeu, mas o Fetty Wap – que tinha estourado lá no início do ano com o viral “Trap Queen”, tá com mais uma música morando no top 10, “679” – que curiosamente, não tem a mesma pegada pop do primeiro single. É uma música um tantinho mais difícil, mas o peak da faixa foi #4, depois caiu e agora subiu mais duas posições. A faixa já chegou ao peak, mas é notável o quanto a faixa conseguiu se manter mesmo sem o Fetty Wap aparecendo em todos os cantos possíveis. O rapper novato do ano – e talvez o azarão de 2015, num ano da consagração pop do Drake, além de Kendrick Lamar inserido dentro da cultura e da sociedade com o “To Pimp a Butterfly”, Fetty está fazendo sucesso fazendo o básico: hip hop com apelo e aquele jeitinho de anos 2000. Os vídeos dele parecem os clipes que passavam no Yo! MTV há uns bons anos. Por isso, eu imagino que, com esse sucesso de singles + boa recepção do álbum de estreia (que foi lançado no finalzinho do período de elegibilidade para os indicados ao Grammy), Fetty Wap tem muitas chances de fazer o corte final para os indicados e tem jeito de favorito a Artista Revelação (mesmo com a resistência histórica do Grammy a artistas de hip hop negros).

 

Por falar em novatos, Meghan Trainor pode ter batido na trave com “Dear Future Husband”, mas com “Like I’m Meghan TrainorGonna Lose You” a moça conseguiu mais um top 10. A baladinha fofa com John Legend parece uma paridade estranha, mas funciona muito bem em estúdio e ao vivo, sem contar com o timing ótimo do lançamento no final do ano. Boa parte das músicas reservadas para o final do ano são baladas ou midtempos, ao contrário da animação ostensiva do meio do ano; e essa música foi uma ótima escolha – John Legend teve um ótimo 2015, o momento da Meghan na popsfera ainda não passou (especialmente porque os trabalhos como compositora andam de vento em popa) e essa é a clássica faixa que pode angariar uns prêmios por aí. A loirinha tem chances fortes de conseguir entrar no corte final pro Grammy – e merecidas. Foi a novata mais bem sucedida em 2015 e um dos nomes femininos de maior apelo num ano de sucessos masculinos. (e só eu vejo semelhanças curiosas entre a carreira dela com a da Katy Perry?)

 

Elle KingE a nova entrada no top 10 é a da cantora Elle King, com a faixa “Eh’s & Oh’s“. A música já estava subindo de pouquinho em pouquinho nos charts – atualmente em oitavo no iTunes, no top 10 do Mediabase e #39 nos charts de Stream, sem contar a liderança por cinco semanas no Hot Rock Charts – e agora conseguiu o feito de entrar no top 10, com uma faixa pouco usual para os tempos que correm nos charts (mas bem representativa da variedade de estilos que andou circulando pelo mainstream neste ano): uma faixa meio rock, meio pop, meio country, com uma letra pessoal e uma atitude “I don’t give a fuck” que deixa a música mais gostosinha de ouvir. O mais curioso é que a música, apesar de gostosa, não é extremamente comercial (apesar do refrão grower), o que torna a chegada da Elle (filha do comediante Rob Schneider, que você deve lembrar dos filmes com Adam Sandler e de “Gigolô por Acidente”) mais surpreendente ainda. Agora é saber se ela pode ter um sucesso mais crossover, ou será uma One-Hit Wonder, ou mesmo ganhará espaço no field rock/alternativo.

É esperar pra ver. (e conhecer a moça. se você não conhece, pode dar play no vídeo abaixo)

 

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