Carly Rae Jepsen e a síndrome de “guilty pleasure” em I Really Like You

Carly Rae JepsenEm 2012, num pop que se rendia ao indie e ao alternativo, um hit chiclete grudou na cabeça dos americanos e, em consequência, do mundo inteiro, com um refrão simples e juvenil – além de um clipe divertido com um belo twist no final. A pegada juvenil não foi problema, porque apesar das críticas, “Call Me Maybe” se tornou um clássico daquele ano e uma das músicas que mais serão lembradas nos flashbacks daqui a uns dez anos. Mesmo que você odeie a música.

Foi essa faixa contagiante que colocou a canadense Carly Rae Jepsen no mapa da cultura pop e fez com seu segundo álbum, “Kiss”, tivesse uma estreia mundial e grande divulgação. No entanto, após o sucesso de “Call Me Maybe”, os outros singles do CD não tiveram o mesmo apelo e jogaram na cantora a pecha de “one hit wonder”. Buscando retornar aos píncaros da glória, Carly lançou o novo single do seu álbum, a faixa “I Really Like You” – e será que desta vez, ela pode alcançar um sucesso duradouro?

Trata-se de um pop meio dance-pop oitentista, de letra simples e eficiente um refrão que consegue ser mais pegajoso ainda que “Call Me Maybe”. A temática é igualmente simples – um relacionamento em que ela não sabe se ama o boy, mas pelo menos gosta dele – e a julgar pelo que já ouvimos da Carly anteriormente, não é exatamente uma evolução no som, mas pelo menos é competente e redondinho, aquele pop despretensioso que, numa primeira ouvida, a gente até estranha, mas depois fica com aquilo na cabeça.

Apesar dos 30 anos já batendo na porta, Carly Rae Jepsen ainda continua com uma pegada mais juvenil, o que pode gerar narizes torcidos e ódios, mas ao mesmo tempo, “I Really Like You” é a típica música que você vai se pegar cantando sem querer, mesmo dizendo que odeia a canção. É um caso clássico de “guilty pleasure”, que eu acredito se aplicar de forma clara a toda a carreira da Carly desde o estouro de “Call Me Maybe” – do tipo: já que o pessoal me acha despretensiosa, eu vou ser despretensiosa mesmo.

O que, para quem deseja ter uma carreira longeva, pode ser ruim (especialmente se você não canta as experiências da faixa etária que tem – nada contra, mas fica uma pergunta no ar: pra que público eu tô vendendo meu trabalho? será que a garotada vai me aceitar?), mas para a própria Carly, que já lança seu novo trabalho com a marca de “one hit wonder tentando crescer”, “I Really Like You” pode ter sido um golaço.

Porque ó, eu tô com o refrão na cabeça até agora.

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