Retrospectiva Grammy Nominations Concert [4]

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Sexta-feira está chegando, e está cada vez mais perto a hora da verdade: a hora de conferirmos os indicados ao Grammy 2015. Este ano, a organização não fará o show dos indicados, o “Grammy Nominations Concert“, e sim uma espécie de especial de Natal, o “A Very GRAMMY Christmas”, quando apenas serão revelados os indicados a Álbum do Ano, enquanto as outras categorias serão divulgadas pela manhã.

Ao todo, são 83 categorias, a maioria delas não são televisionadas – o grosso das premiações é apresentado no show pré-Grammy (o Pre-Telecast) – enquanto o Big Four (os quatro principais prêmios – Álbum do Ano, Canção e Gravação do Ano, além de Artista Revelação) e alguns prêmios das categorias Pop, Rock, R&B e Country (normalmente os prêmios de Álbuns e Performances) são exibidos no show da televisão, já consagrado.

83 é um número até interessante, já que o Grammy comporta não apenas as categorias mais conhecidas como fields mais de nicho, como folk, gospel, jazz, new age e música clássica. Mas, até a premiação de 2011, eram 109 categorias, e a Academia decidiu fazer um corte bem drástico nesse número, passando para 78 categorias. Até aí tudo bem – algumas categorias foram suprimidas para outras que também as abrangiam ou se juntavam para formar uma nova. O problema foi que o Grammy juntou as categorias de gênero e as colaborações e categorias só para duos e grupos em vários gêneros. Ou seja, se antes era “Melhor performance pop/rock/R&B/country masculina” ou “feminina” agora é “Melhor performance pop/rock/R&B/country solo”. O que antes era separado em “Melhor Colaboração Pop” e “Melhor Performance Pop Por um Duo ou Grupo” agora estão juntos em “Melhor Performance Pop de um Duo ou Grupo”. No field Rock, as categoias de Hard Rock e Metal se juntaram  e depois se separaram, com Hard Rock sendo premiado em “Melhor Performance de Rock” e o segundo em “Melhor Performance de Metal”.

A separação entre os álbuns de R&B contemporâneo e outros álbuns de R&B também foi eliminada. Agora todo mundo concorre em “Melhor Álbum R&B”. No Rap, as categorias de performance de gênero (Rap Feminino/Masculino) e “Melhor Performance de Rap por um Duo ou Grupo” também se juntaram para se tornar a categoria “Melhor Performance de Rap”

Após essa grande mudança, ocorreram alguns ajustes (ali no Rock, como eu tinha contado anteriormente, por exemplo) e atualmente, as categorias pularam para 83.

Essas mudanças são bem-vindas, mas a junção dos gêneros é uma faca de dois gumes. Se por um lado, a Academia tenta mostrar, tanto por meio dos indicados quanto pelos vencedores, que está de olho do que se destacou mais num determinado ano – às vezes as mulheres dominam a cena musical, outras são os homens – ao mesmo tempo ela acaba deixando de premiar artistas que mereciam o Grammy naquele ano (e que talvez teriam essa chance se a categoria não tivesse se fundido), mas acabaram enfrentando arrasa-quarteirões. Katy Perry teria um gramofone pra chamar de seu? Talvez Miley teria até conseguido uma indicaçãozinha por “Wrecking Ball” este ano… E em outras categorias, como o Country, predominantemente masculino, as mulheres teriam mais dificuldades de se inserir nela e concorrer de igual pra igual.

Não vejo a Academia mudando essa regra, que foi um corte bem profundo e que surpreendeu muita gente. Agora é esperar as próximas premiações e ver como serão os novos indicados (e brincar de adivinhar os vencedores).

Continuando a retrospectiva dos shows do Grammy Nominations Concert, vamos conferir uma das performances de 2011.

Rihanna, “We Found Love” (2011)

RiRi, a Rainha de Barbados, surgiu como uma princesinha R&B, wannabe Beyoncé, mas logo seguiu seu próprio caminho e se tornou uma das grandes estrelas da música pop. Camaleônica em seu visual, polêmica, com uma certa rebeldia e não dando a mínima pra quase nada, Rihanna é um nome já icônico dentro do universo pop. Hitmaker de mão cheia e sempre sabendo onde os ventos da música apontam, estamos esperando até agora seu novo álbum – e o que ela estará aprontando na próxima era. Por enquanto, vamos relembrar uma apresentação que a barbadiana fez para o show dos indicados de 2011, que não ocorreu no palco – e sim, uma filmagem de “We Found Love” realizada em Londres, durante sua turnê. “We Found Love”, aliás, um dos grandes clássicos da RiRi, que apesar da versão curtinha, sempre agita – principalmente por conta do break pós-refrão.

Curiosidade: Rihanna pode não ser uma recordista de Grammies que colocou seu nome na história, mas ela tem uma quantidade considerável de gramofones em casa para chamar de seu e entregar pra sobrinha Majesty brincar. São sete Grammies (“Best Rap/Sung Collaboration – algo como uma colaboração entre rappers e cantores – por “Umbrella” em 2007; “Melhor Canção de Rap” e “Rap/Sung” por “Run This Town” do Jay-Z em 2010; “Melhor Gravação Dance” por “Only Girl” em 2011; “Rap/Sung” – sim, de novo – por “All Of The Lights” do Kanye West em 2012; “Melhor Vídeo” por “We Found Love” em 2013 e “Melhor Álbum Urban Contemporâneo” por “Unapologetic” em 2014. UFA) num total de 23 indicações. Segura!

Não perca a quinta parte deste especial, com informações sobre o famoso “Big Four” e uma apresentação vinda diretamente de 2012!

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