SHADE: Mariah Carey – Infinity

Cover Mariah Carey InfinityMariah Carey está de volta com o lançamento de mais um Greatest Hits – desta vez, é o “#1 to Infinity”, a coletânea de seus #1 (que já tinha sido lançada uma primeira versão em 1998) mas agora com os #1 de “Rainbow” em diante. Ou seja, um feito para poucas. E como em todo GH sempre o artista tem que lançar uma faixa inédita, ou no mínimo uma regravação, Mariah divulgou na segunda-feira o single do álbum, “Infinity“.

A música, particularmente, é uma surpresa. Eu acreditava que a diva viria com mais uma balada romântica ou uma midtempo R&B/pop tentando emular “We Belong Together”, mas ela me surpreendeu: Mariah voltou com um R&B meio modernoso, mais up, com todos os elementos conhecidos de sua carreira, como os agudos, a técnica vocal e os whistles, e uma letra cheia de shades.

Porque assim que você acompanha o lyric video, na hora você pode perceber que tem muita coisa na letra que é uma mensagem ao ex-marido da Mariah, Nick Cannon. Trechos como “Why you mad? Talkin’ ‘bout you’re mad / Could it be that you just lost the best you’ve ever had?”, “Wouldn’t have none of that without me though” e “Why you tryin’ to play like you’re so grown? / Everything you own, boy, you still owe” mostram que a separação não foi exatamente um mar de rosas. O divórcio dos dois teve sua sorte de fofocas de tabloides; e pela música dá pra entender que ela “joga na cara” do ex que quem deu visibilidade e relevância à sua vida foi ela, Mariah.

Mesmo com esses trechos mais pessoais, a letra em geral é um grande “fuck you” para um ex sem noção, e uma das coisas que sempre foi típico da Mariah Carey e suas músicas era o fato das letras terem um fator universal – qualquer um pode se identificar com os temas e as dúvidas que ela sempre punha em suas canções (não se esqueça de que MC compõe todo o material, o que torna seu trabalho extremamente pessoal). Ou seja, “Infinity” é facilmente identificável e atinge a todos.

Agora os pontos negativos: primeiro, o refrão, que não é exatamente catchy. Como ele é meio quebrado, pra pegar você tem que ouvir várias vezes a música – e aí reside o problema. O single não é fácil. Não digo que seja ruim. A música é interessante, mas a produção me parece meio bagunçada, como se fossem várias músicas em uma – especialmente os versos, em que a Mariah canta de tantas maneiras que um ouvinte comum, que não seja fã dela, vai achar um saco e mudar de rádio rapidinho.

Bem ou mal, é bom dar crédito onde há crédito: Mariah não quis se repetir tentando fazer “We Belong Together 2” acontecer, decidindo pensar numa versão mais classuda de “Thirsty” (lembra?) – só que essa bem mais comercial, mais divertida, simples e radio-friendly, enquanto “Infinity” é uma boa música, tem a cara da MC, mas não fica exatamente no top 10 da diva.

 

(agora, se ela quiser hitar como em outros tempos, vai ter que trabalhar BEM com a faixa e lançar um clipe bem viral. Vai que o 18º não vire 19…)

(mas eu duvido muito que ela faça grandes esforços com a música – a coletânea vem para ajudar na divulgação de sua residência em Las Vegas, então Mariah só está compondo o repertório para acalmar o público entre um e outro grande clássico que ela pode colocar como quiser durante a setlist)

 

E você, o que achou de “Infinity”?

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