Previsões para o Grammy 2015

update: as previsões atualizadas sobre os palpites dos indicados ao Grammy estão aqui: https://duastintasdemusica.wordpress.com/2014/09/30/previsoes-para-o-grammy-2015-o-que-pensar-apos-30-de-setembro/

Pode parecer muito, mas muito cedo pra especular sobre o Grammy do ano que vem, mas tem jornalista americano que faz essas previsões por agora, em Julho/Agosto – e já temos um material bem vasto lançado desde 1º de Outubro de 2013 – lembrando que o período de elegibilidade para o Grammy vai até o dia 30 de Setembro. Por isso, até a data-limite, a possibilidade é alta de que muita gente poderosa lance álbum (ou no máximo single) pra aproveitar a chance de beliscar uma indicaçãozinha.

Mas neste período, foram tantos os lançamentos e gente boa fazendo sucesso com um bom material, que eu acredito que uma boa parte dos indicados – ao menos no pop field, que é onde serão a maioria das minhas análises – já estejam definidos. Claro, isso depende muito também do que a gravadora vai mandar – e em que categoria.

Quer saber pra quem você já pode torcer por antecipação? Clique em “continuar lendo“!

Melhor álbum pop

Aqui a grande possibilidade é ter duelos de titãs, como nas edições de 2011, 2012 e a deste ano (em especial a de 2012, por conta do fenômeno Adele), por conta do alto nível de indicados e o sucesso dos álbuns envolvidos.

Prováveis indicados

“PRISM”, Katy Perry
“Ultraviolence”, Lana Del Rey
“Xscape”, Michael Jackson
“BEYONCÉ”, Beyoncé*
“1000 Forms Of Fear” – Sia

– Lista de espera

“x” – Ed Sheeran
“My Everything” – Ariana Grande
“Bangerz” – Miley Cyrus
“In The Lonely Hour” – Sam Smith

Cover CD Katy Perry PrismAinda falta muita água pra correr debaixo dessa ponte, mas as minhas suspeitas se concentram nesse grupinho. O CD da Katy Perry foi bem sucedido, teve dois singles #1, e apesar das críticas mistas (e do álbum não ser tão bom quanto o “Teenage Dream”), Katy é sempre indicada pelos seus trabalhos (tanto os singles quanto os álbuns) e o combo sucesso+qualidade acaba sendo essencial para os votantes do Grammy.

Já o “Ultraviolence” cumpre uma cota mais “alternative” entre os álbuns pop que podem ser indicados, e a Lana ganhou bastante praise por conta da indicação do “Paradise” e de “Young and Beautiful” neste ano. O “Ultraviolence” estreou em #1 na Billboard 200 e teve boas críticas.

O “Xscape” entra na lista porque, afinal de contas, é o primeiro álbum decente póstumo do Michael Jackson (a bagunça do “Michael” não conta). Com excelentes produtores e o hit “Love Never Felt So Good” capitaneando as vendas, também chama a atenção dos votantes do Grammy + audiência da premiação por uma possibilidade de apresentação do holograma do MJ. Com certeza as pessoas teriam essa ganância.

Eu “asterisquei” o self-titled da Beyoncé porque não sei onde a gravadora pode submeter o álbum – ou no pop field, onde ele é favorito absoluto; ou no urban contemporary (onde talvez esteja mais adequado), field onde também é favorito absoluto. Já disse que o “BEYONCÉ” é favorito absoluto? Essa ascendência do self-titled só se torna menor (e pode diminuir com o passar do ano) com a divulgação nula do álbum e seus singles por parte da Queen B. Tudo bem que as turnês ajudam, mas os votantes do Grammy premiam sucesso + qualidade principalmente em artistas mainstream – o que ainda é o caso da Bey.

A Sia pode ter a chance do estouro completo com uma possível indicação através do “1000 Forms Of Fear”. Já respeitada no meio por suas composições pra inúmeros artistas (além de toda a carreira dela na Austrália e na Europa, antes de compor para a nata pop americana), e além de ter recebido boas críticas, está ganhando a atenção do público principalmente pelas apresentações curiosas e artísticas de “Chandelier”, lead-single do CD. Acho até mesmo que Sia tem chance no General Field – justamente a cota pop. Ou seja, Katy Perry ficaria de fora da lista final.


Na lista de espera, eu incluí três álbuns que podem dar as caras no Grammy por motivos diversos. Ed Sheeran está na moda nos EUA, e apesar das críticas mistas ao novo álbum, o ruivinho está hypado. Além disso, o Grammy também o indicou na cerimônia deste ano por Best New Artist (insira sua risada aqui, já que o cara tá na estrada há uns três anos), além de “Song Of The Year” em 2012 (insira aqui sua cara de WTF para as regras malucas do Grammy), o que o torna um nome com certa força na disputa. Ele poderia entrar como indicação surpresa se a Queen B não entrar no pop field, ou se os lançamentos daqui até setembro não tiverem tanta força.

A cota teen do Grammy pode ficar nas mãos da Ariana Grande e seu CD que ainda nem ouvimos, mas será lançado em Agosto, no período de elegilibilidade do Grammy. Motivo? Dor na consciência. Muitos críticos criticaram fortemente os votantes pela jovem cantora não ter sido indicada a Best New Artist neste ano – considerando como a jovem surgiu no mainstream de forma surpreendente com o “Yours Truly”. Agora bem mais hypada e com um hit massivo em mãos (“Problem”), Ariana pode conseguir a indicação a Álbum Pop, assim como outras possibilidades que podem levá-la ao seu primeiro Grammy. Ela tem muitas chances de conseguir essa indicação porque é uma teen com respeito da crítica – mas pode continuar na lista de espera se o “My Everything” for ruim com força.

Já o “Bangerz” é uma possibilidade distante. O hype da Miley foi fortíssimo no meio do ano passado, incluindo as polêmicas e a superexposição massiva. Era até pra “Wrecking Ball” ter descolado uma indicaçãozinha em Performance Pop (o que eu, particularmente, teria feito), mas a polêmica em torno da imagem da Miley Cyrus pesou contra. Apesar de algumas vezes a Academia pagar de moderninha, eles às vezes pecam pelo conservadorismo. Não que “Bangerz” seja essa obra-prima, mas é um CD pop bem produzido, e faz parte de um movimento de retorno do urban aos charts. Só que o hype da Miley já está passando.

E quase eu ia me esquecendo! O britânico Sam Smith pode ser uma surpresa dentro dessas indicações, por causa do hype altíssimo que o rapaz tá recebendo por causa do álbum “In The Lonely Hour”. O cantor-compositor, chamado por muitos de “Adele de calças”, por conta de suas letras confessionais e autobiográficas, está ganhando respeito da mídia e do público principalmente após o single “Stay With Me”, o que pode atrair também os votantes do Grammy. Não se espante se Sam aparecer no General Field também…

Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo

Normalmente esta categoria inclui alguns dos maiores hits do ano (e aquele espaçamento de tempo que eu citei no início? Pode esquecer – Gotye, por exemplo, levou o Grammy em 2o13 por uma música que foi lançada em Janeiro de 2012), featurings e canções de bandas famosas. A briga aqui é de cachorro grande, com uma ou outra indicação mais antiga.

Prováveis indicados

“Counting Stars” – OneRepublic
“Dark Horse” – Katy Perry feat. Juicy J
“Say Something” – A Great Big World feat. Christina Aguilera
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX*
“Problem” – Ariana Grande feat. Iggy Azalea
“Love Never Felt So Good” – Michael Jackson feat. Justin Timberlake

– Lista de espera

“Timber” – Pitbull feat. Kesha
“Am I Wrong” – Nico & Vinz
“Rude” – Magic!
“Maps” – Maroon 5

“Counting Stars” pra mim é lock nessa categoria. Um dos sucessos mais fortes de 2013-2014, é mais um hit top 10 da banda liderada pelo Ryan Tedder. O Grammy sempre vai incluir uma banda aqui pra cumprir a cota de “grupo”.Cover Iggy Azalea Fancy

“Dark Horse” é um dos hits massivos do ano, que já era hit mesmo antes de ser lançado, e teve toda uma pressão popular pra ser lançado  – já que Katy Perry tinha escolhido “Unconditionally” como segundo single do “PRISM” enquanto “Dark Horse” hitava sozinha. Pra mim, uma das favoritas ao prêmio (e o mais próximo da Katy ganhar o Grammy).

Outra indicação antiga e que pode mostrar força aqui é “Say Something”, dueto surpresa do finzinho do ano entre a dupla indie pop A Great Big World e a estrela Christina Aguilera. Uma clássica história de Cinderela e Fada Madrinha que culminou numa apresentação poderosa no The Voice, apesar de ter hitado no inverno americano, une qualidade musical e sucesso comercial como poucos e pode ser uma vencedora na categoria.

Essa é hit!¹ Fancy é o hit do verão, e hit do verão é indicado sim ao Grammy (oi “Blurred Lines”, oi “Sexy And I Know It”, oi “California Gurls”). Mas a canção tem seus méritos (como a produção minimalista hip hop/pop e o refrão catchy), e como eu suspeito que IggyAzalea seja indicada também em outras categorias no Grammy (podendo criar uma verdadeira confusão ano que vem), com certeza a Academia não vai se furtar de indicar a australiana.  “Asterisquei” porque, a depender da vontade da gravadora, eles podem colocar Iggy Iggz em Rap/Sung Collaboration, e aí podem entrar lançamentos futuros ou a galerinha da lista de espera.

Essa é hit!² Ariana Grande aparece aqui como provável indicada, desta vez com chances de levar por, evidentemente, ser outro dos hits do verão; e novamente com a presença da “it-girl” de 2014, Iggy Azalea, na colaboração mais explosiva do ano até o momento. Outra canção bem produzida da lista, pra mim é outra forte favorita, na ausência de “Fancy”.

Mas por que eu coloquei “Love Never Felt So Good” como sexta indicada se o Grammy normalmente escolhe cinco materiais todo ano? Bem, tem dias em que suspeito da Academia querer subverter as próprias regras e compensar eventuais esnobadas em outros artistas em anos anteriores fazendo algo do gênero com pessoas nada relacionadas esses artistas em anos posteriores. LNFSG é uma delicinha e a participação de Timberlake nos vocais do MJ pode até não acrescentar muita coisa – só dá um ar de “moderno” à faixa – mas se o “Xscape” for indicado a Álbum Pop, certeza que o lead-single também é.


A lista de espera depende muito do fator sucesso ou se o artista sobrevive musicalmente até 2015. Nico & Vinz e a banda Magic! são os sucessos do momento, mas ainda não se sabe se serão mais uma “Call Me Maybe” ou resistirão. Não se esqueça de que o Grammy pode até premiar por qualidade, mas se o sucesso estiver aliado, é um plus que conta tanto ou até mais. Por isso, eles ficam em stand-by até o próximo single.

“Timber”, parceria eletropop farofa do Pitbull com a Ke$ha, fez sucesso estrondoso em 2013-2014, e tenho lá minhas suspeitas de que há uma chance de indicação. Um passarinho me contou e eu costumo acreditar nos passarinhos. Às vezes os votantes do Grammy viajam e indicam determinadas músicas, mas acho que com a decadência do eletropop e a volta da EDM mais de nicho, com os DJs, Mr. Worldwide pode sobrar.

Já o lead-single do Maroon 5 eu coloco num degrau a mais na lista porque os rapazes sempre são indicados nessa categoria, desde antes da condensação pesada que o Grammy fez em 2012. E quando eu digo sempre, é porque Adam Levine e cia. já levaram Best New Artist e volta e meia aparecem com indicação. “Maps” é aquilo mesmo que a gente sabe, o Maroon 5 mais pop do que nunca, e mais genérico ainda, e pode entrar na categoria pela moral que os caras têm com o Grammy e pelo (futuro) sucesso da faixa. Mas inspiração no The Police já concorreu neste ano, gente. (e olha que eu amo “Locked Out Of Heaven”).

Melhor Performance Pop Solo

Essa é uma categoria interessante. Não vejo muitos grandes indicados neste primeiro semestre, mas aqueles no páreo são gente pesada, o que pode tornar a categoria uma disputa de alto nível.

Prováveis indicados

“XO” – Beyoncé
“All Of Me” – John Legend
“Chandelier” – Sia
“Stay With Me” – Sam Smith
“West Coast” – Lana Del Rey

– Lista de espera

“Empire” – Shakira
“Unconditionally” – Katy Perry
“The Man” – Aloe Blacc*

Cover Sia ChandelierAlguns dos possíveis indicados nesta categoria podem estar relacionados às indicações a Álbum Pop. Lana Del Rey com a indicação pelo “Ultraviolence” na mão? “West Coast” é indicada. O “1000 Forms of Fear” da Sia é indicado? Capaz de “Chandelier” também entrar na dança. A possibilidade deste último entrar sem ter o álbum indicado também é alta, porque até o momento, os grandes hits solo foram poucos – e talvez “Chandelier” entre pelo fator que eu tinha citado anteriormente – a respeitabilidade da Sia como compositora pode influenciar entre os votantes do Grammy. “Stay With Me” tem mais força aqui como indicação pro Sam Smith do que pelo álbum – e não duvide de que essa música entre no General Field em Record e Song.

“All Of Me” e “XO” são, pra mim, concorrentes fortes de estarem no corte final. Apesar da balada piano-driven do John Legend ter sido performada no Grammy deste ano, isso não significa que a canção esteja fora do páreo. O sucesso surpreendente da canção – aliado à qualidade inegável da faixa – a creditam para uma vaga em Pop Solo, com possibilidades de levar. O fato da música ser “velha” não é problema – volto ao exemplo de “Locked Out Of Heaven”, lançada em Outubro de 2012 e que concorreu no General Field na edição de 2014. Às vezes a canção tem força suficiente pra sobreviver até 2015.

“XO” seria a minha favorita até para o gramofone se a Beyoncé não tivesse simplesmente deixado o self-titled pra lá. O álbum é favoritíssimo, e está fatalmente no Álbum do Ano, mas nas categorias pop, a depender de como o CD sobreviva até 2015, vai ter páreo duro. Além disso, a música acabou ofuscada nos charts por “Drunk In Love” (pra que esses lançamentos simultâneos gente?), enquanto a sua principal concorrente foi #1 na Billboard.


Só esperando pra dar o bote está Shakira, com “Empire”, do self-titled. Eu não incluí o álbum da colombiana como provável concorrente em Álbum Pop por causa da repercussão – apesar das aparições no The Voice e apresentações em vários lugares, parece até que a Shakira decidiu lançar um álbum porque estava a fim. Mas “Empire”, segundo single do CD, fez um certo barulhinho e é uma música bem interessante, bem produzida e com os vocais da Shakira em equilíbrio com o arranjo. Pode ser uma surpresa dos votantes do Grammy.

Assim como “Unconditionally”, já que Katy Perry já é um nome da casa na categoria de Performance Pop – mesmo na época em que a categoria era separada por gêneros (uma das condensações do Grammy que até hoje eu considero uma babaquice, já que os nichos musicais tem muitos anos que vem tendo destaques de gênero recorrentes – o pop há anos é feminino, como o country é masculino; e o que falar do rock?, o que torna algumas situações um jogo cruel, como ter um homem na categoria de Pop Solo ou nenhuma mulher nas categorias de Rock Performance, por exemplo). Por isso, não veria como estranho Katy ser colocada aqui com “Unco”, um single que, se não foi um grande sucesso, foi bem recebido como faixa isolada como um trabalho maduro da californiana. O problema é que há canções melhores na lista.

O asterisco no Aloe Blacc é porque “The Man” eu enquadro em R&B/Soul, mas a gravadora pode colocar até em pop se tiver características que a classifiquem como tal. A música fez sucesso no início do ano, ele recebeu praise pelos vocais em “Wake Me Up” do Avicii e acho que a faixa pode ter força pra arrancar uma indicação por aí. Se não rolar em Pop Solo, aposto que no R&B entra, assim como o CD.

General Field – possibilidades

Record of The Year
(aqui o prêmio vai para o cantor e o produtor da faixa)

Essa categoria é a que consegue misturar mais sucessos do ano que passou, só que sucessos que tiveram boa recepção da crítica. Coldplay, Amy Winehouse, Norah Jones, Adele e Daft Punk foram alguns dos vencedores mais recentes, e normalmente o Grammy inclui nesta categoria pelo menos um indicado de cada field. Raramente tem dois indicados do mesmo field – é a tentativa de abranger a maior quantidade de estilos possíveis.Cover Beyoncé Drunk in Love

Nem sempre o indicado a Record também é indicado a Song (onde quem concorrem são os compositores da faixa), por isso, acredito que a coisa será bem misturada. Não se surpreenda se canções com boa dose de polêmica tipo “Talk Dirty”, do Jason Derulo, forem indicadas a Record mas o mesmo não se repetir com Song. Acho que Beyoncé tem vaga cativa com “Drunk In Love” (que pode disputar com o Derulo na cota “R&B/Urban”). Eminem lançou o “The Marshal Mathers LP 2” em Novembro, então “Berzerk” pode aparecer aqui na cota “hip hop”. Cabeças rolarão, mas não me surpreenderei se o Grammy fizer de Iggy Azalea o Macklemore parte II e colocá-la com “Fancy” aqui.  Até os Backstreet Boys foram indicados nesta categoria (“I Want It That Way”, em 2000), então um hit massivo com apelo a um público mais jovem não é uma surpresa. No entanto, a cota “country” não ficaria representada, e o álbum que tenha singles pra cumprir essa lacuna pode ser o “Platinum”, da Miranda Lambert, que teve excelentes reviews – e o lead-single “Automatic” pode ser uma escolha sólida. Suspeito que o Paramore cumpra uma cota “rock” com “Still Into You” aqui em Record (que pode fazer dobradinha em Song). E a cota pop é uma bagunça total, com “Chandelier” da Sia e “Stay With Me” do Sam Smith no páreo. Acho que “Chandelier” pode ser Song e “Stay With Me” como Record… Ou vice-versa.

A coisa ficaria mais ou menos assim:

“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z (com “Talk Dirty” como wild card)
“Berzerk” – Eminem
“Fancy” – Iggy Azalea feat. Charli XCX (ou”Automatic” no lugar)
“Still Into You” – Paramore
“Chandelier” – Sia (ou “Stay With Me” no lugar)

(lembrando que de cabeça, não lembro de nenhum outro lançamento de hip hop com mais vulto que o do Eminem, mas daqui até o dia 30 de setembro, tem muita coisa ainda pela frente e essa posição do Slim Shady pode ser a mais frágil de uma possível construção de Record Of The Year.)

Song Of The Year
(aqui o prêmio vai para os compositores da canção)

Cover Miranda Lambert AutomaticUma categoria sonhada por muito singer/songwriter, ganhar Canção do Ano é sinônimo de respeitabilidade no meio. Alicia Keys, John Mayer, o U2, Beyoncé, Adele e Lorde já levaram esse gramofone pra casa nos últimos anos, e esse é um dos prêmios em que eu mais vejo a Beyoncé próxima de levar mais um. A ideia ainda é abranger os fields com cada representante, por isso, acho que a Columbia vai submeter “Drunk In Love” aqui também. “Chandelier” e “Stay With Me” tem fortes chances de aparecerem, assim como a Katy Perry com “Dark Horse”. Nunca subestime Katy Keene, se bem que aqui a Miranda Lambert tem possibilidades com “Automatic”. Nunca subestime uma cantora country que componha. Não dá pra apostar em “Fancy” (se bem que até “Call Me Maybe” já foi indicada), mas “Berzerk” (ou “The Monster”, com a Rihanna”) do Eminem tem chances também por aqui. Acho que “All Of Me” é uma contender interessante e o problema está na cota rock. O Paramore pode entrar aqui com “Still Into You” ou o Coldplay, que lançou o “Ghost Stories” e pode colocar ou “Magic” ou “A Sky Full Of Stars” aqui.

É provável que a lista (semi)final seja essa:

“Drunk In Love” – Beyoncé feat. Jay Z
“Automatic” – Miranda Lambert (ou “Dark Horse” no lugar)
“Stay With Me” – Sam Smith (ou “Chandelier” no lugar)
“Berzerk” ou “The Monster” – Eminem
“Magic” ou “A Sky Full Of Stars” – Coldplay (ou “Still Into You” como dobradinha)

Best New Artist

O Grammy aqui tem muitas possibilidades de fazer “justiça” ou fazer confusão. A categoria tem alguns nomes que já são lock, Ariana Grandecomo a própria Iggy, Ariana (que foi ignorada na edição deste ano e podem compensar agora)  (a edição aparece aqui porque Ariana só poderia ter sido indicada pelo primeiro álbum, o que é uma situação absolutamente maluca, como vocês podem ler no caso do Ed Sheeran*) e Sam Smith. Uma possibilidade interessante pode ser a Charli XCX, na crista da onda após o sucesso de “Fancy” e as subidas de “Boom Clap”, seu sucesso solo. Esses são os nomes mais ouvidos entre os “novatos” no primeiro semestre. Digo “novatos” entre aspas porque depois do problema com Lady Gaga, que não foi indicada ao Grammy de Artista Revelação em 2010 por ter sido indicada no ano anterior por Gravação Dance por “Just Dance”, as regras mudaram: agora o artista pode ser indicado se ele não tiver lançado um álbum e não tiver vencido (ou seja, somente singles).

*Ed Sheeran tinha sido indicado como Revelação neste ano, sendo que tinha lançado o debut “+” em 2011. A regra bisonha se aplicaria à srta. Grande, mas ela provavelmente fica de fora dos indicados a Best New Artist… Ou se o Grammy aplicar a regra maluca de novo.

Pois bem, temos possíveis três ou quatro indicados a Revelação, mas nunca se esqueça de que o Grammy sempre arranja indicados menos mainstream (algum act indie ou jazz), por isso, a categoria pode ficar assim:

Iggy Azalea (seria a cota hip hop, fazendo a Macklemore e causando outra polêmica entre os puristas)
Sam Smith (cota pop, do singer-songwriter)
(act indie ou R&B/soul)
(act jazz ou country)
(act pop que pode estourar daqui até o fim do ano)

Album Of The Year

Cover CD Jack White LazarettoA cereja do bolo do Grammy normalmente segue o padrão das indicações no General Field, mas a Academia adora uma surpresa e esnobada. Por isso, não se surpreenda se algum artista querido não for lembrado na categoria principal. E com o nível dos artistas que lançaram álbuns neste ano, podemos pensar em chutes mais diretos ao gol, assim como wild cards guardadas no bolso.

O “BEYONCÉ”, pra mim, é lock. Tanto como lançamento de uma grande artista mainstream como um álbum na cota R&B/urban (ou pop, a depender do field). O “1000 Forms Of Fear” pode tomar o lugar do “Ultraviolence” aqui em Album Of The Year, se “Chandelier” conseguir suas vagas no GF. Entre os álbuns de rap, o Eminem pode entrar com o “LP2” – mas novamente a Iggy pode fazer o Macklemore e forçar uma indicação. Quem sairia? Mistério, mas vou deixar alguns álbuns como “wild card”, numa cota mais pop do que o álbum da Sia (“The Lonely Hour”? “PRISM”?) e surpresas podem aparecer aqui, como o “G I R L” do Pharrell, que tem uma moral absurda no meio. Country pode ser o “Platinum” da Miranda Lambert. Outros indicados podem ser o Coldplay pelo “Ghost Stories” (apesar da crítica não ter curtido muito o CD, por isso fica mais na promessa mesmo), o The Black Keys com o “Turn Blue”, sem contar o “Lazaretto” do Jack White.

As possibilidades são inúmeras, por isso eu vou brincar um pouquinho com elas aqui:

“BEYONCÉ” – Beyoncé
“1000 Forms Of Fear” – Sia
“The Marshall Mathers LP” – Eminem
“Platinum” – Miranda Lambert
“Turn Blue” – The Black Keys

ou

“BEYONCÉ” – Beyoncé
“The New Classic” – Iggy Azalea (forçando a indicação aqui)
“The Marshall Mathers LP” – Eminem
“Platinum” – Miranda Lambert
“Turn Blue” – The Black Keys (ou “Lazaretto”)

ou

“BEYONCÉ” – Beyoncé
“1000 Forms Of Fear” – Sia
“The Marshall Mathers LP” – Eminem
“Platinum” – Miranda Lambert
“Lazaretto” – Jack White

wild cards na vaga da Sia: “PRISM”, “In The Lonely Hour”, “Ultraviolence”

 Outros fields

Urban Contemporary Album: Se o self-titled da Beyoncé for indicado aqui neste field, é um vencedor claro. Mas se ela jogar o “BEYONCÉ” para as pop, acho que o vencedor aqui será o Jason Derulo, com o “Talk Dirty”, que é um álbum bem bacana no que se propõe… Claro, se a Rihanna não lançar um CD novo daqui até dia 30 de setembro…

Rap Field: não duvide de que a gravadora da Iggy Azalea vai colocá-la aqui pra concorrer no field rap com o “The New Classic”, e chuto até que “Work” vai entrar como “Best Rap Song” e “Rap Performance”. Eles sabem que o TNC, no field pop, não chega nem no corte final (apesar de ser mais um álbum pop do que de hip hop). O Eminem entra aqui, e a depender de como seja o álbum da Nicki Minaj, acho que rola um feud nervoso entre ela e a Azalea por Best Rap Album.


Como eu disse, estou falando de uma série de chutes e suposições baseado no que foi lançado neste primeiro semestre, com ecos do final de 2013. Daqui até setembro muita coisa pode ser lançada, e alguns dos álbuns que ainda não ouvimos podem ser muito bons ou muito ruins, o que pode mudar até mesmo os indicados que eu organizei aqui neste post imenso. Lembro sempre que isto aqui é uma previsão – não dá pra cravar que todos esses indicados podem aparecer no corte final, principalmente porque eu direcionei o foco nos pop acts. Por isso, esse quadro pode ser completamente diferente, em especial no General Field.

Basta dizer que esta série de previsões é um norte – seja para torcer, seja para temer, ou mesmo pra fazer as próprias previsões, ou lembrar daquele álbum que estreou ou aquela música que bombou e que poderia estar no Grammy 2015.

Quais seriam as suas previsões?

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3 comentários sobre “Previsões para o Grammy 2015

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