E começa a corrida para o Grammy 2015!

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Agora que todos os indicados para o Grammy 2015 (cuja premiação está marcada para o dia oito de fevereiro) já foram revelados, é hora de fazer uma análise geral das tendências da Academia – ou a mensagem que os votantes querem passar para crítica e público com esses indicados.

O foco das análises do blog será no General Field (Álbum do Ano, Canção e Gravação do Ano – exceto Artista Revelação) e nas categorias pop (Melhor Álbum Pop, Performance Pop Solo e Por Duo ou Grupo).

Em primeiro lugar, confira os indicados:

ÁLBUM DO ANO

“Morning Phase”, Beck
“BEYONCÉ”, Beyoncé
“In The Lonely Hour”, Sam Smith
“G I R L”, Pharrel Williams
“x”, Ed Sheeran

CANÇÃO DO ANO

“Chandelier,” Sia
“All About That Bass,” Meghan Trainor
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Stay With Me (Darkchild Version),” Sam Smith
“Take Me to Church,” Hozier

GRAVAÇÃO DO ANO

Iggy Azalea featuring Charli XCX, “Fancy”
Sia, “Chandelier”
Sam Smith, “Stay With Me”
Taylor Swift, “Shake It Off”
Meghan Trainor, “All About That Bass”

MELHOR ÁLBUM POP

Coldplay, “Ghost Stories”
Miley Cyrus, “Bangerz”
Ariana Grande, “My Everything”
Katy Perry, “PRISM”
Ed Sheeran, “X”
Sam Smith, “In the Lonely Hour”

ARTISTA REVELAÇÃO

Bastille
Iggy Azalea
Brandy Clark
Haim
Sam Smith
MELHOR PERFORMANCE POP POR DUO OU GRUPO

“Fancy,” Iggy Azalea ft. Charli XCX
“A Sky Full of Stars,” Coldplay
“Say Something,” A Great Big World ft. Christina Aguilera
“Bang Bang,” Ariana Grande, Jessie J & Nicki Minaj
“Dark Horse,” Katy Perry ft. Juicy J
MELHOR PERFORMANCE POP SOLO

“All of Me (live)”, John Legend
“Chandelier,” Sia
“Stay With Me,” Sam Smith
“Shake It Off,” Taylor Swift
“Happy (live)”, Pharrell Williams

A Academia não surpreendeu muito este ano. Primeiro, as indicações, especialmente no field pop, não fugiram muito do que as apostas sugeriam. “All Of Me” e “Happy” foram indicados em suas versões “live” (uma trucagem das gravadoras, quando hits do ano não podem ser indicados por estarem fora do período de eligibildiade), o que ao mesmo tempo pode ser bom – porque mantém vivas as chances dessas músicas em ganharem o Grammy – pode ser muito ruim, porque as versões ao vivo não tem a mesma força das faixas em estúdio – o que pode dar o prêmio para outra canção (e no caso de Performance Pop Solo, o Grammy tá correndo muito para os lados da Inglaterra…).

Em Performance Pop por Duo ou Grupo, os hits do ano entraram, claro. Não fiquei surpresa por “Bang Bang” ter sido indicada – já tinha colocado a faixa como wild card na minha última análise, lá em setembro; apenas achei curiosa a entrada do Coldplay, mas como a banda tinha submetido as músicas do álbum no field pop, a banda de Chris Martin tem muita força entre os votantes. Mas não vejo “A Sky Full Of Stars” como vencedora aqui. Percebendo os indicados, continuo com as minhas desconfianças de setembro.

Curiosa é a estruturação de Álbum Pop. Não pelo Coldplay, já que eles foram submetidos em Pop, mas pela lembrança de “Bangerz” na categoria. Eu tinha comentado sobre as possibilidades do álbum da Miley na minha primeira análise de previsões, lá em julho, e achado que o hype dela tinha esfriado (por ser um álbum muito antigo e por toda a polêmica envolvendo a Miley no ano passado, e que normalmente não é bem vista pelos votantes mais conservadores), mas é interessante como esse CD teve força pra aguentar até aqui. Não vejo como vencedor, mas foi uma bola dentro da Academia. No geral, as indicações seguiram a tendência dos sucessos do ano ou de álbuns com músicas ou artistas que tiveram impacto na indústria. A ausência de Sia com o “1000 Forms of Fear” pode ser até questionada – principalmente porque ela emplacou indicação em Pop Solo, mas as indicações ao Grammy são conectadas. Apesar dela ter conseguido indicações em Canção e Gravação do Ano, o Grammy pode ter dito apenas que Sia se destacou com uma música, e não com o pacote completo.

No entanto, o Grammy deixou muita gente chateada e surpresa com as indicações de Canção e Gravação do Ano. Primeiramente, pela presença de hits – especialmente em canção, que premia a letra (“Shake It Off” e “All About That Bass” dizem olá) – assim como a ausência de Beyoncé nessas duas categorias (o que só fui me atentar um bom tempo depois). Isso pode não significar nada em primeiro plano, mas é importante ressaltar que, entre os trabalhos do mainstream que ganham ou são indicados ao Grammy de Álbum do Ano (não falo dos álbuns indies/alternativos), os artistas pelo menos conseguem indicação em Canção ou em Gravação. Não duvido da vitória do “BEYONCÉ” em Álbum do Ano, mas caso ocorra a derrota, o caminho para entendê-la pode estar aí.

Já em Álbum do Ano, a surpresa geral foi a indicação de Beck com o “Morning Phase”. Na maior parte das listas de previsões que andei lendo, o álbum dele não estava nem entre os mais cotados para entrar no corte final. O Grammy gosta de uma surpresa, e talvez essa indicação entre como “olha, não nos preocupamos apenas com os grandes nomes e os charts”. Entre as ausências sentidas, acho que “Frozen” podia ter entrado no lugar do álbum do Pharrell, o “G I R L”. A trilha sonora da animação vendeu como água e teve um grande impacto – é uma das trilhas sonoras mais vendidas de todos os tempos. O “G I R L” está aí pela esteira de “Happy”, que não emplacou nem no GF (se bem que “Let It Go”, que eu dava como certa no General Field, passou em branco).

Quanto às indicações de Taylor Swift com “Shake It Off”, ela está fazendo a “Roar” de 2015 – uma indicação de um hit forte do ano, mas que abre espaço para uma possível indicação com os outros singles e o álbum em 2016 (o que, evidentemente, vai acontecer). Além disso, Tay-Tay é queridíssima do Grammy – não se esqueçam de que ela é a pessoa mais nova a ganhar um gramofone de Álbum do Ano. Essa indicação é como se fosse pra “compor”.

Mas as análises aqui são bem gerais. Aos poucos, o blog vai realizar análises específicas de todos os indicados ao Grammy no General Field e no Pop. A ideia é falar de cada música/álbum indicado, suas possibilidades e por fim, quem eu acho que vai ganhar, quem eu gostaria que ganhasse; e alguma vitória surpresa.

As análises começam com Performance Pop por Duo ou Grupo, categoria que eu classifico como um duelo de cartas marcadas e fortíssimas, que pode significar o retorno de uma diva ou o primeiro Grammy de uma estrela. Até lá!

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Um comentário sobre “E começa a corrida para o Grammy 2015!

  1. Vou aguardar seus comentários mais detalhados para depois tecer uma opinião também, mas em tese concordo com o que já escreveu no apanhado geral. Principalmente sobre a inclusão de AATB e SIO nas duas categorias principais, me parece que até a própria Taylor fez uma piadinha sobre isso. Se bem que como Gravação, até acho SIO louvável, mas vamos lá, no aguardo.

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