Previsão Video Music Awards 2015 [1] Melhor Colaboração

30 de Agosto é daqui a pouco, e uma certeza nós temos: é a de que o Video Music Awards 2015 promete, após surpresas entre os indicados e as tretas via twitter (que já foram resolvidas até o momento).

Este ano, as indicações são bacanas porque todos os vídeos são muito bons, cada um com sua característica especial, e em algumas categorias, qualquer um dos indicados merece a vitória. Em “Melhor Colaboração”, a disputa é entre hits massivos, alguns que quase fizeram história e outros que marcaram sentimentalmente os nossos corações. Por isso, essa categoria vai depender muito mais da MTV fazendo o voto de Minerva do que os fãs votando loucamente no site da emissora.

(porque você sabe, né, pode votar horrores, mas quem apita no final é a MTV)

Primeiro, os indicados

BEST COLLABORATION
Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood”
Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”
Wiz Khalifa ft. Charlie Puth – “See You Again”
Ariana Grande & The Weeknd – “Love Me Harder”
Jessie J, Ariana Grande, Nicki Minaj – “Bang Bang”

As análises seguem após o pulo!

Taylor Swift ft. Kendrick Lamar – “Bad Blood”

Atrizes do cinema e da TV, modelos e cantores; muitas referências cinematográficas; edição rápida; fotografia cinzenta e marcante; direção firme e clima cinematográfico fazem de “Bad Blood” seguramente o favorito nesta categoria. Não tiro a minha empolgação em dizer que até o momento, se trata do clipe do ano, tanto pelo buzz de música e vídeo (que gerou ótimos memes com os cartazes das super-heroínas), quanto pelos aspectos técnicos envolvendo a brilhante direção do Joseph Kahn, e como essas expectativas foram sanadas num vídeo de remix pra um quarto single de um álbum multiplatinado. Produção esmerada tem que ser premiada? Claro!

O problema com “Bad Blood” é o seu amiguinho “Blank Space”. Taylor Swift trouxe uma era com vídeos tão bacanas (exceto pelo modorrento “Style”) que BB pode servir como “cordeirinho de sacrifício” para premiar outro vídeo e não fazer da premiação uma Taylor Domination. Principalmente porque nessa categoria tem vídeos mais marcantes e virais que “Bad Blood”, e apesar de todo o buzz e produção, BS ainda consegue ser melhor porque me parece timeless. Você consegue sentir que vai assistir ainda, daqui a dez anos, quando fizerem um compilado desta década – já BB você pode se questionar “quem são as moças do vídeo”, mas como um quadro do trabalho da Taylor na era “1989”, “Blank Space” resume bem.

Além disso, tem outro vídeo com mais cara de vencedor que “Bad Blood”. Don’t believe me?

 

Mark Ronson ft. Bruno Mars – “Uptown Funk”

A “Uptown Funk season” não seria um período tão longo de dominação (14 semanas) se não tivesse um vídeo viral, fácil de ser parodiado, imitado, replicado, além de uma coreografia marcante e elementos simples, que tornam UF até simples em relação à superprodução “Bad Blood”, mas o vídeo é extremamente eficiente. Uma das características mais bacanas do clipe (dirigido por Cameron Duddy e o próprio Bruno Mars) é a mistura entre o caráter pop da produção – a câmera girando, as sequências gifáveis, como Bruno e Mark Ronson de bobs no cabeleireiro; o colorido dos figurinos e dos cenários – e o ar retrô tanto da música quanto das roupas e do estilo de quem está no vídeo. É um clima funk setentista mas com cheirinho de atual, e seguramente um clipe com tudo para ser icônico. Assim que você ouvir UF, vai se lembrar na hora das dancinhas (e até em um nível menor, dos benditos bobs) – e é isso que interessa em um clipe pop: ser lembrado e associado, mesmo quando você mal se lembra do artista daqui a dez anos.

Eu coloco “Uptown Funk” como favorito pelo fator hit e a relevância do vídeo como um viral que uniu milhares de pessoas (até a primeira-dama dos Estados Unidos dançou UF), e unido ao fato de ser um clipe bem produzido, com elementos marcantes e facilmente identificáveis, pra mim é o vencedor em “Melhor Colaboração”. Eu não considero muito o fato da fã-base dos dois artistas não ser muito forte para promover votações massivas, porque como a palavra final é da MTV, escolher “Uptown Funk” seria a decisão até mais justa para essa categoria.

No entanto, aqui temos só HITS!!!, o que pode tornar a contenda mais difícil, principalmente se entre os indicados está Paul Walker.

 

Wiz Khalifa ft. Charlie Puth – “See You Again”

Ainda fresca na cabeça das pessoas foi a revolução que “See You Again” causou nos charts e nos corações do público. Havia relatos de gente chorando no final de “Velozes e Furiosos 7”; SYA subiu numa velocidade de foguete em direção ao primeiro lugar no iTunes e a faixa ficou 12 semanas não consecutivas em primeiro lugar na Billboard. O sucesso da faixa de Wiz Khalifa e Charlie Puth se deve, evidentemente, ao buzz absurdo que a música teve por ser parte de uma franquia abalada pela morte de um de seus principais astros, além da faixa ser muito boa e de tema universal. O vídeo, simples e eficiente, dirigido por Mark Klasfeld, apenas colaborou ainda mais com o sucesso, já que contou com cenas do Paul Walker em momentos diferentes da franquia Velozes e Furiosos, e deu à música muitos pontos de stream nos charts.

O problema de “See You Again” é justamente esse – é o clipe de uma trilha sonora de um filme. Exceto por alguns vídeos notáveis, o vídeo que acompanha a música é muito simples e pouco poderoso para vencer um vídeo do VMA. Se ainda tivéssemos a categoria de Melhor Vídeo de Trilha Sonora, SYA teria chances, mas em comparação com os rivais, é muito fraco em investimento. O impacto é importante e a MTV valoriza isso (tanto que é “Bad Blood” que está em “Vídeo do Ano” e não “Blank Space”), mas acima de tudo, hoje em dia o viral tem que ser o pacote completo – a música grudenta, o vídeo instantâneo, e o grande “viral” de SYA foi justamente Paul Walker, cujo “auge” já passou tem alguns meses.

Mas e se a colaboração em questão inclui o “artista do momento”?

 

Ariana Grande & The Weeknd – “Love Me Harder”

Eu estava falando sobre simplicidade na análise do candidato anterior, e em como um vídeo muito simples pode arrancar as chances de vitória de um candidato – no entanto, aqui em “Love Me Harder”, a simplicidade é um plus que colabora para uma fruição mais universal do vídeo. Se você acompanhar a letra da canção, vai pensar que o vídeo virá repleto de momentos sensuais e de muita pegação, mas o trabalho realizado aqui é de muita sutileza e doses de elegância – os movimentos suaves e felinos da Ariana Grande, o jogo de luz e sombras das aparições do The Weeknd, e a impressão de que “menos” muitas vezes pode ser “mais”, o que é o caso desse vídeo, o mais maduro até agora da carreira da Ari.

LMH é o típico vídeo que entra aqui como o “azarão” – bem realizado, de uma artista que teve uma ótima era em parceria com o “it-astro” do momento, e com qualidades que podem lhe dar um Moonman. No entanto, o vídeo não foi tão impactante em sucesso e relevância que os concorrentes anteriores, e apesar da música ter sido um hit, não teve a mesma força massiva de um “See You Again”, por exemplo. A fã-base da Ariana é sempre uma das mais fiéis (e o VMA pode ser a prova de fogo após o infame Donutgate), e o grande público adora dar apoio ao “artista do momento”, mas acho que o impacto do vídeo tira as chances desse clipe em chegar ao grande prêmio.

No entanto, Ariana tem uma chance!!!! (ou não)

 

Jessie J, Ariana Grande, Nicki Minaj – “Bang Bang”

 It’s girl power! Uma das colaborações mais explosivas do verão de 2014, e uma das canções mais divertidas do ano que passou, “Bang Bang” – a improvável colaboração entre Jessie J, Ariana Grande e Nicki Minaj – ganhou um clipe divertido, colorido e cheio de poder, com as meninas mostrando que são sassy no saltão e ao som da batida contagiante de BB. O vídeo consegue ser super pop, agressivo e gostosinho de assistir, com uma boa produção, mais uma realização interessante da diretora Hannah Lux Davies (que também dirigiu “Love Me Harder”), que sabe usar cores vivas e realiza clipes bem dinâmicos, ao mesmo tempo em que casa bem com o clima empoderado da música. Aliás, a faixa casou de forma bem equilibradas as vozes potentes da Jessie e da Ari, além dos versos sensacionais da Nicki, que arrasou aqui.

“Bang Bang” seria uma ótima escolha para vencer o VMA de Melhor Colaboração, mas o vídeo tem alguns problemas – como o tempo (a música é muito “velha” em relação às concorrentes), o impacto, que foi maior em relação à música do que o vídeo; e o fato da explosão da colaboração em estúdio não se repetir no clipe. Quando as três se juntam no último refrão, fica claro o quanto essa parceria foi algo “oportunista” – pra usar um eufemismo – pra fazer a Jessie J hitar nos EUA com um nome em ascensão e outro consagrado. O desconforto e a falta de química entre as três no final do vídeo tira toda a naturalidade que se sucedeu durante todo o resto do clipe.

 

Conclusão

Quem eu acho que vai ganhar: depende da vontade da MTV. Se eles quiserem consagrar a Taylor nos moldes da Gaga, dando prêmio até pro respiro dela, “Bad Blood” leva. Mas se a emissora quiser premiar o hit que impactou mais tempo e se solidificou na popsfera, dá o Moonman pra “Uptown Funk”.

Quem deveria ganhar: Pra mim, a melhor música em termos de produção, acompanhada pelo clipe mais interessante e mais impactante do período de eligibilidade – “Uptown Funk”. “Bad Blood” teve um buzz absurdo, mas UF viralizou bem mais.

 

A próxima análise será Melhor Vídeo de Hip Hop, em que temos ótimos clipes, mas um favorito visível. Até lá!

 

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