Design de um top 10 [3] Tem gente nova na área

O top 10 da Billboard tem novidades! Apesar do monster hit “Happy” ainda permanecer pela nona semana em primeiro lugar no Hot 100, dois novos players estão chegando nas dez primeiras posições mais importantes do chart. Um deles está fazendo bonito tanto nas rádios quanto no digital – e associado ao seu nome forte na indústria, pode ser um dos hits do verão.

Top 10 Billboard Hot 100 (03/05/2014)

1. Pharrell Williams – Happy
2. John Legend – All Of Me
3. Jason Derulo – Talk Dirty
4. Katy Perry – Dark Horse
5. Idina Menzel – Let It Go
6. Bastille – Pompeii
7. DJ Snake & Lil Jon – Turn Down For What
8. Justin Timberlake – Not A Bad Thing
9. Chris Brown – Loyal
10. Lorde – Team

Enquanto Pharrell e seu chapéu, John Legend, Idina Menzel e Bastille se mantiveram em suas posições, Jason Derulo trocou de posições com Katy Perry, Lorde dá adeus com “Team” e um dos prováveis sucessos do verão americano (“Turn Down For What”) já colocando suas asinhas de fora. Apesar dessas pequenas e marcantes mudanças, a maioria dessas canções – exceto pelo single do DJ Snake – já estão em fim de carreira dentro do top 10. Pharrell, apesar de dominar o iTunes, já começa a cair nas rádios, assim como Legend, Derulo e Perry (que já lançou novo single).

Mas é hora de falar de duas músicas que apareceram no top 10 e suas possibilidades de se manterem por lá durante o sempre agitado período de maio-junho-julho nos charts americanos.

 

Chris BrownEnquanto Chris Brown está preso, seu single “Loyal” (com featuring de Lil Wayne e Tyga) subiu duas posições e chegou ao nono lugar na Billboard, graças primeiramente ao desempenho no chart digital, já que a canção, o quarto single do álbum “X” (ainda não lançado) foi lançada nesse formato. A música tem duas versões (East Coast, com participação de French Montana; e a West Coast version com Too Short), além de um remix com Tyga que foi lançado nas rádios e logo depois no iTunes. Neste momento, a música tem subidas tímidas nas rádios (toca especificamente em rádios Urban) e a West Coast está em 74º no iTunes. A canção é basicamente um exemplo da tendência urban que está voltando às rádios, com uma produção bem interessante, mas com uma das letras mais escrotas que eu já ouvi, sobre “vadias infiéis” e “interesseiras”. Se você reclamou da letra de “Talk Dirty”, aquilo ali é um poema de amor em comparação à ruindade e misoginia dessa canção.

Apesar de se encontrar numa boa posição na Billboard, a canção não parece ter vida longa – principalmente se hoje em dia, pra que uma música se mantenha, deve estar muito bem nos dois charts (e a restrição da música a um tipo de rádio atrapalha). Acredito que a chance maior de sucesso de Brown pode ser pelo dueto dele com a teen sensation Ariana Grande ( o chamado featuring “limpa barra”), para que ao menos o álbum do cantor seja lançado.

 

Enquanto isso, Justin Timberlake mostra que o “The 20/20 Experience Part II” tem suas cartas na manga com o terceiro single do Justin Timberlakeálbum, “Not A Bad Thing“. Uma midtempo pop, com influências R&B e uma levada gostosa no violão, tem uma letra romântica e madura, de um cara que está disposto a conquistar o coração de uma garota desconfiada, e uma produção bem coesa com o trabalho realizado por JT nos dois álbuns. A música está com excelente desempenho nas rádios e no chart digital (ao contrário da estranheza que víamos em “TKO”, que subia assustadoramente na audiência mas tinha desempenho ruim no iTunes), e parece não estar perdendo o fôlego. Pelo contrário: há pouco tempo chegou ao top 10 do iTunes, e com a letra de apelo universal e todo o praise obtido por Timberlake no último ano, a chance de se manter durante boa parte do verão no top 10 é grande.

Eu não aposto muito numa primeira colocação porque tem algumas músicas com mais fôlego e capacidade de hitar do que “Not A Bad Thing” (fique de olho em “Fancy”, da Iggy Azealia) – e esse talvez seja o principal porém da música: apesar de ser linda e atingir a todos os públicos, ela não é tão radiofriendly quanto “Take Back The Night” (só pra citar a parte II), e após dois verões com canções lentas/indie/alternativas em #1 (2012) e ritmos retrô inspirados na música disco e no funk oitentista (2013), o público deve estar esperando algo bem mais up pra bombar lá no hemisfério norte.

 

E aí? O que acha dessas novidades no top 10? Qual dessas músicas você prefere, “Loyal” ou “Not A Bad Thing”?

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