Taylor Swift finalmente se assume pop em “Shake It Off”

Taylor Swift Shake It Off Video

Taylor Swift é um caso curioso na indústria. Surgida como uma jovem cantora/compositora de música country, que relatava seus dramas, dores, romances e experiências na música, alcançou aos poucos respeito de público e crítica, além de sucessos que ultrapassavam a barreira do country e passavam a tocar nas rádios pop. Após entrar na cultura pop naquele VMA de 2009 com o “imma let you finish” do Kanye West e conseguir um Grammy de Álbum do Ano com o segundo CD, “Fearless”, todo mundo queria saber o que a loirinha aprontaria em seus próximos passos.

Após dois álbuns bem recebidos (“Speak Now” ainda country; e “Red”, já mostrando uma transição entre o country-pop e o pop puro, com produtores da moda) e muitas notinhas em tabloides sobre os namoros, é hora de Taylor finalizar a passagem de jovem cantora e compositora de country para pop diva. E ela escancara as portas lançando single e clipe do lead single “Shake It Off” nesta segunda-feira, já revelando também o nome do novo álbum (“1989”) e que este será o primeiro álbum totalmente pop em sua carreira. E a julgar pela música de trabalho, o que Taylor quer mesmo é se firmar no difícil jogo das estrelas pop… Mas a que custo?

Não dá pra negar que “Shake It Off” é uma música bonitinha e catchy. Com versos fáceis e refrão grudento, a música é basicamente um mini-hino de autoestima da própria Taylor com direito a alguns shades aos odiadores e invejosos. A batida lembra muito “Happy” do Pharrell misturado com música de cheerleader (não é uma coincidência a bridge ser falada como se fosse um grito de guerra) e o clipe tem uma boa fotografia e um certo senso de humor awkward, que a Taylor já mostrou em outros vídeos ter de sobra – e soa natural nela – com direito a referências a Cisne Negro e Lady Gaga. No entanto, algumas impressões ficam na música que me incomodam um pouco.

Pra começar, na primeira ouvida, eu não consegui reconhecer a voz da Taylor. Se eu ouvisse na rádio sem saber de quem se trata, juraria que era alguma cantora nova na cena. Aquele timbre característico, não-tão-country-roots mas também não-tão-pop sempre foi um dos charmes dela, e meio que se diluiu na música, o que a torna pra mim meio como se ela tivesse se adequado à canção sem por nada de seu, nada que a caracterizasse na música. Segundo, apesar do “Red” ter nos apresentado essa faceta mais pop da T-Swift, é ainda meio chocante vê-la numa música que aparentemente, nada tem a ver com ela. Não sei como os fãs mais antigos vão lidar com a canção – e até mesmo admiradores ocasionais vão ter que ouvir algumas vezes pra se acostumar (ou não). 

Tem cara de hit? Com certeza, com a mão do produtor do ano – Max Martin e seus smash “Problem” e “Bang Bang” – é hit na certa e já está fazendo boa figura no chart digital (neste momento está em segundo lugar no iTunes, mais de três horas após o lançamento) – mas sacrificando a identidade da artista?

 

Ou será que isso foi sempre o que Taylor Swift quis fazer?
Veremos nos próximos capítulos.

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