Previsões para o Grammy 2015 – o que pensar após 30 de setembro?

O período de eligibilidade para quem deseja levar o seu gramofone pra casa em 2015 se encerrou no dia 30, e desde a última vez em que falei sobre previsões de Grammy aqui no Blog (no já distante 10 de julho) muita água correu por baixo da ponte da música pop – como Taylor Swift e seu primeiro álbum puramente pop, Jessie J saindo do flop e prováveis one hit wonders hitando (MAGIC! e Meghan Trainor que o digam). Além disso, eu não considerei outros fatores que estavam rondando os prováveis indicados ao Grammy e que podem mudar completamente as possibilidades de indicação e/ou vitória.

Por isso, o post de hoje vai tratar das novas possibilidades, já incluindo nessa equação as previsões que tinha feito em julho, no pop field, onde se concentram a maioria das minhas análises.

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Melhor álbum pop

A possibilidade de duelos de titãs aumentou fortemente aqui nesta categoria, principalmente por conta dos últimos lançamentos pop e também por causa da exposição de alguns artistas que eu tinha deixado na lista de espera.

Prováveis indicados

“PRISM”, Katy Perry
“x”, Ed Sheeran
“My Everything”, Ariana Grande
“BEYONCÉ”, Beyoncé*
“In The Lonely Hour”, Sam Smith

(wild card: “1000 Forms of Fear”, Sia) 

Ariana-Grande-feat.-Zedd-Break-Free-iTunesDá pra ver que a lista de espera foi embora aqui, né? Bem, as análises são mais “conclusivas” a partir de agora, e creio que os indicados saiam desse grupo. Eu coloquei como wild card a Sia com “1000 Forms of Fear”, mas acho que o buzz da Sia não está tão forte quanto, por exemplo, do Sam Smith, que eu coloquei na outra análise como a alternativa a ela nas indicações. Ele já se apresentou no VMA, é queridinho, tem todo o hype de ser uma “Adele de calças” e a Academia adora isso. Só que Sam não é o único britânico na área, e o Ed Sheeran pode aparecer aqui também, com o “x”. Outro queridinho hypado nos States, tem fortes chances de entrar aqui também.

Lembra que eu tinha citado a Ariana Grande na lista de espera, a depender do desempenho e da qualidade do novo álbum? Pois é, o “My Everything” pode não ter tido a aclamação universal do primeiro álbum no Metacritic, mas o CD é bom, a garota emplaca hit atrás de hit e de certa forma, a Academia pode compensar a esnobada que deram na jovem com o “Yours Truly”, que podia muito bem ter cavado uma indicaçãozinha este ano.

Beyoncé e o self-titled continuam asteriscados porque a indicação no pop field depende da gravadora. O “BEYONCÉ” é um CD mais de R&B e Urban que de pop, e se adequa mais à categoria de Best Urban Contemporary do que Pop; mas Queen B tem força entre os votantes suficiente pra cavar essa indicação no pop field.
(agora, se a Bey não entrar aqui, há chance da Sia entrar. Por isso, wild card)

E a Katy Perry está aí pelo fator hit, né? O álbum ainda sobrevive e a californiana sempre emplaca alguma coisa daquele CD.

(já a Lana Del Rey, que estava na minha primeira análise com o “Ultraviolence”, saiu porque – ao contrário do “Paradise” – perdeu todo o buzz que tinha na época do lançamento. Não creio que será lembrado para o Grammy de 2015. E o “Xscape” do MJ ficou de fora das minhas previsões porque acho que o CD perdeu a força que tinha na época do lançamento – e os CDs lançados mais perto de 30 de setembro estão rendendo mais que o álbum póstumo do Rei)

Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo

A probabilidade dessa categoria ser toda feminina é alta, com grande possibilidade de canções velhas serem indicadas. Como essa categoria especificamente é formada por hits, os indicados podem ser o top 10 da Billboard – tirando um ou outro one hit wonder, rs. Depois de julho, a categoria meio que se fechou em alguns nomes específicos pra mim, com grandes possibilidades de ser influenciado também pelos desejos das gravadoras.

Prováveis indicados

“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Say Something” – A Great Big World feat. Christina Aguilera
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX*
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Pompeii” – Bastille

(wild card: “Bang Bang” – Jessie J feat Ariana Grande and Nicki Minaj)

Antes de mais nada, o período de eligibilidade do Grammy começa em primeiro de outubro do ano anterior; então, músicas Cover Katy Perry Dark Horsemuito velhas ficam de fora da equação, como “Counting Stars”, que eu tinha citado anteriormente. Por isso, o lock já não está mais com ela. O lock tá com a Katy Perry, que tem em “Dark Horse” a chance mais próxima de um Grammy. A música é muito boa, a melhor do “PRISM” e uma das melhores da carreira da californiana. Se ela vai ganhar eu não sei, mas que esse gramofone está mais perto da Katy, ah isso está.

“Say Something” ainda entra nessa equação, mesmo sendo uma canção “antiga” e menos fresca nos ouvidos do grande público. Mas a balada elegante e pungente é a cara dos velhos que votam na Academia, e essa indicação pode até respingar numa provável  indicação a “Best New Artist” pra dupla – já que nem na época em que fiz a primeira previsão essa categoria estava tão clara pra mim.

Ariana Grande entra aqui novamente com “Problem”, um dos hits do ano. Ela pra mim é outra lock na categoria – a música é boa (recebeu praise até da Pitchfork), foi hit e lembremos sempre que ela foi “injustiçada” pelos votantes este ano com o “Yours Truly”, o que faz com que exista uma compensação – merecida, já que o segundo álbum é muito bom – para o “My Everything”. Há chances de vitória? Sim. É mais fácil até a Ariana levar que a Katy, tamanha a má fama da Prismática com os votantes do Grammy.

Já “Fancy”, hit máximo do verão americano, está asteriscado pelos motivos óbvios. É uma canção hip hop e pop? É. Mas até que ponto ela é uma canção de hip hop ou uma música pop? Eu enquadraria como pop e colocaria nessa categoria, mas a depender da posição da gravadora, eles podem colocar o trabalho da Iggy Azalea como “Best Rap/Sung Collaboration” (o que também não soaria esquisito). Nesse caso, se Iggy for para o Rap Field com “Fancy”, “Bang Bang” entra como wild card. Motivos? Foi hit (os hits sempre entram nessa categoria) é uma música boa – acima da média de outras colaborações lançadas no ano, que não foi exatamente uma Brastemp em featurings, e tem dois nomes que podem aparecer muito no Grammy este ano – Ariana Grande e Nicki Minaj. Pode não ganhar, mas pode dividir votos, principalmente para a Ariana.

Por último, uma menção bem rápida a “Pompeii” aqui. O Bastille é exatamente aquilo que pode funcionar como indicado ao Grammy em Duo or Group: a música foi um hit massivo no início do ano passado, top 10 da Billboard, a faixa é boa e ainda tem uma cota “indie” que sempre rolou nas indicações anteriores ao gramofone mas este ano está em falta. E pode respingar no Best New Artist também, vá vendo.

(eu excluí aquela galera da lista de espera porque “Love Never Felt So Good” perdeu muita força, assim como o “Xscape”, no meio do caminho, com os lançamentos do verão; Maroon 5 não fez o barulho que deles se esperavam com o “V” e sobre os one hit wonders, Carly Rae Jepsen foi uma vez só, de mil em mil anos)

Melhor Performance Pop Solo

Essa categoria se tornou um grande problema para as minhas análises. Os motivos estão asteriscados.

Prováveis indicados

“XO” – Beyoncé
“Happy” – Pharrell*
“Chandelier” – Sia
“Stay With Me” – Sam Smith
“Let It Go” – Idina Menzel*

(wild cards: “Shake it Off” – Taylor Swift” e/ou “Unconditionally” – Katy Perry)

Lembra de “All Of Me” do John Legend, que eu tinha incluído alegremente na pré-lista? Foi lançada em Agosto, tá fora do período de eligibilidade. Mas não é o soulman que me interessa aqui, e sim a confusão que essa categoria deve dar com a possibilidade de termos duas indicadas de trilhas sonoras que, talvez, podem entrar na categoria específica para trilhas sonoras, a “Best Song Written for Visual Media” (que seria a “Melhor Canção Original”, fazendo a relação com o Grammy).

Cover Pharrell Happy“Happy” (tema de “Meu Malvado Favorito 2”) foi hit monstruoso e épico no primeiro semestre do ano, uma das músicas mais lembradas pelo público e por campanhas publicitárias (he). Viralizou no finzinho do ano passado, e chegou a concorrer ao Oscar, perdendo para “Let It Go” de Frozen. Podemos dizer até que a música do Pharrell pode sobreviver ao filme, assim como tantas outras canções famosas de anos anteriores (“Say You Say Me”, “I Just Called To Say I Love You” e “Up Where We Belong” dizem olá). E a canção tem chances altíssimas de entrar aqui nessa categoria. Para completar, “Happy” pode respingar no General Field e levar Pharrell até Álbum do Ano. Mas, a depender da escolha da gravadora, a música pode entrar em “Best Song Written for Visual Media”, onde, se entrar sozinha, tem grandes chances de levar. Se entrar contra “Let It Go”, tem grandes chances de perder.

Por isso, acho que a gravadora submete “Happy” aqui, onde ela é uma concorrente fortíssima. E Pharrell ainda tá hypadíssimo.
(se “Happy” quiser se arriscar na categoria destinada às trilhas sonoras, acho que aqui entram um dos wild cards “Shake It Off da Taylor Swift ou “Unconditionally” da Katy Perry, com mais chances para a primeira. As razões são claras: a música recebeu uma praise incrível da crítica, foi #1 na Billboard, quebrou recordes e Swift é queridinha da Academia. Já em relação a Katy, nós já sabemos que existe uma má-vontade dos votantes com a californiana, e não é de hoje)

“Let It Go” é o segundo asterisco da vez. A canção interpretada por Idina Menzel para a animação “Frozen”, da Disney, não foi apenas um hit surpreendente para uma música do gênero (quando foi a última vez que uma canção de trilha sonora de musical da Disney hitou? TEMPO NA TELA), como foi a versão do filme e não a versão pop enviada para as rádios que fez sucesso (ou seja, Demi Lovato não conseguiu fazer a Celine Dion em “Beauty And The Beast”). Além disso, a música é boa e a interpretação da atriz e cantora da Broadway acabaram tornando a música um dos momentos pop do fim do ano passado/início deste ano. Memes e mais memes de Elsa surgiram na internet, e acompanhados por uma música bem feita, bem produzida e épica o suficiente para ficar nas mentes de todos por gerações podem gerar o impacto necessário para “Let It Go” ser uma candidata forte nesta categoria. No entanto, acho que a gravadora pode enviar a música para “Best Song Written For Visual Media” por questão de adequação. É evidente que o prêmio fica nas mãos dessa faixa nesta categoria específica? Sim. É fácil “Let It Go” ganhar em “Performance Pop Solo”? Ahn… não. Porque a categoria já é forte por si só.
(as wild cards também valem aqui se “Let It Go” for pra categoria destinada às trilhas sonoras)

Caso as duas músicas acima entrem em Pop Solo, as chances da Beyoncé com “XO” – que já não eram lá essa Brastemp – diminuem consideravelmente. A música merecia melhor sorte durante o ano, e acredito que os louros pelo self-titled vão todos para “Drunk In Love”, que foi queridinha do público e ainda teve direito a performance no Grammy deste ano. “Chandelier” e “Stay With Me” tem muito mais chances de romper essa barreira, tanto pelo sucesso das duas faixas, que foram top 10 da Billboard, quanto pela recepção positiva. Como o Sam Smith me parece mais próximo de um General Field que a Sia, acho que ele fica em terceiro na lista de possibilidades de vencer. E se “Let It Go” sair fora, fica em segundo. “Happy” saindo, chega perto do Grammy. Se as duas saírem, tem um gramofone quentinho indo pra terra da Rainha em 2015.

(tanto Shakira quanto Aloe Blacc ficaram de fora do meu corte final pelos álbuns não terem prosseguido com sucesso pelo ano.)

General Field – possibilidades

Record of The Year
(aqui o prêmio vai para o cantor e o produtor da faixa)

Acredito que esta categoria será fortemente influenciada pelos sucessos do ano, e não vai focar na cota “uma música pop, uma de R&B, Cover Sam Smith Stay With Meuma de hip hop” e assim por diante. O ano foi muito pop, com destaques femininos e hits massivos. Por isso, acho que o corte final vai ficar entre os grandes sucessos – “Fancy” vai conseguir sua cota de indicação aqui, assim como “Happy”, que dominou os charts no início do ano. E como onde a vaca vai, o boi vai atrás, acho que “Let It Go” pode ser indicada em Record of The Year (puxando outra indicação do General Field que contarei mais tarde). Como o “BEYONCÉ” é um lock em Álbum do Ano, e as músicas do álbum foram aclamadas por público e crítica, a mais bem sucedida delas – “Drunk In Love” – é uma indicação certa (pra mim, a mais certa de todas). Outra entrada bem clara nesta categoria é a de Sam Smith, com “Stay With Me”. Ele ainda luta com a Sia, com “Chandelier”, pela vaga em Record of The Year, mas o sucesso, estabilidade e buzz do Sam em relação à australiana podem pesar bastante. Afinal de contas, Sam é a “Adele de calças”.

(no entanto, incluo aqui uma wild card, já que “Let It Go” ainda é uma indicação que não me parece tão certa. A Katy Perry pode entrar aqui com “Dark Horse”, e não se surpreenda se a californana entrar no corte final. A música foi a mais bem criticada do “PRISM”, foi celebrada por sair da zona de conforto de Katy e consegue ser comercial, moderninha e com qualidade o suficiente para receber uma indicação)

(uma segunda wild card aqui que não seria esquisita seria a inclusão de “Problem”. A música recebeu críticas muito positivas nos aspectos de produção e o trabalho vocal da Ariana Grande também recebeu praise. É uma aposta arriscada? Com certeza, mas não seria surpreendente, e ainda respingaria na outra parte do GF)

Prováveis indicados

“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z (com “Talk Dirty” como wild card)
“Happy” – Pharrell
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX
“Stay With Me” – Sam Smith
“Let It Go” – Idina Menzel (wild cards: “Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J ou “Problem” – Ariana Grande feat Iggy Azalea)

Song of the Year
(aqui o prêmio vai para os compositores da canção)

Cover Beyoncé Drunk in LoveEssa categoria é um grande JURO QUE NÃO SEI. Os indicados que tinha colocado na primeira análise não me parecem ter força para chegar até 2015 – como “Berzerk” e os singles do Coldplay. Ainda seguindo a minha teoria de que este ano, o Grammy não vai colocar cotas de gêneros no General Field, acho que os nomes em Record podem se repetir em Song. “Happy” aqui é um lock, assim como “Drunk in Love”. Mais importante ainda: o hit do Pharrell tem a chance de tirar o Grammy da Beyoncé que parece certo. O homem do chapéu conseguiu elevar seu hype ao cubo desde o ano passado. Sam Smith também pode entrar aqui – dentro da ideia de que, se “Stay With Me” foi indicado a Gravação, por que não ser indicado a Canção. Tenho minhas dúvidas sobre a onipresença de “Let It Go” no GF, por isso acho que ela entra como wild card aqui (com chances boas de entrar no corte final). Aqui, eu acho que a Sia entra com “Chandelier” – afinal de contas, além de cantora, ela é uma compositora conhecida nos Estados Unidos, essa categoria seria o lar doce lar da australiana. A quinta vaga é um grande mistério pra mim, por isso, eu vou considerar três possibilidades de indicação:

– a primeira, que me parece mais sólida, é incluindo o Ed Sheeran com “Sing”, já aproveitando uma provável indicação dele em Melhor Álbum Pop (e ele já foi indicado anteriormente por “The A-Team” em Song Of The Year, então não seria uma surpresa)

“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“Happy” – Pharrell
“Stay With Me” – Sam Smith
“Chandelier” – Sia
“Sing” – Ed Sheeran

– a segunda é incluindo uma cota “””rock”””, com “Still Into You” do Paramore. O ano pro rock no mainstream foi muito fraco, e ao menos o self-titled da banda recebeu críticas muito positivas.

“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“Happy” – Pharrell
“Stay With Me” – Sam Smith
“Chandelier” – Sia
“Still Into You” – Paramore

– a terceira possibilidade derrubaria uma porção de forninhos: e se “Problem” fosse indicada? Oras, se “Roar”, que era clichê pra caralho, entrou ano passado, por que não uma letra bem pop e grudenta, com direito a saxofones e sussurros do Big Sean?)

“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“Happy” – Pharrell
“Stay With Me” – Sam Smith
“Chandelier” – Sia
“Problem” – Ariana Grande feat Iggy Azalea

Best New Artist

Ou a confusão personificada. Há uma dúvida absurda se Ariana Grande pode ser indicada a Artista Revelação, considerando que ela já Iggy Azalealançou um álbum anteriormente – e a indicação seria apenas se tivesse sido durante o lançamento do debut. Como alguns críticos dizem que ela não pode e os fóruns dizem que ela pode, eu ficarei na dúvida até o dia em que o Grammy divulgar os indicados. Por enquanto, vamos colocar os indicados de acordo com as cotas ou a exposição que tiveram no ano.

Iggy Azalea (seria a cota hip hop, fazendo a Macklemore e causando outra polêmica entre os puristas)
Sam Smith (cota pop, do singer-songwriter)
A Great Big World (cota indie, de acordo com a própria indicação lá em cima por Performance Pop por Duo Ou Grupo)
Bastille (cota “”rock””, fez barulho com “Pompeii” e uma possível indicação em Performance Pop em Duo ou Grupo pode respingar aqui)
Jhené Aiko (essa jovem cantora pode entrar na cota de R&B por já estar fazendo certo barulho entre os críticos e nos charts de R&B. Mesmo que você não conheça, os votantes do Grammy conhecem, e não se surpreenda se ela levar um Grammy ao invés do favorito óbvio)

Agora, se Ariana puder concorrer, acredito que fique mais ou menos assim:

Iggy Azalea
Sam Smith
A Great Big World
Ariana Grande
Jhené Aiko

Enfim, tudo depende das regras malucas do Grammy.

Album of the Year

Cover CD Frozen Original SoundtrackE lá vamos com a cereja do bolo do Grammy! Acredito que as indicações a Álbum do Ano seguirão o General Field, com Beyoncé, Pharrell e Sam Smith entre os indicados. Vão compor o resto da lista um act mais alternativo – que todos considerarão a pedra no sapato do self-titled da Queen B (aposto aqui no “Reflektor”, do Arcade Fire, que já levou o Grammy de Álbum do Ano e o último álbum foi aclamadíssimo pela crítica), e um indicado que não tinha me atentado na primeira análise, mas alguns jornalistas e fóruns andam vendendo essa possibilidade como forte e concreta: a trilha sonora de Frozen.

Tudo bem, você deve estar me achando maluca, mas se estamos seguindo o GF, e considerando a recepção da trilha sonora, a vitória de “Let It Go” no Oscar e a -provável- vitória em “Best Song Written for Visual Media” da música da Elsa, existe a chance do álbum entrar aqui. E não se esqueçam de que o Grammy é uma premiação da indústria, que premia, além dos bons álbuns, aqueles que foram bons e venderam muito. E a trilha de “Frozen” passou meses nas primeiras posições do chart de álbuns da Billboard, quebrando recordes e atrapalhando diversas estreias no ano. Não se surpreenda se for Frozen a pedra no sapato de Beyoncé.

Em primeiro lugar, álbuns de R&B não tem histórico de vitórias em Álbum do Ano (em Soul, temos Stevie Wonder nos anos 70; hip hop apenas Lauryn Hill no Grammy de 1999 e o OutKast levou com o “The Speakerboxx/Love Below”, uma mistura de funk, soul e hip hop). Beyoncé pode romper essa barreira, mas não é fácil.

E pra completar, existem precedentes do passado para trilhas sonoras levarem o prêmio. São precedentes isolados, mas podem ser problemáticos para o “BEYONCÉ” ficar com o prêmio principal da noite: a trilha de “E aí, meu Irmão, Cadê Você” levou o Grammy em 2002; “O Guarda-Costas” ficou com o gramofone em 1992 – no caso a Whitney Houston haha; e em 1979, o Bee Gees e uma penca de artistas subiram ao palco do Grammy para levar o seu pela trilha de “Os Embalos de Sábado à Noite”. Ou seja, não está tudo tão definido assim em Álbum do Ano.

No entanto, o impacto musical, dentro da indústria e cultural do “BEYONCÉ” foi tão grande que mesmo com essas possibilidades, Beyoncé já pode arrumar um espacinho para colocar mais um copinho pra Azul brincar.

Prováveis indicados

“BEYONCÉ” – Beyoncé
“G I R L” – Pharrell Williams
“Frozen Original Soundtrack”
“In The Lonely Hour” – Sam Smith
“Reflektor” – Arcade Fire

No geral, estas são as minhas previsões finais dentro do field pop e entre os prêmios principais. A partir de agora, é só esperar o que as gravadoras vão submeter para a Academia e o que o Grammy vai decidir.

E você? Quais são os seus palpites?

 

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3 comentários sobre “Previsões para o Grammy 2015 – o que pensar após 30 de setembro?

  1. Acho que a Dark Horse, também pode ser indicada em Sung Rap/Collaboration
    mas nesse caso iria concorrer com Drunk in Love, e realemente não acho que Dark Horse tenha forças para derrubar a Beyoncé

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