Previsão Video Music Awards 2015 [4] Melhor Vídeo Pop

Falta menos de uma semana para o grande dia! Só fazendo essas previsões para me empolgar, porque até agora, a MTV parece ter esquecido que precisa enviar à imprensa a lista de performers (por enquanto tem The Weeknd, Nicki Minaj e as ex-participantes do RuPaul’s Drag Race com a Miley Cyrus no palco principal e Nick Jonas e o Walk the Moon no pré-show), e o buzz da premiação parece estar vindo apenas das promos da Miley, host da edição 2015.

Mas enquanto a emissora ainda não negocia as apresentações desejadas, vamos continuar com a análise dos vídeos indicados ao VMA 2015 – desta vez, a categoria é a de Melhor Vídeo Pop, onde a batalha dos charts chegou aos vídeos.

Primeiro, os indicados…

BEST POP VIDEO
Beyoncé – “7/11”
Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”
Taylor Swift – “Blank Space”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Maroon 5 – “Sugar”

E agora, a análise!

 

Beyoncé – “7/11”

Repleto de indicações e uma ou duas controvérsias – já que ninguém imaginava um vídeo supersimples e com ar caseiro sendo indicado em meio a tantas superproduções – “7/11” faz parte da Platinum Edition do BEYONCÉ, e foi lançado como quem não quer nada, breaking the internet nesse processo. Mostrando Bey zoneando no hotel com as amigas, em casa com os presentes de natal, e ainda com direito a Blue Ivy na cama e danças, muitas danças, conseguiu se tornar viral e levar a faixa a um honroso 13º lugar na Billboard, para uma música pouco comercial – um urbanzão hip hop que só funciona nas rádios de gênero.

Trata-se de um vídeo até surpreendente para os padrões da própria Beyoncé diva, sempre com maquiagem impecável, roupas perfeitas e cenários esmerados: é a Bey normalzona, com roupa comum, sem make-up e cabelo de quem não estava nem a fim de sair de casa – um pouco mais próxima até mesmo dos fãs. Mas ainda me incomoda. Eu sei que muitos críticos falaram bem de “7/11”, da simplicidade e da surpresa em ver a Beyoncé fora da zona de conforto, mas eu sempre a vejo como uma mulher extremamente controlada e consciente de cada passo que dá, incluindo a produção e execução de um vídeo quase amador para contrapor às superproduções que ela lançou em seu álbum visual. Soou estranho e sem muita naturalidade. Imaginou alguma vez na sua vida Beyoncé de zoa com as amigas num quarto de hotel?

O vídeo entrou aqui realmente pelo praise da crítica em torno e também pelo poder do nome Beyoncé, hoje alçado ao status de ícone – e qualquer coisa qhue um ícone faça será visto com outros olhos, mesmo que seja um trabalho abaixo da média como “7/11”. Tanto que eu realmente ficaria surpresa se esse Moonman fosse pra Beyoncé, com outros trabalhos melhores e mais bem-sucedidos…

 

Ed Sheeran – “Thinking Out Loud”

O britânico Ed Sheeran não é um cara que curte muito aparecer. É só dar uma conferida nos vídeos dele, onde ele praticamente faz cameos nos clipes (quando sequer mostra o rosto). Por isso, foi encarada como uma bela surpresa a presença dele no vídeo da baladinha “Thinking Out Loud”, que eu chamo carinhosamente de “hino dos casamentos”. Nessa produção elegante, simples na produção mas poderosa em execução, vemos Sheeran dançando junto com uma bailarina passos meio contemporâneos de dança, com alguns dos movimentos associados à letra da música, num clima de romantismo açucarado, mas sem exageros.

Hit mundial massivo (peak de #2 nos EUA e #1 na terra natal do ruivo), tema de novela e cantada em diversas premiações (incluindo o Grammy deste ano), “Thinking Out Loud” é aquele vídeo que, se não vai mudar a história da humanidade, é extremamente competente no que se propõe e teve um caráter viral, tanto pela surpresa (aqui funcionando ao meu ver de forma bem natural) com o Sheeran dançando (meio desengonçado, vale ressaltar) como também pela habilidade em manter você ligado na coreografia dos dois durante todo o vídeo, sem perder o foco. Dinâmico e magnético em alguns momentos, é um ótimo contender ao prêmio de Melhor Vídeo Pop.

O problema aqui para o cantor e compositor, é que ele entra de gaiato numa briga muito maior que ele, eu ou você juntos.

 

Taylor Swift – “Blank Space”

(Garanto que esse clipe o Spotify tá votando loucamente!-sqn) É aqui que começa o duelo de titãs da categoria: Taylor Swift sai do modo “garota fofa do country-pop meio awkward mas relatável” que existia até “Shake It Off” e entra no diva pop full mode em “Blank Space”, um trabalho genial de Joseph Kahn em que o caráter irônico da música casa muito bem com o vídeo. Taylor Swift é a namorada apaixonada de um bonitão qualquer até que o boy decide mandar umas mensagens via iMessage pra alguma moça e Tay Tay se torna o pesadelo vestido de sonho acordado. OPS!

“Blank Space” é redondo e impecável. Fotografia cinematográfica, enquadramento de câmera para valorizar os grandes espaços, inteligência ao se contar uma história, além de um figurino bem inspirado e Taylor Swift brincando com a própria persona de “devoradora de homens” antes de se levar a sério demais são algumas das virtudes do vídeo, que ainda se conecta com a música de forma literal, mas elevando o caráter da canção à atemporalidade pop. É um vídeo para ser visto, revisto, curtido e relembrado nos flashbacks daqui a dez anos como o momento em que Taylor conseguiu ultrapassar a fronteira country para o pop de uma vez e em grande estilo. Elegante, bem filmado e com um humor autodepreciativo por trás dos cenários refinados, é um dos favoritos ao Moonman – e merecia estar no prêmio de Vídeo do Ano.

As chances de BS são altas, especialmente se a MTV quiser fazer como no ano da Lady Gaga e dar à Taylor uma noite de consagração. A música foi um hit monstruoso, chegando à primeira posição na Billboard, o vídeo ajudou a modificar a imagem da artista e tem cara de timeless. O problema é se a emissora quiser pulverizar os vencedores, a outra escolha também seria correta.

 

Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”

Segura esse funk! Os trunfos de “Uptown Funk” são muitos, e fazem do vídeo um concorrente fortíssimo a “Blank Space”, especialmente se a Taylor levar em Colaboração, onde ela concorre com “Bad Blood”. A parceria matadora entre Mark Ronson e Bruno Mars consegue misturar esse arzinho low-budget misturado com a pegada super vintage-anos-70-meets-cenário-de-Everybody-Hates-Chris com direito a uma coreografia facílima de imitar, roupas facílimas de imitar, música perfeita para dançar e um hit que deixou muita gente com medo de quebrar mais recordes do que já tinha conseguido. Não sei não, acho que o combo hit + vídeo viral pode ser bem sedutor pra MTV.

Lembrando que “Uptown Funk” teve inúmeras paródias, virais, versões e modificações, o que tornou a faixa um elemento da cultura pop em 2015. E não seria nem um pouco surpreendente se o vídeo levasse esse prêmio. Tecnicamente falando não é tão caro e esplendoroso quanto “Blank Space”, nem tem pinta de “feito em casa” como “7/11”, mas o vídeo tem uma identidade fortíssima e tantos momentos marcantes, desde a sequência de Mark e Bruno de bobs no cabeleireiro, Bruno e sua turma dançando em frente à câmera, a sequência a partir de “stop! wait a minute”, que não daria para pensar que como vídeo pop, UF cumpriu sua missão perfeitamente: elevou ainda mais a música, que já era sensacional; popularizou-se como clipe, trouxe imitações e catapultou seu espaço como momento dentro da popsfera.

Tudo que se espera de um vídeo pop mainstream. Só que Mark e Bruno tem em “Blank Space” um rival formidável, e a decisão depende muito das maquinações da MTV. Nem outro vídeo viral pode ser uma pedra no sapato deles.

 

Maroon 5 – “Sugar”

Acredite ou não na invasão de casamentos, “Sugar” foi um hit instantâneo para o Maroon 5 na era “V”, especialmente por causa do vídeo que viralizou como poucos por conta da história de que Adam Levine e sua turma cantaram de surpresa nas festas de casamento alheias – e que tudo foi filmado em altíssima qualidade. Mas isso não interessa no momento – como vídeo, “Sugar” é uma gracinha. Dirigido por David Dobkin (que é diretor de filmes), o vídeo mostra a banda de penetra em casamentos, com os noivos sem saberem quem iria tocar na hora da festa. Desnecessária a surpresa dos recém-casados e convidados quando as cortinas se abrem e aparece o Maroon 5. (e curioso como as esposas se empolgam mais que os rapazes haha)

Como música, “Sugar” não é um primor de faixa: despretensiosa e com uma pegada retrô, chega no limite da simplicidade, mas tem uma coesão até agradável com o resto do álbum. Mas o vídeo é muito bem feito e consegue te deixar conectado até o final, sempre esperando as reações dos noivos e naquela dúvida sobre se a banda realmente invadiu esses casamentos ou tudo foi armado. Assim como “Uptown Funk”, “Sugar” cumpriu seu papel de clipe pop com perfeição: deu um novo sentido ao single, popularizou a faixa e praticamente foi o principal efeito para as subidas meteóricas da música no Hot 100. Foi por causa do vídeo que a música conseguiu se dar tão bem nos charts, estreando em oitavo na Billboard, já no top 10. Resumo: foi a principal divulgação, graças ao vídeo que caiu no gosto popular e trouxe até controvérsia.

Mesmo sendo divertido e gostoso de assistir, não dá pra considerar “Sugar” sequer como azarão. O impacto da faixa na popsfera não chega perto do que “Blank Space” ou “Uptown Funk” tiveram, e só de chegar ao corte final sendo o terceiro single de um álbum (que não é o “1989”) é algo a ser comemorado. E pronto.

 

Conclusão

Quem eu acho que vai ganhar: briga de foice!! Aqui acho que “Blank Space” tem mais chances que “Uptown Funk”. Acho que o round one da briga entre Taylor e Mark/Bruno, que é lá em Colaboração, tá mais pra eles. Aqui, pela fã-base, necessidade da MTV em consagrar a loira e pela audiência, é o Moonman pra BS.

Quem deveria ganhar: Pergunta sacana hein? Acho que tanto BS quanto UF merecem a vitória. São músicas diferentes, com vídeos diferentes e propostas distintas, com resultados fabulosos cada um do seu jeito. Ficaria surpresa mesmo se a Beyoncé levasse…

 

A próxima análise será sobre eles, os homens! Hora de falar sobre  Melhor Vídeo Masculino, em que vocês ainda se perguntam se alguém vai ganhar de “Uptown Funk”? Sério?

 

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Um comentário sobre “Previsão Video Music Awards 2015 [4] Melhor Vídeo Pop

  1. Com exceção de “7/11”, premiando qualquer um dos outros concorrentes, o troféu estará em boas mãos. Como vc mesmo expôs em sua análise, todos (ops, repito, menos “7/11”) têm qualidades como vídeos pop. Para o público em geral, o fator que pesa para escolher para qual torcer é exclusivamente a preferência da música. No caso dos fãs, o artista (aí eu me incluo e torço por “Sugar”).

    Mudando o ditado: que NÃO vença “7/11”. Sendo qualquer outro, foi merecido!

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